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	<title>Teia Neuronial &#187; Exercícios mentais</title>
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	<description>Antropologia, Ficção Científica, cultura e sociedade</description>
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		<title>Objeto Neuronial 003</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jul 2009 14:07:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Mestre, qual é meu maior defeito?&#8221; Numa cena de Matrix, o Oráculo diz a Neo que ele não se preocupe com o vaso que vai quebrar. Num gesto de surpresa, &#8220;Que vaso?&#8221;, ela bate o braço e faz um vaso cair no chão. Paradoxos podem causar vertigens. Mas são ótimos exercícios mentais: &#8220;Eu sempre minto&#8221;. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>&#8220;Mestre, qual é meu maior defeito?&#8221;</strong></p>
<p>Numa cena de <em>Matrix,</em> o Oráculo diz a Neo que ele não se preocupe com o vaso que vai quebrar. Num gesto de surpresa, &#8220;Que vaso?&#8221;, ela bate o braço e faz um vaso cair no chão.</p>
<p>Paradoxos podem causar vertigens. Mas são ótimos exercícios mentais: &#8220;Eu sempre minto&#8221;. Se isso é verdade, então o que eu acabei de dizer é mentira. Se é mentira, então confirmo o que eu tinha dito, ou seja, era verdade. Mas, se era verdade&#8230;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-744" title="Objeto Neuronial 003" src="http://teianeuronial.com/wp-content/uploads/objetoneuronial003.png" alt="Objeto Neuronial 003" width="600" height="200" /></p>
<p><span id="more-743"></span>Os paradoxos têm uma importância que transcende a mera diversão que proporcionam em discussões que nunca terminam. Eles servem para entedermos as limitações de nossa capacidade de compreender o universo e, assim, buscar a superação dessas limitações.</p>
<p>Se Pinóquio, cujo nariz cresce cada vez que ele mente, dissesse &#8220;Meu nariz vai crescer agora&#8221;, o que aconteceria? Ele estaria mentindo, pois não havia dito nenhuma mentira antes. Se ele estava mentindo, significa que seu nariz realmente cresceria, o que caracteriza sua afirmação como verdadeira. Esse paradoxo é insolúvel e foi tema do microconto <em><a href="http://pequenitudes.blogspot.com/2009/05/mentira.html" target="_blank">mentira</a>,</em> no blog <a href="http://pequenitudes.blogspot.com/" target="_blank">pequenitudes</a>.</p>
<h3>Paradoxo da predestinação</h3>
<p><img class="alignright size-full wp-image-757" title="Em Algum Lugar do Passado" src="http://teianeuronial.com/wp-content/uploads/somewhereintime.jpg" alt="Em Algum Lugar do Passado" width="125" height="171" />Outro tipo de paradoxo, usado em histórias sobre viagem no tempo, é o da predestinação. No filme <em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0081534/" target="_blank">Em algum Lugar do Passado</a>,</em> um jovem dramaturgo recebe a visita de uma mulher idosa que pede para que ele volte para ela. Ela lhe dá um relógio de presente e vai embora. Depois, ele descobre que aquela mulher era uma atriz que se destacou muito numa apresentação em um hotel no qual ela estava hospedado. Apaixonado pela antiga foto da jovem, ele descobre um meio de voltar no tempo e conhecê-la. Os dois se apaixonam e, por causa dele, ela faz a maior performance de sua carreira. Enquanto o casal faz planos para o futuro, ele comete um erro e retorna ao seu próprio tempo, deixando uma mulher saudosa e o relógio que havia ganhado.</p>
<p>Na série televisiva de ficção científica <em>Babylon 5,</em> um humano se destacou nos ensinamentos de Valen, um antigo minbari que fundou uma ordem de guerreiros no planeta Minbar. Ele é chamado para uma missão de viagem ao passado para capturar a estação espacial Babylon 4 e mandá-la ainda mais para o passado, para servir de estação-escola a Valen e seus primeiros discípulos. Mas os acontecimentos se configuram de modo que esse humano volta ao passado junto com Babylon 4 e descobre que ele mesmo é Valen. Ou seja, tudo o que ele aprendeu na ordem de Valen foi ensinado inicialmente por ele mesmo.</p>
