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	<title>Comments on: Racismo no Rio Grande do Norte</title>
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	<description>Antropologia, Ficção Científica, cultura e sociedade</description>
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		<title>By: Uma foto em preto e branco : Carta Potiguar</title>
		<link>http://teianeuronial.com/racismo-no-rio-grande-do-norte/comment-page-1/#comment-5054</link>
		<dc:creator>Uma foto em preto e branco : Carta Potiguar</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Mar 2011 17:34:13 +0000</pubDate>
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		<description>[...] Um exemplo mais próximo de minha experiência são as ameaças sofridas pela comunidade quilombola de Boa Vista dos Negros, no município de Parelhas/RN. Cheguei a ouvir de um proprietário (conhecido por se apossar das terras da comunidade), muito idoso, que se ele tivesse mais dinheiro &#8220;tomava o resto das terras deles todinho e ainda mandava dar uma surra neles&#8221;. (Contei essa história no post Racismo no Rio Grande do Norte). [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Um exemplo mais próximo de minha experiência são as ameaças sofridas pela comunidade quilombola de Boa Vista dos Negros, no município de Parelhas/RN. Cheguei a ouvir de um proprietário (conhecido por se apossar das terras da comunidade), muito idoso, que se ele tivesse mais dinheiro &#8220;tomava o resto das terras deles todinho e ainda mandava dar uma surra neles&#8221;. (Contei essa história no post Racismo no Rio Grande do Norte). [...]</p>
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		<title>By: Teia Neuronial &#187; Uma foto em preto e branco</title>
		<link>http://teianeuronial.com/racismo-no-rio-grande-do-norte/comment-page-1/#comment-5051</link>
		<dc:creator>Teia Neuronial &#187; Uma foto em preto e branco</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Mar 2011 02:56:48 +0000</pubDate>
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		<description>[...] Um exemplo mais próximo de minha experiência são as ameaças sofridas pela comunidade quilombola de Boa Vista dos Negros, no município de Parelhas/RN. Cheguei a ouvir de um proprietário (conhecido por se apossar das terras da comunidade), muito idoso, que se ele tivesse mais dinheiro &#8220;tomava o resto das terras deles todinho e ainda mandava dar uma surra neles&#8221;. (Contei essa história no post Racismo no Rio Grande do Norte). [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Um exemplo mais próximo de minha experiência são as ameaças sofridas pela comunidade quilombola de Boa Vista dos Negros, no município de Parelhas/RN. Cheguei a ouvir de um proprietário (conhecido por se apossar das terras da comunidade), muito idoso, que se ele tivesse mais dinheiro &#8220;tomava o resto das terras deles todinho e ainda mandava dar uma surra neles&#8221;. (Contei essa história no post Racismo no Rio Grande do Norte). [...]</p>
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		<title>By: Luciano Falc&#227;</title>
		<link>http://teianeuronial.com/racismo-no-rio-grande-do-norte/comment-page-1/#comment-1979</link>
		<dc:creator>Luciano Falc&#227;</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 12:25:14 +0000</pubDate>
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		<description>Racismo no Brasil? Racismo no Rio Grande do Norte? Existe mesmo? SIM e como existe!!!! 
O sentimento de superioridade ainda prevalece...at&#233; quando? N&#227;o sei.  
E o Cascudo...bom...ainda bem que outros vieram e reescreveram informa&#231;&#245;es principalmente sobre negros e ind&#237;genas. 
E sobre o lix&#227;o ao lado do Quilombo de Acau&#227; basta acessar o link   &lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=Evck8LyOKZ4&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;http://www.youtube.com/watch?v=Evck8LyOKZ4&lt;/a&gt;  
 
