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	<title>Comments on: Tabu</title>
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	<description>Antropologia, Ficção Científica, cultura e sociedade</description>
	<lastBuildDate>Fri, 18 May 2012 18:45:24 +0000</lastBuildDate>
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		<title>By: Thiago Leite</title>
		<link>http://teianeuronial.com/tabu/comment-page-1/#comment-517</link>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 14:54:50 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;#comment-511&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;@Benjamin&lt;/a&gt;,&lt;/b&gt; discordo que a &quot;f&#233; no transcendente&quot; seja o elemento comum a todas as religi&#245;es. Talvez a cren&#231;a (que &#233; diferente de f&#233;, palavra que pode, inclusive, ter v&#225;rios significados) no transcendente esteja presente no conte&#250;do da maior parte das religi&#245;es. 
 
A &quot;busca por um estado de gra&#231;a&quot; j&#225; &#233; outra coisa, e pode estar totalmente desvinculada de uma &quot;f&#233; no transcendente&quot;. H&#225; hedonistas que buscam o estado de gra&#231;a no prazer corporal. 
 
Penso que o que d&#225; o car&#225;ter religioso a alguma coisa &#233; o sentimento de pertencimento a algo maior, a uma verdade que transcende (!) os indiv&#237;duos de um grupo. Uma plateia num jogo de futebol &#233; uma multid&#227;o ligada religiosamente entre si atrav&#233;s da torcida pelo time. O time pode ser entendido como algo transcendente, e o sentimento do grupo em rela&#231;&#227;o a ele pode at&#233; ser entendido como f&#233;. Mas h&#225; uma diferen&#231;a significativa desse fen&#244;meno religioso em rela&#231;&#227;o, por exemplo, &#224; pr&#225;tica religiosa budista. A torcida de um time n&#227;o &#233; uma religi&#227;o. 
 
A Ci&#234;ncia pode ser caracterizada como religiosa em alguns aspectos, como a busca pela aproxima&#231;&#227;o &#224; realidade, empreendida por todos os cientistas das mais diversas &#225;reas. Mas n&#227;o acho que haja a&#237; algo an&#225;logo &#224; f&#233; e, apesar de tudo, a Ci&#234;ncia n&#227;o &#233; uma religi&#227;o. 
 
A prop&#243;sito, este post n&#227;o &#233; sobre religi&#227;o, mas sobre Deus/te&#237;smo/ate&#237;smo etc. O tema religi&#227;o &#233; bem mais abrangente... 
 
A coincid&#234;ncia da ordem da Cria&#231;&#227;o com o que a Ci&#234;ncia diz, ao meu ver, &#233; muito controversa. Seria preciso entender o idioma original em que foi escrito o G&#234;nese para evitar mal-entendidos. Por&#233;m, ficando na vers&#227;o portuguesa, o que temos? 
 
Primeiro, &quot;os c&#233;us e a terra&quot;. Os &quot;c&#233;us&quot; podem ser interpretados como o Cosmos, que surgiu antes da Terra... mas pode tamb&#233;m estar nomeando o lugar em que Deus vive, que ele criou para si. Ou pode dizer respeito ao firmamento; afinal, o c&#233;u s&#243; existe para quem olha a partir da Terra. 
 
Depois, o G&#234;nese fala em trevas, abismo e &#225;guas, mas n&#227;o diz em que ordem foram criados nem se o foram ou se j&#225; estavam ali antes. De qualquer forma, a luz vem depois disso, para iluminar a Terra. S&#243; que a luz do Sol, segundo a Ci&#234;ncia, j&#225; existia antes de existir a Terra. 
 
Ent&#227;o ele separa as &#225;guas que j&#225; estavam ali. As &#225;guas, segundo a Ci&#234;ncia, surgem depois da luz (Sol), num processo de resfriamento em que a Terra vai ficando s&#243;lida. 
 
A&#237; Deus cria os C&#233;us de novo... Bem, seria interessante fazermos um debate para ver se essa quest&#227;o tem solu&#231;&#227;o ou n&#227;o. 
 
Sobre essa comunica&#231;&#227;o com outros tempos, passado ou futuro, para mim isso entra na mateologia. Considero que as previs&#245;es ou precogni&#231;&#245;es podem ser explicadas por uma hiperacuidade da consci&#234;ncia, que consegue, baseada em todas as vari&#225;veis que consegue juntar, prever. Mas &#233; uma aproxima&#231;&#227;o que pode &#224;s vezes falhar. Portanto, ainda acho que essa hist&#243;ria de tempo circular est&#225;, em v&#225;rios aspectos, no campo da especula&#231;&#227;o mitol&#243;gica. 
 
