Leda
Behold! A segunda tirinha de Leda saiu. Foi um parto difícil, mas aprendi muitas coisas enquanto desenhava e concebia com minha esposa.
Há alguns meses, em viagem a trabalho, duas colegas minhas contaram, numa certa manhã, que na noite anterior, no quarto em que ficaram hospedadas, tiveram um grande pavor ao ver uma luz piscando embaixo da cama. “Um ET?! Um espírito?!” Era um vaga-lume, como constataram depois.

“Mestre, qual é meu maior defeito?”
Numa cena de Matrix, o Oráculo diz a Neo que ele não se preocupe com o vaso que vai quebrar. Num gesto de surpresa, “Que vaso?”, ela bate o braço e faz um vaso cair no chão.
Paradoxos podem causar vertigens. Mas são ótimos exercícios mentais: “Eu sempre minto”. Se isso é verdade, então o que eu acabei de dizer é mentira. Se é mentira, então confirmo o que eu tinha dito, ou seja, era verdade. Mas, se era verdade…

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Leda
Resolvemos experimentar uma periodicidade semanal para as tirinhas Objeto Neuronial, colocando-as no ar aos domingos (certo, certo, estou publicando na segunda-feira, mas vou tentar ser mais pontual).
Apresentamos a personagem Leda, nome que significa alegre e tem o mesmo radical de ledice, derivado do latim Laetitia, que em português se lê Letícia e era o nome de uma deusa romana que personificava a alegria. A história é baseada em fatos reais e você pode vê-la também no blog Objeto Obscuro.

“Sou mesmo um sujeito de sorte”
Surgiu na natureza uma estrutura suculenta cujas cores vivas e cujos aroma e sabor atraem animais famintos, que deixam cair no solo partes menores e mais duras, que chamamos sementes, e assim o vegetal que deu origem àquela fruta pode se reproduzir.
Alguns insetos utilizam frutas como bercários, pondo seus ovos ali, que eclodem para dar à luz uma larva que logo se serve do berçário como alimento. Animais maiores, que se alimentam dessa fruta, podem também decidir abocanhá-la e engolir junto a lagarta.

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