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Agora &#233; preciso ter est&#244;mago forte para as cenas. 
Abra&#231;o e parab&#233;ns pelo trabalho. </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Racismo no Brasil? Racismo no Rio Grande do Norte? Existe mesmo? SIM e como existe!!!!<br />
O sentimento de superioridade ainda prevalece&#8230;at&eacute; quando? N&atilde;o sei.<br />
E o Cascudo&#8230;bom&#8230;ainda bem que outros vieram e reescreveram informa&ccedil;&otilde;es principalmente sobre negros e ind&iacute;genas.<br />
E sobre o lix&atilde;o ao lado do Quilombo de Acau&atilde; basta acessar o link   <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Evck8LyOKZ4" rel="nofollow">http://www.youtube.com/watch?v=Evck8LyOKZ4</a>  </p>
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<p>Agora &eacute; preciso ter est&ocirc;mago forte para as cenas.<br />
Abra&ccedil;o e parab&eacute;ns pelo trabalho. </p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Thiago Leite</title>
		<link>http://teianeuronial.com/racismo-no-rio-grande-do-norte/comment-page-1/#comment-865</link>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 09:44:50 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;#comment-863&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;@Eduardo&lt;/a&gt;,&lt;/b&gt; &#233; por considerar que o problema maior &#233; a desigualdade de classes e n&#227;o a de &quot;ra&#231;as&quot; que sou contra as cotas. Talvez houvesse algum resultado positivo na cria&#231;&#227;o de uma &quot;elite negra&quot;. Mas isso, ao meu ver, &#233; uma forma de anuir com as desigualdades sociais. 
 
De fato, a mudan&#231;a seria pouca, pois ainda existiriam, na mesma propor&#231;&#227;o, ricos e pobres separados em dois mundos. S&#243; mudaria a cor desses mundos. 
 
Bem, desenvolverei mais sobre isso num texto completo. Em breve... </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><b><a href="#comment-863" rel="nofollow">@Eduardo</a>,</b> &eacute; por considerar que o problema maior &eacute; a desigualdade de classes e n&atilde;o a de &quot;ra&ccedil;as&quot; que sou contra as cotas. Talvez houvesse algum resultado positivo na cria&ccedil;&atilde;o de uma &quot;elite negra&quot;. Mas isso, ao meu ver, &eacute; uma forma de anuir com as desigualdades sociais.</p>
<p>De fato, a mudan&ccedil;a seria pouca, pois ainda existiriam, na mesma propor&ccedil;&atilde;o, ricos e pobres separados em dois mundos. S&oacute; mudaria a cor desses mundos.</p>
<p>Bem, desenvolverei mais sobre isso num texto completo. Em breve&#8230; </p>
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	<item>
		<title>By: Eduardo</title>
		<link>http://teianeuronial.com/racismo-no-rio-grande-do-norte/comment-page-1/#comment-863</link>
		<dc:creator>Eduardo</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Jan 2010 19:54:06 +0000</pubDate>
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		<description>Sim, o mito da democracia racial brasileira prejudicou por muitos anos as discuss&#245;es em torno do nosso racismo. &#201; um mito, n&#227;o &#233; uma realidade, mas &#233; um mito que fala um pouco sobre como o Brasil foi idealizado pelos seus inventores. Somos um dos poucos pa&#237;ses, se n&#227;o o &#250;nico, que em seus mitos fundadores concebe a miscigena&#231;&#227;o entre as ra&#231;as (inclusive culturalmente) como um valor. EUA ou Argentina, s&#243; para citar alguns exemplos, n&#227;o se pretendiam na&#231;&#245;es multi-raciais em que brancos, negros e &#237;ndios dividissem harmoniosamente o mesmo espa&#231;o compartilhando dos mesmos direitos e deveres.  
tempos atr&#225;s encontrei no Youtube um &lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=Iay9I8lIbdM&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;v&#237;deo&lt;/a&gt; de 1936, produzido nos EUA sobre Rio de Janeiro. Um belo v&#237;deo, ali&#225;s. L&#225; pelos 5 min. e 30 seg, enquanto a c&#226;mera filme filma o cal&#231;ad&#227;o de Copacabana, destaca uma menina branca sentada no colo de sua baba negra. Neste momento o narrador aproveita para dizer aos espectadores estadunidenses que no Brasil pessoas de todas as cores convivem harmoniosamente. &#201; o nosso mito fundador nas telinhas norte-americanas. 
 
