Distrito 9 [Resenha]

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Spoilers! Este texto contém relevações sobre uma obra de ficção. Se você ainda não a viu e não quer estragar a surpresa, pare agora a leitura.

Imagine uma gigantesca nave espacial parada no ar sobre sua cidade. Nada sai lá de dentro durante algum tempo e não sabemos o que a nave trouxe. As Forças Armadas, após algum período de ansiedade geral, decidem penetrar a nave e descobre uma população alienígena, com uma aparência mais ou menos de artrópodes bípedes, desnutrida e desamparada.

O que seria mais adequado fazermos com esses extraterrestres que pedem asilo na Terra? Onde devemos alocá-los? O que podemos lhes oferecer? O que eles podem nos dar em troca? Devemos integrá-los à nossa sociedade? Devemos tratá-los como humanos, como não-humanos com alma ou como animais sem alma (animais sem alma, agora eu me toco, é uma contradição; alma vem do latim: anima)?

O filme Distrito 9, de Neill Blomkamp, produzido por Peter Jackson, assume que uma nave extraterrestre pairou sobre Joanesburgo, capital da África do Sul, e apresenta essa história na forma de um semidocumentário. Nele vemos que as Forças Armadas decidiram abrir a nave e encontraram alienígenas desnutridos e desamparados em busca de asilo.

Não sabemos o que ocorreu com eles nem porque vieram até a Terra; especula-se que seus líderes morreram ou que os recursos naturais de seu planeta-natal se exauriram. O fato é que: ei-los, não têm para onde ir.

Começam os conflitos. Os não-humanos, apelidados de “camarões” pelos humanos, são alocados numa região inabitada do município, próxima ao centro urbano, chamada de Distrito 9. Assim como os ex-escravos negros construíram o que hoje são as favelas, os “camarões” passam a viver uma vida degenerada, habitações apertadas envoltas por lixo, convívio com humanos da Nigéria que traficam armas e drogas. O resultado é que o Distrito 9 se tornou um depósito de “camarões” e de lixo.

Aliás, mais do que um depósito, um criadouro. A população não-humana vai crescendo e os “camarões”, segregados da população humana, começam a ser vistos como um perigo. As autoridades decidem realocar os “camarões” e autorizam a MNU (Multinational United), uma empresa militar privada, a empreender uma ação de despejo liderada pelo funcionário Wikus van der Merwe. Os residentes do Distrito 9 deverão ser realojados no Distrito 10, fora das imediações de Joanesburgo.

Por acidente, Wikus é infectado por uma substância que o faz passar por uma gradativa metamorfose, tornando-o genética e fenotipicamente um híbrido de humano e alienígena. Ele se torna cobaia de testes da MNU e depois foragido, nem humano nem “camarão”. Estabelece uma relação ambígua com Christopher, um alienígena que está tentando fugir da Terra. No final, Wikus ajuda Christopher a escapar na nave, em troca da promessa de trazer, em alguns anos, a cura para sua metamorfose.

O navio negreiro e o banzo interplanetário

Navio Negreiro, de Johann Moritz Rugendas

Navio Negreiro, de Johann Moritz Rugendas

A nave espacial repleta de extraterrestres desamparados pode ser entendida como uma metáfora de um navio negreiro ou uma embarcação repleta de imigrantes. A nave simboliza o degredo e nos faz perguntar qual é a origem desse povo degenerado que se encontra sem rumo no espaço, sem líderes e sem saber para onde ir.

Podemos inferir, pelo conjunto de analogias com a relação colonialista e escravocrata da qual a África foi vítima, que os alienígenas que pairam no céu de Joanesburgo são uma carga de escravos, e que a tripulação da nave morreu de alguma forma, talvez assassinada pelos “camarões”.

Entretanto, os equipamentos que eles trazem só podem ser usados por eles, ou seja, foram construídos para sua espécie e provavelmente pela sua espécie. Se eles era escravos, os escravizadores eram muito provavelmente outros “camarões”. Os especialistas entrevistados no “documentário” dizem que os “camarões” encontrados na nave eram operários incapazes de tomar decisões.

Nessa condição, semelhante à dos negros trazidos em navios para a América, seria muito difícil encontrar para eles um abrigo melhor do que uma favela. Não só porque os extraterrestres provocam medo e ninguém sabe que perigo eles podem representar, mas porque a humanidade não se preparou para ampliar os Direitos Humanos ao nível interplanetário.

