Thiago Leite



Planeta dos Macacos (2001)

Tecido por em 12/09/2011
Planeta dos Macacos (2001)

Paráfrase símia



Antes da homenagem e prequência prestada por Rupert Wyatt (Planeta dos Macacos: A Origem), Tim Burton lançara em 2001 sua versão heterogênea de Planeta dos Macacos (Planet of the Apes, 2001), ignorando quase totalmente a cronologia dos filmes originais iniciados por Franklin Schaffner em 1968 (O Planeta dos Macacos), mas amarrando (um tanto frouxamente) certos pontos para deixar a história parecida com a do antigo filme homônimo.

O filme de Burton não merece uma resenha prolongada. Ele é muito mais uma simples homenagem do que um bom filme (aliás, não é um filme muito bom). Assim, para quem conhece a quintilogia, as referências vão fazer soar o lado nerd dos fãs, mas nada que torne a homenagem digna de uma nota alta. Porém, ele vale a pena ser visto por outros motivos, como se verá a seguir.

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45 anos de Star Trek

Tecido por em 8/09/2011
45 anos de Star Trek

Ainda vivendo longa e prosperamente



No dia 8 de setembro de 1966, ia ao ar na NBC, na televisão norte-americana, o episódio O Sal da Terra (The Man Trap), estreia da série Jornada nas Estrelas (Star Trek), que se tornaria uma das mais longevas franquias de ficção científica, indo audaciosamente a seguidas séries e temporadas de TV, filmes, livros, quadrinhos e tanta parafernália de merchandising (brinquedos, roupas e acessórios úteis ou inúteis) a que talvez só Guerra nas Estrelas (Star Wars) se equipare ou, quiçá, supere.

A premissa da série idealizada por Gene Roddenberry era levar a um futuro utópico histórias de aventura, suspense e drama, tudo em torno de uma elaborada e inteligente ficção científica, o que se traduz em “explorar novos mundos estranhos, procurar novas formas de vida e novas civilizações”. Inicialmente, tal premissa foi desenvolvida através de três temporadas mais ou menos bem-sucedidas. Personagens marcantes como Capitão James T. Kirk, Sr. Spock e Dr. Leonard McCoy encenariam enredos repletos de surpresas e reviravoltas.

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Autor: Categories: Atualidades

Planeta dos Macacos: A Origem

Tecido por em 5/09/2011
Planeta dos Macacos: A Origem

Homenagem símia



O cinema contemporâneo vem sendo marcado pelo fenômeno das refilmagens, prequências, reboots e similares. A crise de criatividade em Hollywood chega ao ponto de vermos obras semelhantes aparecerem num intervalo de poucos anos. É o caso de Homem-Aranha (2002 e 2012)), Hulk (2003 e 2008) e Planeta dos Macacos (2001 e 2011). Estes últimos têm o agravante de já serem ambos homenagens ao mesmo filme de 1968.

E, acima de tudo, muito mais do que uma grande obra de arte, Planeta dos Macacos: A Origem (Rise of the Planet of the Apes, 2011) é uma grande homenagem ao legado cinematográfico iniciado por Franklin J. Schaffner com seu O Planeta dos Macacos (Planet of the Apes, 1968), este já uma adaptação do livro homônimo de Pierre Boulle (La Planète des Singes, 1963)

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Autor: Categories: Filmes, Resenhas

Sexualidade alienígena – parte 3

Tecido por em 29/08/2011
Sexualidade alienígena

A fêmea humana e o corpo afrodisíaco no mercado sexual interplanetário



O corpo da mulher, como disse no texto anterior, é representado em nossa cultura como o corpo afrodisíaco, capaz de excitar sexualmente (quando tem uma forma enquadrada no modelo de beleza vigente) qualquer ser humano. Essa noção faz parte de um conjunto de representações androcêntricas (que têm o humano macho como protagonista e sujeito) que veem a fêmea como coadjuvante e objeto.

A noção de uma capacidade natural e universal de excitar os sentidos é levada aos mundos da ficção científica e do fantástico, e os moldes do corpo feminino como o conhecemos (o da fêmea do Homo sapiens) é muitas vezes transportado para o corpo de seres alienígenas, e as mesmas características consideradas sensuais e belas na mulher humana aparecem nas mulheres extraterrestres. Não só as humanas são objeto de desejo de alienígenas, mas as alienígenas consideradas belas são aquelas que têm o corpo parecido com o humano.

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O corpo afrodisíaco

Tecido por em 22/08/2011
O corpo afrodisíaco

O corpo da mulher e o mito da ginofilia universal



“E ainda tem gente que não gosta, não é, rapaz?”, disse um homem ao seu companheiro de mesa no restaurante, referindo-se a duas mulheres bonitas sentadas à mesa em frente. É claro que, com a crescente visibilidade da busca por direito iguais pelos LGBTs, torna-se muito comum as pessoas tocarem no assunto, muitas vezes para demonstrar seu conservadorismo e sua reprovação, especialmente dirigida aos homossexuais do sexo masculino.

