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Arquivos de ‘Ensaios’

Culpa, responsabilidade e ética

23/08/2010

ou Se uma bola tivesse braços…

Os episódios da infância de um indivíduo podem nos trazer muitos bons insights sobre o desenvolvimento do senso de ética e de convivência social. Vemos nesses episódios, por exemplo, como as atividades sociais e a reação de outras pessoas vão moldando os valores e códigos de conduta desde muito cedo na vida, o que certamente terá implicações na vida adulta.

Reproduzo abaixo uma crônica escrita por minha esposa, Inês Mota, intitulada Mea Culpa e publicado em seu blog ObjetOObscuro. Ela trata de um evento recente encenado por seu neto, Paulinho, em que se discutiram noções de culpa e responsabilidade, e que servirá para que, em seguida, eu teça alguns comentários sobre amadurecimento e ética, esta muitas vezes entendida como algo que emana de nossa “natureza humana”, mas que, sob um olhar sócio-antropológico mais detido, se revela construído nas relações sociais.

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Contatos imediatos – parte 3

29/07/2010

ou Old-fashioned space invaders

Na primeira e na segunda parte de Contatos Imediatos, fiz extensos comentários sobre algumas observações de Stephen Hawking a respeito da possibilidade de vida extraterrestre (trechos retirados do site The Daily Galaxy). Discorri sobre as possibilidades advindas da mera especulação sobre as naturezas dos seres vivos extraterrestres, pensando nas inúmeras possibilidades cósmicas.

Em seguida, explorei as probabilidades e improbabilidades de encontrarmos outros seres vivos fora da Terra, de reconhecermos que são mesmo seres vivos (ou de sermos reconhecidos), de eles terem inteligência como a nossa (ou diferente da nossa) e das possíveis  dificuldades na comunicação e compreensão entre espécies de planetas diferentes. Mas, e se nosso primeiro contato for uma catástrofe?…

Marte Ataca!

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O preço do direito

9/07/2010

ou A Justiça é uma deusa que exige sacrifícios?

Desde que o Estado brasileiro aboliu o sistema econômico escravista com a Lei Áurea (uma lei de 2 artigos simplórios), a distribuição da propriedade da terra tem mantido um padrão: grandes e ricas propriedades concentradas em poucas mãos e uma grande massa de gente com pouca ou nenhuma terra, para morar nem de onde tirar sobrevivência.

A Reforma Agrária promovida pelo Estado foi um projeto que trouxe certa esperança de reverter esse quadro desumano. Parece muito justo repassar grandes montantes de terras ociosas para as enxadas de quem vive ruralmente e quer trabalhar e sobreviver. Mas há casos em que as populações despossuídas foram também desapossadas, perderam suas terras para quem pôde pagar pela lei, pois os direitos muitas vezes não são distribuídos de graça.

Dura Lex Sed Lex, de Paul Gervais

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Autor: Thiago Leite Categories: Crônicas, Ensaios

Copa do Mundo – parte 1

27/06/2010

ou Vendo o jogo de longe

Não há nada mais brasileiro do que um esporte inventado na Inglaterra. A bola no pé faz parte da cultura brasileira de uma forma que impressiona os outsiders. Digo isso porque nunca fui fã de futebol e sempre achei exagerada a “cultura futebolística”, as incessantes conversas sobre “o jogo de ontem” e os usuais cumprimentos entre amigos: “E aí, flamenguista!” – “Diga lá, fluminense!”

Mas desde há muito tempo reconheço o esporte como um espetáculo de inteligência corporal digno de ser visto e apreciado. E a Copa do Mundo é uma chance de se ver os melhores (é o que se espera) jogadores de cada país mostrando suas habilidades numa competição acirrada e emocionante, com bons exemplos de extrapolação das habilidades do corpo humano. Mas estou longe de ser um típico brasileiro quando o assunto é futebol.

Spock camisa 10

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Contatos imediatos – parte 2

12/06/2010

ou Graus infinitos de contatos possíveis

Em Contatos imediatos – parte 1, comentei algumas observações de Stephen Hawking a respeito da probabilidade da existência de seres vivos extraterrestres e das possibilidades de sua natureza. É improvável que a Terra seja o único astro da galáxia a ter vida, e é possível que esta se manifeste de várias formas.

Dando continuidade aos meus comentários ensaísticos sobre as observações de Hawking (retiradas diretamente de um post do site The Daily Galaxy), faço mais algumas especulações sobre as probabilidades e possibilidades da vida extraterrestre, de esta vida vir a desenvolver inteligência e de esta inteligência assumir várias naturezas, reportando-me a referências da Ficção Científica e da Antropologia.