Esse é o ponto em que a história pode se tornar polêmica. O fato de serem criaturas conscientes (sentient beings) não deveria lhes conceder os mesmos direitos que aqueles concedidos aos humanos?

Humanos não-humanos

Quando as nações  europeias expandiram seu domínio ao Leste, construíram um conjunto de representações racistas (o Orientalismo, segundo Edward W. Said; leia aqui minha resenha do seu livro sobre este tema) que rebaixaram os humanos orientais a uma condição menos evoluída. Para muitos, sua “situação” era irreparável: árabes, indianos e judeus sempre seriam dependentes do domínio do europeu civilizado.

Quando navegantes europeus chegaram à África ocidental e à América, algo semelhante se constituiu. As biologias e as culturas de ameríndios e africanos foram consideradas sub-humanas pela ideologia imperialista, e mais tarde se desenvolveria o racismo científico que naturalizaria a inferioridade e a não-humanidade de povos não-europeus.

O próximo capítulo dessa história, e que se aproxima mais da trama de Distrito 9, é o processo de imigração, especialmente de imigrantes considerados de “raças” diferentes, e que ainda são vistos com o mesmo racismo imperialista e colonialista. É nesse contexto que se desenvolve a xenofobia na forma como a vulgarizamos hoje, ou seja, o medo dos estrangeiros.

Não-humanos humanos

Atualmente, o processo de mundialização da história da humanidade já vislumbra uma nova ética planetária, ainda não colocada plenamente em prática, mas em princípio já esboçada, segundo a qual todos os seres humanos têm os mesmos direitos básicos. Há também uma tendência a ampliar esses direitos aos animais não-humanos (um exemplo pode ser visto no documentário Terráqueos (Earthlings), sobre o qual você pode saber mais neste link).

Como já escrevi em algum lugar desta Teia, esses direitos deverão se expandir quando os humanos tiverem contato e começarem relações com espécies alienígenas. Assim como a crença nas diferenças fundamentais entre “raças” humanas (que justificavam conflitos violentos) foi revista, qualquer crença que justifique desigualdades baseadas nas diferenças interespécies deverá ser superada tanto por parte dos humanos quanto de qualquer outro povo extraterrestre.

Brasão da Federação Unida de Planetas

Brasão da Federação Unida de Planetas, do universo de Jornada nas Estrelas

Essa utopia é prevista em obras como a franquia Jornada nas Estrelas, onde se concebe a Federação Unida de Planetas, que rege vários planetas e vários povos que entre si são alienígenas, tanto biológica como culturalmente. Na série Babylon 5, também há a ideia de que os vários povos interplanetários devem tratar uns aos outros como detentores dos mesmos direitos básicos.

A situação criada em Joanesburgo e no Distrito 9 dificultou grandemente a aplicação de qualquer ideal universalista pós-humanista. Os alienígenas estavam em situação tão precária e doente que passaram a viver no lixo, viciados em ração de gato, traficando armas hi-tech e sem controle populacional.

Ou seja, sem condições de reconstruir uma vida organizada, os “camarões” passam a ser monstros ou, no mínimo, animais, uma praga com que ninguém sabe como lidar. Os Direitos Humanos, portanto, não têm condições de evoluir nessas circunstâncias. Talvez, se nós um dia tivermos condições de acolher um povo desamparado com as melhores condições para sua recuperação, poderemos começar a revisar os Direitos Humanos e constituir os Direitos Universalistas.

O híbrido no limbo

Wikus van der Merwe é um personagem que à primeira vista dá a impressão de poder ser resumido numa palavra: pateta. É arrogante, simplório, preconceituoso e bobo. Porém, enquanto figura central da narrativa, ele se revela e revela a complexidade humana, em seus sentimentos e ações, diante do inusitado, diante do outro e do diferente.

A operação de despejo ocorre através de duas forças antagônicas e complementares: a abordagem pseudoconciliatória de Wikus e a abordagem destrutiva dos soldados que o acompanham. Wikus arrefece os ânimos dos militares (ansiosos para descarregar suas tensões e balas nos “camarões” cuja existência é uma afronta a sua xenofobia) enquanto estes asseguram a eficiência da ação e a segurança de Wikus.

