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	<title>Teia Neuronial &#187; Objeto Neuronial</title>
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	<description>Antropologia, Ficção Científica, cultura e sociedade</description>
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		<title>Objeto Neuronial 004</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 14:21:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Leda Behold! A segunda tirinha de Leda saiu. Foi um parto difícil, mas aprendi muitas coisas enquanto desenhava e concebia com minha esposa. Há alguns meses, em viagem a trabalho, duas colegas minhas contaram, numa certa manhã, que na noite anterior, no quarto em que ficaram hospedadas, tiveram um grande pavor ao ver uma luz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>Leda</strong></p>
<p>Behold! A segunda tirinha de Leda saiu. Foi um parto difícil, mas aprendi muitas coisas enquanto desenhava e concebia com minha esposa.</p>
<p>Há alguns meses, em viagem a trabalho, duas colegas minhas contaram, numa certa manhã, que na noite anterior, no quarto em que ficaram hospedadas, tiveram um grande pavor ao ver uma luz piscando embaixo da cama. &#8220;Um ET?! Um espírito?!&#8221; Era um vaga-lume, como constataram depois.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1004" title="Objeto Neuronial 004 - Leda" src="http://teianeuronial.com/wp-content/uploads/objeto-neuronial-005.png" alt="Objeto Neuronial 004 - Leda" width="600" height="200" /></p>
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		<title>Objeto Neuronial 003</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Jul 2009 14:07:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Mestre, qual é meu maior defeito?&#8221; Numa cena de Matrix, o Oráculo diz a Neo que ele não se preocupe com o vaso que vai quebrar. Num gesto de surpresa, &#8220;Que vaso?&#8221;, ela bate o braço e faz um vaso cair no chão. Paradoxos podem causar vertigens. Mas são ótimos exercícios mentais: &#8220;Eu sempre minto&#8221;. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>&#8220;Mestre, qual é meu maior defeito?&#8221;</strong></p>
<p>Numa cena de <em>Matrix,</em> o Oráculo diz a Neo que ele não se preocupe com o vaso que vai quebrar. Num gesto de surpresa, &#8220;Que vaso?&#8221;, ela bate o braço e faz um vaso cair no chão.</p>
<p>Paradoxos podem causar vertigens. Mas são ótimos exercícios mentais: &#8220;Eu sempre minto&#8221;. Se isso é verdade, então o que eu acabei de dizer é mentira. Se é mentira, então confirmo o que eu tinha dito, ou seja, era verdade. Mas, se era verdade&#8230;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-744" title="Objeto Neuronial 003" src="http://teianeuronial.com/wp-content/uploads/objetoneuronial003.png" alt="Objeto Neuronial 003" width="600" height="200" /></p>
<p><span id="more-743"></span>Os paradoxos têm uma importância que transcende a mera diversão que proporcionam em discussões que nunca terminam. Eles servem para entedermos as limitações de nossa capacidade de compreender o universo e, assim, buscar a superação dessas limitações.</p>
<p>Se Pinóquio, cujo nariz cresce cada vez que ele mente, dissesse &#8220;Meu nariz vai crescer agora&#8221;, o que aconteceria? Ele estaria mentindo, pois não havia dito nenhuma mentira antes. Se ele estava mentindo, significa que seu nariz realmente cresceria, o que caracteriza sua afirmação como verdadeira. Esse paradoxo é insolúvel e foi tema do microconto <em><a href="http://pequenitudes.blogspot.com/2009/05/mentira.html" target="_blank">mentira</a>,</em> no blog <a href="http://pequenitudes.blogspot.com/" target="_blank">pequenitudes</a>.</p>
<h3>Paradoxo da predestinação</h3>
<p><img class="alignright size-full wp-image-757" title="Em Algum Lugar do Passado" src="http://teianeuronial.com/wp-content/uploads/somewhereintime.jpg" alt="Em Algum Lugar do Passado" width="125" height="171" />Outro tipo de paradoxo, usado em histórias sobre viagem no tempo, é o da predestinação. No filme <em><a href="http://www.imdb.com/title/tt0081534/" target="_blank">Em algum Lugar do Passado</a>,</em> um jovem dramaturgo recebe a visita de uma mulher idosa que pede para que ele volte para ela. Ela lhe dá um relógio de presente e vai embora. Depois, ele descobre que aquela mulher era uma atriz que se destacou muito numa apresentação em um hotel no qual ela estava hospedado. Apaixonado pela antiga foto da jovem, ele descobre um meio de voltar no tempo e conhecê-la. Os dois se apaixonam e, por causa dele, ela faz a maior performance de sua carreira. Enquanto o casal faz planos para o futuro, ele comete um erro e retorna ao seu próprio tempo, deixando uma mulher saudosa e o relógio que havia ganhado.</p>
