Thiago Leite



Chico Mota

Tecido por em 8/06/2011
Chico Mota

Pequeno resumo da vida e obra de um violeiro do Seridó



Francisco Fernandes da Mota foi um poeta, violeiro, repentista e cordelista paraibano que se tornou célebre no Seridó potiguar, especialmente em Caicó, onde viveu a maior parte de sua vida. Nasceu aos 23 de outubro de 1924, filho de Henrique Ferreira da Motta e Maria Elvira Fernandes, na Fazenda Dinamarca, município de Catolé do Rocha, Paraíba. Começou a trabalhar na agricultura aos 10 anos de idade e viveu na zona rural até 1963.

Em 1949, deu início à profissão de violeiro. Em 1955, na cidade de São Bento (PB), casou-se com Hermínia Joaquina Alves, com quem viveu até o dia de seu falecimento e lhe deu uma prole de 10 filhos. Em 1º de maio de 1963, criou, juntamente com o violeiro-repentista José Soares Sobrinho (in memoriam), o programa de rádio Violeiros do Seridó.

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Autor: Categories: Atualidades, Crônicas

Dia da Toalha

Tecido por em 25/05/2011
Dia da Toalha

Douglas Adams, Guerra nas Estrelas, “orgulho nerd” e viagens interplanetárias



25 de maio foi comemorado o Dia da Toalha, em memória de Douglas Adams. Em sua “trilogia de 5 livros” O Guia do Mochileiro das Galáxias, a toalha é apresentada como o item mais útil para um viajante interestelar. Duas semanas após a morte de Adams, seus fãs estabeleceram o Dia da Toalha, em que cada pessoa deve sair de casa com sua toalha, que pode vir a calhar em diversas situações cotidianas.

Essa data também é o dia da estreia de Guerra nas Estrelas, em 1977. Como muitos fãs das histórias de Guerra nas Estrelas e da obra de Adams são nerds, resolveram transformar esta data também no Dia do Orgulho Nerd, ou Dia del Orgullo Friki, comemorado pela primeira vez em Madrid, Espanha, em 2006.

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Autor: Categories: Atualidades

Babies – Resenha

Tecido por em 21/05/2011
Babies - Resenha

Uma oportunidade para insights sobre igualdade e diferença



Babies (2010), filme dirigido por Thomas Balmès, é um documentário que testemunha, sem narração, o 1º ano de vida de quatro pequenos seres humanos, cada um de uma parte distinta da Terra. Ponijao é um menino namibiano, Mari é uma menina japonesa, Bayar é um menino mongólico e Hattie é uma menina norte-americana.

Acompanhamos diversos momentos da vida das pequenas crianças, desde o nascimento, passando pelas primeiras palavras até os primeiros passos. Os quatro bebês comovem o espectador, como é comum com adultos contemplando infantes dessa tamanho e idade. O cineasta escolhe momentos pitorescos e os encaixa com cenas que mostram especificidades culturais, de hábitos e costumes.

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Autor: Categories: Antropologia, Filmes, Resenhas

PL 122 – #diacontrahomofobia

Tecido por em 17/05/2011
PL122

Todo preconceito é fruto da ignorância



No dia 17 de maio de 1990, a Organização Mundial da Saúde excluiu a homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde. A data foi escolhida para se celebrar o Dia Internacional de Combate à Homofobia e à Transfobia, e serve para a realização de eventos que tragam à tona o problema da intolerância.

Entretanto, o medo da homossexualidade ainda é tamanho que, quando surge uma proposta de criminalizar a violência contra os homossexuais, grassam reações reacionárias por parte dos porta-vozes dos “bons costumes”. Da mesma forma, as mulheres que reinvidicaram direitos iguais foram ridicularizadas. Da mesma forma, os abolicionistas não foram levados a sério.

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Autor: Categories: Atualidades

O que é homofobia?

Tecido por em 10/05/2011
O que é homofobia?

Papéis sexuais, medo do amor do outro e medo de si mesmo



Recentemente o Bule Voador divulgou uma matéria da APA (American Psychological Association) sobre uma pesquisa que reforçou uma suspeita que a Psicanálise já tinha há muito tempo: a homofobia advém da repressão dos próprios desejos homossexuais do homófobo.

Basicamente, a pesquisa foi feita com um grupo de jovens homens heterossexuais (divididos em dois grupos, um homofóbico e outro não-homofóbico), que assistiram a três vídeos com cenas de sexo, uma mostrando um casal heterossexual, outra mostrando um casal gay e um terceiro apresentando um casal lésbico. A ereção dos jovens foi medida através do uso de um aparelho, e constataram-se diferenças no entumescimento do pênis, de acordo com a homofobia (ou sua ausência) e o tipo de vídeo visto pelo sujeito.

