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	<title>Teia Neuronial &#187; Atualidades</title>
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	<description>Antropologia, Ficção Científica, cultura e sociedade</description>
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		<title>A profilaxia dos shoppings e a harmonia excludente</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 11:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Theo G. Alves</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Assepsia, desvios do padrão e exclusão dos pobres]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As praias urbanas sempre me pareceram símbolos de liberdade e convivência harmônica entre as pessoas de quaisquer classes sociais ao longo das décadas. A ausência de barreiras físicas claras, a gratuidade do acesso, a possibilidade de compartilhar espaços com uma infinidade de membros das famílias ou vizinhança, as refeições levadas de casa e outros aspectos, permitiam essa co-habitação pacífica. Obviamente, existiam – como ainda existem – áreas dessas praias em que determinados grupos se posicionavam, no entanto, nada podia privá-los de ocasionais misturas. Assim, a convivência democrática era possível e as delimitações sociais eram menos claras. Isso é o oposto dos novos espaços de convivência: os shoppings, sínteses do mundo ideal pasteurizado.</p>
<p>Se a praia permitia gratuidade, os shoppings são o auge das relações de compra e venda. Tudo nos shoppings é pago, mesmo quando não se paga nada aparentemente, pois as vitrines, fachadas, cartazes e até as pessoas fazem propaganda dos shoppings, de suas lojas e serviços, mas, sobretudo, do estilo de vida que lá se comercializa. Ainda que os shoppings não cobrem pelo acesso, o ambiente é, por natureza, intimidador aos menos favorecidos. Há, a partir daí, um movimento de exclusão ideológica.</p>
<p><span id="more-6135"></span>Como não se sentir intimidado diante da vida pasteurizada e asséptica que os shoppings apresentam? Os espaços são impecavelmente limpos – pelo menos os que dão à vista; as lojas são perfeitamente decoradas, como se pertencessem a um mundo de sonhos; tudo funciona perfeitamente e sem sobressaltos; tudo é mais caro que na maioria das lojas de ruas e avenidas; as pessoas parecem sempre bem vestidas, mesmo quando se desviam de um padrão, pois os que o fazem acabam por seguir uma espécie de “variação de padrões permitidos”.</p>
<p>Explico: os desvios do padrão de vestimenta e comportamento ocorrem dentro de uma espécie de escala de variações permitidas, o que se estabelece em acordo tácito, já que não há regras estabelecidas sobre isso. Os que saem do padrão, o fazem dentro do que lhes é permitido e nisso um único aspecto está inquestionavelmente proibido: o da pobreza. Com o crescimento da classe C, esses espaços e padrões passaram a ser mais largos, no entanto, paradoxalmente mais radicais, pois atendem aos ideais de consumo das classes mais abastadas e dessa nova que experimenta bens e serviços que até então desconheciam, mas sem os quais não se permitem mais viver.</p>
<p>Dessa forma, a segurança quase impecável dos shoppings é uma resposta à insegurança das ruas, assim como a beleza das lojas é o que sonham os lares de quem passa por lá. Os shoppings, ao contrário das praias, não guardam a surpresa da chuva ou o excesso de calor, já que em seus ambientes o tempo nunca muda. Não há relógios e a iluminação artificial mantém sempre a ilusão de que as horas não existem. Quanto mais tempo em um shopping, maior tende a ser o número de comercializações feitas. Piso, paredes, corredores e banheiros são sempre imaculados. Tudo nos shoppings traz à mente uma palavra imediata: profilaxia.</p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-6139" title="" src="http://teianeuronial.com/wp-content/uploads/FOTO-NATAL-SHOPPING.jpg" alt="" width="250" height="250" />Essa mesma profilaxia gera a exclusão que os shoppings promovem. As pessoas não querem sentir medo de serem abordadas por criminosos nem serem incomodadas por pedintes, assim como não querem a sensação de proximidade de convívio com a pobreza. Fora, perto de casa, por exemplo, isso é permitido, mas não nos shoppings. Não há problemas em ser abordado por vendedores irritantes, insistentes e inconvenientes. Porém, perceber próximo aquilo que mais se nega não é aceitável no sacro ambiente dos shopping centers. O caos estabelecido nas ruas é prova de nossa falência social; entre as paredes do shopping, a sociedade excluiu quem a incomodava, pois não importa consertar problemas, mas impedir que eles cheguem até nós.</p>
<p>Esta semana circulou no Facebook uma foto que dizia ser o registro da abordagem de seguranças do Natal Shopping a uma mãe e sua filha, convidadas a se retirarem do lugar porque não trajavam roupas adequadas. É mais um eufemismo para a pobreza, que não tem lugar nesses ambientes. Não sei de quem é a foto nem se ela é verdadeira, no entanto relatos de cenas como essa se acumulam. É comum ouvir depoimentos de quem presenciou acontecimentos dessa monta. Infelizmente, é comum também que essas descrições venham seguidas de relatos de que ninguém parece ter interferido ou intervindo em favor dos abordados. Deve ser o retrato da nossa própria postura, afinal, somos nós que expurgamos essas pessoas de lugares assim. Pergunto-me, aliás, pergunto-nos: como ainda conseguimos dormir à noite?</p>
<div class="rw-left"><div class="rw-ui-container rw-class-blog-post rw-urid-61360"></div></div>]]></content:encoded>
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		<title>Liberdade e livre-arbítrio &#8211; parte 2</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 11:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Paradoxos da liberdade e o fim das marchas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A restrição da liberdade é condição sine qua non da própria vida humana em sociedade. Se não fosse o refreamento dos impulsos vitais, por exemplo, os conflitos interpessoais quase sempre terminariam em derramamento de sangue ou morte. Se as pessoas fossem totalmente desimpedidas para expressar o que pensam, qualquer discordância se tornaria uma troca de insultos, xingamentos e ataques verbais preconceituosos, desperdiçando-se a oportunidade do debate de ideias. Se não fosse a cultura, enfim, não seríamos humanos.</p>
<p>Esse refreamento deveria se tornar uma prática consciente, parte de uma autocrítica constante, norteada pela razão e por uma noção realmente libertária da liberdade. Esta só tem sentido como valor social quando se aplica a todos igualmente, e isso necessariamente significa que, paradoxalmente, nem tudo é permitido numa sociedade livre.</p>
<p><span id="more-6099"></span>Se isso não ocorrer, regrediremos a uma época em que vários avanços democráticos não haviam ainda sido cogitados, como os direitos iguais de mulheres e homens, dos grupos étnicos minoritários, da população racialmente discriminada, das pessoas com orientação e identidade sexuais não-convencionais, de praticantes de religiões marginalizadas e daqueles que não professam religião ou crença nenhuma.</p>
