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	<title>Comments on: O sexo do cérebro</title>
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	<description>Antropologia, Ficção Científica, cultura e sociedade</description>
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		<title>By: Thiago Leite</title>
		<link>http://teianeuronial.com/o-sexo-do-cerebro/comment-page-1/#comment-468</link>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 16:49:50 +0000</pubDate>
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		<description>De fato, &lt;b&gt;&lt;a href=&quot;#comment-467&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;@Rodrigo&lt;/a&gt;,&lt;/b&gt; depois dos comentários de &lt;b&gt;&lt;a href=&quot;#comment-419&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;@Diego&lt;/a&gt;,&lt;/b&gt; resolvi deixar a discussão.

Aqui não se trata, de modo algum, de tentar descobrir a origem, mas de encontrar meios de mostrar a obsolescência e a irracionalidade do preconceito.

Não que eu não ache interessante a busca científica para entender como funcionam as coisas. As questões epistemológicas aqui expostas, por você, por &lt;b&gt;&lt;a href=&quot;#comment-452&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;@Flavia&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, por &lt;b&gt;&lt;a href=&quot;#comment-410&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;@Nivea&lt;/a&gt; &lt;/b&gt;, por &lt;b&gt;&lt;a href=&quot;#comment-451&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;@Roberto&lt;/a&gt;,&lt;/b&gt; são pertinentes, mas não &lt;i&gt;nesta&lt;/i&gt; discussão (e enquanto eu não me envolver numa pesquisa sobre a sexualidade humana, não iniciarei um post sobre isso).

Entretanto, a própria Ciência tem que se precaver das pré-noções (como aconselha o sociólogo Pierre Bourdieu). Se é para descobrir a &quot;origem&quot; da homossexualidade, que se pesquise também, com os mesmos métodos e o mesmo afã, a &quot;origem&quot; da heterossexualidade, da bissexualidade e tantas outras formas de sexualidade humana, sem a motivação moralista que pretende arrancar um &quot;mal&quot; pela raiz.

Há algo mais a ser discutido (que provavelmente será motivo de um post): quando começamos a falar de sexualidades &quot;desviantes&quot; (que assume muitíssimas formas), é quase inevitável que a conversa gire em torno da homossexualidade masculina e é extremamente difícil sair daí. Por quê?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>De fato, <b><a href="#comment-467" rel="nofollow">@Rodrigo</a>,</b> depois dos comentários de <b><a href="#comment-419" rel="nofollow">@Diego</a>,</b> resolvi deixar a discussão.</p>
<p>Aqui não se trata, de modo algum, de tentar descobrir a origem, mas de encontrar meios de mostrar a obsolescência e a irracionalidade do preconceito.</p>
<p>Não que eu não ache interessante a busca científica para entender como funcionam as coisas. As questões epistemológicas aqui expostas, por você, por <b><a href="#comment-452" rel="nofollow">@Flavia</a></b>, por <b><a href="#comment-410" rel="nofollow">@Nivea</a> </b>, por <b><a href="#comment-451" rel="nofollow">@Roberto</a>,</b> são pertinentes, mas não <i>nesta</i> discussão (e enquanto eu não me envolver numa pesquisa sobre a sexualidade humana, não iniciarei um post sobre isso).</p>
<p>Entretanto, a própria Ciência tem que se precaver das pré-noções (como aconselha o sociólogo Pierre Bourdieu). Se é para descobrir a &#8220;origem&#8221; da homossexualidade, que se pesquise também, com os mesmos métodos e o mesmo afã, a &#8220;origem&#8221; da heterossexualidade, da bissexualidade e tantas outras formas de sexualidade humana, sem a motivação moralista que pretende arrancar um &#8220;mal&#8221; pela raiz.</p>
<p>Há algo mais a ser discutido (que provavelmente será motivo de um post): quando começamos a falar de sexualidades &#8220;desviantes&#8221; (que assume muitíssimas formas), é quase inevitável que a conversa gire em torno da homossexualidade masculina e é extremamente difícil sair daí. Por quê?</p>
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	<item>
		<title>By: Rodrigo Aguiar</title>
		<link>http://teianeuronial.com/o-sexo-do-cerebro/comment-page-1/#comment-467</link>
		<dc:creator>Rodrigo Aguiar</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 15:11:35 +0000</pubDate>
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		<description>As postagens de Diego me tranquilizaram de certa forma. Não que eu estivesse preocupado com alguma coisa, mas o conteúdo das demais postagens de certa forma são incômodos, não porque ferem algum conhecimento antecipado da minha parte, mas porque &quot;parecem&quot; resumir-se a uma batalha por legitimidade de conhecimento. Certos discursos que se lê por aqui, pela própria forma como são escritos (arremessados, eu diria), parece que lutam por um lugar no mundo como quem quer conquistar o piso mais alto de um pódium. Mas o que fariam com o troféu de ouro? O que os outros discursos, &quot;vencidos&quot; por verdades incontestáveis a curto prazo (como sonha o Benjamim Bee em seu 3° comentário) fariam com seus troféus de prata e bronze? Isso partiria para uma nova disputa: sempre um lado dos discursos querendo alcançar o 1° lugar da corrida. E a partir do que Diego falou, seria uma corrida sem qualquer perspectiva maior, sem qualquer fundamento altruísta, sem qualquer interesse em qualquer bem comum.