A complexidade subjetiva de sua ação de despejo se revela primeiramente quando ele não consegue convencer um dos alienígenas, Christopher, a deixar sua casa, pois este, inadvertidamente, sabe ler o mandado de despejo e encontra uma contradição. Para se safar, Wikus apela para os sentimentos de Christopher, ameaçando levar embora seu filho.

Em segundo lugar, Wikus se vê sofrendo uma mutação que transforma seu corpo, primeiro um dos braços, no de um “camarão”. Ele é forçado a testar uma arma alienígena, que só funciona quando em contato com um “camarão”, e a matar um não-humano, o que ele recusa insistentemente.

Ao fugir do cativeiro, Wikus passa a protagonizar um dos principais temas do filme: o dilema do híbrido. Ele se torna pária entre os humanos, e aquele que deveria ter salvo Joanesburgo da praga dos “camarões” se encontra no caminho não só de se tornar um destes como de minar a operação de despejo. Isso por que ele passa a trabalhar com um dos alienígenas, em busca de uma troca de favores: Christopher quer voltar para casa e Wikus quer uma cura para a transformação.

Mas é graças à transformação que Wikus consegue salvar a própria pele e a de seu amigo. Para todos os efeitos, Wikus passa a ser um “camarão”, mesmo que neste ponto do filme ele ainda seja bem reconhecível como humano. Sua esposa não o quer mais (primeiro por insistência do pai, mas depois pelo escândalo que os acontecimentos causaram) e ele perde toda os laços com Joanesburgo.

Quando o “branco” se misturou com um “negro” (ou um “camarão”), a ideologia segregacionista da colonização anglo-saxã não cogitou a identidade mestiça. O resultado da mistura é que a parte “branca” foi sujada pela parte “negra”. Como nos EUA, em que uma gota de sangue negro é suficiente para tornar um indivíduo “negro”, Wikus se tornou um “camarão” ao entrar em contato com uma gota do elixir preto de Christopher.

(O dilema do híbrido

Spock, Worf e Arwen

Esse problema trazido pelo ineditismo da identidade híbrida aparece em outras histórias em que a mistura é tematizada. Spock é exemplar, pois, por mais claro que seja, para ele e para os que o rodeiam, o fato de que sua mãe é humana e seu pai é vulcano, ele insistentemente declara sua identidade vulcana, e é muitas vezes questionado sobre essa identidade. Ele é exortado pelo pai, em Star Trek (2009), a escolher entre sua natureza vulcana e humana, e não a assumir uma terceira opção, ou seja, a de que ele é um mestiço.

Ainda no universo de Jornada nas Estrelas, Worf nasceu klingon mas foi criado por humanos. Embora tivesse pouquíssimo contato com outros klingons, ele insistiu que os pais só lhe fizessem comida de sua cultura-natal, e foi muito exigente consigo mesmo quanto à manutenção da tradição de seus ancestrais biológicos e não a dos seus pais adotivos. “I’m a Klingon” é uma expressão que ele repete em muitos momentos da série Jornada nas Estrelas: A Nova Geração. O encontro de culturas poderia ter feito nascer uma mentalidade amálgama em Worf, mas ele parece não ter herdado nada dos pais humanos.

Na Terra-Média criada por J. R. R. Tolkien, várias raças se encontram e se misturam. Arwen, por exemplo, é uma meio-elfa, resultado de uma genealogia em que se encontram elfos e humanos. Mas ela é considerada elfa, e portanto imortal, durante quase toda a história de sua vida, até que decide se tornar mortal (humana) por amor ao seu marido, Aragorn, que é humano. Ela não poderia ser um híbrido (como aliás existe no universo do RPG Dungeons & Dragons), com características de ambas as ascendências?

(Pretendo escrever em breve um post mais elaborado sobre este tema.))

O herói

Despretensiosamente, Wikus se tornou um herói para os “camarões”, e talvez sua metamorfose seja considerada uma benção pelos não-humanos. O fato é que, com o tempo, ele completou essa metamorfose e se tornou fisicamente um “camarão”, vivendo no lixo do Distrito 10, à espera do retorno de Christopher.

Porém, fica implícito que a promessa de Christopher de trazer uma cura pode ser uma mentira. De certa forma, Wikus só foi importante para que se abrisse a oportunidade de os “camarões” fugirem e voltarem para casa. Ele é o Judas sem cuja traição Cristo(pher) não poderia ter cumprido sua promessa (talvez a analogia religiosa tenha um certo apelo nos espectadores).