<p>Na prática, as pessoas são livres para expressar seus preconceitos, e muitas o fazem o tempo todo. Mas os discursos têm grande poder de reproduzir os preconceitos. Para que realmente haja mudanças libertárias, paradoxalmente, temos que nos restringir, pois estamos todos corrompidos com sexismo, racismo, homofobia e xenofobias de todos os tipos, que lutam o tempo todo dentro de nós para vir à tona, e não queremos que as próximas gerações os herdem (bem, nem todos nós, alguns educam abertamente os filhos para herdar esses preconceitos).</p>
<p>A democracia deve se pautar na razão, e esta se alia muito melhor ao conhecimento científico e à reflexão filosófica (que tratam dos fatos como eles são) do que à crença religiosa (baseada em pré-concepções e dogmas). Esta, em muitas de suas correntes, defende que os homossexuais são prejudiciais à sociedade (a Bíblia prescreve a pena de morte para sodomitas), e constrói um arcabouço de argumentações para justificar essa ideia, todas inspiradas em preconceitos.</p>
<p>O conhecimento científico, pela observação mais objetiva dos fatos sociais, demonstra que as coisas não são bem assim, que <a href="http://bulevoador.haaan.com/2012/01/32334/" target="_blank">as repercussões dos atos de um homossexual na realidade ao seu redor não são diferentes das de um heterossexual</a>. Não há justificativa racional para a restrição da liberdade de exercermos direitos iguais aos de todos os outros. A democracia não é simplesmente fazer o que a maioria quer (argumento usado de maneira falaciosa por cristãos que defendem que, se a maioria dos brasileiros é cristã, a lei deveria seguir os preceitos bíblicos), mas possibilitar a realização de um ideal em que a liberdade de cada um não seja reprimida pelas crenças de uma entre muitas parcelas da sociedade.</p>
<p>A liberdade de um indivíduo viver segundo suas crenças pessoais não deve implicar no constrangimento da liberdade de outros. Existe uma lei estatal que se sobrepõe a qualquer “lei divina”, e garante (ou está aí para garantir) direitos iguais para todos, religiosos, ateus, gays, héteros, mulheres, homens, negros, brancos etc. Embora eu não acredite na obediência cega à lei (isso seria o pensamento de quem se submete a uma ditadura), acho que ela precisa ir se construindo de forma cada vez mais racional e democrática.</p>
<p>Para Aristóteles, em <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89tica_a_Nic%C3%B4maco" target="_blank">Ética a Nicômaco</a>,</em> a virtude deve ser buscada no equilíbrio, na dosagem (temperança) entre o excesso e a falta. Nas relações humanas, essa ideia pode ser traduzida como o esforço para se alcançar um equilíbrio entre a liberdade individual irrestrita (excesso) e a autoabnegação absoluta (falta). Se houver a primeira, existirá apenas o indivíduo solitário no mundo. Se a segunda dominar, ninguém vive.</p>
<p>Defender a ideia de que certas crenças deveriam se tornar leis é defender o pensamento ditatorial. Por exemplo, <a href="http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?&amp;id=87954" target="_blank">querer que o Cristianismo em sua versão católica seja ensinado obrigatoriamente nas escolas</a> é ignorar a diversidade religiosa do país e pretender a universalização de ideias pertencentes a um grupo particular. Se essa medida fosse democraticamente válida, seria preciso ensinar todas as religiões do mundo (não só as variedades cristãs – muita gente pensa que Religião é sinônimo de Cristianismo), sem colocá-las numa hierarquia e sem considerar nenhuma delas como mais certa do que as outras.</p>
<p>Os cristãos não precisam de leis especiais, pois eles tradicionalmente ocupam lugares privilegiados no poder e constituem uma maioria, sendo responsáveis pela eleição de muitos políticos alinhados com seus interesses sectários. As leis que contrariam as doutrinas cristãs, como aquelas relacionadas aos direitos dos LGBTs, não chegam a ser mínima ameaça à liberdade religiosa de ninguém.</p>
<p>A Marcha para Jesus e outras <a href="http://teianeuronial.com/as-micaretas-de-cristo/" target="_blank">micaretas de Cristo</a>, por exemplo, são irrelevantes em comparação com a Parada Gay e outros movimentos de ação afirmativa, porque esta tem uma importância política no contexto da busca por visibilidade de um dos grupos mais marginalizados e excluídos, que ainda precisa esconder sua existência para evitar a discriminação. Isso não ocorre com os cristãos. Por isso é muito fácil estes se sentirem reprimidos quando criticados em suas crenças conservadoras, pois estão acostumados a não encontrarem obstáculos à expressão e manifestação de suas ideias e seu modo de vida.</p>
<p>Não que eu seja totalmente favorável a essas marchas (de qualquer tipo), que atrapalham o cotidiano de muita gente com barulho e fechamento de ruas, mas algumas, como a Parada Gay, têm importância política e podem trazer boas mudanças a longo prazo, até o dia em que ninguém mais precise marchar.</p>
<h3>Imagem em destaque</h3>
<ul>
<li><em>A Liberdade guiando o povo</em> &#8211; Eugène Delacroix (1830)</li>
</ul>
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		<title>Downloads gratuitos</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 11:00:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Theo G. Alves</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Reforma Agrária do universo virtual]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Toda a polêmica gerada pelo projeto de lei Stop Online Piracy Act (SOPA), proposta por senadores americanos e apoiada pela indústria do cinema e da música, se espalhou pelo mundo. Ainda que esta seja uma lei nacional americana, a discussão tem proporções mundiais, o que não poderia ser diferente, tendo em vista que os limites geográficos tornaram-se menos claros quando relacionados à busca e obtenção de informações a partir da internet.</p>
<p>A lei proposta visa criar novas proibições com intuito de conter os downloads gratuitos feitos de forma ilegal – de acordo com os parâmetros oficiais ainda vigentes – penalizando até os usuários domésticos que fizerem downloads ou adquirirem produtos a partir de sites considerados piratas. O principal alvo da nova campanha anti-pirataria movida por gigantes da indústria de entretenimento, como a Universal Music, foi o site Megaupload, cujas atividades foram encerradas e seus proprietários presos.</p>
<p><span id="more-6019"></span>O fechamento do Megaupload desencadeou uma retaliação de proporções jamais vistas no universo virtual: o coletivo de hackers Anonymous invadiu e tirou do ar o site da Universal Music, do Departamento de Justiça Americano e até mesmo o FBI foi alvo do ataque, entre outros.</p>
<p>Mas um dos maiores problemas em torno dessa situação, que envolve consumo e distribuição de produtos considerados piratas, e que precisa ser melhor discutido é a questão da autoria.</p>
<p>Muitos dos envolvidos no debate alegam que os autores das obras baixadas gratuita e ilegalmente pela internet são prejudicados, pois perdem os direitos que teriam como autores de suas obras. No entanto, essa parece uma leitura equivocada, já que não se discutem os méritos dos autores – sejam de discos, filmes, livros ou jogos – mas os meios de distribuição de suas obras.</p>