Diego, portanto, não por ser amigo meu, acabou deixando essa postagem de Thiago (somada aos comentários) mais leve, mais ideal, mais bela. É disso que os centros acadêmicos (e demais centros de conhecimento, físicos ou virtuais) estão se afastando, de um humanismo desligado, de uma poesia sem começo ou fim.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>As postagens de Diego me tranquilizaram de certa forma. Não que eu estivesse preocupado com alguma coisa, mas o conteúdo das demais postagens de certa forma são incômodos, não porque ferem algum conhecimento antecipado da minha parte, mas porque &#8220;parecem&#8221; resumir-se a uma batalha por legitimidade de conhecimento. Certos discursos que se lê por aqui, pela própria forma como são escritos (arremessados, eu diria), parece que lutam por um lugar no mundo como quem quer conquistar o piso mais alto de um pódium. Mas o que fariam com o troféu de ouro? O que os outros discursos, &#8220;vencidos&#8221; por verdades incontestáveis a curto prazo (como sonha o Benjamim Bee em seu 3° comentário) fariam com seus troféus de prata e bronze? Isso partiria para uma nova disputa: sempre um lado dos discursos querendo alcançar o 1° lugar da corrida. E a partir do que Diego falou, seria uma corrida sem qualquer perspectiva maior, sem qualquer fundamento altruísta, sem qualquer interesse em qualquer bem comum.</p>
<p>Diego, portanto, não por ser amigo meu, acabou deixando essa postagem de Thiago (somada aos comentários) mais leve, mais ideal, mais bela. É disso que os centros acadêmicos (e demais centros de conhecimento, físicos ou virtuais) estão se afastando, de um humanismo desligado, de uma poesia sem começo ou fim.</p>
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	<item>
		<title>By: Flavia</title>
		<link>http://teianeuronial.com/o-sexo-do-cerebro/comment-page-1/#comment-452</link>
		<dc:creator>Flavia</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 13:39:48 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://teianeuronial.com/?p=1043#comment-452</guid>
		<description>Benjamin,

Eu já fui pesquisada por esse tipo de pesquisa de homossexualidade pois um amigo começou a trabalhar com isso. Posso, primeiro de tudo, te dizer que as perguntas são bem tautológicas. Eu diria mesmo mui fraquinhas. Isso podemos discutir depois. 

Mas dei uma olhada no link que você indica. Primeiro comentario é que não se trata de trabalho científico, mas de matéria de jornalista sobre o trabalho de um grupo. Quando eu trabalhava nos laboratórios do instituto de biologia da usp como iniciação científica era corrente que os professores tinham medo de dar entrevistas, medo de jornalistas, pois quando viam a matéria... puts, não era nada daquilo. Então vamos à análise do texto:

Ele abre dizendo que a genética e o ambiente - o ambiente - são responsáveis pelo comportamento homossexual. Bom, e bem sabido que dentro dos parâmetros do que a biologia como campo diz ser tudo, completamos os 100%, posto que para a biologia o que quer que não seja genetico é ambiental. Sim, é isso mesmo. Por paradigma nunca se aventa que o que não for genético seja social, pois para eles social ou não existe ou no máximo influenciaria indiretamente o seu ambiente - e ambiente é entendido de modo físico-químico e biológico - temperatura, salinidade da água, predadores, parasitas. Para o paradigma biológico não existe o social a não ser na medida apenas da influência ao ambiente entendido como esse ambiente físico. Ecologicamente a única explicação possível para ambiental seria a pressão populacional: quando há mais população, mais sexo sem filhotes, portanto mais homossexualismo. Da mesma forma que o paradigma genético, isso é uma profecia que se auto-prova (se aumenta a sua amostra é obvio que você vai observar mais de um fenômeno) e que novamente reduz o caso humano a um caso de ratinho em cativeiro (agora, vou perguntar se ratinho lê conto erótico, experimenta uma relação sado-masô, ou se excita pensando em comer uma ratinha freira. a sexualidade humana é tão complexa que não basta ter macho e fêmea - ambos heterossexuais - para que ocorra o coito, pois por milhares de motivos pode não haver tesão - em compensação o ratinho ... não sei se você ja teve porquinho da índia... )