<p>Num episódio de <em>Futurama,</em> Philip J. Fry volta ao passado com seus amigos e conhece o homem, com mais ou menos sua idade, que viria a ser pai de seu pai. Algum tempo depois, Fry conhece uma mulher da mesma faixa etária, com quem acaba fazendo sexo. Após o ato, lembra-se de perguntar seu nome e descobre estarrecido que ela é a mulher que viria a ser sua avó. Depois de arranjar as coisas para que ela se case com seu próprio avô, ele se dá conta de que seu próprio pai é bastardo, pois ele mesmo, Fry, é pai do próprio pai.</p>
<h3>O ovo e a galinha</h3>
<p><img class="alignright size-full wp-image-758" title="Drawing Hands, de M. C. Escher" src="http://teianeuronial.com/wp-content/uploads/drawinghandsescher.jpg" alt="Drawing Hands, de M. C. Escher" width="200" height="173" />Costumamos contrapor o egoísmo ao altruísmo de maneira absoluta e irreconciliável. Mas, quando desenvolvemos um grande bem-estar pessoal, ou seja, no âmbito egoico, muitas vezes sentimos a necessidade de compartilhar isso com os outros. Assim, desenvolvendo uma disposição mais altruísta, ajudando os outros, sentimo-nos bem. Evoluindo no âmbito pessoal, crescendo interiormente, reprecutimos do lado de fora, espalhando algo de bom, e o resultado disso nos faz sentir bem.</p>
<p>Esse paradoxo nos faz perceber que algumas contradições aparentes são processos retroalimentadores compostos de polos complementares. Mais do que isso, são processos complexos que não têm, em si, contradição. Esta só surge porque separamos a realidade arbitrariamente e damos nomes antagônicos a suas partes.</p>
<p>No livro <em>A Árvore do Conhecimento,</em> de Humbreto Maturana e Francisco Varela, os autores explicam que um organismo vivo se sustém através de um processo chamado autopoiese (do grego, significa algo como &#8220;criação de si mesmo&#8221;). Por um lado, o ser vivo possui uma estrutura que o permite buscar alimento e processá-lo. Por outro, essa mesma estrutura tem que ser mantida com a energia processada a partir do alimento. Um ciclo paradoxal. O que vem primeiro, já que a estrutura que processa o alimento é composta do próprio alimento?</p>
<h3>A solução é o problema</h3>
<p>Minha mãe certa vez pediu à cardiologista que medisse a pressão dela. O aparelho indicou pressão alta. No dia seguinte, minha mãe estava caminhando no Parque das Dunas e encontrou um pessoal medindo gratuitamente a pressão dos caminhantes. O aparelho indicou pressão normal. Noutra visita à cardiologista, a pressão alta se repetiu. doutora Fátima disse que minha mãe sofria de <em>Síndrome do Jaleco Branco.</em> O fato de estar diante de um médico a faz ficar nervosa e, consequentemente, faz subir sua pressão arterial.</p>
<p>Um paciente se dirige ao terapeuta, suando frio, gaguejando, com a voz sumida, e pergunta se ele sofre de timidez. O terapeuta só pode perguntar: &#8220;Você está gripado ou está gozando da minha cara?&#8221;</p>
<p>Muitas vezes, a própria busca pela solução de um problema já revela detalhes deste problema. Por isso a necessidade da Epistemologia. Por isso também importa lembrar a <em>sociologia da sociologia</em> sugerida por Pierre Bourdieu. Para compreendermos a fundo o modo de superar as falhas dos resultados de nossas ações, é preciso analisar com cuidado as próprias ações e o processo que pvovocou essas falhas.</p>
<p>Da mesma forma que o antídoto do veneno da serpente pode ser encontrado no próprio veneno, nós mesmos temos a capacidade de encontrar as soluções de nossos problemas pessoais. A própria busca despojada e otimista os sana.</p>
<p>Isso também se aplica à humanidade. Como diz Carl Sagan no livro <em>Bilhões e Bilhões,</em> o ser humano é atualmente o único animal capaz de destruir o planeta Terra. Ao mesmo tempo, é o único que pode salvar o planeta de si mesmo.</p>