<p>Um disco do Caetano Veloso, que já se mostrou tantas vezes contrário a essa ideia de pirataria, continuará a ser do Caetano Veloso, suas músicas continuarão sendo atribuídas a ele, a quem realmente pertencem de fato e direito. Porém, o acesso a essa obra é que tomou novas formas, tornou-se mais democrático, tendo em vista que já não depende exclusivamente do poder aquisitivo de quem a consumiria, usualmente a preços elevados. Consumidores de jazz, por exemplo, sofrem frequentemente com os preços praticados pela indústria fonográfica, sempre altíssimos.</p>
<p>A possibilidade de adquirir gratuitamente essas obras, de uma maneira rápida, simples e bem mais barata, permite ao expectador vivenciar e desfrutar de materiais a que seu poder aquisitivo não lhe permitiria acesso da maneira tradicional. Logo, as obras baixadas gratuitamente têm maior alcance e chegam a consumidores a quem antes estariam vedadas. Se isso interessa ao mercado, não sei: aliás, provavelmente, não. Contudo, essa acessibilidade interessa muito ao expectador – a quem faz muito bem – e deveria também interessar aos artistas e produtores, pois o alcance de suas obras se tornou mais factível.</p>
<p>Provas interessantes disso são os discos produzidos por artistas brasileiros chamados “independentes” e postos para download gratuito em suas páginas oficiais na internet. A quantidade de material produzido é cada vez maior e sua qualidade cada vez melhor. De uma lista dos 15 melhores discos brasileiros produzidos em 2011, em minha opinião, pude perceber que apenas um ou dois não estavam disponíveis de maneira legal e gratuita nos sites de seus artistas. Se isso é possível para este grupo, por que não seria para os demais?</p>
<p>Hoje, os ouvintes/consumidores podem desfrutar dos discos antes de baixá-los gratuitamente, ou mesmo comprá-los, caso lhes interesse ter o disco em seu formato tradicional. Os shows estão cheios, as redes sociais reverberam esses nomes e permitem a esses músicos que se viva de música.</p>
<p>Já as grandes gravadoras, principais afetadas por essa mudança comportamental do consumidor de música, se sentem afetadas, pois suas vendas caíram vertiginosamente nas últimas décadas. Mas é preciso estar atento a um aspecto: as vendas despencaram, no entanto o consumo não diminuiu e, na verdade, talvez tenha até aumentado. As pessoas continuam baixando seus discos ou comprando versões mais baratas – os tais piratas – dos álbuns lançados pelas gravadoras. Assim, é possível perceber que o entrave acusado pelas gravadoras é financeiro e nada tem a ver com as desculpas de que a venda ilegal impede investimentos em novos artistas ou o próprio barateamento das mídias tradicionais, prejuízos aos aparelhos de reprodução e outras bizarrices.</p>
<p>Verdade é que os downloads gratuitos incomodam apenas a quem mais ganha com isso e a quem mais presta desserviços ao que se produz artisticamente. Os downloads gratuitos são quase uma Reforma Agrária do universo virtual, em que aqueles que mais têm se recusam a aceitar a divisão de seus domínios, ainda que seja por um bem maior.</p>
<h3>Imagem em destaque</h3>
<ul>
<li><a href="http://wallpaper-s.org/12__World_Wide_Web.htm" target="_blank">World Wide Web</a> &#8211; Wallpapers-s.org</li>
</ul>
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		<title>Liberdade e livre-arbítrio &#8211; parte 1</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 11:00:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A liberdade irrestrita nos torna realmente livres?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É por parte de cristãos de diversas denominações que mais se ouvem queixas reacionárias perante críticas dirigidas ao Cristianismo, manifestações pelos direitos dos LGBTs e reivindicações pela efetiva laicidade do Estado. Quando uma boa quantidade de pessoas critica o comportamento de <a href="http://youtu.be/c8oHt83AJTQ" target="_blank">evangélicos que transformam uma cabine do metrô numa barulhenta sessão de pregação</a>, com direito a possessões divinas e diabólicas, alguns evangélicos sentem que se trata de uma repressão a sua crença. É difícil que algo assim não provoque <a href="https://www.facebook.com/Debora.Tex/posts/129221323863855?notif_t=share_reply" target="_blank">calorosas discussões</a> na internet.</p>
<p><a href="http://bulevoador.haaan.com/2012/01/32171/" target="_blank">Recentemente</a> a direção do Hospital Regional do Agreste, em Caruaru, Pernambuco, proibiu as práticas de pregação e oração por parte de visitantes nas enfermarias. Nada mais é do que um ato de bom senso e compreensão da necessidade de os vários pacientes repousarem e se recuperarem de procedimentos médico-cirúrgicos. Pastores se sentiram oprimidos em sua liberdade de culto, como se a pregação fosse mais importante do que a liberdade e a saúde de outras.</p>
<p><span id="more-5993"></span>Eu que já fui paciente de enfermaria e UTI sei muito bem qual é essa necessidade de um ambiente tranquilo, sem o qual o corpo não relaxa e não pode se recuperar. Fazer oração em grupo e/ou em voz alta numa enfermaria pode fazer mal aos pacientes, mesmo aos que são cristãos.</p>
<p>O <a href="http://ligahumanista.org/" target="_blank">movimento</a> pela transformação do Estado brasileiro numa instituição verdadeiramente laica e democrática tem provocado indignação por parte dos setores mais conservadores, e entre estes tem destaque a bancada evangélica do país. Propostas como o <a href="http://teianeuronial.com/pl-122-diacontrahomofobia/" target="_blank">PL 122</a> (“Lei anti-homofobia”) fazem com que muitos pastores se sintam tolhidos em seu direito de dizer o que pensam sobre a homossexualidade. O fato é que esse projeto de lei não chega a tanto, apenas prevê punição por atos de preconceito, discriminação e violência por motivação homofóbica. O pastor pode dizer o que quiser sobre o suposto caráter demoníaco da homossexualidade, desde que não incite a violência contra os homossexuais nem trate desigualmente as outras pessoas por causa de sua orientação sexual, a não ser que queira ser punido.</p>
<p>Isso significa que uma mãe ou um pai evangélicos estão sujeitos às penas da lei se demitirem uma babá lésbica pelo fato de ela ser lésbica? Com certeza. Isso é tolher a liberdade dos evangélicos? Não, isso é uma medida para desencorajar o preconceito, pois nenhum argumento pode negar o fato de que achar que a presença de uma lésbica ou de um gay poderia ser prejudicial para uma criança é um ato de puro preconceito.</p>
<p>Dissertar sobre os limites da liberdade é difícil e mexe com muitos de nossos preconceitos e valores. A importância da liberdade foi tão cultivada na cultura ocidental que ela é sempre supervalorizada em qualquer discurso, mesmo que não haja unanimidade sobre o que ela significa. Muitos cristãos se utilizam do argumento de que a liberdade deve ser preservada em detrimento da repressão, o que implica que qualquer crítica a qualquer coisa relacionada a sua religião é um erro e um absurdo atentado a seu direito de professar as ideias que tiverem.</p>
