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‘Resenhas’

Melancolia

Melancolia

O mundo acaba em nós



Do Museu de Tudo – Não hesito em dizer que o dinamarquês Lars Von Trier é um dos melhores e mais interessantes diretores de cinema dos últimos anos. Mesmo tendo a fama de diretor cruel e detestado por seus atores, tendo feito e dito coisas – muitas vezes – deploráveis, cinematograficamente Von Trier é dos mais criativos e interessantes diretores e roteiristas de hoje. Em Melancolia, ele reafirma suas qualidades e se resigna do quase intragável O Anticristo, marca negativa em sua carreira – ainda que o filme tenha aspectos cinematográficos e semióticos muito bem construídos.

Melancolia é um filme sobre o fim do mundo, um filme-catástrofe, no entanto não se trata de “mais um” filme sobre o fim dos tempos. Diferentemente de coisas como O Dia Depois de Amanhã ou o remake de Guerra dos Mundos, o cinema-catástrofe de Von Trier é profundo e foge do lugar comum.

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Autor: Categories: Filmes, Resenhas

Eram os Deuses Astronautas?

Eram os Deuses Astronautas?

Humanos subestimados e extraterrestres divinizados



Provavelmente não. Mas é fácil pensar que sim. O olhar contemporâneo antropocêntrico, eurocêntrico, enfim, etnocêntrico, interpreta as manifestações de outras culturas e épocas segundo seus próprios parâmetros e experiências. Por isso, quando Erich von Däniken pergunta “eram os deuses astronautas?”, é preciso abordar a questão de forma crítica e despojada das pré-noções de quem se atreve a investigar esse tema.

A primeira vez que me deparei com Eram os Deuses Astronautas? foi com uma velha edição de capa verde do meu pai, e este me causou a impressão de que era uma obra impressionante, que revelava uma realidade perturbadora sobre nossos passado e origem. Não cheguei a ler o livro na época. Mas há poucos anos adquiri uma edição nova e, mais interessado do que nunca sobre qualquer tema relacionado a extraterrestres, li o livro rapidamente, sem sentir o impacto que normalmente os leitores dizem sentir.

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Autor: Categories: Livros, Resenhas

O espelho satírico do mundo

O espelho satírico do mundo

Uma leitura de Quadrinhos dos Anoa 10, de André Dahmer



Esta geraçãoo da imagem, da interatividade nas redes sociais, da pós-consciência ecolégica e dos novos papéis sociais parece ser também a geraçãoo da futilidade online, da inconsistência dos discursos, da inaniçãoo das relações sociais tête-à-tête e da dificuldade de ponderar causas e efeitos de suas atitudes.

É nesse cenário que surge um dos críticos mais contundentes desse momento de quebra paradigmática em que nos encontramos, e seu trabalho estabelece uma leitura precisa, irônica e afiada de nossos comportamentos, mas não através de volumosos compêndios filosóficos ou sociológicos: André Dahmer estabelece sua crítica ao modelo social em que vivemos a partir de suas tirinhas e charges publicadas também em jornais e revistas, mas, sobretudo, na internet.

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Autor: Categories: HQs, Resenhas

“Passeio Noturno” – parte 2

Passeio Noturno

Análise do conto de Rubem Fonseca – espaço, tempo e narrador



O presente texto analisa o conto “Passeio Noturno” de Rubem Fonseca, escrito em 1975 e tratando de questões bastante atuais: a violência e a criminalidade nos grandes centros urbanos. A obra aborda o drama do homem contemporâneo, consumista e individualista, fruto da crise pós-moderna, do capitalismo, que perdeu seu referencial e a noção de certo e errado, vivendo pela lei do mais forte. O conto narra a história de um personagem que, por pura diversão, diariamente atropela e mata transeuntes nas ruas.

A obra está contextualizada em uma época em que se vivia sob a opressão da ditadura militar, e este fato histórico veio a influenciar, sobremaneira, a produção literária no país, que então busca, acima de tudo, a liberdade de expressão. Na primeira parte, foram analisados a história e os personagens. Nesta segunda e última parte, são feitas considerações sobre o espaço, o tempo e o narrador.

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Autor: Categories: Resenhas

“Passeio Noturno” – parte 1

Passeio Noturno

Análise do conto de Rubem Fonseca – introdução, história e personagens



O presente trabalho tem por objetivo analisar o conto “Passeio Noturno” de Rubem Fonseca, que, embora escrito em 1975, trata de questões bastante atuais como a violência e a criminalidade nos grandes centros urbanos. A obra aborda o drama pelo qual passa o homem contemporâneo, consumista e individualista, fruto da crise pós-moderna, do capitalismo. Tal homem perdeu seu referencial e, com este, a noção do que é certo e do que é errado. Sem perspectivas, movido pelo sentimento de que tudo é permitido, vive segundo a lei do mais forte.