No entanto, é bem provável que Wikus não tenha mais perspectiva de retornar à humanidade. Ele se tornou um anátema em Joanesburgo, por muitos é tido como morto (para sua ex-epossa, ele é um fantasma que deixa flores de metal na porta de sua casa).

Se Christopher retornar com mais não-humanos, possivelmente tentará resgatar os “camarões” que ficaram (e que se multiplicam velozmente) e é bem provável que ocorra um conflito violento com os humanos. Neste conflito, só haverá duas opções razoáveis para Wikus: abster-se ou ficar do lado dos alienígenas. Se a oportunidade de ajudar os humanos surgir (baseada na larga experiência de como vivem e pensam os “camarões”), ele não terá nada a ganhar.

Um cinema híbrido

Distrito 9 me causou sentimentos ambíguos. Se por um lado suscitou uma reflexão interessante (exposta acima) e se inicia de forma criativa, como um documentário realístico, passa depois a conter elementos de ação heroicista e belicista. Se em alguns momentos aborda os temas de modo crítico, em outros cai no apelo emotivo.

No entanto, essa mistura de cinema sul-africano com Hollywood gerou uma obra multifacetada, que pode ser admirada de várias formas e gerar diversas interpretações e apreciações. A introdução do filme cria uma tensão muito grande e uma expectativa de tragédia iminente que, se não fosse contornada pela ação da segunda parte da história, a faria terminar como Dançando no Escuro de Lars von Trier. Pensando  bem, o final de Wikus, transformado em alienígena, é trágico.

Essa mesma ação, que se opõe à primeira parte, contribui para manter a tensão e o espectador na cadeira. Neste aspecto, o cineasta foi bem-sucedido, criando uma obra que prende a atenção até o fim e proporciona a oportunidade de não nos perdermos enquanto acompanhamos uma trajetória repleta de elementos que nos levam à reflexão sobre humanidade, Direitos Humanos e Universalismo.

10 comentários sobre “Distrito 9 [Resenha]

  1. AmBAr Amarelo

    Eu gostei muito desse filme também, e estou ansioso para que tenha uma continuação, talvez até uma série, onde humanos e aliens tenham que conviver juntos.

    O filme foi uma crítica ao racismo, ainda mais se lembrarmos que ele ocorre na África do sul, onde por muito tempo houve o regime do apartheid. Os próprios negros africanos também discriminavam os aliens (assim como recentemente o fizeram com imigrantes de outros países africanos que fugiam da guerra).

    Ele me trouxe duas reflexões:
    A primeira é que o racismo é característica de praticamente todos os povos da terra (claro que em níveis diferentes, onde um anglo-saxão em geral pratica um racismo ainda mais violento).
    A segunda reflexão é que não importa o quão inteligente e desenvolvido seja um ser-humano (ou alien), ele se degrada e parece perder suas virtudes quando exposto à miséria. Da mesma forma que a espécie humana poderia ter se desenvolvido muito, caso o contato com os aliens fosse mais colaborativo, nós poderíamos avançar muito caso erradiquemos a miséria de nosso planeta.

    Voltando ao tema racismo praticado por europeus:

    Vale lembrar que no século XIX, a elite brasileira inspirada pelas idéias do racismo científico e preocupadas com o futuro da nação cuja população negra era
    muitíssimo maior que a branca. Estimulou a imigração de europeus, principalmente italianos, para o sul e sudeste do país, ao mesmo tempo que proibia a imigração de
    outros povos não europeus.

    Uma coisa interessante é que entre os próprios europeus, já no século XIX existia a idéia de que povos germânicos eram superiores aos demais europeus.
    A própria elite brasileira da época se considerava descendente de povos germânicos que migraram para Portugal. Consideravam também que os demais portugueses:
    Lusitanos, Celtas, etc.. Eram inferiores e por serem preguiçosos e não partilharem do espírito aventureiro dos povos germânicos, não migraram para o Brasil.

    Enfim, eu não sei dizer se esse racismo todo é inerente a nossa natureza humana, ou apenas fruto de nossa cultura. Espero que seja a segunda opção.

    Desculpe escrever muito aqui nos comentários, espero não estar cometendo alguma gafe cibernética heheheh.