<p>A liberdade é um valor muito prezado por mim também. Porém, o perigo da ideia de que deve haver liberdade irrestrita é que ela pode ser usada para justificar atos contrários à liberdade, como: a manutenção da restrição do casamento apenas a casais heterossexuais; a proibição de casais homossexuais adotarem crianças; a institucionalização do ensino religioso nas escolas; atenuantes à punição de atos de discriminação a homossexuais ou a praticantes de religiões afro-brasileiras, entre outros.</p>
<p>Nessa perspectiva, a ideia de liberdade se alia à ideologia da tolerância, do perdão e do livre-arbítrio cristãos. O problema dessa ideologia é que, se tudo deve ser tolerado e perdoado em nome do livre-arbítrio, então não deveríamos nos preocupar com atos de violência de nenhum tipo, pois esses atos são praticados segundo a vontade de pessoas livres. As consequências desses atos, quando atentam contra a liberdade de outras pessoas, nessa perspectiva, deveriam assim ser relevadas, pois quem cuida de tudo é um ser superior e justo. Se um homem comete assassinato, desrespeitando a liberdade da vítima, “Deus saberá o que fazer com ele”; se um político surrupia milhares do dinheiro dos contribuintes, “a justiça de Deus o punirá”; se uma mulher bate em seus filhos e os prende em cárcere privado, “Deus tem um plano para ela”.</p>
<p>Pessoalmente, sou a favor do perdão, da reconciliação entre os indivíduos, do não-cultivo da vingança, da não-manutenção de sentimentos de mágoa. Guardar rancor faz mal para a própria pessoa injuriada. Entretanto, na vida em sociedade, é preciso estabelecer parâmetros e medidas que desencorajem a prática de atos e atitudes que firam a liberdade alheia, e isso pode incluir várias formas de punição, motivadas pela razão e não por emoções ligadas à vingança.</p>
<p>Ao meu ver, a liberdade só se efetua realmente quando as pessoas de uma sociedade conseguem tomar decisões baseadas no bem comum, no princípio cosmoético do “aconteça o melhor para todos”, colocando sua liberdade individual em segundo lugar, sem renunciá-la absolutamente. Principalmente, ser livre é se despojar de vícios e valores preconceituosos. O ethos da liberdade plena é a <em>autolibertação</em> dos próprios cabrestos e dos hábitos que prejudicam os seres ao nosso redor (e, em muitos casos, a nós mesmos).</p>
<p>[Continua na próxima semana.]</p>
<h3>Imagem</h3>
<ul>
<li><em>O Terapeuta</em> &#8211; René Magritte (1937)</li>
</ul>
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		<title>As micaretas de Cristo</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 11:00:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Theo G. Alves</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O escarcéu e o desrespeito nas manifestações religiosas de nossos dias]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma coisa as manifestações religiosas perderam com o passar dos anos: a solenidade. Se era preciso mostrar ao mundo ou aos próximos a fé que se sentia, isso costumava ser feito com certa cerimônia e serenidade. As pessoas davam à exposição da fé o tom solene que as promessas de salvação e conduta requeriam. Hoje, o que mais se percebe é uma carnavalização da fé e da religiosidade.</p>
<p>As cidades estão cheias do que se poderia chamar de micaretas de Cristo: são carros de som, trios elétricos, bandas, palanques e fogos anunciando a salvação e a presença de Deus no meio da rua. O que antes era solenidade, hoje é balbúrdia e alarde, como acontece nas outras manifestações carnavalescas.</p>
<p><span id="more-5994"></span>O barulho costuma ser ensurdecedor e todos são obrigados a receberem goela abaixo pregações que não querem e que, muitas vezes, perturbam a harmonia de nossas vidas. As micaretas de Cristo ou showmícios de Deus acordam as crianças, assustando-as com as explosões dos fogos; impedem a leitura de quem precisa se concentrar, com seus padres ou pastores – repare que essas manifestações são católicas, evangélicas ou se dizem ecumênicas, como se quem as organiza soubesse o que isso significa – aos berros, chamando por Deus, como se Este fosse surdo; elas não permitem que um sujeito trabalhador, muitas vezes em paz com seu próprio Deus, descanse de um dia árduo; ou mesmo incomodam os que apenas não querem ouvi-las e têm esse direito.</p>
<p>Entendo o direito de pregar uma religião, mas não aceito que não compreendam que também há o direito de não querer ouvir essas pregações. Ninguém é obrigado a compactuar com essa balbúrdia, essa sequência de desrespeitos em nome de Deus. E também me parece irônico que “Aquele que tudo vê e de tudo sabe” precise de tantos gritos para escutar alguém. Parece que os religiosos não acreditam muito nessa história de onisciência, pois se a levassem a sério, saberiam que fazer suas preces ao pé da cama, em silêncio, seria o suficiente para que Deus os ouvisse de onde quer que fosse.</p>
<p>Penso ser um tanto ridículo padres e pastores bancando as Ivetes Sangalo de Deus, inclusive fazendo paródias de suas músicas mais famosas. Pergunto-me se algum padre descolado já fez uma paródia do Michel Teló e anda cantando por aí “Ai, se Deus te pega, que delícia” e outras tais. Cada um que faça o que desejar, desde que esse desejo não incomode os que não compactuam, ou simplesmente não querem participar, do mesmo escarcéu.</p>
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		<title>A cor do brinquedo</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 11:00:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Riley e os brinquedos como reprodutores dos papéis de gênero]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A pequena Riley fez um sucesso instantâneo na internet ao demonstrar sua indignação para com o marketing, que manipula os desejos infantis por brinquedos de acordo com o sexo das crianças. Meninas devem querer princesas e brinquedos cor-de-rosa. Meninos devem desejar super-heróis de qualquer outra cor. Afinal, afirma ela, há meninos que querem princesas cor-de-rosa e há meninas que querem super-heróis de outras cores.</p>
<p>Há não muito tempo presenciei uma cena que se repete o tempo todo em nossa sociedade. O pai pede ao garoto que escolha qual a cor do brinquedo ele quer levar; o menino escolhe rosa; o pai responde enfático: &#8220;Rosa não, você é doido?! Você é homem! Escolha outra cor.&#8221; Há um desejo legítimo da parte de algumas pessoas por objetos que são socialmente proibidos ao seu gênero. Esse desejo é tolhido e moldado para se enquadrar num modelo de masculinidade ou feminilidade.</p>
<p><span id="more-5922"></span><br />
<object width="600" height="305" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/JQT7uccY18o?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="600" height="305" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/JQT7uccY18o?version=3&amp;hl=pt_BR" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<div id="attachment_5954" class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><img class="size-full wp-image-5954" title="A princesa e o super-herói" src="http://teianeuronial.com/wp-content/uploads/barbiesuperman.jpg" alt="A princesa e o super-herói" width="200" height="254" /><p class="wp-caption-text">A princesa e o super-herói</p></div>