Os tabus sobre as divindades sempre existem, pois elas est&#227;o no &#226;mbito do sagrado, e os humanos est&#227;o no &#226;mbito do profano. A comunica&#231;&#227;o entre esses dois &#226;mbitos &#233; sempre considerada perigosa, arriscada e precisa ser feita com muito ritual e cerim&#244;nia... </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><b><a href="#comment-511" rel="nofollow">@Benjamin</a>,</b> discordo que a &quot;f&eacute; no transcendente&quot; seja o elemento comum a todas as religi&otilde;es. Talvez a cren&ccedil;a (que &eacute; diferente de f&eacute;, palavra que pode, inclusive, ter v&aacute;rios significados) no transcendente esteja presente no conte&uacute;do da maior parte das religi&otilde;es.</p>
<p>A &quot;busca por um estado de gra&ccedil;a&quot; j&aacute; &eacute; outra coisa, e pode estar totalmente desvinculada de uma &quot;f&eacute; no transcendente&quot;. H&aacute; hedonistas que buscam o estado de gra&ccedil;a no prazer corporal.</p>
<p>Penso que o que d&aacute; o car&aacute;ter religioso a alguma coisa &eacute; o sentimento de pertencimento a algo maior, a uma verdade que transcende (!) os indiv&iacute;duos de um grupo. Uma plateia num jogo de futebol &eacute; uma multid&atilde;o ligada religiosamente entre si atrav&eacute;s da torcida pelo time. O time pode ser entendido como algo transcendente, e o sentimento do grupo em rela&ccedil;&atilde;o a ele pode at&eacute; ser entendido como f&eacute;. Mas h&aacute; uma diferen&ccedil;a significativa desse fen&ocirc;meno religioso em rela&ccedil;&atilde;o, por exemplo, &agrave; pr&aacute;tica religiosa budista. A torcida de um time n&atilde;o &eacute; uma religi&atilde;o.</p>
<p>A Ci&ecirc;ncia pode ser caracterizada como religiosa em alguns aspectos, como a busca pela aproxima&ccedil;&atilde;o &agrave; realidade, empreendida por todos os cientistas das mais diversas &aacute;reas. Mas n&atilde;o acho que haja a&iacute; algo an&aacute;logo &agrave; f&eacute; e, apesar de tudo, a Ci&ecirc;ncia n&atilde;o &eacute; uma religi&atilde;o.</p>
<p>A prop&oacute;sito, este post n&atilde;o &eacute; sobre religi&atilde;o, mas sobre Deus/te&iacute;smo/ate&iacute;smo etc. O tema religi&atilde;o &eacute; bem mais abrangente&#8230;</p>
<p>A coincid&ecirc;ncia da ordem da Cria&ccedil;&atilde;o com o que a Ci&ecirc;ncia diz, ao meu ver, &eacute; muito controversa. Seria preciso entender o idioma original em que foi escrito o G&ecirc;nese para evitar mal-entendidos. Por&eacute;m, ficando na vers&atilde;o portuguesa, o que temos?</p>
<p>Primeiro, &quot;os c&eacute;us e a terra&quot;. Os &quot;c&eacute;us&quot; podem ser interpretados como o Cosmos, que surgiu antes da Terra&#8230; mas pode tamb&eacute;m estar nomeando o lugar em que Deus vive, que ele criou para si. Ou pode dizer respeito ao firmamento; afinal, o c&eacute;u s&oacute; existe para quem olha a partir da Terra.</p>
<p>Depois, o G&ecirc;nese fala em trevas, abismo e &aacute;guas, mas n&atilde;o diz em que ordem foram criados nem se o foram ou se j&aacute; estavam ali antes. De qualquer forma, a luz vem depois disso, para iluminar a Terra. S&oacute; que a luz do Sol, segundo a Ci&ecirc;ncia, j&aacute; existia antes de existir a Terra.</p>
<p>Ent&atilde;o ele separa as &aacute;guas que j&aacute; estavam ali. As &aacute;guas, segundo a Ci&ecirc;ncia, surgem depois da luz (Sol), num processo de resfriamento em que a Terra vai ficando s&oacute;lida.</p>
<p>A&iacute; Deus cria os C&eacute;us de novo&#8230; Bem, seria interessante fazermos um debate para ver se essa quest&atilde;o tem solu&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o.</p>
<p>Sobre essa comunica&ccedil;&atilde;o com outros tempos, passado ou futuro, para mim isso entra na mateologia. Considero que as previs&otilde;es ou precogni&ccedil;&otilde;es podem ser explicadas por uma hiperacuidade da consci&ecirc;ncia, que consegue, baseada em todas as vari&aacute;veis que consegue juntar, prever. Mas &eacute; uma aproxima&ccedil;&atilde;o que pode &agrave;s vezes falhar. Portanto, ainda acho que essa hist&oacute;ria de tempo circular est&aacute;, em v&aacute;rios aspectos, no campo da especula&ccedil;&atilde;o mitol&oacute;gica.</p>
<p>Os tabus sobre as divindades sempre existem, pois elas est&atilde;o no &acirc;mbito do sagrado, e os humanos est&atilde;o no &acirc;mbito do profano. A comunica&ccedil;&atilde;o entre esses dois &acirc;mbitos &eacute; sempre considerada perigosa, arriscada e precisa ser feita com muito ritual e cerim&ocirc;nia&#8230; </p>
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	<item>
		<title>By: Benjamin Bee</title>
		<link>http://teianeuronial.com/tabu/comment-page-1/#comment-511</link>
		<dc:creator>Benjamin Bee</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 05:44:07 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://teianeuronial.com/?p=1125#comment-511</guid>
		<description>Thiago, a &#250;ltima ficha que me caiu a respeito das religi&#245;es &#233; que elas s&#227;o modelos constru&#237;dos para expressar a f&#233; no transcendente. Varia de indiv&#237;duo para indiv&#237;duo, e &#233; cultural. A f&#233; &#233; que parece ultrapassar a cultura em seus diferentes n&#237;veis. 
 
