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	<title>Comments on: Racismo no Rio Grande do Norte</title>
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	<description>Antropologia, Ficção Científica, cultura e sociedade</description>
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		<title>By: Uma foto em preto e branco : Carta Potiguar</title>
		<link>http://teianeuronial.com/racismo-no-rio-grande-do-norte/comment-page-1/#comment-5054</link>
		<dc:creator>Uma foto em preto e branco : Carta Potiguar</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Mar 2011 17:34:13 +0000</pubDate>
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		<description>[...] Um exemplo mais próximo de minha experiência são as ameaças sofridas pela comunidade quilombola de Boa Vista dos Negros, no município de Parelhas/RN. Cheguei a ouvir de um proprietário (conhecido por se apossar das terras da comunidade), muito idoso, que se ele tivesse mais dinheiro &#8220;tomava o resto das terras deles todinho e ainda mandava dar uma surra neles&#8221;. (Contei essa história no post Racismo no Rio Grande do Norte). [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Um exemplo mais próximo de minha experiência são as ameaças sofridas pela comunidade quilombola de Boa Vista dos Negros, no município de Parelhas/RN. Cheguei a ouvir de um proprietário (conhecido por se apossar das terras da comunidade), muito idoso, que se ele tivesse mais dinheiro &#8220;tomava o resto das terras deles todinho e ainda mandava dar uma surra neles&#8221;. (Contei essa história no post Racismo no Rio Grande do Norte). [...]</p>
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		<title>By: Teia Neuronial &#187; Uma foto em preto e branco</title>
		<link>http://teianeuronial.com/racismo-no-rio-grande-do-norte/comment-page-1/#comment-5051</link>
		<dc:creator>Teia Neuronial &#187; Uma foto em preto e branco</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Mar 2011 02:56:48 +0000</pubDate>
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		<description>[...] Um exemplo mais próximo de minha experiência são as ameaças sofridas pela comunidade quilombola de Boa Vista dos Negros, no município de Parelhas/RN. Cheguei a ouvir de um proprietário (conhecido por se apossar das terras da comunidade), muito idoso, que se ele tivesse mais dinheiro &#8220;tomava o resto das terras deles todinho e ainda mandava dar uma surra neles&#8221;. (Contei essa história no post Racismo no Rio Grande do Norte). [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Um exemplo mais próximo de minha experiência são as ameaças sofridas pela comunidade quilombola de Boa Vista dos Negros, no município de Parelhas/RN. Cheguei a ouvir de um proprietário (conhecido por se apossar das terras da comunidade), muito idoso, que se ele tivesse mais dinheiro &#8220;tomava o resto das terras deles todinho e ainda mandava dar uma surra neles&#8221;. (Contei essa história no post Racismo no Rio Grande do Norte). [...]</p>
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		<title>By: Luciano Falcão</title>
		<link>http://teianeuronial.com/racismo-no-rio-grande-do-norte/comment-page-1/#comment-1979</link>
		<dc:creator>Luciano Falcão</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 15:25:14 +0000</pubDate>
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		<description>Racismo no Brasil? Racismo no Rio Grande do Norte? Existe mesmo? SIM e como existe!!!!
O sentimento de superioridade ainda prevalece...até quando? Não sei. 
E o Cascudo...bom...ainda bem que outros vieram e reescreveram informações principalmente sobre negros e indígenas.
E sobre o lixão ao lado do Quilombo de Acauã basta acessar o link 
http://www.youtube.com/watch?v=Evck8LyOKZ4 

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Agora é preciso ter estômago forte para as cenas.
Abraço e parabéns pelo trabalho.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Racismo no Brasil? Racismo no Rio Grande do Norte? Existe mesmo? SIM e como existe!!!!<br />
O sentimento de superioridade ainda prevalece&#8230;até quando? Não sei.<br />
E o Cascudo&#8230;bom&#8230;ainda bem que outros vieram e reescreveram informações principalmente sobre negros e indígenas.<br />
E sobre o lixão ao lado do Quilombo de Acauã basta acessar o link<br />
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<p>Agora é preciso ter estômago forte para as cenas.<br />
Abraço e parabéns pelo trabalho.</p>
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	<item>
		<title>By: Thiago Leite</title>
		<link>http://teianeuronial.com/racismo-no-rio-grande-do-norte/comment-page-1/#comment-865</link>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 12:44:50 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;#comment-863&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;@Eduardo&lt;/a&gt;,&lt;/b&gt; é por considerar que o problema maior é a desigualdade de classes e não a de &quot;raças&quot; que sou contra as cotas. Talvez houvesse algum resultado positivo na criação de uma &quot;elite negra&quot;. Mas isso, ao meu ver, é uma forma de anuir com as desigualdades sociais.