<p>A menina que estrela o vídeo mostra uma compreensão incomum da estrutura que nos obriga à adequação de gênero, chegando inclusive a mencionar algo que muitas vezes fica implícito e da qual não nos damos conta: até a cor dos brinquedos é dividida por gênero; só as meninas podem ter brinquedos cor-de-rosa (ou algumas outras cores claras e tons pastéis), enquanto os meninos têm muito mais opções de cores para escolher, exceto o rosa (que pode transformar seu filho num gay).</p>
<p>O fato é que o indivíduo humano, seja do sexo feminino ou masculino, possui diversas facetas que compõem seu caráter único. A cultura, a educação e os diversos mecanismos de institucionalização cultivam certas tendências, excluem certos aspectos e introjetam certos outros, condizentes com aquilo que essa mesma cultura considera &#8220;feminino&#8221; e &#8220;masculino&#8221;.</p>
<p>Dessa forma, objetos que alguns indivíduos naturalmente desejariam são riscados da lista das possibilidades de realização. Pais não querem que sua filha tenha um comportamento violento, portanto não comprarão carrinhos nem super-heróis para elas. Tampouco querem que seus filhos sejam efeminados, e para evitar isso deixarão de comprar qualquer coisa rósea, bonecas e brinquedos que remetam a atividades domésticas. Essas crianças, forçadas sub-repticiamente a vestir a fantasia de gênero imposta pela sua cultura, reproduzirão os mesmos mecanismos que repetirão o processo sobre os indivíduos da geração seguinte.</p>
<p>Mas a atitude intolerante que espera um certo comportamento de homens e outro de mulheres, bem como uma conduta sexual estritamente hétero, não percebe que os brinquedos têm uma eficácia limitada (considerando inclusive que eles fazem parte de um inventário bem maior da parafernália mercadológico-pedagógica, como roupas, penteados, desenhos animados e atividades recreativo-esportivas, todos classificados por gênero). Muitos pais não conseguem evitar que de vez em quando meninos brinquem com bonecas (eu o fazia quando visitávamos a casa de tios meus e eu brincava com minha prima) ou meninas com super-heróis. Ademais, muitos homossexuais homens não gostam de &#8220;coisas de meninas&#8221;, e muitos heterossexuais gostam. O fato de eu ter gostado muito de assistir a desenhos animados da Moranguinho na infância não me transformou num adulto homossexual.</p>
<p>O mais interessante ao se refletir sobre tudo isso é que, embora a voz da revolta esteja sendo representada por uma menina, em alguns sentidos os meninos sofrem ainda mais repressão do que as meninas quando o assunto são mercadorias de consumo. Pergunte-se a si mesmo, ou aos seus amigos que são pais, o que é preferível: comprar um carrinho para uma filha ou uma boneca cor-de-rosa para um filho? Por outro lado, as meninas sofrem mais ao terem menos acesso a brinquedos considerados unissex: os pais preferem lhes comprar bonecas a quebra-cabeças e jogos de tabuleiro.</p>
<p>Extrapolando tudo isso, é importante reconhecer que, além do papel pedagógico de conformar identidades de gênero, os brinquedos ajudam a desenvolver habilidades, traços de personalidade úteis para o convívio social e o desenvolvimento pessoal. As bonecas são um simulacro das relações interpessoais, do contexto de socialização doméstico, do cuidado com os filhos (bonecas em forma de bebê). Os bonecos de heróis despertam a imaginação para aventuras e possibilidades diferentes da realidade, o que está relacionado a uma personalidade mais desbravadora. (É interessante notar, por exemplo, uma comparação entre duas crianças das tirinhas de quadrinhos, o menino Calvin e a menina Mafalda. Aquele tem uma imaginação fora do comum, enquanto esta encena histórias realistas e relacionadas à sociedade.)</p>
<p>Seria interessante possibilitar às crianças o cultivo de todas essas habilidades, independentemente de seu sexo. Além disso, valorizar os brinquedos que ajudam a desenvolver atributos mentais, como quebra-cabeças, jogos da memória, livros, que exigem o uso do cérebro. Muitas crianças só brincam com os produtos desenvolvidos para seu gênero, o que acaba empobrecendo a cabeça tanto de meninos quanto de meninas. Diversificar a experiência do indivíduo só o enriquece como ser humano.</p>
<div class="rw-left"><div class="rw-ui-container rw-class-blog-post rw-urid-59230"></div></div>]]></content:encoded>
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		<title>Cabelo ruim</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 11:00:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cabelos crespos, racismo, beleza e auto-estima]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foi notícia divulgada nacionalmente o depoimento de <strong>Ester Elisa da Silva Cesário,</strong> estagiária do Colégio Internacional do Anhembi Morumbi, no bairro do Brooklin, em São Paulo. Ela conta que, no primeiro dia de trabalho, foi chamada pela diretora para receber a &#8220;sugestão&#8221; de alisar os cabelos, porque seu cabelo &#8220;ruim&#8221; não condizia com a imagem prezada pela escola. Ester denunciou a demonstração de <strong>racismo</strong> à Polícia.</p>
<p>A escola se pronunciou afirmando que &#8220;tudo não passou de um mal-entendido&#8221;, pois se trataria de uma instituição cuja política é inclusiva. A diretora teria apenas recomendado que a estagiária amarrasse o cabelo, prática regulamentada pelo estatuto do colégio. O caso todo causou um grande mal-estar na instituição e manifestações da sociedade, especialmente porque a notícia trouxe à tona o presente tema do racismo no Brasil.<br />
<span id="more-5818"></span></p>
<div id="attachment_5819" class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><img class="size-full wp-image-5819" title="Ester Elisa da Silva Cesário" src="http://teianeuronial.com/wp-content/uploads/preconceito-com-estagiaria.jpg" alt="Ester Elisa da Silva Cesário" width="200" height="253" /><p class="wp-caption-text">Ester Elisa da Silva Cesário</p></div>
<p>Um dos aspectos mais perniciosos do racismo brasileiro é a inferiorização de tudo o que se relaciona com as reminiscências africanas. Os negros são subestimados em quase todos os aspectos e virtudes mais valorizados. Pensa-se que são menos capazes intelectualmente, que não são aptos para cargos de liderança e que são feios em todas as suas características que os diferenciam dos brancos. Quando muito, considera-se que só prestam para trabalhos braçais (e mesmo aí precisam que um branco esteja no comando).</p>
<p>Esse racismo é tão profundamento institucionalizado em nossa cultura que os próprios alvos da discriminação o reproduzem fortemente, menosprezando-se e reforçando uma autoimagem diminuída. Não só as ofensas e desprezos externos os atingem de maneira horrível, mas os próprios negros se acham estúpidos, feios e incapazes.</p>