  2. Viajaste, literalmente, e fizeste mais do que simplesmente avaliar um filme ao qual já me encontrava propenso demais a assistir: criaste um 'post' um "tantinho" longo e por demais multifacetado, com gostosas divagações sobre a universalidade deste(s) tema(s) baseados no filme (que, infelizmente, meu caro amigo andou contando coisas inperdoáveis para quem ainda não o viu, como o FINAL!!!), especialmente a dificuldade em encontrar-se um "lado" quanto a imigração forçada! Abração!

  3. Eduardo

    Thiago,

    Sua resenha me fez lembar a questão palestina, que de certa maneira é ainda mais crítica que a questão racial da África do Sul durante o Aparthaid (sem querer hierarquizar conflitos), pois qualquer solução pacífica fica mais improvável a medida que o tempo passa.

    Do ponto de vista dos israelenses ( e infelizmente para os palestinos é o único que conta)existem três grandes ameaças a existência de Israel.

    1) A consolidação de um Estado Palestino soberano, o que obrigaria a retirada de centenas de milhares de Judeus que hoje vivem em colônias instaladas em território palestino.
    2) A manutenção da ocupação, intensificada de tempos em tempos, o que está criando um estranho Estado dividido entre cidadãos e não cidadãos, onde a manutenção da segurança, dos direitos e dos privilégios de um implica obrigatoriamente no controle do outro e na limitação da sua liberdade.
    3) E o pior deles: A alta taxa de fertilidade das mulheres árabes-israelenses e o rápido crescimento vegetativo dessa população indesejável e considerada hostil, mas que hoje já representam 1/4 da população do país. Recentemente o Parlamento de Israel aprovou uma lei proibindo partidos políticos árabes de disputarem as eleições. A Suprema Corte (ou seu equivalente a ela, já que Israel não tem uma Constuição)revogou essa lei, mas vários projetos sobre a limitação dos direitos de cidadania da população árabe aguardam para serem votadas, inclusive uma que proíbe o entre árabes e judeus. O casamento entre palestinos e israelenses já é proibido na prática, já que o conjugue palestino não pode, por lei, viver em Israel.

    Uma das soluções para estes três problemas que mais vem ganhando adeptos é a extradição compulsória de todos os árabes. Para muitos israelenses essa seria a única maneira de preservar Israel como um Estado Judeu.

    O distrito 10 (ou nove) poderia ser qualquer um dos muitos campos de refugiados espalhados pelo mundo. Pensando bem, a Terra está cheia de alienígenas segregados.

    Fiquei com muita vontade de ver o filme.

  4. @AmBAr, também espero uma continuação, mas sempre há um risco de fazerem merda (Matrix, por exemplo…).

    O racismo existe partout. Onde quer que haja a construção de uma identidade de grupo, a tendência é este ser hostil aos outros grupos. Não sei se o racismo anglo-saxão é o mais violento… veja os conflitos étnicos no Oriente Médio e dentro da própria África nativa.

    Parece mesmo haver uma tendência a os seres inteligentes se degradarem na miséria. Mas não me arrisco a afirmar que isso acontece sempre nem que isso seja uma regra. Mas provavelmente os filhos daqueles que perderam tudo na vida começam a sofrer uma descaracterização daquelas virtudes…

    Sobre suas últimas observações, é bom ler Casa-grande e Senzala, de Gilberto Freyre, O Povo Brasileiro, de Darcy Ribeiro e Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Hollanda.

    Pode escrever quanto quiser nos comentários. 😉

    Caro @Dilberto, sinto muito que tenha descoberto o final de um filme que ainda vai ver, mas eu avisei que tinha spoilers…

    É, @Eduardo, a situação dos palestinos lembra muito a dos "camarões" do Distrito 9. Exemplos assim encontram-se em toda a Terra. Sempre vai haver xenofobia enquanto os humanos não nos considerarmos um povo único.

  5. Olá,

    Nosso modo de pensar, o excesso de egocentrismo e os medos que ainda permeiam nossa cultura como um todo, faz repercutir na política e na manutenção das religiões que se tornam entraves, e que denotam nossa ignorância quanto ao universalismo e à pratica da megafraternidade. Enquanto ainda houver desigualdade social e ignorância quanto à nossa natureza consciencial, o trabalho de conscientização quanto à existência de outras civilizações que demonstram uma sociedade cósmica, torna-se mais devagar aqui na Terra.

    Leandro Guiraldeli

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