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Arquivos de ‘Filmes’

A verdade que a mentira conta

3/06/2009

ou De como a desonestidade pode ou não ser uma virtude

O filme Mentiras Sinceras (Separate Lies, 2005), dirigido por Julian Fellowes, conta a história de um trio amoroso às voltas com a verdade e a mentira, a honestidade e a traição. Mas não de forma óbvia e previsível, como é o clássico caso de Arthur-Guinevere-Lancelot.

O casal inglês James e Anne Manning vive uma relação estável e morna, quase britanicamente fria. Depois que Anne conhece Bill Bule1, dois acontecimentos começam a esquentar a situação, mas não de forma positiva nem agradável, especialmente para James.

Mentiras Sinceras

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Autor: Thiago Leite Categories: Filmes, Resenhas

A outra primeira jornada

15/05/2009

ou Retomando o passado onde ninguém jamais esteve

Star Trek, dirigido por J. J. Abrams, estreou dia 8 de maio de 2009. Vi o filme com amigos no dia 9. Éramos um grupo heterogêneo em termos de sua relação com Jornada nas Estrelas. Alguns não sabiam quase nada sobre a série. Um casal só conhecia os 10 filmes anteriores. Alguns já tinham assistido muitos episódios de uma ou outras séries da franquia. Eu, por exemplo, só conheço (toda) a série clássica e o primeiro filme, Jornada nas Estrelas: o Filme.

Mas todos curtiram muito a obra. De fato, como disse Alottoni, no site Jovem Nerd, não é preciso ter assistido nada de Jornada para apreciar o filme. Este serve, inclusive, como introdução a quem quer começar a se inteirar desse intrigante universo de ficção científica. E, para quem já conhece, há muitas referências à série antiga, abordadas de forma bem humorada e coerente.

Star Trek (2009)

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O peixe pela boca…

29/08/2008

a alma pelas emoções

O Coringa interpretado por Heath Ledger, no filme O Cavaleiro das Trevas (2008), é provavelmente a melhor tentativa de se representar o arquivilão de Batman. Antes de ver o filme, não gostei da idéia de o personagem não ter as deformações presentes nos quadrinhos e usar uma pintura no rosto. Mas isso se mostrou secundário.

O Coringa é uma espécie de paródia realista do supervilão que faz o mal sem motivos aparentes. Essa crueldade inexplicável é explicada por um temperamento imprevisível e uma visão do mundo fatalista e caótica. Ele é como um menino ferido pelo mundo e que busca vingança (ou seja, ele é semelhante ao Batman na origem, mas diferente no modo de resolver seus conflitos). Seu alvo nunca é uma pessoa, nunca é uma instituição. Seu oponente é o mundo racional, e seu aliado é o lado obscuro e irracional desse mesmo mundo.

Warning: Spoilers!

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Autor: Thiago Leite Categories: Ensaios, Filmes, Resenhas

O futuro nas mãos de um robozinho

17/08/2008

ou Da infatigabilidade dos esforços para um mundo melhor

Confesso que a expectativa gerada pelos inúmeros polegares em riste e comentários sorridentes sobre WALL-E me fizeram esperar demais de um filme que é apenas sublime, mas a sensação que tive ao vê-lo foi a de que é um ótimo filme. Talvez, assistindo a ele de novo, eu possa aproveitar mais da obra genial que indubitavelmente (e olhe que eu tenho mania de duvidar de qualquer coisa) é.

Warning: Spoiler!

Não há mais mundo. Só sobrou a Terra, desabitada. O único ser autoconsciente que restou funcionando não é um ser vivo. Aliás, há sim um mundo, um particular, o de Wall-E (Waste Allocation Load Lifter Earth-Class), e como o compartilha apenas com uma barata, pode-se dizer que a Terra/mundo é toda sua. E há muito tempo, tendo em vista o estado sujo e enferrujado de seu corpo metálico. 700 anos, para ser menos impreciso.

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Autor: Thiago Leite Categories: Filmes, Resenhas

De pais, filhos e um mundo melhor

15/07/2008

ou Adoção e cultivo do universalismo para um universo mais são

Funny about loveAssisti um dia destes, com minha namorada Inês, ao filme As coisas engraçadas do amor (Funny about love), produzido em 1990 e dirigido por Leonard Nimoy. Protagonizado pelo escalafobético Gene Wilder (cuja incorporação de Willy Wonka, em A fantástica fábrica de chocolate, é um epifenômeno cinematográfico) e por Christine Lahti, é o que se pode enquadrar no estilo comédia romântica.

No entanto, muitas das coisas que se fazem hoje em dia sob o rótulo de comédia romântica são bobagens. Constroem seu humor sobre situações ridículas e de constrangimento, o que, na maioria dos casos, não considero humor. As coisas engraçadas do amor, no entanto, tem seu humor concentrado nos diálogos dos personagens, nas observações que estes fazem dos acontecimentos da trama. É uma comédia no sentido usado pelos gregos e romanos, ou seja, uma narrativa com final feliz, ou, como eu gosto de conceituar, uma história otimista.

Warning: Spoiler!

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Autor: Thiago Leite Categories: Ensaios, Filmes, Resenhas
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