<p>A História explica o processo pelo qual os negros formaram majoritariamente a população mais pobre e mais excluída no Brasil. A herança escravista não somente os largou à miséria, também perpetuou a ideia de que nossa origem africana implica um &#8220;atraso&#8221;, uma proximidade maior com animais do que com humanos, um status mais imperfeito (tanto na mente quanto no corpo).</p>
<p>Neste Brasil misturado e super-heterogêneo, o modelo ideal (quase inconsciente, mas facilmente observável &#8211; é bom lembrar que os preconceitos não são coisas das quais nos damos conta tão facilmente) de ser humano é um tipo muito próximo do europeu do norte. Isso significa que o indivíduo humano &#8220;normal&#8221;, a partir de e em relação ao qual se pensam todas as variedades do <em>Homo sapiens,</em> é, para resumir, o &#8220;branco ocidental&#8221;. Esse ideal representa a virtude moral, intelectual e física.</p>
<div id="attachment_5842" class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><img class="size-full wp-image-5842" title="Brigitte Bardot" src="http://teianeuronial.com/wp-content/uploads/brigitte-bardot-102.jpg" alt="Brigitte Bardot" width="200" height="250" /><p class="wp-caption-text">Brigitte Bardot - o ideal (racista) de beleza máxima</p></div>
<p>Por tudo isso, representa também o parâmetro para se avaliar a beleza de qualquer pessoa. A Beleza tem pele alva, é esbelta, alta, tem nariz fino, olhos claros, cabelos loiros e&#8230; lisos. Os cabelos lisos e compridos estão no topo da classificação de beleza capilar nas mulheres, e o cúmulo a que se chega para se contrapor o indesejável crespo ao desejabilíssimo liso é o dualismo &#8220;cabelo bom&#8221;/&#8221;cabelo ruim&#8221;.</p>
<p>O racismo se soma ao sexismo quando se trata de diferenciar os gêneros através da apresentação dos cabelos de homens e mulheres. Cabelos longos e esvoaçantes fazem parte do estereótipo de beleza feminina, e para as mulheres de &#8220;cabelo ruim&#8221; é mais difícil encarnar essa imagem. O alisamento e outras técnicas surgem para desfazer os traços da herança escrava, e para muitas é uma obrigação gastar parte significativa das economias para manter as madeixas esticadas. Mais do que o de outras mulheres em nossa sociedade, os corpos das negras estão muito mais sujeitos ao controle social e à obrigação de tentar fugir do tipo excluído.</p>
<p>A força dessa representação que diminui tudo o que está relacionado ao fenótipo negroide (cor da pele, formato do nariz ou textura do cabelo) nos prende a uma discriminação nociva. Qualquer desses traços é tido como um defeito de aparência que precisa ser corrigido. Porém, a cor da pele parece estar hoje em dia mais relativizada. No entanto, a fisionomia e o cabelo ainda são fortemente estigmatizados. Não são incomuns frases do tipo &#8220;Fulana é uma negra bonita, tem traços finos&#8221;, &#8220;Beltrana é uma negra do cabelo bom&#8221; (o que, aliás, mostra que a cor da pele ainda é objeto de discriminação).</p>
<div id="attachment_5863" class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><img class="size-full wp-image-5863" title="Mulher hamer" src="http://teianeuronial.com/wp-content/uploads/mulherhamer.jpg" alt="Mulher hamer" width="200" height="266" /><p class="wp-caption-text">Mulher da tribo hamer, etnia habitante da Etiópia</p></div>
<p>Esse absurdo nos condiciona a pensar em toda a população negra da África (especialmente as mulhers, que em nossa cultura são o &#8220;sexo belo&#8221;) como abandonados por Afrodite, a deusa da beleza. Se não relativizarmos, não perceberemos que os cabelos crespos das africanas de diversas tribos e nações são o que estas consideram normal, e cada um desses povos trata esses cabelos com técnicas e formatos diferentes, com conceitos de estética muito diversos dos ocidentais.</p>
<p>Mas a beleza é um espectro e não uma dicotomia. Os cabelos não-lisos se enquadram nesse espectro de maneira não-exclusiva. Os cabelos cacheados podem até ser considerados mais sensuais (mais próximos de uma imagem feminina sexual), os cabelos ondulados podem ser vistos como bem atraentes; mas os cabelos crespos dificilmente terão status semelhante (podem no máximo ser considerados exóticos, palavra que neste caso se carrega de eufemismo que quer, na verdade, dizer &#8220;ruim&#8221;). Seja o que for, os lisos permanecem no topo da hierarquia idealizada (mesmo que, na realidade da atração física, a textura do cabelo seja muito menos relevante do que se pensa).</p>
<p>Felizmente, existem pessoas que se esforçam para, na contracorrente da estética ocidental, dar visibilidade a &#8220;novas&#8221; propostas de beleza capilar. Mantendo a textura &#8220;ruim&#8221; dos cabelos que herdamos da África, muitas mulheres criam belos penteados que fogem ao opressor modelo estirado. Devemos muito disso a certos segmentos do Movimento Negro que, contrariando a sub-reptícia ideia de que as mulheres dotadas naturalmente de cabelos lisos são abençoadas por Deus, afirmam a beleza dos cabelos afro-descendentes.</p>
<p>O ideal mais democrático seria considerar que as características físicas humanas, variadíssimas mundo afora, são apenas idiossincrasias, como as diferentes formas dos flocos de neve, que não deixam de ser todos flocos de neve, cada um deles belo à sua maneira peculiar. Por que não descondicionar os olhos para ver beleza nos cachos de uma cabeça preta, nos cabelos curtos ou até numa cabeça feminina raspada?</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-5851" title="Penteados" src="http://teianeuronial.com/wp-content/uploads/cabelosbons1.jpg" alt="Penteados" width="600" height="208" /></p>
<p>A beleza é relativa. Isso não quer dizer simplesmente que cada indivíduo tem suas próprias preferências. Dizer que a beleza é relativa significa considerar as diversas formas de se conceber o belo, que estão, mais do que tudo, ligadas a contextos sócio-histórico-culturais. Os cabelos crespos são uma característica distintiva de um grupo historicamente marginalizado em nossa sociedade. Eles não são feios em si mesmos. Eles são considerados feios porque, entre várias outras características físicas africanas, remetem a um grupo racialmente discriminado. Se africanos tivessem colonizado a Europa, é quase certo que veríamos hoje mulheres branquíssimas e loiríssimas encrespando seus indesejáveis cabelos lisos.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-5852" title="Penteados" src="http://teianeuronial.com/wp-content/uploads/cabelosbons2.jpg" alt="Penteados" width="600" height="164" /></p>
<h3>Fontes das fotos</h3>
<ul>
<li>Imagem em destaque: <a href="http://thirstyroots.com/" target="_blank">Thirsty Roots</a></li>
<li><em><a href="http://correiodopovo-al.com.br/v3/?p=3112" target="_blank">Negra diz que Chefe mandou Alisar o Cabelo</a></em> - Correio do Povo de Alagoas</li>
<li><em><a href="http://luceliamuniz.blogspot.com/2011/11/penteados-afro.html" target="_blank">Penteados Afro</a></em> &#8211; Reflexões de Lucélia Muniz</li>
<li><em><a href="http://madamenoire.com/42307/tips-for-wearing-natural-african-american-hair-at-work/" target="_blank">Tips for Wearing Natural African American Hair at Work</a></em> &#8211; Madame Noire</li>