Acho que at&#233; a projeciologia pode ser vista como uma religi&#227;o. Afinal, o Estado de Gra&#231;a &#233; o objetivo &#250;ltimo de cada um e de todo mundo. E cada um busca essa felicidade como pode e &#224; sua maneira. 
 
Na &#250;ltima semana vi uma palestra de um ge&#243;logo na TV Cultura que me remeteu a uma considera&#231;&#227;o intrigante na qual eu nunca tinha pensado anteriormente. Enquanto ele falava da idade da Terra e seus eventos, eu pensava... Mois&#233;s, no Cap&#237;tulo Primeiro do G&#234;nesis descreve a Cria&#231;&#227;o na sequ&#234;ncia: luz e trevas, firmamento e &quot;&#225;guas&quot;, terras e mares e reino vegetal, sistema solar, reino animal, e finalmente o homem. A menos do terceiro e quarto &quot;dias da Cria&#231;&#227;o&quot;, a ordem &#233; perfeita. E foi pensada h&#225; quantos anos atr&#225;s? 6.000? N&#227;o &#233; impressionante? At&#233; o erro na ordem parece proposital. Como poderia ele chegar a essa conclus&#227;o naquele est&#225;gio cultural se a ci&#234;ncia s&#243; mais recentemente chegou a esse conhecimento? 
 
Eu especulo. Ele teve uma locu&#231;&#227;o interior, uma proje&#231;&#227;o astral e foi informado pelo &quot;futuro&quot;. Pirei? 
De que outra maneira poderia Mois&#233;s perceber essas coisas se at&#233; h&#225; pouco tempo atr&#225;s a Terra ainda era uma bolacha? 
 
E mais, se h&#225; esp&#237;ritos ou consci&#234;ncias, como queira, mais avan&#231;adas umas que as outras - eu tamb&#233;m acredito nisso - ent&#227;o h&#225; faixas et&#225;rias diferentes. E se h&#225; comunica&#231;&#227;o entre essas idades exist&#234;nciais diferentes, ent&#227;o o Tempo n&#227;o &#233; linear. Com Big-Bang e tudo o mais, inclusive os limites externo e interno deste universo e de todos os outros que podem existir. Isso quer dizer que o Tempo &#233; estrutural. Ou seja, O Princ&#237;pio se confunde com o Fim. 
 
E olha a&#237; S&#227;o Jo&#227;o, no Apocalipse... &quot;Eu sou o Alfa e o &#212;mega, o Princ&#237;pio e o Fim&quot;.  
 
E ainda mais incr&#237;vel que desde Mois&#233;s, imaginar, fazer imagens de Deus, j&#225; era considerado um erro. At&#233; mencionar Seu nome era proibido.  
 