Agora, voltamos à pesquisa. Por paradigma para a Biologia o que não é genético é ambiental. O caput diz em outras palavras, que 100% do que existe influencia amplamente a hoomossexualidade. Ridículo e tautológico.

Para além disso: A pesquisa com gêmeos é por definição a preferida dos ramos que não são nada sérios na pesquisa genética. O que seria não sério hoje em genética. Bom, melhor observar o que oos ramos sérios fazem. Eles pesquisam o código genético. O projeto genoma já tem uma biblioteca enorme de genomas com uma amostra que seria estatisticamente de peso. O que esta biblioteca está mostrando é que para o código de cada nova pessoa analizada (seja um brasileiro, um japonês, um aborígene australiano)encontra-se marcadores de genes de pessoas de todas as partes do mundo. O aborígene australiano tem genes que estão no português da vilinha de trás os montes, no indígena americano, no japonês, no suíço e num cara de família africana. Por este tipo de pesquisa foi possível evidenciar que cetas doenças que estão ligadas ao mau-funcionamento de um metabolismo básico são devidas a uma enzima diferente e é possível traçar essa enzima até o gene que a produz. Mas nem todas as doenças são assim - nem todas as doenças dependem de uma só enzima diferente. às vezes depende de duas, e isto é traçável, às vezes de umas 5 e é traçável. Mas quando a coisa não é traçável podemos admitir duas hipóteses: uma é que depende de um número enorme de genes. Ora, se as pesquisas indicam que as variações estão espalhadas em seres humanos pelo mundo todo, quanto maior o número de genes envolvidos maior a probabilidfade de que estes genes estejam espalhados pela população mundial, portanto, se há esse rol enorme de genes homossexuais, a probabilidade indica que todos os temos. Então somos todos homossexuais. A outra hipótese e que isto não depende de fatores genéticos. Note que tanto por uma hipótese como por outra, a hipótese se torna inválida.

Agora eu te pergunto: por que razão o ramo da pesquisa de gêmeos insiste em pesquisar gêmeos (que aliás, em termos amostrais são irrelevantes para a população mundial - a incidência de gêmeos univitelínicos é mínima) quando a ciência dura da genética já mudou há muito tempo de parãmetro? Por que razão um físico insistiria um usar o modelo ptolomaico de universo sendo que temos o modelo einsteiniano? O universo, o movimento dos astros já foi motivo de debate politico-religioso e hoje em dia já não é mais, por isso. Por isso que insistir em usar um modelo ultrapassado vai parecer a todos ridículo e seus pares vão com certeza te indicar para o melhor ganhador de todos os tempos do prêmio ignóbil. O mesmo não ocorre na biologia pois ela está ainda no centro de nossos debates políticos-religiosos. Não fosse assim, todas as pesquisas com gêmios ganhariam um grande prêmio abobrinha de ouro da ciência. Mas eles estão concorrendo, pois a ciência dura há muito não compartilham desses paradigmas. Mas eles continuam recebendo recursos para &quot;pesquisas&quot;. A biologia é hoje um campo de disputas onde há fundamentalismos e nos estados unidos da américa o creacionismo ainda está de corda toda. A pesquisa fundamentalista olha na direção dos gêmeos pois quando ela tenta &quot;provar seu ponto&quot; pelos parâmetros da hard science ela se estrepa.

