Thiago Leite



Eram os Deuses Astronautas?

Eram os Deuses Astronautas?

Humanos subestimados e extraterrestres divinizados



Provavelmente não. Mas é fácil pensar que sim. O olhar contemporâneo antropocêntrico, eurocêntrico, enfim, etnocêntrico, interpreta as manifestações de outras culturas e épocas segundo seus próprios parâmetros e experiências. Por isso, quando Erich von Däniken pergunta “eram os deuses astronautas?”, é preciso abordar a questão de forma crítica e despojada das pré-noções de quem se atreve a investigar esse tema.

A primeira vez que me deparei com Eram os Deuses Astronautas? foi com uma velha edição de capa verde do meu pai, e este me causou a impressão de que era uma obra impressionante, que revelava uma realidade perturbadora sobre nossos passado e origem. Não cheguei a ler o livro na época. Mas há poucos anos adquiri uma edição nova e, mais interessado do que nunca sobre qualquer tema relacionado a extraterrestres, li o livro rapidamente, sem sentir o impacto que normalmente os leitores dizem sentir.

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Autor: Categories: Livros, Resenhas

Pela crítica contra a censura – parte 3

Pela crítica contra a censura

Quem são os subversivos?



A reação dos autoproclamados “politicamente incorretos” costuma se pautar pela defesa da liberdade de expressão. Acusa-se os “politicamente corretos” de agirem autoritária e repressivamente, antecipando o prelúdio de uma distopia bradburiana (Fahrenheit 451) ou orwelliana (1984).

Dentro do debate sobre a correção política, têm destaque as questões relativas à linguagem, seja na tentativa de se reformar o vocabulário e os preconceitos nele embutidos, trocar o uso de certas palavras por outras ou admitir as variedades menos privilegiadas das línguas como formas legítimas de manifestação de certo idioma.

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Autor: Categories: Atualidades, Ensaios

Pela crítica contra a censura – parte 2

Pela crítica contra a censura

O monopólio do poder da palavra



A correção política é importante para que meçamos os limites das manifestações das diversas intolerâncias, muitas vezes reprodutoras de preconceitos arraigados. Sendo assim, sou a favor de uma postura politicamente correta. Mas ela deve ser educadora e não impositiva. Deve, acima de tudo, atacar as causas e não os efeitos (os signos) da intolerância.

E é de se notar que a correção política tem sido feita por meio da imposição e tem criado um ambiente de paranoia e de melindres, que levam a extremos como a tentativa, por parte do MPF de Minas Gerais, de retirar de circulação o Dicionário Houaiss por causa de seu teor preconceituoso na definição do verbete “cigano”. Uma mente ponderada percebe imediatamente o absurdo que é tentar apagar de nossa memória coletiva os significados pejorativos que as palavras assumem, e qualquer dicionário sério como o Houaiss deixa claro quando um significado é pejorativo, figurado ou chulo (claro, para quem sabe consultar o dicionário).

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Autor: Categories: Atualidades, Ensaios

Pela crítica contra a censura – parte 1

Pela crítica contra a censura

Notas sobre o debate em torno da correção política



Uma ONG da Itália pretende censurar a Divina Comédia de Dante nas escolas do país, cujo conteúdo é eivado de intolerância religiosa, sexual e racial. Há algum tempo se ouviu uma polêmica sobre um professor norte-americano que “revisou” Mark Twain, retirando de um de seus livros as palavras ofensivas aos negros. Na mesma linha e pouco tempo antes, uma discussão no Conselho Nacional de Educação trouxe a consideração sobre restrições ao uso de uma das obras de Monteiro Lobato no Ensino Fundamental, também por causa de seu conteúdo racista.

Alea jacta est. Cada um se posiciona e constrói um debate sem fim, os defensores da correção política se arriscam a ser taxados de simpatizantes da ditadura e os defensores do patrimônio cultural se arriscam a ser responsabilizados pela manutenção de preconceitos difíceis de erradicar.

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Autor: Categories: Atualidades, Ensaios

“Da Correção Política à Censura”

Da correção política à censura

Série especial da Carta Potiguar discute a correção política



Os termos “politicamente correto” e seu antônimo “politicamente incorreto” são muito usadas hoje em dia para designar posturas relacionadas a preconceitos, discriminação, movimentos sociais e políticas de inclusão, dentro dos mais variados âmbitos, como a linguagem, a literatura, a publicidade, o humor, as produções acadêmicas, a mídia e as instituições governamentais.

Para discutir as questões ligadas à “correção política”, seus dilemas e disputas, o site Carta Potiguar lançou esta semana a série “Da Correção Política à Censura”. Vários dos colunistas da Carta (entre os quais me incluo) apresentamos artigos sobre o tema, explorando os diversos âmbitos do debate e nos posicionando a respeito dos problemas dessa disputa. Os artigos estão sendo publicados ao longo desta semana. Confira clicando no link abaixo.

