Space Oddity – música e livro

Padrão

Há alguns dias um amigo me passou este link do site IdeaFixa, que falava de uma adaptação para livro ilustrado da música Space Oddity, de David Bowie. Embora sempre achasse intrigante a figura desse músico, não conheço quase nada de sua produção artística. Ao ouvir a canção no vídeo, fiquei extasiado com a música e a letra. Uma história de ficção científica que traz o tema do abandono e da solidão, “espetacular”, nas palavras de outro amigo meu, tão simples e bem-feita que nos permite completar as lacunas da narrativa com a imaginação.

O livro é muito caprichado, está disponível em PDF para download (pelo próprio autor, Andrew Kolb), e é excelente como acompanhamento na audição da música (ou vice-versa). Para crianças e adultos anglófonos deve ser ótimo, mas imagino que possa servir como recurso didático para estudantes da língua inglesa.

Confira abaixo o texto do site IdeaFixa e o vídeo-clipe de Space Oddity, com David Bowie.

Andrew Kolb é um ilustrador que não gosta de falar sobre si, logo não sei de onde ele é. Mas posso dizer  que Andrew é um cara talentoso e muito bacana. Teve a ótima ideia de transformar a linda Space Oddity do David Bowie em um livro de história para crianças, e deixou livre para download em alta definição, na íntegra. Coloquei o vídeo aqui também, porque recomendo a leitura acompanhada dom som, frase por frase. Eu espero sinceramente que alguém invista no projeto (que por enquanto é apenas um conceito) para uma coleção inteira. Por crianças com mais bom gosto num futuro próximo (e quem vier dizer que gostar de Bowie não é ter bom gosto, te desejo filhos que adorem Jota Quest).

Vale a pena.

Ai, se eu te pego

Padrão

O status de arte da música popular – ou pop – sempre foi posto em xeque, já que esse é um estilo que obedece a estruturas que variam dentro de um padrão pré-estabelecido, como duração, refrães, andamento e coisas do tipo. O historiador Eric Hobsbawm dá explicações muito mais completas e sensatas sobre as características da música pop em seu belíssimo livro A História Social do Jazz.

A discussão acerca do caráter artístico da música está aparentemente superada, já que essas produções voltadas para um mercado consumidor maciço podem ser desenvolvidas de forma pré-moldada, contudo seu grau de expressividade transcende suas limitações estruturais, assim como as técnicas de apropriação musical são utilizadas para criar novas linguagens, o que é um aspecto fundamental da arte.

Continue lendo