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‘Antropologia’

A orgia humana – parte 1

A orgia humana
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27/06/2011
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A diversidade sexual humana como resultado de causas não-naturais



Diante das mudanças na aceitação das uniões homoafetivas e das demandas cada vez mais fortes por direitos e combate ao preconceito, o discurso reacionário reage como pode. “Dois homens morando juntos não são um casal. Dupla pode ser, mas casal é só homem e mulher. Eu até respeito a opção de dois homens conquistarem a união civil, mas é um crime eles adotarem uma criança”.

Muitas vezes esse discurso se acompanha de frases do tipo: “Isso é uma afronta contra Deus”. De certo modo, equivale a dizer que a homossexualidade é antinatural, ou seja, vai de encontro aos ditames da natureza. Dentro dessa perspectiva, parte-se do pressuposto de que a pessoa que se relaciona com um parceiro do mesmo sexo escolhe sua orientação sexual, escolhe “pecar”, e poderia facilmente seguir o caminho “natural”, se quisesse.

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Autor: Categories: Antropologia, Ensaios

Babies – Resenha

Babies - Resenha
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21/05/2011
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Uma oportunidade para insights sobre igualdade e diferença



Babies (2010), filme dirigido por Thomas Balmès, é um documentário que testemunha, sem narração, o 1º ano de vida de quatro pequenos seres humanos, cada um de uma parte distinta da Terra. Ponijao é um menino namibiano, Mari é uma menina japonesa, Bayar é um menino mongólico e Hattie é uma menina norte-americana.

Acompanhamos diversos momentos da vida das pequenas crianças, desde o nascimento, passando pelas primeiras palavras até os primeiros passos. Os quatro bebês comovem o espectador, como é comum com adultos contemplando infantes dessa tamanho e idade. O cineasta escolhe momentos pitorescos e os encaixa com cenas que mostram especificidades culturais, de hábitos e costumes.

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Autor: Categories: Antropologia, Filmes, Resenhas

O que é homofobia?

O que é homofobia?
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10/05/2011
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Papéis sexuais, medo do amor do outro e medo de si mesmo



Recentemente o Bule Voador divulgou uma matéria da APA (American Psychological Association) sobre uma pesquisa que reforçou uma suspeita que a Psicanálise já tinha há muito tempo: a homofobia advém da repressão dos próprios desejos homossexuais do homófobo.

Basicamente, a pesquisa foi feita com um grupo de jovens homens heterossexuais (divididos em dois grupos, um homofóbico e outro não-homofóbico), que assistiram a três vídeos com cenas de sexo, uma mostrando um casal heterossexual, outra mostrando um casal gay e um terceiro apresentando um casal lésbico. A ereção dos jovens foi medida através do uso de um aparelho, e constataram-se diferenças no entumescimento do pênis, de acordo com a homofobia (ou sua ausência) e o tipo de vídeo visto pelo sujeito.

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Autor: Categories: Antropologia, Ensaios

A evolução do homem branco

A evolução do homem branco
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17/04/2011
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Preconceitos e pré-noções nas representações da evolução humana



Desde que as teorias sobre a evolução biológica do Homo sapiens começaram a ser elaboradas, tornaram-se comuns os esquemas gráficos que representam os diversos estágios que vão desde os primatas que deram origem aos hominídeos modernos até o ser humano como o conhecemos nos dias de hoje.

A Ciência se guia pelo ideal da objetividade, embora reconheça que a limitação dos sentidos humanos tenha que ser relevada e implique sempre na aproximação da realidade e não em sua pura apreensão. Os valores e pré-noções culturais também marcam a forma como construímos o conhecimento científico e os esquemas evolutivos humanos são exemplos de como as representações do mundo restringem o alcance das representações científicas.

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Autor: Categories: Antropologia, Ensaios

Uma foto em preto e branco

Uma foto em preto e branco
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11/03/2011
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O testemunho de uma imagem que já deveria ter se tornado história



Em 1983 e.c., o fotógrafo Luiz Morier flagrou uma cena que se tornaria célebre, embora retratasse uma situação muito constrangedora para os brasileiros. No meio do mato, à beira da estrada Grajaú-Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, policiais prendiam homens pobres, amarrando seus pescoços numa corda. A cena ecoava a época da escravidão no Brasil, pois os presos eram todos negros, enquanto o policial que apareceu na foto era branco.

Os ecos da escravidão ainda reverberam nos dias de hoje e deveriam ter há muito tempo sido superados pelos ideais modernos, mas ainda presenciamos as perseguições policiais que discriminam os suspeitos por seus traços físicos e a coação de populações rurais por fazendeiros abastados (com dinheiro e poder político).