Esse Tabu &#233; fascinante... </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Thiago, a &uacute;ltima ficha que me caiu a respeito das religi&otilde;es &eacute; que elas s&atilde;o modelos constru&iacute;dos para expressar a f&eacute; no transcendente. Varia de indiv&iacute;duo para indiv&iacute;duo, e &eacute; cultural. A f&eacute; &eacute; que parece ultrapassar a cultura em seus diferentes n&iacute;veis.</p>
<p>Acho que at&eacute; a projeciologia pode ser vista como uma religi&atilde;o. Afinal, o Estado de Gra&ccedil;a &eacute; o objetivo &uacute;ltimo de cada um e de todo mundo. E cada um busca essa felicidade como pode e &agrave; sua maneira.</p>
<p>Na &uacute;ltima semana vi uma palestra de um ge&oacute;logo na TV Cultura que me remeteu a uma considera&ccedil;&atilde;o intrigante na qual eu nunca tinha pensado anteriormente. Enquanto ele falava da idade da Terra e seus eventos, eu pensava&#8230; Mois&eacute;s, no Cap&iacute;tulo Primeiro do G&ecirc;nesis descreve a Cria&ccedil;&atilde;o na sequ&ecirc;ncia: luz e trevas, firmamento e &quot;&aacute;guas&quot;, terras e mares e reino vegetal, sistema solar, reino animal, e finalmente o homem. A menos do terceiro e quarto &quot;dias da Cria&ccedil;&atilde;o&quot;, a ordem &eacute; perfeita. E foi pensada h&aacute; quantos anos atr&aacute;s? 6.000? N&atilde;o &eacute; impressionante? At&eacute; o erro na ordem parece proposital. Como poderia ele chegar a essa conclus&atilde;o naquele est&aacute;gio cultural se a ci&ecirc;ncia s&oacute; mais recentemente chegou a esse conhecimento?</p>
<p>Eu especulo. Ele teve uma locu&ccedil;&atilde;o interior, uma proje&ccedil;&atilde;o astral e foi informado pelo &quot;futuro&quot;. Pirei?</p>
<p>De que outra maneira poderia Mois&eacute;s perceber essas coisas se at&eacute; h&aacute; pouco tempo atr&aacute;s a Terra ainda era uma bolacha?</p>
<p>E mais, se h&aacute; esp&iacute;ritos ou consci&ecirc;ncias, como queira, mais avan&ccedil;adas umas que as outras &#8211; eu tamb&eacute;m acredito nisso &#8211; ent&atilde;o h&aacute; faixas et&aacute;rias diferentes. E se h&aacute; comunica&ccedil;&atilde;o entre essas idades exist&ecirc;nciais diferentes, ent&atilde;o o Tempo n&atilde;o &eacute; linear. Com Big-Bang e tudo o mais, inclusive os limites externo e interno deste universo e de todos os outros que podem existir. Isso quer dizer que o Tempo &eacute; estrutural. Ou seja, O Princ&iacute;pio se confunde com o Fim.</p>
<p>E olha a&iacute; S&atilde;o Jo&atilde;o, no Apocalipse&#8230; &quot;Eu sou o Alfa e o &Ocirc;mega, o Princ&iacute;pio e o Fim&quot;. </p>
<p>E ainda mais incr&iacute;vel que desde Mois&eacute;s, imaginar, fazer imagens de Deus, j&aacute; era considerado um erro. At&eacute; mencionar Seu nome era proibido. </p>
<p>Esse Tabu &eacute; fascinante&#8230; </p>
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	<item>
		<title>By: Thiago Leite</title>
		<link>http://teianeuronial.com/tabu/comment-page-1/#comment-496</link>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 15:04:34 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;#comment-491&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;@AmBAr&lt;/a&gt;,&lt;/b&gt; a qual Deus voc&#234; atribui o amor? Eros ou Dioniso? O Deus de Jesus &#233; amoroso de modo geral, mas o Deus do Velho Testamento &#233; irasc&#237;vel, aguerrido, vingativo, justiceiro. 
 
Estes dois aspectos opostos ainda sobrevivem nas representa&#231;&#245;es da divindade no Cristianismo. Mesmo que uma pesquisa do tipo sugerida por voc&#234; geralmente obtenha respostas como &quot;paz, amor, altru&#237;smo e perd&#227;o&quot;, os discursos do dia-a-dia dessas pessoas revelam no&#231;&#245;es de justi&#231;a divina, condena&#231;&#227;o dos pecados, reprova&#231;&#227;o de certos h&#225;bitos etc. 
 