Há outros &quot;parãmetros&quot; da tal &quot;pesquisa&quot; que são muito discutíveis, apesar que o jornalista os toma como dados. Por exemplo, para determinar se uma pessoa é ou não homossexual não há uma medida. Diferente da diabetes: você faz um teste de sangue e descobre que a pessoa é ou não é, por exemplo. Então como não há parãmetros cada pesquisa nessa &quot;área&quot; inventa um. O jornalista só diz que foi perguntado a cada um dos gêmeos sobre o número de relações sexuais. Isso prova o quê? Que um padre que leve a sério os votos de castidade desde que é garoto cairia na classificação a-sexuado? A &quot;pesquisa&quot; em que o meu amigo me aplicou o teste perguntava se eu já senti atração. Ora, que coisa. Atração é algo muito do insubstancial, parece coisa de confecionario: para o dogma cristão se peca na alma, por pensamento. Bicho, eu até hoje só tive relações com o sexo oposto e não são todos os homens que me chamam a atenção, aliás, são muito poucos. E todos mais pela maneira de ser que pelo fato de esconderem uma tirinha de carne entre as pernas. Sinceramente.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Benjamin,</p>
<p>Eu já fui pesquisada por esse tipo de pesquisa de homossexualidade pois um amigo começou a trabalhar com isso. Posso, primeiro de tudo, te dizer que as perguntas são bem tautológicas. Eu diria mesmo mui fraquinhas. Isso podemos discutir depois. </p>
<p>Mas dei uma olhada no link que você indica. Primeiro comentario é que não se trata de trabalho científico, mas de matéria de jornalista sobre o trabalho de um grupo. Quando eu trabalhava nos laboratórios do instituto de biologia da usp como iniciação científica era corrente que os professores tinham medo de dar entrevistas, medo de jornalistas, pois quando viam a matéria&#8230; puts, não era nada daquilo. Então vamos à análise do texto:</p>
<p>Ele abre dizendo que a genética e o ambiente &#8211; o ambiente &#8211; são responsáveis pelo comportamento homossexual. Bom, e bem sabido que dentro dos parâmetros do que a biologia como campo diz ser tudo, completamos os 100%, posto que para a biologia o que quer que não seja genetico é ambiental. Sim, é isso mesmo. Por paradigma nunca se aventa que o que não for genético seja social, pois para eles social ou não existe ou no máximo influenciaria indiretamente o seu ambiente &#8211; e ambiente é entendido de modo físico-químico e biológico &#8211; temperatura, salinidade da água, predadores, parasitas. Para o paradigma biológico não existe o social a não ser na medida apenas da influência ao ambiente entendido como esse ambiente físico. Ecologicamente a única explicação possível para ambiental seria a pressão populacional: quando há mais população, mais sexo sem filhotes, portanto mais homossexualismo. Da mesma forma que o paradigma genético, isso é uma profecia que se auto-prova (se aumenta a sua amostra é obvio que você vai observar mais de um fenômeno) e que novamente reduz o caso humano a um caso de ratinho em cativeiro (agora, vou perguntar se ratinho lê conto erótico, experimenta uma relação sado-masô, ou se excita pensando em comer uma ratinha freira. a sexualidade humana é tão complexa que não basta ter macho e fêmea &#8211; ambos heterossexuais &#8211; para que ocorra o coito, pois por milhares de motivos pode não haver tesão &#8211; em compensação o ratinho &#8230; não sei se você ja teve porquinho da índia&#8230; )</p>
<p>Agora, voltamos à pesquisa. Por paradigma para a Biologia o que não é genético é ambiental. O caput diz em outras palavras, que 100% do que existe influencia amplamente a hoomossexualidade. Ridículo e tautológico.</p>
<p>Para além disso: A pesquisa com gêmeos é por definição a preferida dos ramos que não são nada sérios na pesquisa genética. O que seria não sério hoje em genética. Bom, melhor observar o que oos ramos sérios fazem. Eles pesquisam o código genético. O projeto genoma já tem uma biblioteca enorme de genomas com uma amostra que seria estatisticamente de peso. O que esta biblioteca está mostrando é que para o código de cada nova pessoa analizada (seja um brasileiro, um japonês, um aborígene australiano)encontra-se marcadores de genes de pessoas de todas as partes do mundo. O aborígene australiano tem genes que estão no português da vilinha de trás os montes, no indígena americano, no japonês, no suíço e num cara de família africana. Por este tipo de pesquisa foi possível evidenciar que cetas doenças que estão ligadas ao mau-funcionamento de um metabolismo básico são devidas a uma enzima diferente e é possível traçar essa enzima até o gene que a produz. Mas nem todas as doenças são assim &#8211; nem todas as doenças dependem de uma só enzima diferente. às vezes depende de duas, e isto é traçável, às vezes de umas 5 e é traçável. Mas quando a coisa não é traçável podemos admitir duas hipóteses: uma é que depende de um número enorme de genes. Ora, se as pesquisas indicam que as variações estão espalhadas em seres humanos pelo mundo todo, quanto maior o número de genes envolvidos maior a probabilidfade de que estes genes estejam espalhados pela população mundial, portanto, se há esse rol enorme de genes homossexuais, a probabilidade indica que todos os temos. Então somos todos homossexuais. A outra hipótese e que isto não depende de fatores genéticos. Note que tanto por uma hipótese como por outra, a hipótese se torna inválida.</p>
<p>Agora eu te pergunto: por que razão o ramo da pesquisa de gêmeos insiste em pesquisar gêmeos (que aliás, em termos amostrais são irrelevantes para a população mundial &#8211; a incidência de gêmeos univitelínicos é mínima) quando a ciência dura da genética já mudou há muito tempo de parãmetro? Por que razão um físico insistiria um usar o modelo ptolomaico de universo sendo que temos o modelo einsteiniano? O universo, o movimento dos astros já foi motivo de debate politico-religioso e hoje em dia já não é mais, por isso. Por isso que insistir em usar um modelo ultrapassado vai parecer a todos ridículo e seus pares vão com certeza te indicar para o melhor ganhador de todos os tempos do prêmio ignóbil. O mesmo não ocorre na biologia pois ela está ainda no centro de nossos debates políticos-religiosos. Não fosse assim, todas as pesquisas com gêmios ganhariam um grande prêmio abobrinha de ouro da ciência. Mas eles estão concorrendo, pois a ciência dura há muito não compartilham desses paradigmas. Mas eles continuam recebendo recursos para &#8220;pesquisas&#8221;. A biologia é hoje um campo de disputas onde há fundamentalismos e nos estados unidos da américa o creacionismo ainda está de corda toda. A pesquisa fundamentalista olha na direção dos gêmeos pois quando ela tenta &#8220;provar seu ponto&#8221; pelos parâmetros da hard science ela se estrepa.</p>