O Conto narra a história de um personagem que por pura diversão, diariamente atropela e mata transeunte nas ruas. A obra está contextualizada em uma época em que se vivia sob a opressão da ditadura militar, e este fato histórico veio a influenciar sobremaneira, a produção literária no país, que então busca acima de tudo, a liberdade de expressão e traz à tona temas como a violência nas cidades grandes.

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Autor: Categories: Resenhas

Anticristo

Anticristo

Misoginia e uma crítica ao Cristianismo



De Anticristo (Antichrist, 2009), de Lars von Trier, se diz que é um filme de terror. Não gosto de classificar os filmes em gêneros, “comédia”, “ação”, “ficção científica”. Isso sempre empobrece a apreciação da originalidade de uma obra. Felizmente, Anticristo é tão sui generis que se torna um bom exemplo da impossibilidade de se reduzir uma obra original a um rótulo.

A história é no geral um drama, com elementos de tragédia e, certamente, de terror. O tema principal é a face maléfica do feminino e a misoginia. Mas, se há mérito pela originalidade artística e pela abordagem ao tema, também se pode dizer que a obra como um todo é um exagero de grotesquidão, e a impressão que fica no final é: “o que diabos esse filme diz?”

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Autor: Categories: Filmes, Resenhas

Planeta dos Macacos (2001)

Planeta dos Macacos (2001)

Paráfrase símia



Antes da homenagem e prequência prestada por Rupert Wyatt (Planeta dos Macacos: A Origem), Tim Burton lançara em 2001 sua versão heterogênea de Planeta dos Macacos (Planet of the Apes, 2001), ignorando quase totalmente a cronologia dos filmes originais iniciados por Franklin Schaffner em 1968 (O Planeta dos Macacos), mas amarrando (um tanto frouxamente) certos pontos para deixar a história parecida com a do antigo filme homônimo.

O filme de Burton não merece uma resenha prolongada. Ele é muito mais uma simples homenagem do que um bom filme (aliás, não é um filme muito bom). Assim, para quem conhece a quintilogia, as referências vão fazer soar o lado nerd dos fãs, mas nada que torne a homenagem digna de uma nota alta. Porém, ele vale a pena ser visto por outros motivos, como se verá a seguir.

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Planeta dos Macacos: A Origem

Planeta dos Macacos: A Origem

Homenagem símia



O cinema contemporâneo vem sendo marcado pelo fenômeno das refilmagens, prequências, reboots e similares. A crise de criatividade em Hollywood chega ao ponto de vermos obras semelhantes aparecerem num intervalo de poucos anos. É o caso de Homem-Aranha (2002 e 2012)), Hulk (2003 e 2008) e Planeta dos Macacos (2001 e 2011). Estes últimos têm o agravante de já serem ambos homenagens ao mesmo filme de 1968.

E, acima de tudo, muito mais do que uma grande obra de arte, Planeta dos Macacos: A Origem (Rise of the Planet of the Apes, 2011) é uma grande homenagem ao legado cinematográfico iniciado por Franklin J. Schaffner com seu O Planeta dos Macacos (Planet of the Apes, 1968), este já uma adaptação do livro homônimo de Pierre Boulle (La Planète des Singes, 1963)

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Autor: Categories: Filmes, Resenhas

Babies – Resenha

Babies - Resenha

Uma oportunidade para insights sobre igualdade e diferença



Babies (2010), filme dirigido por Thomas Balmès, é um documentário que testemunha, sem narração, o 1º ano de vida de quatro pequenos seres humanos, cada um de uma parte distinta da Terra. Ponijao é um menino namibiano, Mari é uma menina japonesa, Bayar é um menino mongólico e Hattie é uma menina norte-americana.

Acompanhamos diversos momentos da vida das pequenas crianças, desde o nascimento, passando pelas primeiras palavras até os primeiros passos. Os quatro bebês comovem o espectador, como é comum com adultos contemplando infantes dessa tamanho e idade. O cineasta escolhe momentos pitorescos e os encaixa com cenas que mostram especificidades culturais, de hábitos e costumes.

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Autor: Categories: Antropologia, Filmes, Resenhas

Matrix

Matrix

Realidade, ilusão, ciência – Reloaded



Meu nome é Morpheus. Alguns insistem em fazer analogias associando meu nome à figura do pregador João Batista, mas isso não tem o menor fundamento, acreditem. A nave na qual viajo se chama Nabucodonosor, porque certa vez sonhei com a destruição de Jerusalém, embora até hoje não saiba o que isso quer dizer. O onirismo às vezes nos prega dessas peças.

Venho em missão secreta, do centro quente da terra de Sião, a última cidade dos seres livres. Sou o visionário que lutará para libertar a humanidade do domínio das máquinas. Embora plasmado em imagem masculina, advirto que sou mulher mesmo e só usei a indumentária na película porque estava vindo de uma dessas modernas e ridículas festas temáticas para adultos.

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