Quanto as cotas para o acesso a universidade, &#233; realmente um tema pol&#234;mico. Eu pessoalmente sou favor&#225;vel, mas j&#225; fui contra por muito tempo. Mudei de id&#233;ia quando percebi que seus objetivos v&#227;o muito al&#233;m do indiv&#237;duo beneficiado por ela.   
 
Aqui em S&#227;o Paulo, falando em termos de cor de pele, as ruas s&#227;o um explos&#227;o de cores, mas se voc&#234; for a um restaurante um pouquinho mais caro, ou num desses barzinhos badalados, s&#243; ver&#225; clientes brancos. Negros ou pardos, quando muito, s&#243; gar&#231;ons ou manobristas. O mesmo acontece em praticamente todos os espa&#231;os culturais que n&#227;o ficam nas periferias, como cinemas e teatros. As livrarias paulistanas, ent&#227;o! S&#227;o de uma freq&#252;&#234;ncia praticamente n&#243;rdica. M&#233;dicos, engenheiros ou dentistas pardos e negros s&#227;o raros. Acredito que a quest&#227;o seria formar uma elite econ&#244;mica n&#227;o branca (j&#225; que existe uma elite predominantemente branca). Neste ponto de vista as cotas serviriam como um instrumento para &quot;colorir&quot; todos os espa&#231;os e classes sociais no Brasil, e n&#227;o apenas a rua. 
 
&lt;b&gt;Thiago, a julgar pela qualidade impec&#225;vel dos seus textos, um post sobre Cotas seria imperd&#237;vel.&lt;/b&gt; </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, o mito da democracia racial brasileira prejudicou por muitos anos as discuss&otilde;es em torno do nosso racismo. &Eacute; um mito, n&atilde;o &eacute; uma realidade, mas &eacute; um mito que fala um pouco sobre como o Brasil foi idealizado pelos seus inventores. Somos um dos poucos pa&iacute;ses, se n&atilde;o o &uacute;nico, que em seus mitos fundadores concebe a miscigena&ccedil;&atilde;o entre as ra&ccedil;as (inclusive culturalmente) como um valor. EUA ou Argentina, s&oacute; para citar alguns exemplos, n&atilde;o se pretendiam na&ccedil;&otilde;es multi-raciais em que brancos, negros e &iacute;ndios dividissem harmoniosamente o mesmo espa&ccedil;o compartilhando dos mesmos direitos e deveres. </p>
<p>tempos atr&aacute;s encontrei no Youtube um <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Iay9I8lIbdM" rel="nofollow">v&iacute;deo</a> de 1936, produzido nos EUA sobre Rio de Janeiro. Um belo v&iacute;deo, ali&aacute;s. L&aacute; pelos 5 min. e 30 seg, enquanto a c&acirc;mera filme filma o cal&ccedil;ad&atilde;o de Copacabana, destaca uma menina branca sentada no colo de sua baba negra. Neste momento o narrador aproveita para dizer aos espectadores estadunidenses que no Brasil pessoas de todas as cores convivem harmoniosamente. &Eacute; o nosso mito fundador nas telinhas norte-americanas.</p>
<p>Quanto as cotas para o acesso a universidade, &eacute; realmente um tema pol&ecirc;mico. Eu pessoalmente sou favor&aacute;vel, mas j&aacute; fui contra por muito tempo. Mudei de id&eacute;ia quando percebi que seus objetivos v&atilde;o muito al&eacute;m do indiv&iacute;duo beneficiado por ela.  </p>
<p>Aqui em S&atilde;o Paulo, falando em termos de cor de pele, as ruas s&atilde;o um explos&atilde;o de cores, mas se voc&ecirc; for a um restaurante um pouquinho mais caro, ou num desses barzinhos badalados, s&oacute; ver&aacute; clientes brancos. Negros ou pardos, quando muito, s&oacute; gar&ccedil;ons ou manobristas. O mesmo acontece em praticamente todos os espa&ccedil;os culturais que n&atilde;o ficam nas periferias, como cinemas e teatros. As livrarias paulistanas, ent&atilde;o! S&atilde;o de uma freq&uuml;&ecirc;ncia praticamente n&oacute;rdica. M&eacute;dicos, engenheiros ou dentistas pardos e negros s&atilde;o raros. Acredito que a quest&atilde;o seria formar uma elite econ&ocirc;mica n&atilde;o branca (j&aacute; que existe uma elite predominantemente branca). Neste ponto de vista as cotas serviriam como um instrumento para &quot;colorir&quot; todos os espa&ccedil;os e classes sociais no Brasil, e n&atilde;o apenas a rua.</p>
<p><b>Thiago, a julgar pela qualidade impec&aacute;vel dos seus textos, um post sobre Cotas seria imperd&iacute;vel.</b> </p>
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		<title>By: AmBAr Amarelo</title>
		<link>http://teianeuronial.com/racismo-no-rio-grande-do-norte/comment-page-1/#comment-808</link>
		<dc:creator>AmBAr Amarelo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Jan 2010 18:34:25 +0000</pubDate>
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		<description>Por favor Thiago, faz um &#039;post&#039; sobre as cotas raciais :) </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Por favor Thiago, faz um &#039;post&#039; sobre as cotas raciais <img src='http://teianeuronial.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  </p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Thiago Leite</title>
		<link>http://teianeuronial.com/racismo-no-rio-grande-do-norte/comment-page-1/#comment-805</link>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Jan 2010 11:56:37 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;#comment-797&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;@Eduardo&lt;/a&gt;,&lt;/b&gt; realmente, a &lt;em&gt;democracia racial&lt;/em&gt; &#233; um mito. Mas eu a considero uma ideia ainda mais irracional devido ao fato de se referir a uma suposta harmonia entre &quot;ra&#231;as&quot; que n&#227;o existem de fato (ou n&#227;o deveriam existir nas mentes). 
 