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		<title>Enchendo balões</title>
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		<pubDate>Wed, 06 May 2009 17:12:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
				<category><![CDATA[Exercícios mentais]]></category>
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		<description><![CDATA[ou Exercícios de variações narrativas com quadrinhos Esta semana Karlisson fez um pequeno desafio em seu blog Nerdson não vai à Escola. Ele criou uma tirinha sem título e sem falas, com os personagens principais de suas histórias em quadrinhos, os programadores Nerdson, Beta Bitsy e Lilo Tag. Os visitantes tiveram a oportunidade de praticar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">ou <strong>Exercícios de variações narrativas com quadrinhos</strong></p>
<p>Esta semana Karlisson fez um pequeno desafio em seu blog <em><a href="http://nerdson.com/blog/" target="_blank">Nerdson não vai à Escola</a>.</em> Ele criou uma tirinha sem título e sem falas, com os personagens principais de suas histórias em quadrinhos, os programadores Nerdson, Beta Bitsy e Lilo Tag.</p>
<p>Os visitantes tiveram a oportunidade de praticar sua criatividade e concorrer a uma camiseta e a três bottons da <a href="http://www.redbug.com.br/home" target="_blank">Redbug</a>. O desafio real consistia em criar um dialogo coerente com as imagens (contextos, cenários e expressões dos personagens) e fazê-lo mantendo-se fiel às personalidades dos personagens e aos temas comumente tratados em suas histórias.</p>
<p><img class="size-full wp-image-14 aligncenter" title="Fumetti senza paroli" src="http://teianeuronial.com/wp-content/uploads/promo.png" alt="Fumetti senza paroli" width="570" height="230" /></p>
<p><span id="more-13"></span>Após ver muitas sugestões dos visitantes nos comentários, percebi que eu seria incapaz, em minha sugestão, de chegar ao nível de sofisticação normalmente presente nos diálogos de Nerdson e cia., tendo em vista que sou leigo em programação e não estou bem atualizado sobre as notícias que envolvem internet e tecnologia.</p>
<p>É claro que muitos temas podem ser tratados, como a gripe suína, o conflito entre Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes ou até coisas do dia-a-dia, comuns a qualquer ser humano, programador ou não. Como eu queria participar, mas como sabia que tinha poucas chances de compreender bem a linguagem específica de Nerdson e cia. para criar uma tirinha que me satisfizesse e a Karlisson, esculhambei e usei Nerdson, Beta e Lilo como instrumentos para uma historinha nonsense com Superman, Lois Lane e Batman.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-16 aligncenter" title="NerDC Comics" src="http://teianeuronial.com/wp-content/uploads/nerdson-dc.png" alt="NerDC Comics" width="570" height="230" /></p>
<p>O problema dessa ideia é que o diálogo foi construído no formulário de comentários do blog do Nerdson, e não me preocupei muito com a extensão das frases, que poderiam não caber nos balões ou, mesmo aumentado estes, poderiam não caber nos quadrinhos. Percebe-se isso na imagem acima, que editei no Inkscape. Tive que aumentar os balões e o resultado estético não foi muito agradável. As coisas ficaram abarrotadas e um elemento do cenário ficou escondido (a placa da parada de ônibus).</p>
<p>Além desses problemas, também não se encaixou bem o teor dos balões com os semblantes dos personagens. A expressão de susto de Beta/Lois no primeiro quadrinho não condiz com a despreocupação de sua fala. A cara fleumática de Nerdson/Clark na cena final não tem nada a ver com sua tentativa de despistar Lilo/Bruce. Apenas o segundo quadrinho ficou bem neste sentido.</p>
<p>O resultado do concurso <a href="http://nerdson.com/blog/storytellers-resultado/" target="_blank">foi divulgado hoje</a>. Averiguei que não era necessário saber coisa nenhuma de programação para fazer uma tirinha como esta:</p>