Acreditar na paz, no amor, na toler&#226;ncia etc. prescinde da necessidade de crer numa entidade que represente esses valores. Existem religi&#245;es ate&#237;stas (como algumas correntes do Budismo) e existem at&#233; crist&#227;os ateus (&lt;a href=&quot;http://atheism.about.com/od/bookreviews/fr/ReligWithoutGod.htm&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;clique neste link e veja esta resenha&lt;/a&gt;). 
 
Concordo que h&#225; situa&#231;&#245;es em que devemos ser diplom&#225;ticos e dizer que acreditamos em certas coisas. Mas &#233; preciso muito tato ao lidar com anci&#227;os b&#234;bados... :P 
 
Uma vez eu fui visitar uma amiga e, enquanto esperava por ela numa parada de &#244;nibus, um casal evang&#233;lico parou para perguntar alguma coisa e ent&#227;o come&#231;aram a dizer que eu tinha jeito de quem cria em Deus etc. Ao chegar minha amiga, tamb&#233;m &quot;atestaram&quot; que ela era como eu, crente, uma pessoa boa e por ai vai. Nem eu nem ela discordamos, mas tamb&#233;m n&#227;o afirmamos nada, apenas sorrimos amigavelmente. 
 
&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;#comment-492&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;@Benjamin&lt;/a&gt;,&lt;/b&gt; sim, afirmei que esp&#237;ritos com identidade individual existem, embora eu prefira n&#227;o usar esse termo. 
 
H&#225; consci&#234;ncias em variados n&#237;veis de evolu&#231;&#227;o. Talvez haja uma consci&#234;ncia mais avan&#231;ada, talvez haja um grupo dessas consci&#234;ncias. Mas entendo que elas chegaram l&#225; por um processo evolutivo e n&#227;o considero t&#227;o certo assim que elas tenham criado o universo nem que sejam onipresentes, oniscientes nem onipotentes, embora suas percep&#231;&#245;es e poderes devam ser extraordinariamente incompreens&#237;veis para a maioria de n&#243;s. 
 
N&#227;o acho que essas consci&#234;ncias tenham muito a ver com a maior parte das concep&#231;&#245;es te&#237;stas. Prefiro descartar a palavra deus. Imagino que uma consci&#234;ncia extremamente avan&#231;ada n&#227;o tem necessidade de ser bajulada, de receber ora&#231;&#245;es, de ser mistificada nem mitificada, de punir e recompensar de acordo com regras caprichosas que s&#243; ela entende. </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><b><a href="#comment-491" rel="nofollow">@AmBAr</a>,</b> a qual Deus voc&ecirc; atribui o amor? Eros ou Dioniso? O Deus de Jesus &eacute; amoroso de modo geral, mas o Deus do Velho Testamento &eacute; irasc&iacute;vel, aguerrido, vingativo, justiceiro.</p>
<p>Estes dois aspectos opostos ainda sobrevivem nas representa&ccedil;&otilde;es da divindade no Cristianismo. Mesmo que uma pesquisa do tipo sugerida por voc&ecirc; geralmente obtenha respostas como &quot;paz, amor, altru&iacute;smo e perd&atilde;o&quot;, os discursos do dia-a-dia dessas pessoas revelam no&ccedil;&otilde;es de justi&ccedil;a divina, condena&ccedil;&atilde;o dos pecados, reprova&ccedil;&atilde;o de certos h&aacute;bitos etc.</p>
<p>Acreditar na paz, no amor, na toler&acirc;ncia etc. prescinde da necessidade de crer numa entidade que represente esses valores. Existem religi&otilde;es ate&iacute;stas (como algumas correntes do Budismo) e existem at&eacute; crist&atilde;os ateus (<a href="http://atheism.about.com/od/bookreviews/fr/ReligWithoutGod.htm" rel="nofollow">clique neste link e veja esta resenha</a>).</p>
<p>Concordo que h&aacute; situa&ccedil;&otilde;es em que devemos ser diplom&aacute;ticos e dizer que acreditamos em certas coisas. Mas &eacute; preciso muito tato ao lidar com anci&atilde;os b&ecirc;bados&#8230; <img src='http://teianeuronial.com/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Uma vez eu fui visitar uma amiga e, enquanto esperava por ela numa parada de &ocirc;nibus, um casal evang&eacute;lico parou para perguntar alguma coisa e ent&atilde;o come&ccedil;aram a dizer que eu tinha jeito de quem cria em Deus etc. Ao chegar minha amiga, tamb&eacute;m &quot;atestaram&quot; que ela era como eu, crente, uma pessoa boa e por ai vai. Nem eu nem ela discordamos, mas tamb&eacute;m n&atilde;o afirmamos nada, apenas sorrimos amigavelmente.</p>
<p><b><a href="#comment-492" rel="nofollow">@Benjamin</a>,</b> sim, afirmei que esp&iacute;ritos com identidade individual existem, embora eu prefira n&atilde;o usar esse termo.</p>
<p>H&aacute; consci&ecirc;ncias em variados n&iacute;veis de evolu&ccedil;&atilde;o. Talvez haja uma consci&ecirc;ncia mais avan&ccedil;ada, talvez haja um grupo dessas consci&ecirc;ncias. Mas entendo que elas chegaram l&aacute; por um processo evolutivo e n&atilde;o considero t&atilde;o certo assim que elas tenham criado o universo nem que sejam onipresentes, oniscientes nem onipotentes, embora suas percep&ccedil;&otilde;es e poderes devam ser extraordinariamente incompreens&iacute;veis para a maioria de n&oacute;s.</p>
<p>N&atilde;o acho que essas consci&ecirc;ncias tenham muito a ver com a maior parte das concep&ccedil;&otilde;es te&iacute;stas. Prefiro descartar a palavra deus. Imagino que uma consci&ecirc;ncia extremamente avan&ccedil;ada n&atilde;o tem necessidade de ser bajulada, de receber ora&ccedil;&otilde;es, de ser mistificada nem mitificada, de punir e recompensar de acordo com regras caprichosas que s&oacute; ela entende. </p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Benjamin Bee</title>
		<link>http://teianeuronial.com/tabu/comment-page-1/#comment-492</link>
		<dc:creator>Benjamin Bee</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 14:57:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://teianeuronial.com/?p=1125#comment-492</guid>
		<description>Thiago, vc disse: 
 