&#201; perigoso levantar a ideia da harmonia racial como se fosse uma realidade no Brasil, pois n&#227;o podemos negar que h&#225; racismo. Por&#233;m, &#233; um racismo diferente daquele encontrado nos EUA, deve ser abordado de forma diferente das pol&#237;ticas antirracistas norte-americanas. 
 
Sobre o uso do termo &quot;ra&#231;a&quot;, sou favor&#225;vel &#224; sua extin&#231;&#227;o quanto &#224; aplica&#231;&#227;o a seres humanos, n&#227;o s&#243; pelas evid&#234;ncias biol&#243;gicas, mas como um posicionamento pol&#237;tico. Inclusive, &#233; uma ideia que, penso, dever&#225; ser descartada mesmo quando estivermos convivendo com esp&#233;cies extraterrestres. 
 
&lt;em&gt;Etnia&lt;/em&gt; n&#227;o substitui ra&#231;a nesse sentido, pois n&#227;o est&#225; ligada necessariamente a aspectos f&#237;sicos. Mas s&#227;o ambas realidades constru&#237;das socialmente. E da mesma forma a etnia n&#227;o deveria, num mundo ideal, servir de empecilho para o acesso aos direitos humanos. Afora tudo isso, o que acho que ainda pode sobreviver sem muitos problemas &#233; a identidade que cada um adota para si mesmo (baseada em aspectos f&#237;sicos ou culturais...) e que n&#227;o implica de maneira alguma em tratamento desigual. 
 
O (ir)racioc&#237;nio segundo o qual n&#227;o h&#225; racismo &lt;em&gt;j&#225; que&lt;/em&gt; n&#227;o h&#225; ra&#231;as se pauta numa falha l&#243;gica, realmente. Mas eu vejo a quest&#227;o de outra forma: se n&#227;o h&#225; ra&#231;as, n&#227;o &lt;em&gt;deveria&lt;/em&gt; haver racismo. O racismo &#233; resultado da cren&#231;a em ra&#231;as. Enquanto houver discrimina&#231;&#227;o pautada em crit&#233;rios raciais, haver&#225; racismo. 
 
Talvez algumas pol&#237;ticas com enfoque racial tenham resultado positivo, quando se trata de &#226;mbitos em que a &quot;ra&#231;a&quot; &#233; crit&#233;rio de acesso aos direitos. A&#237; &#233; preciso mesmo que os governos tomem medidas para que pessoas n&#227;o tenham a sa&#250;de, a educa&#231;&#227;o e outros direitos negados porque s&#227;o &quot;negros&quot;, &quot;&#237;ndios&quot; ou &quot;ciganos&quot;. 
 