<p>Há outros &#8220;parãmetros&#8221; da tal &#8220;pesquisa&#8221; que são muito discutíveis, apesar que o jornalista os toma como dados. Por exemplo, para determinar se uma pessoa é ou não homossexual não há uma medida. Diferente da diabetes: você faz um teste de sangue e descobre que a pessoa é ou não é, por exemplo. Então como não há parãmetros cada pesquisa nessa &#8220;área&#8221; inventa um. O jornalista só diz que foi perguntado a cada um dos gêmeos sobre o número de relações sexuais. Isso prova o quê? Que um padre que leve a sério os votos de castidade desde que é garoto cairia na classificação a-sexuado? A &#8220;pesquisa&#8221; em que o meu amigo me aplicou o teste perguntava se eu já senti atração. Ora, que coisa. Atração é algo muito do insubstancial, parece coisa de confecionario: para o dogma cristão se peca na alma, por pensamento. Bicho, eu até hoje só tive relações com o sexo oposto e não são todos os homens que me chamam a atenção, aliás, são muito poucos. E todos mais pela maneira de ser que pelo fato de esconderem uma tirinha de carne entre as pernas. Sinceramente.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Roberto Almeida</title>
		<link>http://teianeuronial.com/o-sexo-do-cerebro/comment-page-1/#comment-451</link>
		<dc:creator>Roberto Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 00:12:00 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://teianeuronial.com/?p=1043#comment-451</guid>
		<description>A discussão está muito interessante, mas o problema que percebi é que vocês estão centrados apenas e tão somente na sexualidade da espécie humana. É preciso expandir o contexto, porque comportamento homossexual também é recorrente no reino animal, conforme muitos estudos indicam. Dai que nesta nova perspectiva, realmente fica muito difícil de negar o papel que a biologia joga, o que não quer dizer de forma alguma que tudo se resume a ela.Entendo que para avançarmos neste debate, é preciso vencer os preconceitos e derrubar as barreiras artificiais erguidas entre as ciência humanas e biológicas. Somente com o dialogo franco e aberto entre elas será possivel avançar na solução deste quebra cabeças.Abraços a todos,</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A discussão está muito interessante, mas o problema que percebi é que vocês estão centrados apenas e tão somente na sexualidade da espécie humana. É preciso expandir o contexto, porque comportamento homossexual também é recorrente no reino animal, conforme muitos estudos indicam. Dai que nesta nova perspectiva, realmente fica muito difícil de negar o papel que a biologia joga, o que não quer dizer de forma alguma que tudo se resume a ela.Entendo que para avançarmos neste debate, é preciso vencer os preconceitos e derrubar as barreiras artificiais erguidas entre as ciência humanas e biológicas. Somente com o dialogo franco e aberto entre elas será possivel avançar na solução deste quebra cabeças.Abraços a todos,</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Diego Barros</title>
		<link>http://teianeuronial.com/o-sexo-do-cerebro/comment-page-1/#comment-426</link>
		<dc:creator>Diego Barros</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Oct 2009 10:22:32 +0000</pubDate>
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		<description>Acho que leis não mudam o preconceito.
Preconceito já é crime. E nem por isso deixou de existir.
Não depende disso, depende de aprender a conviver com a diversidade. Não se pode obrigar isso por lei. E educação a respeito disso independe de descobrir origem de homossexualidade, depende apenas de reconhecer que todo ser humano é uma particularidade, que todo mundo quer ser feliz, todo mundo quer evitar o sofrimento. Essas idéias já existem a séculos. O que falta?
Não vejo como a ciência seria capaz de mudar isso. Mudar o que uma pessoa pensa. Não se discute mais as diferenças biológicas entre negros e brancos (pelo menos não como antes), mas ainda existem preconceitos. Quero dizer, acho que essas coisas não dependem do avanço científico, dependem de outra coisa. Mas, de fato, o ensino científico ajuda no que eu imagino que seria um avanço social. Só não consigo imaginar como ajudaria na diminuição do preconceito.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que leis não mudam o preconceito.<br />
Preconceito já é crime. E nem por isso deixou de existir.<br />
Não depende disso, depende de aprender a conviver com a diversidade. Não se pode obrigar isso por lei. E educação a respeito disso independe de descobrir origem de homossexualidade, depende apenas de reconhecer que todo ser humano é uma particularidade, que todo mundo quer ser feliz, todo mundo quer evitar o sofrimento. Essas idéias já existem a séculos. O que falta?<br />
Não vejo como a ciência seria capaz de mudar isso. Mudar o que uma pessoa pensa. Não se discute mais as diferenças biológicas entre negros e brancos (pelo menos não como antes), mas ainda existem preconceitos. Quero dizer, acho que essas coisas não dependem do avanço científico, dependem de outra coisa. Mas, de fato, o ensino científico ajuda no que eu imagino que seria um avanço social. Só não consigo imaginar como ajudaria na diminuição do preconceito.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Benjamin Bee</title>
		<link>http://teianeuronial.com/o-sexo-do-cerebro/comment-page-1/#comment-422</link>
		<dc:creator>Benjamin Bee</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 17:56:45 +0000</pubDate>
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		<description>Diego, você tem muita razão no que afirma. Num primeiro momento, o que vc diz é o que deveá acontecer, mas como vc mesmo diz, a diminuição do preconceito dependerá do avanço social. Por sua vez, o avanço social virá com a educação à qual as leis, fundamentadas nas ciências, obrigarão. Não acha?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Diego, você tem muita razão no que afirma. Num primeiro momento, o que vc diz é o que deveá acontecer, mas como vc mesmo diz, a diminuição do preconceito dependerá do avanço social. Por sua vez, o avanço social virá com a educação à qual as leis, fundamentadas nas ciências, obrigarão. Não acha?</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Diego Barros</title>
		<link>http://teianeuronial.com/o-sexo-do-cerebro/comment-page-1/#comment-419</link>
		<dc:creator>Diego Barros</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 17:27:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://teianeuronial.com/?p=1043#comment-419</guid>
		<description>O preconceito, penso eu, diz respeito ao comportamento homossexual, não à origem do comportamento. Entender a origem não derrubaria os preconceitos, só mudaria as justificativas de quem é preconceituoso. O discurso mudaria, o preconceito não mudaria necessariamente.