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Ameaça à Psicologia laica

Ameaça à Psicologia laica

Afrontas evangélicas à laicidade do Estado e da Psicologia



O Conselho Federal de Psicologia proíbe os psicólogos de emitir opiniões ou tratar a homossexualidade como transtorno. Mas o deputado João Campos (PSDB-GO) apresentou um projeto legislativo que visa a permitir que psicólogos tentem curar a homossexualidade dos pacientes que assim desejarem. O Conselho criticou esse projeto, lembrando que suas normas éticas procuram combater a intolerância.

Essa questão veio à tona motivada pela recente polêmica protagonizada pela “psicóloga cristã” Marisa Lobo, que usava sua profissão para aplicar conceitos religiosos contrários à perspectiva hegemônica na ciência Psicologia, tentando curar homossexuais de sua “doença” e contrariando a ética do Conselho Federal de Psicologia.

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Autor: Categories: Atualidades, Religião

Catequese no Estado laico

Catequese no Estado laico

Oração na escola e contradições do cristianismo estatal



O governo de Ilhéus, Bahia, instaurou uma lei municipal que obriga os alunos das escolas públicas do município a rezar o Pai Nosso antes das aulas. Os 13 vereadores da cidade aprovaram a “Lei do Pai Nosso” por unanimidade e o prefeito a sancionou no dia 12 de dezembro de 2011. A ideia dessa norma no mínimo controversa saiu da cabeça do Vereador Alzimário Belmonte (PP), evangélico da Igreja Batista que, como tantos políticos incompetentes Brasil afora, não compreende o que é Estado laico.

Essa tentativa de cristianizar o Estado brasileiro não é a primeira nem a mais séria. Felizmente, vivemos numa época em que a imposição teocraticista encontra forte resistência da sociedade civil secularista. Neste sentido, a Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (ATEA) ingressou no Ministério Público da Bahia contra a lei, argumentando sua inconstitucionalidade, tendo em vista que viola a liberdade de crença dos estudantes.

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Autor: Categories: Atualidades, Religião

O paradoxo da máscara

O paradoxo da máscara

Escondendo quem aparentamos ser e revelando quem somos



A máscara pode ser tecnicamente definida como um objeto que cobre parte de ou todo o rosto de uma pessoa. Há máscaras que servem para proteger o usuário de inalar gás ou poluente venenoso; há aquelas que servem para evitar a transmissão de doenças e/ou para prevenir o usuário de uma infecção; algumas máscaras protegem os olhos do soldador das faíscas de sua solda. Em vários casos, o objeto que cobre o rosto tem uma utilidade prática.

Mas há máscaras decorativas cujo uso está ligado à fantasia e assunção de um papel/personagem. Essas máscaras não têm utilidade prática ou laboral. Porém, possuem um certo poder e exercem um fascínio extraordinários sobre quem a usa e quem a vê. O mascarado pode se tornar outra pessoa (pode até ficar irreconhecível para aqueles que o conhecem bem) e fazer coisas que jamais faria em seu cotidiano normal. Paradoxalmente, ao esconder quem aparentamos ser, a máscara permite que nos manifestemos como realmente somos.

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Liberdade e livre-arbítrio – parte 2

Liberdade e livre-arbítrio

Paradoxos da liberdade e o fim das marchas



A restrição da liberdade é condição sine qua non da própria vida humana em sociedade. Se não fosse o refreamento dos impulsos vitais, por exemplo, os conflitos interpessoais quase sempre terminariam em derramamento de sangue ou morte. Se as pessoas fossem totalmente desimpedidas para expressar o que pensam, qualquer discordância se tornaria uma troca de insultos, xingamentos e ataques verbais preconceituosos, desperdiçando-se a oportunidade do debate de ideias. Se não fosse a cultura, enfim, não seríamos humanos.

Esse refreamento deveria se tornar uma prática consciente, parte de uma autocrítica constante, norteada pela razão e por uma noção realmente libertária da liberdade. Esta só tem sentido como valor social quando se aplica a todos igualmente, e isso necessariamente significa que, paradoxalmente, nem tudo é permitido numa sociedade livre.

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Liberdade e livre-arbítrio – parte 1

Liberdade e livre-arbítrio

A liberdade irrestrita nos torna realmente livres?



É por parte de cristãos de diversas denominações que mais se ouvem queixas reacionárias perante críticas dirigidas ao Cristianismo, manifestações pelos direitos dos LGBTs e reivindicações pela efetiva laicidade do Estado. Quando uma boa quantidade de pessoas critica o comportamento de evangélicos que transformam uma cabine do metrô numa barulhenta sessão de pregação, com direito a possessões divinas e diabólicas, alguns evangélicos sentem que se trata de uma repressão a sua crença. É difícil que algo assim não provoque calorosas discussões na internet.

Recentemente a direção do Hospital Regional do Agreste, em Caruaru, Pernambuco, proibiu as práticas de pregação e oração por parte de visitantes nas enfermarias. Nada mais é do que um ato de bom senso e compreensão da necessidade de os vários pacientes repousarem e se recuperarem de procedimentos médico-cirúrgicos. Pastores se sentiram oprimidos em sua liberdade de culto, como se a pregação fosse mais importante do que a liberdade e a saúde de outras.

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