Mas sou a favor de pol&#237;ticas universalistas para a maioria das quest&#245;es abordadas pelo Estatuto da Igualdade Racial, por exemplo. N&#227;o acho que cotas raciais na universidade sejam uma boa ideia, por diversos motivos que n&#227;o somente o m&#233;rito. Talvez as cotas sejam um tema que merecem um post completo aqui na Teia... </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><b><a href="#comment-797" rel="nofollow">@Eduardo</a>,</b> realmente, a <em>democracia racial</em> &eacute; um mito. Mas eu a considero uma ideia ainda mais irracional devido ao fato de se referir a uma suposta harmonia entre &quot;ra&ccedil;as&quot; que n&atilde;o existem de fato (ou n&atilde;o deveriam existir nas mentes).</p>
<p>&Eacute; perigoso levantar a ideia da harmonia racial como se fosse uma realidade no Brasil, pois n&atilde;o podemos negar que h&aacute; racismo. Por&eacute;m, &eacute; um racismo diferente daquele encontrado nos EUA, deve ser abordado de forma diferente das pol&iacute;ticas antirracistas norte-americanas.</p>
<p>Sobre o uso do termo &quot;ra&ccedil;a&quot;, sou favor&aacute;vel &agrave; sua extin&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o a seres humanos, n&atilde;o s&oacute; pelas evid&ecirc;ncias biol&oacute;gicas, mas como um posicionamento pol&iacute;tico. Inclusive, &eacute; uma ideia que, penso, dever&aacute; ser descartada mesmo quando estivermos convivendo com esp&eacute;cies extraterrestres.</p>
<p><em>Etnia</em> n&atilde;o substitui ra&ccedil;a nesse sentido, pois n&atilde;o est&aacute; ligada necessariamente a aspectos f&iacute;sicos. Mas s&atilde;o ambas realidades constru&iacute;das socialmente. E da mesma forma a etnia n&atilde;o deveria, num mundo ideal, servir de empecilho para o acesso aos direitos humanos. Afora tudo isso, o que acho que ainda pode sobreviver sem muitos problemas &eacute; a identidade que cada um adota para si mesmo (baseada em aspectos f&iacute;sicos ou culturais&#8230;) e que n&atilde;o implica de maneira alguma em tratamento desigual.</p>
<p>O (ir)racioc&iacute;nio segundo o qual n&atilde;o h&aacute; racismo <em>j&aacute; que</em> n&atilde;o h&aacute; ra&ccedil;as se pauta numa falha l&oacute;gica, realmente. Mas eu vejo a quest&atilde;o de outra forma: se n&atilde;o h&aacute; ra&ccedil;as, n&atilde;o <em>deveria</em> haver racismo. O racismo &eacute; resultado da cren&ccedil;a em ra&ccedil;as. Enquanto houver discrimina&ccedil;&atilde;o pautada em crit&eacute;rios raciais, haver&aacute; racismo.</p>
<p>Talvez algumas pol&iacute;ticas com enfoque racial tenham resultado positivo, quando se trata de &acirc;mbitos em que a &quot;ra&ccedil;a&quot; &eacute; crit&eacute;rio de acesso aos direitos. A&iacute; &eacute; preciso mesmo que os governos tomem medidas para que pessoas n&atilde;o tenham a sa&uacute;de, a educa&ccedil;&atilde;o e outros direitos negados porque s&atilde;o &quot;negros&quot;, &quot;&iacute;ndios&quot; ou &quot;ciganos&quot;.</p>
<p>Mas sou a favor de pol&iacute;ticas universalistas para a maioria das quest&otilde;es abordadas pelo Estatuto da Igualdade Racial, por exemplo. N&atilde;o acho que cotas raciais na universidade sejam uma boa ideia, por diversos motivos que n&atilde;o somente o m&eacute;rito. Talvez as cotas sejam um tema que merecem um post completo aqui na Teia&#8230; </p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Thiago Leite</title>
		<link>http://teianeuronial.com/racismo-no-rio-grande-do-norte/comment-page-1/#comment-804</link>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Jan 2010 11:19:07 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://teianeuronial.com/?p=1398#comment-804</guid>
		<description>&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;#comment-788&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;@Mr. T&lt;/a&gt;,&lt;/b&gt; se formos buscar a etimologia de tudo, descobriremos muitas barbaridades. Por exemplo, se hoje a palavra &lt;em&gt;cretino&lt;/em&gt; tem uma conota&#231;&#227;o negativa e ofensiva, ela surgiu como eufemismo: na Fran&#231;a medieval, chamavam os deficientes mentais de Chr&#233;tiens (crist&#227;os), palavra que depois se transformou em cr&#233;tin e foi exportada para outros idiomas. 
 