O fato do preconceito diminuir ou mudar não diz respeito ao entendimento dessas origens. Diz respeito a outros avanços, à crescente tolerância frente a diversidades.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O preconceito, penso eu, diz respeito ao comportamento homossexual, não à origem do comportamento. Entender a origem não derrubaria os preconceitos, só mudaria as justificativas de quem é preconceituoso. O discurso mudaria, o preconceito não mudaria necessariamente.</p>
<p>O fato do preconceito diminuir ou mudar não diz respeito ao entendimento dessas origens. Diz respeito a outros avanços, à crescente tolerância frente a diversidades.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Benjamin Bee</title>
		<link>http://teianeuronial.com/o-sexo-do-cerebro/comment-page-1/#comment-418</link>
		<dc:creator>Benjamin Bee</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 17:15:51 +0000</pubDate>
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		<description>Thiago, entender a homossexualidade também é uma forma de se entender todas as outras versões da sxualidade humana. 

Entretanto, o que urge entender é a sexualidade que ignorada gera ódio e mote.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Thiago, entender a homossexualidade também é uma forma de se entender todas as outras versões da sxualidade humana. </p>
<p>Entretanto, o que urge entender é a sexualidade que ignorada gera ódio e mote.</p>
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		<title>By: Benjamin Bee</title>
		<link>http://teianeuronial.com/o-sexo-do-cerebro/comment-page-1/#comment-417</link>
		<dc:creator>Benjamin Bee</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 17:10:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://teianeuronial.com/?p=1043#comment-417</guid>
		<description>Discutir as origens da homossexualidade é de extrema importância porque derruba mitos e preconceitos gerados e mantidos por séculos pelos dogmas religiosos, que por sua vez geram injustiças sociais de direito e atitude, sofrimento, violência e morte cruel de expressiva parcela humanidade. 