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Autor: Categories: Antropologia, Ensaios

A evolução do homem branco

Tecido por em 17/04/2011
A evolução do homem branco

Preconceitos e pré-noções nas representações da evolução humana



Desde que as teorias sobre a evolução biológica do Homo sapiens começaram a ser elaboradas, tornaram-se comuns os esquemas gráficos que representam os diversos estágios que vão desde os primatas que deram origem aos hominídeos modernos até o ser humano como o conhecemos nos dias de hoje.

A Ciência se guia pelo ideal da objetividade, embora reconheça que a limitação dos sentidos humanos tenha que ser relevada e implique sempre na aproximação da realidade e não em sua pura apreensão. Os valores e pré-noções culturais também marcam a forma como construímos o conhecimento científico e os esquemas evolutivos humanos são exemplos de como as representações do mundo restringem o alcance das representações científicas.

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Autor: Categories: Antropologia, Ensaios

Desumanização

Tecido por em 3/04/2011
Desumanização

“Discriminação Contra Negros Está Ligada A Desumanização, Conclui Estudo”



De vez em quando surge uma notícia sobre jogadores de futebol negros que sofrem ofensas raciais mundo afora. Via de regra, essas ofensas comparam os jogadores com macacos, reproduzindo o velho preconceito de que certos grupos humanos são menos evoluídos do que outros, até mesmo menos humanos.

Um estudo feito em 2008 por pesquisadores de Psicologia da Universidade de Stanford mostrou que ainda é muito presente a associação que aproxima negros de macacos. De 2008 para cá, nada parece ter mudado. A seguir, reproduzo uma matéria do site ScienceDaily, traduzida do inglês, que descreve as condições em que foi feita essa pesquisa e seus resultados.

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Autor: Categories: Compartilhando

Carta Potiguar

Tecido por em 14/03/2011
Carta Potiguar: uma alternativa crítica

Uma alternativa crítica



O site Carta Potiguar foi criado por um grupo de amigos, ex-colegas do curso de Ciências Sociais da UFRN, para se contrapor à estúpida, acrítica e veladamente parcial mídia local do Rio Grande do Norte. Com uma abordagem mais crítica, seus autores apresentam artigos sobre política, sociedade e cultura, locais, nacionais e internacionais, sempre indo além da mera descrição, sem medo de explicitar sua posição.

A Carta cresceu muito desde sua fundação. Hoje ela tem colaboradores de diversas áreas, indo muito além das Ciências Sociais, apresentando conteúdo variado e relevante. A união de esforços tem contribuído para a ampla divulgação nacional do site e para a difusão da reflexão multidisciplinar de leitores mundoa fora. Confiram.

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Uma foto em preto e branco

Tecido por em 11/03/2011
Uma foto em preto e branco

O testemunho de uma imagem que já deveria ter se tornado história



Em 1983 e.c., o fotógrafo Luiz Morier flagrou uma cena que se tornaria célebre, embora retratasse uma situação muito constrangedora para os brasileiros. No meio do mato, à beira da estrada Grajaú-Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, policiais prendiam homens pobres, amarrando seus pescoços numa corda. A cena ecoava a época da escravidão no Brasil, pois os presos eram todos negros, enquanto o policial que apareceu na foto era branco.

Os ecos da escravidão ainda reverberam nos dias de hoje e deveriam ter há muito tempo sido superados pelos ideais modernos, mas ainda presenciamos as perseguições policiais que discriminam os suspeitos por seus traços físicos e a coação de populações rurais por fazendeiros abastados (com dinheiro e poder político).

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“A saga tropical de William James”

Tecido por em 9/03/2011
"A saga tropical de William James"

Um exemplo de espírito antropológico fora da Antropologia



O espírito antropológico, pelo qual um pesquisador consegue relativizar seu próprio etnocentrismo e conhecer, interagir e conviver com outros povos, não se desenvolve com a mera formação acadêmica em Ciências Sociais. De fato, muitos dos que escolheram a Antropologia como carreira já tinham uma predisposição a um pensamento mais humanista, antes de entrar na Academia.

E muitos antropólogos e/ou pensadores que contribuíram para a Antropologia não tinham formação nesta disciplina. Basta lembrar de Michel de Montaigne (filósofo), Karl Marx (economista… na verdade um polímata), Sigmund Freud (psicanalista) e até o “pai da etnografia” Bronislaw Malinowski (formado em Ciências Exatas).

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