De fato, a mudança seria pouca, pois ainda existiriam, na mesma proporção, ricos e pobres separados em dois mundos. Só mudaria a cor desses mundos.

Bem, desenvolverei mais sobre isso num texto completo. Em breve...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><b><a href="#comment-863" rel="nofollow">@Eduardo</a>,</b> é por considerar que o problema maior é a desigualdade de classes e não a de &#8220;raças&#8221; que sou contra as cotas. Talvez houvesse algum resultado positivo na criação de uma &#8220;elite negra&#8221;. Mas isso, ao meu ver, é uma forma de anuir com as desigualdades sociais.</p>
<p>De fato, a mudança seria pouca, pois ainda existiriam, na mesma proporção, ricos e pobres separados em dois mundos. Só mudaria a cor desses mundos.</p>
<p>Bem, desenvolverei mais sobre isso num texto completo. Em breve&#8230;</p>
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	<item>
		<title>By: Eduardo</title>
		<link>http://teianeuronial.com/racismo-no-rio-grande-do-norte/comment-page-1/#comment-863</link>
		<dc:creator>Eduardo</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Jan 2010 22:54:06 +0000</pubDate>
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		<description>Sim, o mito da democracia racial brasileira prejudicou por muitos anos as discussões em torno do nosso racismo. É um mito, não é uma realidade, mas é um mito que fala um pouco sobre como o Brasil foi idealizado pelos seus inventores. Somos um dos poucos países, se não o único, que em seus mitos fundadores concebe a miscigenação entre as raças (inclusive culturalmente) como um valor. EUA ou Argentina, só para citar alguns exemplos, não se pretendiam nações multi-raciais em que brancos, negros e índios dividissem harmoniosamente o mesmo espaço compartilhando dos mesmos direitos e deveres. 
tempos atrás encontrei no Youtube um &lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=Iay9I8lIbdM&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;vídeo&lt;/a&gt; de 1936, produzido nos EUA sobre Rio de Janeiro. Um belo vídeo, aliás. Lá pelos 5 min. e 30 seg, enquanto a câmera filme filma o calçadão de Copacabana, destaca uma menina branca sentada no colo de sua baba negra. Neste momento o narrador aproveita para dizer aos espectadores estadunidenses que no Brasil pessoas de todas as cores convivem harmoniosamente. É o nosso mito fundador nas telinhas norte-americanas.

Quanto as cotas para o acesso a universidade, é realmente um tema polêmico. Eu pessoalmente sou favorável, mas já fui contra por muito tempo. Mudei de idéia quando percebi que seus objetivos vão muito além do indivíduo beneficiado por ela.  

Aqui em São Paulo, falando em termos de cor de pele, as ruas são um explosão de cores, mas se você for a um restaurante um pouquinho mais caro, ou num desses barzinhos badalados, só verá clientes brancos. Negros ou pardos, quando muito, só garçons ou manobristas. O mesmo acontece em praticamente todos os espaços culturais que não ficam nas periferias, como cinemas e teatros. As livrarias paulistanas, então! São de uma freqüência praticamente nórdica. Médicos, engenheiros ou dentistas pardos e negros são raros. Acredito que a questão seria formar uma elite econômica não branca (já que existe uma elite predominantemente branca). Neste ponto de vista as cotas serviriam como um instrumento para &quot;colorir&quot; todos os espaços e classes sociais no Brasil, e não apenas a rua.