Acrescente-se a isso que com o avanço da visibilidade homossexual, a homofobia recrudesceu em todas as sociedades com culturas religiosas arraigadas, em especial nas sociedades teocráticas fundamentalistas.

Thiago...

Estudo com gêmeos diz:

&quot;Writing in the scientific journal Archives of Sexual Behavior, researchers from Queen Mary&#039;s School of Biological and Chemical Sciences, and Karolinska Institutet in Stockholm report that genetics and environmental factors (which are specific to an individual, and may include biological processes such as different hormone exposure in the womb), are important determinants of homosexual behaviour.&quot;

Ressonância magnética dos cérebros diz:

&quot;The present study shows sex-atypical cerebral asymmetry and functional connections in homosexual subjects. The results cannot be primarily ascribed to learned effects, and they suggest a linkage to neurobiological entities. &quot;

O trabalho com ressonância magnética não conclui taxativamente, por conta do pudor científico, mas inverte com segurança a impressão que se tinha até então de que a importância da influência do meio ambiente externo era maior do que a possibilidade da causa ser biológica. 

Já, o trabalho com os gêmeos relata como - determinantes - a importância de fatores genéticos e ambientais intra-uterinos. O que vem reiterar a &quot;intuição&quot; dos neurocientistas suecos.

Isso implica que, a partir de junho de 2008, as pesquisas subsequentes não mais se perderão com teorias que não levem em consideração os fatores biológicos que determinam a homossexualidade. E que agora, é só uma questão de tempo, cada vez mais curto para que se declare, sem possibilidade de contestação, que a homossexualidade é inata.

E mais, como já se faz sentir ainda que timida e veladamente, os paradigmas religiosos terão que ser obrigatoriamente revistos sob pena de perda da credibilidade. Significa que os paradoxos encontrados nos livros sagrados terão que ser encarados de frente e desmontados, o que levará a humanidade à uma nova percepção de si mesma, mais real e alentadora.

E isso não é importante?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Discutir as origens da homossexualidade é de extrema importância porque derruba mitos e preconceitos gerados e mantidos por séculos pelos dogmas religiosos, que por sua vez geram injustiças sociais de direito e atitude, sofrimento, violência e morte cruel de expressiva parcela humanidade. </p>
<p>Acrescente-se a isso que com o avanço da visibilidade homossexual, a homofobia recrudesceu em todas as sociedades com culturas religiosas arraigadas, em especial nas sociedades teocráticas fundamentalistas.</p>
<p>Thiago&#8230;</p>
<p>Estudo com gêmeos diz:</p>
<p>&#8220;Writing in the scientific journal Archives of Sexual Behavior, researchers from Queen Mary&#8217;s School of Biological and Chemical Sciences, and Karolinska Institutet in Stockholm report that genetics and environmental factors (which are specific to an individual, and may include biological processes such as different hormone exposure in the womb), are important determinants of homosexual behaviour.&#8221;</p>
<p>Ressonância magnética dos cérebros diz:</p>
<p>&#8220;The present study shows sex-atypical cerebral asymmetry and functional connections in homosexual subjects. The results cannot be primarily ascribed to learned effects, and they suggest a linkage to neurobiological entities. &#8221;</p>
<p>O trabalho com ressonância magnética não conclui taxativamente, por conta do pudor científico, mas inverte com segurança a impressão que se tinha até então de que a importância da influência do meio ambiente externo era maior do que a possibilidade da causa ser biológica. </p>
<p>Já, o trabalho com os gêmeos relata como &#8211; determinantes &#8211; a importância de fatores genéticos e ambientais intra-uterinos. O que vem reiterar a &#8220;intuição&#8221; dos neurocientistas suecos.</p>
<p>Isso implica que, a partir de junho de 2008, as pesquisas subsequentes não mais se perderão com teorias que não levem em consideração os fatores biológicos que determinam a homossexualidade. E que agora, é só uma questão de tempo, cada vez mais curto para que se declare, sem possibilidade de contestação, que a homossexualidade é inata.</p>
<p>E mais, como já se faz sentir ainda que timida e veladamente, os paradigmas religiosos terão que ser obrigatoriamente revistos sob pena de perda da credibilidade. Significa que os paradoxos encontrados nos livros sagrados terão que ser encarados de frente e desmontados, o que levará a humanidade à uma nova percepção de si mesma, mais real e alentadora.</p>
<p>E isso não é importante?</p>
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		<title>By: Thiago Leite</title>
		<link>http://teianeuronial.com/o-sexo-do-cerebro/comment-page-1/#comment-415</link>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 16:15:32 +0000</pubDate>
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		<description>Obrigadíssimo, &lt;b&gt;&lt;a href=&quot;#comment-410&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;@Nivea&lt;/a&gt;,&lt;/b&gt; pelo esclarecimento terminológico. Nada como uma psicóloga para trazer contribuições importantes a este tema. :)