Eis algumas perguntas não muito óbvias para questionar essas manifestações: Por que um homem precisa proclamar de forma irônica seu desprezo pelo desejo homossexual, sugerindo através dessa mesma ironia que sua orientação é heterossexual? Por que esse tipo de afirmação costuma ser restrito às conversas entre homens? Por que existe alguma coisa errada em qualquer pessoa que não se excite com a visão de um corpo feminino?

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Autor: Categories: Antropologia, Ensaios

Sexualidade alienígena – parte 2

Tecido por em 8/08/2011
Sexualidade alienígena

O prazer da androginia e do hermafroditismo na ficção científica



Os extraterrestres na ficção científica normalmente são inspirados nas experiências humanas no planeta Terra. Eles quase sempre são muito parecidos com seres humanos em muitas de suas características, inclusive em sua sexualidade (tanto no aspecto reprodutivo quanto nas manifestações de afeto e nas identidades de gênero), como vimos na primeira parte deste ensaio.

Porém, algumas concepções conseguem fugir em maior ou menor grau do dimorfismo sexual e das relações monogâmicas heterossexuais, descrevendo desde variações exóticas da sexualidade humana até processos reprodutivos totalmente diversos do Homo sapiens. Vejamos alguns exemplos interessantes, as limitações ou extrapolações a que se consegue chegar na concepção de alienígenas andróginos, hermafroditas ou assexuados

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Sexualidade alienígena – parte 1

Tecido por em 1/08/2011
Sexualidade alienígena

Variações do dimorfismo sexual na ficção científica



O ser humano tende a antropomorfizar a natureza, ou seja, representar a realidade ao seu redor segundo parâmetros construídos a partir de sua própria experiência. Um dos exemplos mais marcantes em nossa cultura e idioma é a classificação de coisas inanimadas em gêneros masculino e feminino e a representação dessas coisas segundo o que se entende como características masculinas e femininas.

Extrapolando tudo isso, é comum imaginarmos, em histórias de ficção científica, que as espécies alienígenas que porventura possamos encontrar universo afora tenham características muito parecidas com as humanas, como a divisão em dois sexos/gêneros e a procriação sexuada. Até mesmo a existência de algo que possamos identificar como sexualidade é resultado do antropomorfismo.

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A orgia humana – parte 2

Tecido por em 4/07/2011
A orgia humana

A diversidade sexual humana como resultado de causas não-naturais



A natureza é muitas vezes um recurso argumentativo para defender um modelo ideal de comportamento humano. A Etologia pode ser fonte para justificar, por exemplo, um dado tipo de conduta sexual e de formação de laços entre as pessoas. Porém, vemos que os comportamentos animais são tão diversos que não é possível basear nosso ideal de comportamento humano numa suposta “natureza” imutável.

Quando não adianta recorrer à “natureza” para defender a tradição familiar cristã (que na verdade é tão diversa e muito mais ideal do que real), recorre-se a argumentos de cunho “sociológico”. Um exemplo, dado na primeira parte deste ensaio, é a defesa do suposto significado “correto” da palavra “casal”.

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Autor: Categories: Antropologia, Ensaios

A orgia humana – parte 1

Tecido por em 27/06/2011
A orgia humana

A diversidade sexual humana como resultado de causas não-naturais



Diante das mudanças na aceitação das uniões homoafetivas e das demandas cada vez mais fortes por direitos e combate ao preconceito, o discurso reacionário reage como pode. “Dois homens morando juntos não são um casal. Dupla pode ser, mas casal é só homem e mulher. Eu até respeito a opção de dois homens conquistarem a união civil, mas é um crime eles adotarem uma criança”.

Muitas vezes esse discurso se acompanha de frases do tipo: “Isso é uma afronta contra Deus”. De certo modo, equivale a dizer que a homossexualidade é antinatural, ou seja, vai de encontro aos ditames da natureza. Dentro dessa perspectiva, parte-se do pressuposto de que a pessoa que se relaciona com um parceiro do mesmo sexo escolhe sua orientação sexual, escolhe “pecar”, e poderia facilmente seguir o caminho “natural”, se quisesse.

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Autor: Categories: Antropologia, Ensaios

Um fantasma ronda o Brasil?

Tecido por em 15/06/2011
Um fantasma ronda o Brasil?

Manifestações reprimidas, o medo da subversão e a sombra de um monstro



As recentes tentativas de se organizar manifestações em Brasília a favor da descriminalização da maconha têm esbarrado em impedimentos. Depois de ter sido proibida pela Justiça, será objeto de discussão no Supremo Tribunal Federal, que decidirá sobre a legalidade das manifestações.

A decisão de se discutir a legalidade de uma manifestação como essa se justifica pelo preconceito. O comércio de maconha é proibido no Brasil (e este é o tema das manifestações), mas a liberdade de expressão é garantida pela Lei brasileira. Porém, a mente conservadora, temerosa da desagregação dos costumes, associa a liberdade de expressão de ideias subversivas ao incentivo do crime e do pecado.

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Autor: Categories: Atualidades
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