&quot;Moleque&quot; antigamente era a denomina&#231;&#227;o de meninos negros. Depois se tornou uma refer&#234;ncia a qualquer menino levado. Hoje j&#225; se usa como sin&#244;nimo de menino de qualquer cor e temperamento. 
 
Sobre os ruivos, brincadeira &#224; parte, n&#227;o d&#225; para falar em discrimina&#231;&#227;o racial, pois n&#227;o h&#225; um grupo humano ruivo. Mas s&#227;o t&#227;o discriminados que a cor do seu cabelo j&#225; foi associada ao Diabo e &#224; bruxaria. </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><b><a href="#comment-788" rel="nofollow">@Mr. T</a>,</b> se formos buscar a etimologia de tudo, descobriremos muitas barbaridades. Por exemplo, se hoje a palavra <em>cretino</em> tem uma conota&ccedil;&atilde;o negativa e ofensiva, ela surgiu como eufemismo: na Fran&ccedil;a medieval, chamavam os deficientes mentais de Chr&eacute;tiens (crist&atilde;os), palavra que depois se transformou em cr&eacute;tin e foi exportada para outros idiomas.</p>
<p>&quot;Moleque&quot; antigamente era a denomina&ccedil;&atilde;o de meninos negros. Depois se tornou uma refer&ecirc;ncia a qualquer menino levado. Hoje j&aacute; se usa como sin&ocirc;nimo de menino de qualquer cor e temperamento.</p>
<p>Sobre os ruivos, brincadeira &agrave; parte, n&atilde;o d&aacute; para falar em discrimina&ccedil;&atilde;o racial, pois n&atilde;o h&aacute; um grupo humano ruivo. Mas s&atilde;o t&atilde;o discriminados que a cor do seu cabelo j&aacute; foi associada ao Diabo e &agrave; bruxaria. </p>
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		<title>By: Thiago Leite</title>
		<link>http://teianeuronial.com/racismo-no-rio-grande-do-norte/comment-page-1/#comment-803</link>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Jan 2010 11:09:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://teianeuronial.com/?p=1398#comment-803</guid>
		<description>&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;#comment-785&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;@Adriano&lt;/a&gt;,&lt;/b&gt; felizmente esse tipo de situa&#231;&#227;o &#233; raro, mas &#233; uma manifesta&#231;&#227;o do racismo que carregamos. Um pouco de pesquisa mostra que as diferen&#231;as biol&#243;gicas entre as &quot;ra&#231;as&quot; humanas &#233; t&#227;o superficial (est&#225; mais relacionada a cores e formas do que &#224; fisiologia) que qualquer ser humano do mundo criado em qualquer lugar (isso se ignorarmos os preconceitos que podem servir de obst&#225;culos) ter&#225; as mesmas chances de se desenvolver f&#237;sica, emocional e intelectualmente. As diferen&#231;as que pode haver entre uma pessoa e outra s&#227;o individuais, nada tendo a ver com sua &quot;origem&quot;. </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><b><a href="#comment-785" rel="nofollow">@Adriano</a>,</b> felizmente esse tipo de situa&ccedil;&atilde;o &eacute; raro, mas &eacute; uma manifesta&ccedil;&atilde;o do racismo que carregamos. Um pouco de pesquisa mostra que as diferen&ccedil;as biol&oacute;gicas entre as &quot;ra&ccedil;as&quot; humanas &eacute; t&atilde;o superficial (est&aacute; mais relacionada a cores e formas do que &agrave; fisiologia) que qualquer ser humano do mundo criado em qualquer lugar (isso se ignorarmos os preconceitos que podem servir de obst&aacute;culos) ter&aacute; as mesmas chances de se desenvolver f&iacute;sica, emocional e intelectualmente. As diferen&ccedil;as que pode haver entre uma pessoa e outra s&atilde;o individuais, nada tendo a ver com sua &quot;origem&quot;. </p>
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		<title>By: Thiago Leite</title>
		<link>http://teianeuronial.com/racismo-no-rio-grande-do-norte/comment-page-1/#comment-802</link>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Jan 2010 10:59:40 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;#comment-784&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;@AmBAr Amarelo&lt;/a&gt;,&lt;/b&gt; o integralismo de Cascudo certamente &#233; relevante. Ele representa a ideologia tradicionalista da elite euro-descendente. Mas acho ainda mais relevante o fato de que, antes de se unir ao integralismo, ele era monarquista. 
 