<p>Na série televisiva de ficção científica <em>Babylon 5,</em> um humano se destacou nos ensinamentos de Valen, um antigo minbari que fundou uma ordem de guerreiros no planeta Minbar. Ele é chamado para uma missão de viagem ao passado para capturar a estação espacial Babylon 4 e mandá-la ainda mais para o passado, para servir de estação-escola a Valen e seus primeiros discípulos. Mas os acontecimentos se configuram de modo que esse humano volta ao passado junto com Babylon 4 e descobre que ele mesmo é Valen. Ou seja, tudo o que ele aprendeu na ordem de Valen foi ensinado inicialmente por ele mesmo.</p>
<p>Num episódio de <em>Futurama,</em> Philip J. Fry volta ao passado com seus amigos e conhece o homem, com mais ou menos sua idade, que viria a ser pai de seu pai. Algum tempo depois, Fry conhece uma mulher da mesma faixa etária, com quem acaba fazendo sexo. Após o ato, lembra-se de perguntar seu nome e descobre estarrecido que ela é a mulher que viria a ser sua avó. Depois de arranjar as coisas para que ela se case com seu próprio avô, ele se dá conta de que seu próprio pai é bastardo, pois ele mesmo, Fry, é pai do próprio pai.</p>
<h3>O ovo e a galinha</h3>
<p><img class="alignright size-full wp-image-758" title="Drawing Hands, de M. C. Escher" src="http://teianeuronial.com/wp-content/uploads/drawinghandsescher.jpg" alt="Drawing Hands, de M. C. Escher" width="200" height="173" />Costumamos contrapor o egoísmo ao altruísmo de maneira absoluta e irreconciliável. Mas, quando desenvolvemos um grande bem-estar pessoal, ou seja, no âmbito egoico, muitas vezes sentimos a necessidade de compartilhar isso com os outros. Assim, desenvolvendo uma disposição mais altruísta, ajudando os outros, sentimo-nos bem. Evoluindo no âmbito pessoal, crescendo interiormente, reprecutimos do lado de fora, espalhando algo de bom, e o resultado disso nos faz sentir bem.</p>
<p>Esse paradoxo nos faz perceber que algumas contradições aparentes são processos retroalimentadores compostos de polos complementares. Mais do que isso, são processos complexos que não têm, em si, contradição. Esta só surge porque separamos a realidade arbitrariamente e damos nomes antagônicos a suas partes.</p>
<p>No livro <em>A Árvore do Conhecimento,</em> de Humbreto Maturana e Francisco Varela, os autores explicam que um organismo vivo se sustém através de um processo chamado autopoiese (do grego, significa algo como &#8220;criação de si mesmo&#8221;). Por um lado, o ser vivo possui uma estrutura que o permite buscar alimento e processá-lo. Por outro, essa mesma estrutura tem que ser mantida com a energia processada a partir do alimento. Um ciclo paradoxal. O que vem primeiro, já que a estrutura que processa o alimento é composta do próprio alimento?</p>
<h3>A solução é o problema</h3>
<p>Minha mãe certa vez pediu à cardiologista que medisse a pressão dela. O aparelho indicou pressão alta. No dia seguinte, minha mãe estava caminhando no Parque das Dunas e encontrou um pessoal medindo gratuitamente a pressão dos caminhantes. O aparelho indicou pressão normal. Noutra visita à cardiologista, a pressão alta se repetiu. doutora Fátima disse que minha mãe sofria de <em>Síndrome do Jaleco Branco.</em> O fato de estar diante de um médico a faz ficar nervosa e, consequentemente, faz subir sua pressão arterial.</p>
<p>Um paciente se dirige ao terapeuta, suando frio, gaguejando, com a voz sumida, e pergunta se ele sofre de timidez. O terapeuta só pode perguntar: &#8220;Você está gripado ou está gozando da minha cara?&#8221;</p>
<p>Muitas vezes, a própria busca pela solução de um problema já revela detalhes deste problema. Por isso a necessidade da Epistemologia. Por isso também importa lembrar a <em>sociologia da sociologia</em> sugerida por Pierre Bourdieu. Para compreendermos a fundo o modo de superar as falhas dos resultados de nossas ações, é preciso analisar com cuidado as próprias ações e o processo que pvovocou essas falhas.</p>
<p>Da mesma forma que o antídoto do veneno da serpente pode ser encontrado no próprio veneno, nós mesmos temos a capacidade de encontrar as soluções de nossos problemas pessoais. A própria busca despojada e otimista os sana.</p>
<p>Isso também se aplica à humanidade. Como diz Carl Sagan no livro <em>Bilhões e Bilhões,</em> o ser humano é atualmente o único animal capaz de destruir o planeta Terra. Ao mesmo tempo, é o único que pode salvar o planeta de si mesmo.</p>
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		<title>Objeto Neuronial 002</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Jul 2009 11:44:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Leda Resolvemos experimentar uma periodicidade semanal para as tirinhas Objeto Neuronial, colocando-as no ar aos domingos (certo, certo, estou publicando na segunda-feira, mas vou tentar ser mais pontual). Apresentamos a personagem Leda, nome que significa alegre e tem o mesmo radical de ledice, derivado do latim Laetitia, que em português se lê Letícia e era [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>Leda</strong></p>