<li><em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hamer_people" target="_blank">Hamer people</a></em> &#8211; Wikipedia</li>
<li><a href="http://www.african-tribes.org/african-tribe-women.html" target="_blank">African tribe Women</a> &#8211; African Tribes</li>
</ul>
<div class="rw-left"><div class="rw-ui-container rw-class-blog-post rw-urid-58190"></div></div>]]></content:encoded>
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		<title>45 anos de Star Trek</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Sep 2011 11:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
		<category><![CDATA[8 de setembro de 1966]]></category>
		<category><![CDATA[8 de setembro de 2011]]></category>
		<category><![CDATA[aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque Star Trek]]></category>
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		<category><![CDATA[Jornada nas Estrelas: A Nova Geração]]></category>
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		<category><![CDATA[televisão]]></category>

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		<description><![CDATA[Ainda vivendo longa e prosperamente]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No dia 8 de setembro de 1966, ia ao ar na NBC, na televisão norte-americana, o episódio <em><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Man_Trap" target="_blank">O Sal da Terra</a> (The Man Trap),</em> estreia da série <em><strong>Jornada nas Estrelas</strong> (Star Trek),</em> que se tornaria uma das mais longevas franquias de ficção científica, indo audaciosamente a seguidas séries e temporadas de TV, filmes, livros, quadrinhos e tanta parafernália de merchandising (brinquedos, roupas e acessórios úteis ou inúteis) a que talvez só <em>Guerra nas Estrelas (Star Wars)</em> se equipare ou, quiçá, supere.</p>
<p>A premissa da série idealizada por <strong>Gene Roddenberry</strong> era levar a um futuro utópico histórias de aventura, suspense e drama, tudo em torno de uma elaborada e inteligente ficção científica, o que se traduz em &#8220;explorar novos mundos estranhos, procurar novas formas de vida e novas civilizações&#8221;. Inicialmente, tal premissa foi desenvolvida através de três temporadas mais ou menos bem-sucedidas. Personagens marcantes como Capitão James T. Kirk, Sr. Spock e Dr. Leonard McCoy encenariam enredos repletos de surpresas e reviravoltas.</p>
<p><span id="more-5538"></span><object width="600" height="450" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/QGnTfg-MUhs?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="600" height="450" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/QGnTfg-MUhs?version=3&amp;hl=pt_BR" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<div id="attachment_5561" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-5561" title="O Sal da Terra (The Man Trap)" src="http://teianeuronial.com/wp-content/uploads/393220-salt_super.jpg" alt="O Sal da Terra (The Man Trap)" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">O antagonista do primeiro episódio de Star Trek, &quot;O Sal da Terra&quot; (The Man Trap)</p></div>
<p>Digo &#8220;mais ou menos bem-sucedidas&#8221; porque o fiel público que admirava <em>Jornada nas Estrelas</em> só foi descoberto anos depois da série ter sido cancelada. Esse público ajudou a motivar os produtores a ressucitar as aventuras da tripulação da Enterprise numa sequência de longas-metragens (hoje, são ao todo 11 filmes) e depois numa série chamada <em>Jornada nas Estrelas: A Nova Geração (Star Trek: The Next Generation).</em> Outras três séries se seguiram, <em>Deep Space Nine, Voyager</em> e <em>Enterprise,</em> com novos personagens e com um complexo desenvolvimento desse universo ficcional.</p>
<p><em>Jornada nas Estrelas</em> se tornou um objeto de adoração de uma multidão de fãs ao redor do mundo. As raças exóticas, os personagens pitorescos com seus bordões, os gadgets de uma tecnologia que facilitaria a vida de muita gente&#8230; muita gente se encantou, algumas vezes de modo exagerado (como acontece com qualquer produto da cultura), e tentou trazer a estética de Jornada nas Estrelas para suas vidas, seja com roupas ou com adornos para o ambiente doméstico se parecer com o cenário futurista dos séculos XIII e XIV.</p>
<p><object width="600" height="450" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/qvX5tCo6FeM?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="600" height="450" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/qvX5tCo6FeM?version=3&amp;hl=pt_BR" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
<div id="attachment_5565" class="wp-caption alignright" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-5565" title="Uhura e Kirk" src="http://teianeuronial.com/wp-content/uploads/Uhura_and_Kirk_kiss-pic-11.jpg" alt="Uhura e Kirk" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Primeiro beijo &quot;inter-racial&quot; da televisão norte-americana</p></div>
<p>Por outro lado, os vislumbres de um futuro em que o progresso científico traria grandes avanços e desafios para a humanidade inspirou muitos jovens a se dedicar à Ciência, levando uma safra sonhadora a ingressar na NASA ou seguir carreiras acadêmicas nas Ciências Exatas, Naturais ou Humanas.</p>
<p>Para além dessas influências pessoais, <em>Jornada nas Estrelas</em> construiu um arcabouço de histórias muito variadas, tanto nos temas e nas narrativas quanto nas abordagens filosóficas, éticas, morais, políticas e sociais. Às vezes trazendo uma visão libertária a respeito da alteridade, outras vezes &#8220;sem querer&#8221; enaltecendo valores específicos da cultura norte-americana, <em>Jornada</em> formou um repertório impregnado de novas ideias e questionamentos para a humanidade.</p>
<p><em>Jornada nas Estrelas,</em> enfim, representou um marco na história da televisão, colocando personagens de diversas etnias e nacionalidades juntos na mesma ponte de comando, contrariando os sentimentos antissoviéticos da época, bem como a beligerância dos EUA na Guerra do Vietnã.</p>
<p>Além disso, ousou colocar uma mulher negra em posição de destaque na tripulação, cuja permanência na série só foi possível pela intervenção de Martin Luther King, que entendia que Nichelle Nichols era uma inspiração para as jovens e os jovens negros oprimidos pelo racismo. Sua personagem, Uhura, também encenou um dos mais importantes beijos da TV norte-americana, o primeiro a envolver um homem branco e uma mulher negra, rompendo simbolicamente com o apartheid racial do país. Um singelo gesto que resume o significado dessa série que continua indo aonde ninguém jamais esteve.</p>
<div class="rw-left"><div class="rw-ui-container rw-class-blog-post rw-urid-55390"></div></div>]]></content:encoded>
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		<title>Um fantasma ronda o Brasil?</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jun 2011 18:02:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
