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‘Resenhas’

Filmes para crianças – parte 2

Filmes para crianças - parte 2

Contatos imediatos no ensino do 1º grau



As histórias sobre extraterrestres são ótimas oportunidades para se refletir sobre diferença e igualdade. Nelas vemos metáforas das próprias diferenças entre os indivíduos e povos humanos e o desafio do convívio pacífico entre eles, além do aprendizado mútuo. Essas histórias são, assim, um meio de ampliar as perspectivas sobre o mundo e o universo, fazendo-nos refletir sobre o respeito à diferença e à possibilidade de nos considerarmos todos parte de um mesmo mundo.

Nesta segunda parte da série Filmes para crianças, abordarei três obras de ficção científica que tratam do contato entre seres alienígenas entre si, e de como esse contato é importante para mudar a maneira como vemos o outro. Para mim e para as pessoas que me ajudaram a escolher os itens desta lista, assistir a eles na infância foi um marco importante em nosso desenvolvimento como seres humanos e como consciências universalistas.

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Dersu Uzala – Resenha

Dersu Uzala

Ética, amizade e choque cultural



Dersu Uzala (1975) é um filme dirigido por Akira Kurosawa, que se inspirou num livro homônimo, escrito por Vladimir Arseniev. Este narrou em sua obra o encontro real com a figura do caçador Dersu Uzala, habitante solitário da floresta, pertencente à etnia nanai (referida no filme como goldi, que é como os russos os chamavam), que serviu a Arseniev e a seus soldados como guia numa expedição topográfica por uma região da Sibéria.

Dersu surpreende seus companheiros russos com um profundo senso de ética, um fascinante conhecimento da floresta e a habilidade de rastrear qualquer coisa através de sinais. O caçador desenvolve uma significativa amizade com Arseniev, que ele se acostumou a chamar de “Capitão”, o que leva a um cuidado especial por parte de cada um deles para com o outro.

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Autor: Categories: Antropologia, Filmes, Resenhas

My fair lady (1964) – Resenha

My fair lady (1964) – Resenha

ou Parla!



My Fair Lady (1964), filme dirigido por George Cukor e estrelado por Audrey Hepburn e Rex Harrison, é uma história baseada na peça Pigmalião (Pygmalion), de George Bernard Shaw, publicada em 1912. Entre a peça e o filme de 1964, há um filme de 1938, que influenciou a obra de Cukor, e um musical, que a inspirou largamente, de modo que ofilme de que aqui se trata tem vários trechos com músicas vindas do musical.

Henry Higgins é um estudioso da Fonética, capaz de identificar a origem de uma pesso através de sua fala, um homem preocupado com o bem falar da língua inglesa, crítico das formas consideradas por ele como degeneradas do inglês autêntico . Ele considera, por exemplo, que a pronúncia cockney da florista Eliza Dootlittle, característica da camada pobre da população de Londres, é uma afronta ao idioma de Shakespeare. Ele é desafiado a ensiná-la a falar como uma dama da nobreza e a se passar por uma duquesa num evento da alta sociedade.

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Autor: Categories: Antropologia, Filmes, Resenhas

Contato (romance) [Resenha]

ou Contatos imediatos – parte 4



Carl Sagan é um dos mais conhecidos cientistas norte-americanos da contemporaneidade, e seu renome se dá especialmente pelo fato de ter se dedicado com afinco à divulgação científica, com destaque para a Astronomia, sua área de pesquisa, com o famoso programa de TV Cosmos. Além disso, se notabilizou por vários livros em que apresenta o que é o pensar científico e diversos tópicos do conhecimento de várias áreas da Ciência. São exemplos O Mundo Assombrado pelos Demônios e Bilhões e Bilhões.

O espírito de divulgador científico não ficou de fora de seus textos quando se enveredou na Literatura. Na obra de ficção científica Contato, Sagan explora as possibilidades de uma verossímil mensagem extraterrestre, enquanto explica aos leitores vários conceitos da Ciência de sua época (o livro foi publicado originalmente em 1985), essenciais para se compreender a história, mas nada irrelevantes como saberes que enriquecem a mente.

Contato - Carl Sagan

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Filmes para crianças – parte 1

ou Usando a fantasia para crescer na realidade



Há algum tempo, recebi uma sugestão da leitora Roseana da Penha Oliveira de apresentar sugestões de filmes para ser usados em sala de aula, para um público infanto-juvenil, crianças e adolescentes, e resolvi pensar numa relação de obras cinematográficas que foram importantes para minha infância, adolescência e mesmo adultidade, que possam servir para instigar a mente de estudantes jovens.