&lt;B&gt;Thiago, a julgar pela qualidade impecável dos seus textos, um post sobre Cotas seria imperdível.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, o mito da democracia racial brasileira prejudicou por muitos anos as discussões em torno do nosso racismo. É um mito, não é uma realidade, mas é um mito que fala um pouco sobre como o Brasil foi idealizado pelos seus inventores. Somos um dos poucos países, se não o único, que em seus mitos fundadores concebe a miscigenação entre as raças (inclusive culturalmente) como um valor. EUA ou Argentina, só para citar alguns exemplos, não se pretendiam nações multi-raciais em que brancos, negros e índios dividissem harmoniosamente o mesmo espaço compartilhando dos mesmos direitos e deveres.<br />
tempos atrás encontrei no Youtube um <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Iay9I8lIbdM" rel="nofollow">vídeo</a> de 1936, produzido nos EUA sobre Rio de Janeiro. Um belo vídeo, aliás. Lá pelos 5 min. e 30 seg, enquanto a câmera filme filma o calçadão de Copacabana, destaca uma menina branca sentada no colo de sua baba negra. Neste momento o narrador aproveita para dizer aos espectadores estadunidenses que no Brasil pessoas de todas as cores convivem harmoniosamente. É o nosso mito fundador nas telinhas norte-americanas.</p>
<p>Quanto as cotas para o acesso a universidade, é realmente um tema polêmico. Eu pessoalmente sou favorável, mas já fui contra por muito tempo. Mudei de idéia quando percebi que seus objetivos vão muito além do indivíduo beneficiado por ela.  </p>
<p>Aqui em São Paulo, falando em termos de cor de pele, as ruas são um explosão de cores, mas se você for a um restaurante um pouquinho mais caro, ou num desses barzinhos badalados, só verá clientes brancos. Negros ou pardos, quando muito, só garçons ou manobristas. O mesmo acontece em praticamente todos os espaços culturais que não ficam nas periferias, como cinemas e teatros. As livrarias paulistanas, então! São de uma freqüência praticamente nórdica. Médicos, engenheiros ou dentistas pardos e negros são raros. Acredito que a questão seria formar uma elite econômica não branca (já que existe uma elite predominantemente branca). Neste ponto de vista as cotas serviriam como um instrumento para &#8220;colorir&#8221; todos os espaços e classes sociais no Brasil, e não apenas a rua.</p>
<p><b>Thiago, a julgar pela qualidade impecável dos seus textos, um post sobre Cotas seria imperdível.</b></p>
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	<item>
		<title>By: AmBAr Amarelo</title>
		<link>http://teianeuronial.com/racismo-no-rio-grande-do-norte/comment-page-1/#comment-808</link>
		<dc:creator>AmBAr Amarelo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Jan 2010 21:34:25 +0000</pubDate>
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		<description>Por favor Thiago, faz um &#039;post&#039; sobre as cotas raciais :)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Por favor Thiago, faz um &#8216;post&#8217; sobre as cotas raciais <img src='http://teianeuronial.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
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	<item>
		<title>By: Thiago Leite</title>
		<link>http://teianeuronial.com/racismo-no-rio-grande-do-norte/comment-page-1/#comment-805</link>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Jan 2010 14:56:37 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;#comment-797&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;@Eduardo&lt;/a&gt;,&lt;/b&gt; realmente, a &lt;em&gt;democracia racial&lt;/em&gt; é um mito. Mas eu a considero uma ideia ainda mais irracional devido ao fato de se referir a uma suposta harmonia entre &quot;raças&quot; que não existem de fato (ou não deveriam existir nas mentes).

É perigoso levantar a ideia da harmonia racial como se fosse uma realidade no Brasil, pois não podemos negar que há racismo. Porém, é um racismo diferente daquele encontrado nos EUA, deve ser abordado de forma diferente das políticas antirracistas norte-americanas.

Sobre o uso do termo &quot;raça&quot;, sou favorável à sua extinção quanto à aplicação a seres humanos, não só pelas evidências biológicas, mas como um posicionamento político. Inclusive, é uma ideia que, penso, deverá ser descartada mesmo quando estivermos convivendo com espécies extraterrestres.

&lt;em&gt;Etnia&lt;/em&gt; não substitui raça nesse sentido, pois não está ligada necessariamente a aspectos físicos. Mas são ambas realidades construídas socialmente. E da mesma forma a etnia não deveria, num mundo ideal, servir de empecilho para o acesso aos direitos humanos. Afora tudo isso, o que acho que ainda pode sobreviver sem muitos problemas é a identidade que cada um adota para si mesmo (baseada em aspectos físicos ou culturais...) e que não implica de maneira alguma em tratamento desigual.

O (ir)raciocínio segundo o qual não há racismo &lt;em&gt;já que&lt;/em&gt; não há raças se pauta numa falha lógica, realmente. Mas eu vejo a questão de outra forma: se não há raças, não &lt;em&gt;deveria&lt;/em&gt; haver racismo. O racismo é resultado da crença em raças. Enquanto houver discriminação pautada em critérios raciais, haverá racismo.

Talvez algumas políticas com enfoque racial tenham resultado positivo, quando se trata de âmbitos em que a &quot;raça&quot; é critério de acesso aos direitos. Aí é preciso mesmo que os governos tomem medidas para que pessoas não tenham a saúde, a educação e outros direitos negados porque são &quot;negros&quot;, &quot;índios&quot; ou &quot;ciganos&quot;.