<p>Resolvemos experimentar uma periodicidade semanal para as tirinhas <em>Objeto Neuronial,</em> colocando-as no ar aos domingos (certo, certo, estou publicando na segunda-feira, mas vou tentar ser mais pontual).</p>
<p>Apresentamos a personagem <strong>Leda,</strong> nome que significa <em>alegre</em> e tem o mesmo radical de <em>ledice,</em> derivado do latim <em>Laetitia,</em> que em português se lê <em>Letícia</em> e era o nome de uma deusa romana que personificava a alegria. A história é baseada em fatos reais e você pode vê-la também no blog <a href="http://objetobscuro.blogspot.com/2009/07/objeto-neuronial-n-02-leda.html" target="_blank">Objeto Obscuro</a>.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-722" title="Leda" src="http://teianeuronial.com/wp-content/uploads/objeto-neuronial-002.png" alt="Leda" width="600" height="200" /></p>
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		<title>Objeto Neuronial 001</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Jul 2009 14:37:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Sou mesmo um sujeito de sorte&#8221; Surgiu na natureza uma estrutura suculenta cujas cores vivas e cujos aroma e sabor atraem animais famintos, que deixam cair no solo partes menores e mais duras, que chamamos sementes, e assim o vegetal que deu origem àquela fruta pode se reproduzir. Alguns insetos utilizam frutas como bercários, pondo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>&#8220;Sou mesmo um sujeito de sorte&#8221;</strong></p>
<p>Surgiu na natureza uma estrutura suculenta cujas cores vivas e cujos aroma e sabor atraem animais famintos, que deixam cair no solo partes menores e mais duras, que chamamos sementes, e assim o vegetal que deu origem àquela fruta pode se reproduzir.</p>
<p>Alguns insetos utilizam frutas como bercários, pondo seus ovos ali, que eclodem para dar à luz uma larva que logo se serve do berçário como alimento. Animais maiores, que se alimentam dessa fruta, podem também decidir abocanhá-la e engolir junto a lagarta.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-658 aligncenter" title="Objeto Neuronial 001" src="http://teianeuronial.com/wp-content/uploads/objetoneuronial001.png" alt="Objeto Neuronial 001" width="600" height="200" /></p>
<p><span id="more-657"></span>No entanto, algumas populações humanas desenvolveram a ideia de que não se devem comer lagartas e de que uma maçã que contenha uma larva está estragada e não serve como alimento. Nisso, as duas espécies, humanos e moscas, mudam a relação em que os insetos têm que desenvolver, via selação natural, uma forma mais eficaz de não serem comidos por animais maiores.</p>
<p>Se bem que algumas maçãs bichadas serão jogadas no mato (e assim o inseto sobrevive ao humano, mas pode ser devorado por outra criatura), enquanto outras serão esmagadas de modo a morrer a lagarta. Então talvez a situação criada por algumas populações humanas propicie uma evolução mais rápida de algumas espécies de insetos, que precisam adquirir a capacidade de esconder melhor seus ovos.</p>
<p>Há algo em comum entre humanos e os insetos que lhes dão nojo. Ambos gostam de maçã. Aqueles vêm tentando criar condições para a produção de maçãs sem lagartas. Estas terão que se adaptar e encontrar outro nicho. E as maçãs diminuirão suas opções de reprodução.</p>
<p>As larvas de moscas já foram um símbolo religioso forte na Mesopotâmia, onde se cultuava Belzebu, o Senhor das Moscas, deus da morte. Ora, quando um animal morre, surgem nele larvas de moscas, ou tapurus. As moscas eram vistas como emissárias da morte. Mas não nos esqueçamos que, para a mentalidade religiosa antiga, a morte é apenas uma faceta do processo cíclico vital. O deus da morte também é deus da vida.</p>
<p>Quando o deus que criou Adão e Eva os proibiu de comer de certo fruto, talvez este estivesse bichado. Então, se estava bichado, por analogia com os corpos mortos bichados, o fruto estava morto. Alguns povos comem a carne do inimigo para adquirir seus poderes. Da mesma forma, comer uma fruta morta faz com que você, habitante imortal do Éden, adquira o poder de morrer.</p>
<p>Mas, se a morte completa a vida e esta àquela, Adão e Eva, ao legar a morte à humanidede, legaram-lhe tambám a vida. O Éden era uma espécie de limbo em que só se existia e não vivia. A desobediência trouxe um castigo, mas também trouxe a possibilidade de ser livre.</p>
<p>Isso tudo só para dizer que aqui estreia a série de tirinhas <em>Objeto Neuronial,</em> roteirizadas por <a href="http://objetobscuro.blogspot.com/2009/05/canando-na-chuva.html" target="_blank">Inês Mota</a> e desenhadas por mim.</p>
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