Realmente, não conhecia essa diferença entre comportamento sexual e orientação sexual. Ela traz novos elementos à discussão.

Quanto à &quot;orientação sexual egodistônica&quot;, embora eu não conhecesse o termo, nunca deixei de ter isso em mente, e sempre procurei usar a expressão &quot;identidade sexual&quot; ou &quot;identidade de gênero&quot; para me referir a isso. Há bastante tempo tenho claro que &quot;gostar de homem&quot; não é a mesma coisa que &quot;querer ser mulher&quot;, nem &quot;gostar de mulher&quot; a mesma coisa de &quot;querer ser homem&quot;.

Gostaria muito que você compartilhasse os estudos a que aludiu. Contribuiriam muito para enriquecer o debate.

&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;#comment-411&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;@Diego&lt;/a&gt;&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;&lt;a href=&quot;#comment-413&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;@Gil&lt;/a&gt;,&lt;/b&gt; há quem considere a busca pelas causas da homossexualidade uma forma (quase) velada de admitir que esta se trata de um problema a ser resolvido. Já concordei com essa posição. Atualmente, concordo em parte.

Acho que toda busca científica pode trazer benefícios para o conjunto dos conhecimentos humanos, inclusive o entendimento de porque uma pessoa é homossexual... contanto que se estude também porque uma pessoa é heterossexual. Dizer que o heterossexual o é porque a natureza manda deixa diversas lacunas em branco, como por exemplo os bissexuais e as pessoas que mudam de orientação sexual durante a vida, tanto de hétero para homo como o inverso.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Obrigadíssimo, <b><a href="#comment-410" rel="nofollow">@Nivea</a>,</b> pelo esclarecimento terminológico. Nada como uma psicóloga para trazer contribuições importantes a este tema. <img src='http://teianeuronial.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Realmente, não conhecia essa diferença entre comportamento sexual e orientação sexual. Ela traz novos elementos à discussão.</p>
<p>Quanto à &#8220;orientação sexual egodistônica&#8221;, embora eu não conhecesse o termo, nunca deixei de ter isso em mente, e sempre procurei usar a expressão &#8220;identidade sexual&#8221; ou &#8220;identidade de gênero&#8221; para me referir a isso. Há bastante tempo tenho claro que &#8220;gostar de homem&#8221; não é a mesma coisa que &#8220;querer ser mulher&#8221;, nem &#8220;gostar de mulher&#8221; a mesma coisa de &#8220;querer ser homem&#8221;.</p>
<p>Gostaria muito que você compartilhasse os estudos a que aludiu. Contribuiriam muito para enriquecer o debate.</p>
<p><b><a href="#comment-411" rel="nofollow">@Diego</a></b> e <b><a href="#comment-413" rel="nofollow">@Gil</a>,</b> há quem considere a busca pelas causas da homossexualidade uma forma (quase) velada de admitir que esta se trata de um problema a ser resolvido. Já concordei com essa posição. Atualmente, concordo em parte.</p>
<p>Acho que toda busca científica pode trazer benefícios para o conjunto dos conhecimentos humanos, inclusive o entendimento de porque uma pessoa é homossexual&#8230; contanto que se estude também porque uma pessoa é heterossexual. Dizer que o heterossexual o é porque a natureza manda deixa diversas lacunas em branco, como por exemplo os bissexuais e as pessoas que mudam de orientação sexual durante a vida, tanto de hétero para homo como o inverso.</p>
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