Os quilombolas de Capoeiras se revoltaram por que n&#227;o foram consultados numa quest&#227;o que os afetou. N&#227;o sei se isso n&#227;o ocorreria se a comunidade fosse branca, mas talvez ocorresse por que ela &#233; pobre. Conjecturas... o fato &#233; que tratar essa comunidade como se ela n&#227;o tivesse direito de decidir sobre a&#231;&#245;es que afetam sua vida &#233; uma discrimina&#231;&#227;o. 
 
Sobre os sarar&#225;s (mulatos de cabelos claros) serem produto de miscigena&#231;&#227;o, &#233; preciso lembrar que toda a humanidade &#233; produto de miscigena&#231;&#227;o: a partir do momento em que 2 pessoas com DNA e hist&#243;ria pesoal diferentes (mesmo que perten&#231;am &#224; mesma etnia) produzem um zigoto, j&#225; h&#225; mistura. 
 
Leia o livro &lt;em&gt;Divis&#245;es Perigosas: Pol&#237;ticas Raciais no Brasil Contempor&#226;neo,&lt;/em&gt; organizado por Peter Fry, Yvonne Maggie, Simone Monteiro e Ricardo Ventura Santos. Nele voc&#234; pega outras indica&#231;&#245;es bibliogr&#225;fias. </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><b><a href="#comment-784" rel="nofollow">@AmBAr Amarelo</a>,</b> o integralismo de Cascudo certamente &eacute; relevante. Ele representa a ideologia tradicionalista da elite euro-descendente. Mas acho ainda mais relevante o fato de que, antes de se unir ao integralismo, ele era monarquista.</p>
<p>Os quilombolas de Capoeiras se revoltaram por que n&atilde;o foram consultados numa quest&atilde;o que os afetou. N&atilde;o sei se isso n&atilde;o ocorreria se a comunidade fosse branca, mas talvez ocorresse por que ela &eacute; pobre. Conjecturas&#8230; o fato &eacute; que tratar essa comunidade como se ela n&atilde;o tivesse direito de decidir sobre a&ccedil;&otilde;es que afetam sua vida &eacute; uma discrimina&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>Sobre os sarar&aacute;s (mulatos de cabelos claros) serem produto de miscigena&ccedil;&atilde;o, &eacute; preciso lembrar que toda a humanidade &eacute; produto de miscigena&ccedil;&atilde;o: a partir do momento em que 2 pessoas com DNA e hist&oacute;ria pesoal diferentes (mesmo que perten&ccedil;am &agrave; mesma etnia) produzem um zigoto, j&aacute; h&aacute; mistura.</p>
<p>Leia o livro <em>Divis&otilde;es Perigosas: Pol&iacute;ticas Raciais no Brasil Contempor&acirc;neo,</em> organizado por Peter Fry, Yvonne Maggie, Simone Monteiro e Ricardo Ventura Santos. Nele voc&ecirc; pega outras indica&ccedil;&otilde;es bibliogr&aacute;fias. </p>
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