Mas sou a favor de políticas universalistas para a maioria das questões abordadas pelo Estatuto da Igualdade Racial, por exemplo. Não acho que cotas raciais na universidade sejam uma boa ideia, por diversos motivos que não somente o mérito. Talvez as cotas sejam um tema que merecem um post completo aqui na Teia...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><b><a href="#comment-797" rel="nofollow">@Eduardo</a>,</b> realmente, a <em>democracia racial</em> é um mito. Mas eu a considero uma ideia ainda mais irracional devido ao fato de se referir a uma suposta harmonia entre &#8220;raças&#8221; que não existem de fato (ou não deveriam existir nas mentes).</p>
<p>É perigoso levantar a ideia da harmonia racial como se fosse uma realidade no Brasil, pois não podemos negar que há racismo. Porém, é um racismo diferente daquele encontrado nos EUA, deve ser abordado de forma diferente das políticas antirracistas norte-americanas.</p>
<p>Sobre o uso do termo &#8220;raça&#8221;, sou favorável à sua extinção quanto à aplicação a seres humanos, não só pelas evidências biológicas, mas como um posicionamento político. Inclusive, é uma ideia que, penso, deverá ser descartada mesmo quando estivermos convivendo com espécies extraterrestres.</p>
<p><em>Etnia</em> não substitui raça nesse sentido, pois não está ligada necessariamente a aspectos físicos. Mas são ambas realidades construídas socialmente. E da mesma forma a etnia não deveria, num mundo ideal, servir de empecilho para o acesso aos direitos humanos. Afora tudo isso, o que acho que ainda pode sobreviver sem muitos problemas é a identidade que cada um adota para si mesmo (baseada em aspectos físicos ou culturais&#8230;) e que não implica de maneira alguma em tratamento desigual.</p>
<p>O (ir)raciocínio segundo o qual não há racismo <em>já que</em> não há raças se pauta numa falha lógica, realmente. Mas eu vejo a questão de outra forma: se não há raças, não <em>deveria</em> haver racismo. O racismo é resultado da crença em raças. Enquanto houver discriminação pautada em critérios raciais, haverá racismo.</p>
<p>Talvez algumas políticas com enfoque racial tenham resultado positivo, quando se trata de âmbitos em que a &#8220;raça&#8221; é critério de acesso aos direitos. Aí é preciso mesmo que os governos tomem medidas para que pessoas não tenham a saúde, a educação e outros direitos negados porque são &#8220;negros&#8221;, &#8220;índios&#8221; ou &#8220;ciganos&#8221;.</p>
<p>Mas sou a favor de políticas universalistas para a maioria das questões abordadas pelo Estatuto da Igualdade Racial, por exemplo. Não acho que cotas raciais na universidade sejam uma boa ideia, por diversos motivos que não somente o mérito. Talvez as cotas sejam um tema que merecem um post completo aqui na Teia&#8230;</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Thiago Leite</title>
		<link>http://teianeuronial.com/racismo-no-rio-grande-do-norte/comment-page-1/#comment-804</link>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Jan 2010 14:19:07 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;#comment-788&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;@Mr. T&lt;/a&gt;,&lt;/b&gt; se formos buscar a etimologia de tudo, descobriremos muitas barbaridades. Por exemplo, se hoje a palavra &lt;em&gt;cretino&lt;/em&gt; tem uma conotação negativa e ofensiva, ela surgiu como eufemismo: na França medieval, chamavam os deficientes mentais de Chrétiens (cristãos), palavra que depois se transformou em crétin e foi exportada para outros idiomas.

&quot;Moleque&quot; antigamente era a denominação de meninos negros. Depois se tornou uma referência a qualquer menino levado. Hoje já se usa como sinônimo de menino de qualquer cor e temperamento.