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Belo monte de esclarecimentos obscuros

Belo monte de esclarecimentos obscuros
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10/02/2011
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Omissões que revelam o racismo ambiental



Em torno do belo monte de polêmicas (e de um trocadilho há muito desgastado) a respeito do projeto da Hidrelétrica Belo Monte, no Rio Xingu, movimentos sociais em defesa dos povos que habitam as margens do afluente amazônico apresentam suas reivindicações para impedir que a vida de milhares de pessoas seja arruinada pela água doce.

Do lado do governo, que há tempos vem se contorcendo para contornar a polêmica, o IBAMA (que, desde que teve início o rebuliço hidelétrico, trocou duas vezes de presidente, um passando o pepino para outro) emitiu, nesta quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011 e.c., uma nota de “esclarecimento” sobre os “supostos” impactos ambientais da gigantesca obra.

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Autor: Categories: Antropologia, Atualidades

Dersu Uzala – Resenha

Dersu Uzala
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7/02/2011
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Ética, amizade e choque cultural



Dersu Uzala (1975) é um filme dirigido por Akira Kurosawa, que se inspirou num livro homônimo, escrito por Vladimir Arseniev. Este narrou em sua obra o encontro real com a figura do caçador Dersu Uzala, habitante solitário da floresta, pertencente à etnia nanai (referida no filme como goldi, que é como os russos os chamavam), que serviu a Arseniev e a seus soldados como guia numa expedição topográfica por uma região da Sibéria.

Dersu surpreende seus companheiros russos com um profundo senso de ética, um fascinante conhecimento da floresta e a habilidade de rastrear qualquer coisa através de sinais. O caçador desenvolve uma significativa amizade com Arseniev, que ele se acostumou a chamar de “Capitão”, o que leva a um cuidado especial por parte de cada um deles para com o outro.

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Autor: Categories: Antropologia, Filmes, Resenhas

Estereótipos étnicos em Star Wars

Estereótipos étnicos em Star Wars
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2/01/2011
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ou Reflexos de preconceito numa galáxia distante



Há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante, teve lugar uma aventura espacial, épica e mítica. Essa aventura nos diverte, a nós humanos terráqueos, na Via Láctea dos dias de hoje. Não é à toa, pois a narrativa de Star Wars (Guerra nas Estrelas) tem vários personagens arquetípicos e é construída segundo a mesma fórmula das narrativas míticas antigas.

Porém, além de nos fisgar pela emoção de uma luta épica contra um império do mal, pela autodescoberta do protagonista e pelo conflito edipiano subjacente a tudo isso, Star Wars também apela para pré-noções, ou melhor, preconceitos, menos nobres, sub-reptícia e talvez não intencionalmente retratados em alguns dos personagens marcantes da saga.

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O que faz do nerd um nerd? – parte 2

O que faz do nerd um nerd? – parte 2
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29/12/2010
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ou O romantismo fantástico e os desafios mentais



Desde que a palavra nerd começou a nomear estudantes CDFs das escolas norte-americanas, muitas vezes fascinados por Ciências Exatas, o termo se estendeu para abranger pessoas que têm gostos exóticos ou se aprofundam de maneira exagerada em coisas fora do mainstream (o que às vezes é chamado de cult).

No entanto, certas mídias se tornaram corolários de uma certa identidade nerd que hoje assume o aspecto quase de uma tribo urbana. Quadrinhos, ficção científica, literatura fantástica, cinema de aventura, RPG, video games, Star Wars, Star Trek, O Senhor dos Anéis… A tendência de alguém que goste muito de uma dessas coisas é aumentar seu ciclo de amizades e ampliar seus gostos com base em algo comum a tudo isso. Mas o que há realmente em comum entre tudo isso? O que faz do nerd um nerd?

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Autor: Categories: Antropologia, Ensaios

My fair lady (1964) – Resenha

My fair lady (1964) – Resenha
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26/12/2010
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ou Parla!



My Fair Lady (1964), filme dirigido por George Cukor e estrelado por Audrey Hepburn e Rex Harrison, é uma história baseada na peça Pigmalião (Pygmalion), de George Bernard Shaw, publicada em 1912. Entre a peça e o filme de 1964, há um filme de 1938, que influenciou a obra de Cukor, e um musical, que a inspirou largamente, de modo que ofilme de que aqui se trata tem vários trechos com músicas vindas do musical.

Henry Higgins é um estudioso da Fonética, capaz de identificar a origem de uma pesso através de sua fala, um homem preocupado com o bem falar da língua inglesa, crítico das formas consideradas por ele como degeneradas do inglês autêntico . Ele considera, por exemplo, que a pronúncia cockney da florista Eliza Dootlittle, característica da camada pobre da população de Londres, é uma afronta ao idioma de Shakespeare. Ele é desafiado a ensiná-la a falar como uma dama da nobreza e a se passar por uma duquesa num evento da alta sociedade.

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Autor: Categories: Antropologia, Filmes, Resenhas
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