<p><img class="size-full wp-image-15 aligncenter" title="S03E05 - Apocalipse" src="http://teianeuronial.com/wp-content/uploads/nerdson167.png" alt="S03E05 - Apocalipse" width="570" height="230" /></p>
<p>Tão importante quanto tratar de um tema corriqueiro entre os nerds, Gabriel Rondon conseguiu encaixar as falas com as situações e expressões dos personagens. Os outros que ganharam menção honrosa também foram bem-sucedidos, inclusive brincando com o próprio concurso.</p>
<p>Foi então que decidi copiar a imagem da promoção e aplicar a sugestão que eu tinha feito (e cujo resultado já foi citado e mostrado acima). Aí pensei em fazer outra coisa. Criei um novo diálogo, dessa vez me preocupando ao máximo com a adequação e com os espaços disponíveis para as falas. O resultado, também um tanto nonsense, está abaixo:</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-17 aligncenter" title="Leçon de Français" src="http://teianeuronial.com/wp-content/uploads/nerdson-omelette.png" alt="Leçon de Français" width="570" height="230" /></p>
<p>Fiz uma alusão a um episódio de <em><a href="http://www.cartoonnetwork.com/tv_shows/dexter/" target="_blank">O Laboratório de Dexter</a>,</em> no qual o menino gênio Dexter passou a falar a expressão francesa &#8220;omelette du fromage&#8221; descontroladamente, após dormir ouvindo uma gravação para a aula da manhã seguinte. A alusão aos desenhos animados contemporâneos se mantém no último quadrinho, em que Lilo cita a repetitiva fala de Pikachu, do anime <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pok%C3%A9mon" target="_blank">Pokémon</a>.</em></p>
<p>Um exercício parecido com este e que rende muitos risos é o <a href="http://jovemnerd.ig.com.br/categoria/humor/miscelania/festival-de-legendas/" target="_blank">Festival de Legendas</a> do site <em><a href="http://jovemnerd.ig.com.br/" target="_blank">Jovem Nerd</a>.</em> A cada semana, eles publicam um frame de algum filme famoso e os internautas devem dar suas sugestões de legenda para a cena, ou seja, devem usar a criatividade para dizer o que está sendo falado ali. Não vale, é claro, usar a fala original do filme.</p>
<p>Esse tipo de exercício de criatividade é muito interessante. Ajuda a desenvolver a capacidade de preencher lacunas e dar sentido às coisas. Quando estamos investigando um assunto, muitas vezes precisamos fazer a ligação entre um tema e outro, e isso só se dá porque construímos uma ponte, cuja resistência será averiguada a posteriori, quando outras pessoas se enveredarem por aquele caminho.</p>
<p>Um exercício de redação muito comum é oferecer uma frase ou parágrafo para o experimentador continuar a história. Uma variação é juntar um grupo, no qual cada integrante contará um pedaço de uma narrativa, baseado no que o outro escreveu. <a href="http://alteregos2.wordpress.com/" target="_blank">Dyego Saraiva</a> promoveu duas vezes essa brincadeira, em que participamos eu, Dyego, Bárbara, <a href="http://www.pargaravio.com/" target="_blank">Francine</a> e <a href="http://ideiasdescabidas.wordpress.com/" target="_blank">Mr. T</a>. Aquele que inicia a narrativa não concebe a priori o desfecho que a história acaba tendo.</p>
<p>É mais ou menos o que ocorre na Ciência. O descobridor de alguma lei do universo não consegue prever o que os cientistas que tomam por base suas descobertas farão. O conhecimento evolui através do olhar do outro, que vê as lacunas do conhecimento de seus antecessores e as preenche. Mais tarde, estes preenchimentos serão revistos por uma nova geração.</p>
<p>Para concluir, ao menos por enquanto, sugiro um exercício que já fiz algumas vezes. Procure alguma anotação antiga sua, um trecho de um texto não concluído ou apenas ensaiado, um esboço de um desenho ou qualquer obra inacabada que há muito tempo você não revisita. Tente concluir e note como ficam claras as diferenças entre quem você era no momento em que iniciou aquela obra e quem você é agora.</p>
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