Sobre os ruivos, brincadeira à parte, não dá para falar em discriminação racial, pois não há um grupo humano ruivo. Mas são tão discriminados que a cor do seu cabelo já foi associada ao Diabo e à bruxaria.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><b><a href="#comment-788" rel="nofollow">@Mr. T</a>,</b> se formos buscar a etimologia de tudo, descobriremos muitas barbaridades. Por exemplo, se hoje a palavra <em>cretino</em> tem uma conotação negativa e ofensiva, ela surgiu como eufemismo: na França medieval, chamavam os deficientes mentais de Chrétiens (cristãos), palavra que depois se transformou em crétin e foi exportada para outros idiomas.</p>
<p>&#8220;Moleque&#8221; antigamente era a denominação de meninos negros. Depois se tornou uma referência a qualquer menino levado. Hoje já se usa como sinônimo de menino de qualquer cor e temperamento.</p>
<p>Sobre os ruivos, brincadeira à parte, não dá para falar em discriminação racial, pois não há um grupo humano ruivo. Mas são tão discriminados que a cor do seu cabelo já foi associada ao Diabo e à bruxaria.</p>
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	</item>
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		<title>By: Thiago Leite</title>
		<link>http://teianeuronial.com/racismo-no-rio-grande-do-norte/comment-page-1/#comment-803</link>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Jan 2010 14:09:56 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;#comment-785&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;@Adriano&lt;/a&gt;,&lt;/b&gt; felizmente esse tipo de situação é raro, mas é uma manifestação do racismo que carregamos. Um pouco de pesquisa mostra que as diferenças biológicas entre as &quot;raças&quot; humanas é tão superficial (está mais relacionada a cores e formas do que à fisiologia) que qualquer ser humano do mundo criado em qualquer lugar (isso se ignorarmos os preconceitos que podem servir de obstáculos) terá as mesmas chances de se desenvolver física, emocional e intelectualmente. As diferenças que pode haver entre uma pessoa e outra são individuais, nada tendo a ver com sua &quot;origem&quot;.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><b><a href="#comment-785" rel="nofollow">@Adriano</a>,</b> felizmente esse tipo de situação é raro, mas é uma manifestação do racismo que carregamos. Um pouco de pesquisa mostra que as diferenças biológicas entre as &#8220;raças&#8221; humanas é tão superficial (está mais relacionada a cores e formas do que à fisiologia) que qualquer ser humano do mundo criado em qualquer lugar (isso se ignorarmos os preconceitos que podem servir de obstáculos) terá as mesmas chances de se desenvolver física, emocional e intelectualmente. As diferenças que pode haver entre uma pessoa e outra são individuais, nada tendo a ver com sua &#8220;origem&#8221;.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Thiago Leite</title>
		<link>http://teianeuronial.com/racismo-no-rio-grande-do-norte/comment-page-1/#comment-802</link>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Jan 2010 13:59:40 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;#comment-784&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;@AmBAr Amarelo&lt;/a&gt;,&lt;/b&gt; o integralismo de Cascudo certamente é relevante. Ele representa a ideologia tradicionalista da elite euro-descendente. Mas acho ainda mais relevante o fato de que, antes de se unir ao integralismo, ele era monarquista.

Os quilombolas de Capoeiras se revoltaram por que não foram consultados numa questão que os afetou. Não sei se isso não ocorreria se a comunidade fosse branca, mas talvez ocorresse por que ela é pobre. Conjecturas... o fato é que tratar essa comunidade como se ela não tivesse direito de decidir sobre ações que afetam sua vida é uma discriminação.

Sobre os sararás (mulatos de cabelos claros) serem produto de miscigenação, é preciso lembrar que toda a humanidade é produto de miscigenação: a partir do momento em que 2 pessoas com DNA e história pesoal diferentes (mesmo que pertençam à mesma etnia) produzem um zigoto, já há mistura.

Leia o livro &lt;em&gt;Divisões Perigosas: Políticas Raciais no Brasil Contemporâneo,&lt;/em&gt; organizado por Peter Fry, Yvonne Maggie, Simone Monteiro e Ricardo Ventura Santos. Nele você pega outras indicações bibliográfias.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><b><a href="#comment-784" rel="nofollow">@AmBAr Amarelo</a>,</b> o integralismo de Cascudo certamente é relevante. Ele representa a ideologia tradicionalista da elite euro-descendente. Mas acho ainda mais relevante o fato de que, antes de se unir ao integralismo, ele era monarquista.</p>
<p>Os quilombolas de Capoeiras se revoltaram por que não foram consultados numa questão que os afetou. Não sei se isso não ocorreria se a comunidade fosse branca, mas talvez ocorresse por que ela é pobre. Conjecturas&#8230; o fato é que tratar essa comunidade como se ela não tivesse direito de decidir sobre ações que afetam sua vida é uma discriminação.</p>
<p>Sobre os sararás (mulatos de cabelos claros) serem produto de miscigenação, é preciso lembrar que toda a humanidade é produto de miscigenação: a partir do momento em que 2 pessoas com DNA e história pesoal diferentes (mesmo que pertençam à mesma etnia) produzem um zigoto, já há mistura.</p>
<p>Leia o livro <em>Divisões Perigosas: Políticas Raciais no Brasil Contemporâneo,</em> organizado por Peter Fry, Yvonne Maggie, Simone Monteiro e Ricardo Ventura Santos. Nele você pega outras indicações bibliográfias.</p>
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