Este post é direcionado especialmente para adultos que estejam buscando filmes para seus filhos, sobrinhos, netos, filhos de amigos etc., e pretendo que seja encarado como um miniguia. As crianças e adolescentes que se sentirem à vontade para ler as resenhas (de preferência depois de ter visto os filmes, para não estragar a surpresa), estão convidados à leitura e a comentar, se quiserem.

Filmes para crianças - parte 1

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Autor: Categories: Filmes, Resenhas

Avatar [Resenha - Parte 3]

Avatar [Resenha- parte 3]

ou Ficção mítica, fantasia científica e o romântico retorno à natureza



Avatar (2009) é um filme que, se dividiu muita gente na opinião quanto à trama e aos temas tratados na narrativa, encantou a maioria em seus aspectos estéticos. Toda a criação virtual deu um aspecto muito real ao mundo imaginário de Pandora, com fauna e flora críveis e um ecossistema simbiótico envolvente.

Na primeira parte desta resenha, fiz um resumo comentado do filme e discorri sobre os nomes usados na história. Na segunda parte, analisei algumas questões antropológicas. Nesta terceira e última parte, trato dos aspectos estéticos de Avatar, do mundo áudio-visual criado por Cameron, da ficção científica misturada com fantasia mítica (e um pouco mística) e de como tudo isso se relaciona com um dos temas mais contundentes do filme: Ecologia e meio ambiente.

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Avatar [Resenha - Parte 2]

Avatar [Resenha - parte 2]

ou Questões antropológicas em Alfa Centauro



O filme Avatar (2009), de James Cameron, apesar de sua trama simples e previsível, apresenta muitos temas relevantes para a humanidade do século XXI. Com uma montagem de cenas perfeita e imagens arrebatadoramente belas e envolventes, consegue sensibilizar para muitas questões pertinentes.

Na primeira parte desta resenha, fiz uma sinopse comentada e uma análise dos nomes de lugares e personagens da trama. Nesta segunda parte, discorrerei sobre temas antropológicos: observação participante, choque cultural, etnocentrismo, relativismo, imperialismo; e, imiscuídas nestes tópicos, questões filosóficas: ética e universalismo.

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Avatar [Resenha - Parte 1]

Avatar [Resenha - parte 1]

ou Um resumo comentado e uma terminologia simbólica



Avatar (2009), de James Cameron, era um filme cujos trailer e pré-resenhas me deixaram com um pouco de vontade de assistir. Não havia entendido bem a ideia, mas gostara do visual dos personagens alienígenas, esbeltos e azuis, e dos cenários selváticos da lua Pandora.

Mas foi depois de ver algumas pós-resenhas que realmente me motivei a ir ao cinema. Havia, segundo li, uma questão antropológica de grande interesse meu. Antevi uma semelhança com Dança com Lobos (1990), mas, tendo em mente que eu veria clichês e uma trama mais ou menos previsível, preparei-me para as novidades que o filme oferecesse. Ademais, histórias com alienígenas são uma preferência pessoal.

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Distrito 9 [Resenha]

ou Na pele do camarão



Imagine uma gigantesca nave espacial parada no ar sobre sua cidade. Nada sai lá de dentro durante algum tempo e não sabemos o que a nave trouxe. As Forças Armadas, após algum período de ansiedade geral, decide penetrar a nave e descobre uma população alienígena, com uma aparência mais ou menos de artrópodes bípedes, desnutrida e desamparada.

O que seria mais adequado fazermos com esses extraterrestres que pedem asilo na Terra? Onde devemos alocá-los? O que podemos lhes oferecer? O que eles podem nos dar em troca? Devemos integrá-los à nossa sociedade? Devemos tratá-los como humanos, como não-humanos com alma ou como animais sem alma (animais sem alma, agora eu me toco, é uma contradição; alma vem do latim: anima)?

Distrito 9

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O Chinês Americano [Resenha]

ou O mundo fantástico do Oriente – parte 3



Há uma lenda chinesa que conta a história de Sun Wukong, o Rei Macaco. Nascido de uma pedra, ele empreende uma busca de autoaprimoramento, pela qual tenta se tornar cada vez mais poderoso e provar que pode se igualar aos deuses, mas acaba se obrigando a negar sua natureza, o que o leva à necessidade de uma busca espiritual.

Jin Wang é um menino de ascendência chinesa nascido nos EUA. Neste contexto, ele é estigmatizado e luta entre a necessidade de ser feliz e a urgência de se adaptar a um meio no qual ele é pária. O contrário acontece com Danny, que é americano e se vê às voltas do embaraço causado pela visita do primo chinês Chin-Kee. As três histórias estão mais interligadas entre si do que parece à primeira vista.

O Chinês Americano, o Rei Macaco e Gene Luen Yang

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Autor: Categories: Antropologia, HQs, Resenhas
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