Contatos Imediatos do Terceiro Grau

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Contatos imediatos – parte 1

21/05/2010

ou Contatos físicos, extrafísicos e especulativos

Stephen Hawking disse recentemente que é no mínimo bastante improvável que a Terra seja o único planeta onde tenha surgido vida, já que estamos num Universo com 100 bilhões de galáxias, cada uma com centenas de milhões de estrelas. De fato, a pretensão de que somos o ápice da “Criação” só se justifica na ignorância sobre os atuais conhecimentos da Astronomia.

Em certa época, não se sabia que as estrelas eram corpos celestes gigantescos com astros menores ao redor de si, nem se tinha ideia da quantidade de estrelas da nossa galáxia e tampouco que Andrômeda era uma outra galáxia como a nossa e que havia muitíssimo mais delas no Universo.

Independence Day (1996)

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Oroboro

15/05/2010

ou A trança interminável

No filme A História sem Fim (The NeverEnding Story, 1984), de Wolfgang Petersen, o garoto Bastian encontra um livro cuja trama é afetada pela leitura de quem o tem em mãos. A terra de Fantasia, cenário da história lida por Bastian, está em declínio, e cabe a Bastian salvar a Imperatriz Menina, dando-lhe um nome e assegurando a continuidade das história de Fantasia.

Mas a obra de Michael Ende, Die Unendliche Geschichte (A História sem Fim), que inspirou o filme, tem um apelo maior (infelizmente ainda não o pude ler), pois na própria trama de A História sem Fim acompanhamos Bastian encontrar um livro com esse mesmo nome, e temos a impressão de que nossa própria leitura afeta a história na qual há um livro cuja leitura afeta uma outra história, que no final é a mesma.

A História sem Fim (1984)

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Autor: Thiago Leite Categories: Ensaios

Cotas raciais – parte 3

29/04/2010

ou Se as e raças existissem, deveriam ser abolidas

A raça é uma construção social. A maioria dos cientistas sociais e biólogos vão concordar com essa afirmação. Isso não quer dizer que ela não tenha efeitos nocivos sobre nós. A ideia de que existem raças baseia a discriminação racial. Mas, justamente por isso. a ideia de que uma “raça” possui aspectos intrínsecos que a diferenciam das outras deveria ser desconstruída. No entanto, há muito mais coisas a ser consideradas na discussão sobre cotas raciais…

Nesta terceira parte da Série Cotas Raciais, dou continuidade à análise dos comentários que foram deixados na primeira parte. Retomo aqui um comentário de Eduardo Prado, autor do blog Conversa de Bar, e um de AmBar Amarelo. O tema vai se complexificando ainda mais e, pessoalmente, vou ficando com grandes dúvidas sobre o posicionamento anticotas que eu costumava defender…

Operários, de Tarsila do Amaral

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Pai e mãe não têm sexo

14/04/2010

ou Homossexuais ainda na mira da Inquisição – parte 4

A luta daqueles que desejam ter filhos ainda tem um árduo caminho a ser percorrido no nosso homofóbico Brasil. Vejam, por exemplo, que o deputado Zequinha Marinho (PSC-PA) quer modificar o Estatuto da Criança e do Adolescente para proibir homossexuais de adotarem crianças.

A primeira coisa que deveria ser considerada na contra-argumentação à proposta de proibir alguém de um direito com base em seu comportamento ou orientação sexual é que, fazendo isso, incorre-se em inconstitucionalidade, pois implica em discriminar as pessoas por um critério antidemocrático. Perguntar se um candidato à adoção é homossexual equivaleria a perguntar qual é sua raça, religião, partido político ou time de futebol.

Marlin e Nemo

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Cotas raciais – parte 2

31/03/2010

ou Mestiçagem, mistura de assuntos e relação entre temas

No primeiro artigo sobre as cotas raciais, apontei questionamentos sobre a guerra discursiva entre os pró-cotas e os anticotas, tendo como mote o pronunciamento do senador Demóstenes Torres no Supremo Tribunal Federal. Antecipei que na segunda parte eu escreveria sobre minhas razões para ser um anticotas e sobre os problemas relacionados ao vestibular e à Universidade.

Porém, os comentários à primeira parte foram muito extensos e decidi que não valeria a pena respondê-los diretamente na seção específica. Ao invés disso, achei que os comentários mereciam ser respondidos como continuações ao primeiro texto, prolongando-me aos poucos nas respostas e fazendo surgir mais questionamentos, tecendo uma teia neuronial extensa sobre o tema.

Operários, de Tarsila do Amaral

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