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	<title>Comments on: Do Barba-negra ao McDonald&#8217;s</title>
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	<description>Antropologia, Ficção Científica, cultura e sociedade</description>
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		<title>By: Thiago Leite</title>
		<link>http://teianeuronial.com/do-barba-negra-ao-mcdonalds/comment-page-1/#comment-242</link>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 13:51:45 +0000</pubDate>
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		<description>Lembro que você tinha dito isso na primeira vez que postei este texto, &lt;b&gt;&lt;a href=&quot;#comment-240&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;@Mr. T&lt;/a&gt;.&lt;/b&gt;

Valeu. :)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Lembro que você tinha dito isso na primeira vez que postei este texto, <b><a href="#comment-240" rel="nofollow">@Mr. T</a>.</b></p>
<p>Valeu. <img src='http://teianeuronial.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>By: Mr. T</title>
		<link>http://teianeuronial.com/do-barba-negra-ao-mcdonalds/comment-page-1/#comment-240</link>
		<dc:creator>Mr. T</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2009 19:38:26 +0000</pubDate>
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		<description>Esse post me passou despercebido.
Sou fã do Laerte e seus piratas. hehehe
sim, só vim pra dizer isso.
;-)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Esse post me passou despercebido.<br />
Sou fã do Laerte e seus piratas. hehehe<br />
sim, só vim pra dizer isso.<br />
 <img src='http://teianeuronial.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>By: Thiago Leite</title>
		<link>http://teianeuronial.com/do-barba-negra-ao-mcdonalds/comment-page-1/#comment-212</link>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2009 14:30:11 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;#comment-210&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;@Flavia&lt;/a&gt;,&lt;/b&gt; esqueci de fazer uma revisão na questão da herança dos capitalistas atuais. Sabendo que os piratas subvertiam a lógica dos colonizadores, parece que os modernos métodos de acumulação são herança dos próprios navegantes &quot;oficiais&quot;, e não dos piratas (se estes o faziam, haviam aprendido com aqueles).

Seu relato me leva a desenvolver a ideia de que há pelo menos 4 tipos de pessoas que podem ser chamados de &lt;em&gt;piratas:&lt;/em&gt;

1) Aqueles marinheiros que subvertiam a ordem das navegações nos séculos XVII e XVIII;

2) Os capitalistas que herdaram métodos de acumulação de riquezas dos navegantes (entre os quais está incluído o seu ex-aluno);

3) Aqueles que comercializam ilegalmente material protegido por direitos autorais;

4) Aqueles que defendem a maior flexibilização dos direitos autorais e que são representados pelo Partido Pirata.

Ou seja, dá para escrever outro texto sobre o tema...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><b><a href="#comment-210" rel="nofollow">@Flavia</a>,</b> esqueci de fazer uma revisão na questão da herança dos capitalistas atuais. Sabendo que os piratas subvertiam a lógica dos colonizadores, parece que os modernos métodos de acumulação são herança dos próprios navegantes &#8220;oficiais&#8221;, e não dos piratas (se estes o faziam, haviam aprendido com aqueles).</p>
<p>Seu relato me leva a desenvolver a ideia de que há pelo menos 4 tipos de pessoas que podem ser chamados de <em>piratas:</em></p>
<p>1) Aqueles marinheiros que subvertiam a ordem das navegações nos séculos XVII e XVIII;</p>
<p>2) Os capitalistas que herdaram métodos de acumulação de riquezas dos navegantes (entre os quais está incluído o seu ex-aluno);</p>
<p>3) Aqueles que comercializam ilegalmente material protegido por direitos autorais;</p>
<p>4) Aqueles que defendem a maior flexibilização dos direitos autorais e que são representados pelo Partido Pirata.</p>
<p>Ou seja, dá para escrever outro texto sobre o tema&#8230;</p>
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		<title>By: Flavia</title>
		<link>http://teianeuronial.com/do-barba-negra-ao-mcdonalds/comment-page-1/#comment-210</link>
		<dc:creator>Flavia</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2009 00:06:30 +0000</pubDate>
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		<description>Ah, sim, piratas existem, eles vestem ternos e operam na bolsa de valores. 

Uma vez tive um aluno - não sei de onde ele retirava tanta coragem de falar o que qualquer um esconderia - talvez por que falar para a prof de inglês não era nada - além do mais, eu não sou agente do imperialismo americano? Mas juro que depois disso resolvi que o meu público seria universitário: ganha-se menos que as doiradas cotas possíveis para empresários business-de-verdade, mas se sofre menos do estômago. E, no entanto, foi uma lição sociológica dar aula pra este monstro.

Ele era filho e neto de aplicadores da bolsa. O avô, quando ele tinha uns 15 anos fez uma conta-fantasma (pois um investidor tem que ser de maior para aplicar e agenciar aplicadores) e deu na mão do muleque. Com 16 ele quase foi preso, o que ele conta rindo - e me faz lembrar das músicas do Chico Buarque, que falavam de um malandro tão mais franzino, que tinha posse só de um canivete - so não foi preso por que era de menor, e o caso foi devidamente abafado pelo avô: de posse dessa conta fantasma, ele se juntou com outros gurís de boa-linha, de família, e lançou o seguinte golpe: começaram a comprar, com suas contas-fantasmas, um tipo de ação, elevando seus preços no mercado de ações. Quando os outros investidores começaram a comprar eles passaram a vender. Conhece esta história? Pois é, ela aconteceu antes da crise especulativa atual.

Ele se achava o máximo contando isto pra professora de inglês que passava mal mas tentava não dar bandeira pra poder ouvir o conto ate o final.

Agora vou ler o resto do texto... é que o começo era tão nostalgico...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ah, sim, piratas existem, eles vestem ternos e operam na bolsa de valores. </p>
<p>Uma vez tive um aluno &#8211; não sei de onde ele retirava tanta coragem de falar o que qualquer um esconderia &#8211; talvez por que falar para a prof de inglês não era nada &#8211; além do mais, eu não sou agente do imperialismo americano? Mas juro que depois disso resolvi que o meu público seria universitário: ganha-se menos que as doiradas cotas possíveis para empresários business-de-verdade, mas se sofre menos do estômago. E, no entanto, foi uma lição sociológica dar aula pra este monstro.</p>
<p>Ele era filho e neto de aplicadores da bolsa. O avô, quando ele tinha uns 15 anos fez uma conta-fantasma (pois um investidor tem que ser de maior para aplicar e agenciar aplicadores) e deu na mão do muleque. Com 16 ele quase foi preso, o que ele conta rindo &#8211; e me faz lembrar das músicas do Chico Buarque, que falavam de um malandro tão mais franzino, que tinha posse só de um canivete &#8211; so não foi preso por que era de menor, e o caso foi devidamente abafado pelo avô: de posse dessa conta fantasma, ele se juntou com outros gurís de boa-linha, de família, e lançou o seguinte golpe: começaram a comprar, com suas contas-fantasmas, um tipo de ação, elevando seus preços no mercado de ações. Quando os outros investidores começaram a comprar eles passaram a vender. Conhece esta história? Pois é, ela aconteceu antes da crise especulativa atual.</p>
<p>Ele se achava o máximo contando isto pra professora de inglês que passava mal mas tentava não dar bandeira pra poder ouvir o conto ate o final.</p>
<p>Agora vou ler o resto do texto&#8230; é que o começo era tão nostalgico&#8230;</p>
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