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		<description><![CDATA[Manifestações reprimidas, o medo da subversão e a sombra de um monstro]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As recentes tentativas de se organizar manifestações em Brasília a favor da descriminalização da maconha têm esbarrado em impedimentos. Depois de ter sido <a href="http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2011/06/justica-do-df-barra-marcha-da-maconha-em-brasilia.html" target="_blank">proibida pela Justiça</a>, será objeto de <a href="http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/06/stf-decide-nesta-quarta-se-atos-pro-maconha-sao-legais.html" target="_blank">discussão no Supremo Tribunal Federal</a>, que decidirá sobre a legalidade das manifestações.</p>
<p>A decisão de se discutir a legalidade de uma manifestação como essa se justifica pelo preconceito. O comércio de maconha é proibido no Brasil (e este é o tema das manifestações), mas a liberdade de expressão é garantida pela Lei brasileira. Porém, a mente conservadora, temerosa da desagregação dos costumes, associa a liberdade de expressão de ideias subversivas ao incentivo do crime e do pecado.</p>
<p><span id="more-5075"></span>Talvez tenha havido bons motivos para a proibição da manifestação (talvez não), mas eles não ficaram claros. A suspeita de que os efeitos da manifestação são prejudiciais à sociedade se sobrepôs à investigação, e o que mais interessa, que é a discussão sobre o tema, fica adiado indefinidamente. Nem sabemos se a manifestação incentiva o tráfico nem temos ideia sobre se a legalização da maconha realmente criará um problema de dependência maior do que o (pouco) que já existe.</p>
<p>A censura e o cerceamento da democracia têm transformado a cena política brasileira numa luta em que a liberdade segue perdendo feio. A reação conservadora a uma inofensiva manifestação que só demanda uma mudança na legislação (que equivale, por exemplo, a uma manifestação de cidadãos que exigem a legalização do sufrágio universal ou o fim da escravidão) está em consonância com a recente vitória da corrente evangélica que forçou o veto de uma política educacional para combater a homofobia.</p>
<p>Também está relacionada à conivência com crimes ambientais, grande risco a ser corrido com o Código Florestal e com a insistência em construir uma barragem na bacia amazônica, cuja existência significaria a ruína de milhares de indígenas e ribeirinhos.</p>
<p>Infelizmente, o governo que, por princípios, deveria agir no sentido da democratização da sociedade brasileira vem decepcionando os eleitores que precisam de direitos ainda não contemplados. Um Código Florestal que pode punir agricultores pobres, a morosidade no avanço de políticas de combate aos preconceitos e a repressão da liberdade de expressão mostram que a &#8220;erradicação da pobreza&#8221; terá que esperar até que o governo Dilma pague suas dívidas com os poderes que a ajudaram a vestir a faixa verde-loura.</p>
<p>O &#8220;temor&#8221; da oposição de que a dinastia Lula/Dilma venha a instaurar uma ditadura no Brasil começa a se justificar. Ironicamente, essa possível ditadura tem mais a ver com os anseios dessa mesma oposição, especialmente de sua ala ultraconservadora, do que com as maracutaias megalomaníacas dos &#8220;companheiros&#8221;.</p>
<h3>Ilustração:</h3>
<p>Imagem do filme <em>1984</em> (1984), dirigido por Michael Redford, inspirado no livro homônimo de George Orwell.</p>
<div class="rw-left"><div class="rw-ui-container rw-class-blog-post rw-urid-50760"></div></div>]]></content:encoded>
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		<title>Chico Mota</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Jun 2011 20:09:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
				<category><![CDATA[Atualidades]]></category>
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		<category><![CDATA[Academia de Trovas do Rio Grande do Norte]]></category>
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		<category><![CDATA[Violeiros do Seridó]]></category>

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		<description><![CDATA[Pequeno resumo da vida e obra de um violeiro do Seridó]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Francisco Fernandes da Mota</strong> foi um poeta, violeiro, repentista e cordelista paraibano que se tornou célebre no Seridó potiguar, especialmente em Caicó, onde viveu a maior parte de sua vida. Nasceu aos 23 de outubro de 1924, filho de Henrique Ferreira da Motta e Maria Elvira Fernandes, na Fazenda Dinamarca, município de Catolé do Rocha, Paraíba. Começou a trabalhar na agricultura aos 10 anos de idade e viveu na zona rural até 1963.</p>
<p>Em 1949, deu início à profissão de violeiro. Em 1955, na cidade de São Bento (PB), casou-se com Hermínia Joaquina Alves, com quem viveu até o dia de seu falecimento e lhe deu uma prole de 10 filhos. Em 1º de maio de 1963, criou, juntamente com o violeiro-repentista José Soares Sobrinho (in memoriam), o programa de rádio Violeiros do Seridó.</p>
<p><span id="more-5040"></span></p>
<p><img class="alignright size-full wp-image-5046" title="Chico Mota" src="http://teianeuronial.com/wp-content/uploads/chicomota200.jpg" alt="Chico Mota" width="200" height="222" />Em sua trajetória como poeta, é autor de vários cordéis e publicou 4 livros:</p>
<ul>
<li><em>Veredas Nordestinas,</em></li>
<li><em>Trovas etc.</em> (contos),</li>
<li><em>Violas e Cantadores</em> e</li>
<li><em>A Saga de um Bandoleiro no Oeste Potiguar.</em></li>
</ul>
<p>Gravou 5 CDs, sendo 4 em parceria com outros cantadores.</p>
<p>Foi sócio efetivo do Clube dos Trovadores do Seridó/CTS, ocupando a cadeira número 9, que tem como patrono Júlio César da Câmara. Foi membro da Academia de Trovas do Rio Grande do Norte &#8211; ATRM, ocupante da cadeira número 38, cujo patrono é o acadêmico José Gotardo Emerenciano Neto.</p>
<p>Faleceu no dia 5 de junho de 2011.</p>
<p>A repercussão de seu falecimento foi sentida na homenagem prestada pela Rádio Rural. No horário matutino, em que ele costumava cantar diariamente, violeiros compuseram versos com o mote &#8220;A viola nordestina / Mais uma vez enlutada.&#8221; Na missa de seu sepultamento, vários colegas poetas entoaram em temas de sete linhas. A Casa da Cultura de Caicó será rebatizada com seu nome.</p>
<p><object width="600" height="450"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/p32tA1lwhOc?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="600" height="450" src="http://www.youtube.com/v/p32tA1lwhOc?version=3&amp;hl=pt_BR" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<h3>In memoriam</h3>
<p>Inês falava tanto sobre o pai que eu gostava muito dele, mais pelo que ela dizia do que pelo pouco contato que tive com ele. Era um homem alegre e inteligente, que amava a vida e, aos 86 anos de idade, não dispensava uma caminhada diária e o contato com os amigos. Gostaria de ter conhecido melhor meu sogro, ter conversado com ele sobre literatura e história. Ele está em outra dimensão agora, e provavelmente o encontrarei por aí. Ficam meus pensamentos positivos para que ele continue sua caminhada evolutiva pela eternidade.</p>
<div class="rw-left"><div class="rw-ui-container rw-class-blog-post rw-urid-50410"></div></div>]]></content:encoded>
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