&quot;Considero, por exemplo, que as manifesta&#231;&#245;es da consci&#234;ncia humana extrapolam os 5 sentidos do corpo f&#237;sico, que podemos nos manifestar fora desse mesmo corpo (o que se conhece como proje&#231;&#227;o astral, experi&#234;ncia fora do corpo ou proje&#231;&#227;o da consci&#234;ncia), que faz sentido que cada um de n&#243;s tenha tido outras vidas e ter&#225; outras no futuro...&quot; 
 
Isso me parece querer afirmar que o esp&#237;rito existe, estou certo? Esp&#237;rito com identidade individual. 
 
&quot;... e que nesse processo estamos evoluindo, cada um, para uma condi&#231;&#227;o cada vez mais avan&#231;ada.&quot; 
 
O que tamb&#233;m parece querer dizer que h&#225; indiv&#237;duos-esp&#237;ritos mais avan&#231;ados que outros. &#201; isso? 
 
Ent&#227;o, n&#227;o haveria de existir um mais avan&#231;ado entre todos?  
 
Estou sendo muito primitivo na considera&#231;&#227;o? </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Thiago, vc disse:</p>
<p>&quot;Considero, por exemplo, que as manifesta&ccedil;&otilde;es da consci&ecirc;ncia humana extrapolam os 5 sentidos do corpo f&iacute;sico, que podemos nos manifestar fora desse mesmo corpo (o que se conhece como proje&ccedil;&atilde;o astral, experi&ecirc;ncia fora do corpo ou proje&ccedil;&atilde;o da consci&ecirc;ncia), que faz sentido que cada um de n&oacute;s tenha tido outras vidas e ter&aacute; outras no futuro&#8230;&quot;</p>
<p>Isso me parece querer afirmar que o esp&iacute;rito existe, estou certo? Esp&iacute;rito com identidade individual.</p>
<p>&quot;&#8230; e que nesse processo estamos evoluindo, cada um, para uma condi&ccedil;&atilde;o cada vez mais avan&ccedil;ada.&quot;</p>
<p>O que tamb&eacute;m parece querer dizer que h&aacute; indiv&iacute;duos-esp&iacute;ritos mais avan&ccedil;ados que outros. &Eacute; isso?</p>
<p>Ent&atilde;o, n&atilde;o haveria de existir um mais avan&ccedil;ado entre todos? </p>
<p>Estou sendo muito primitivo na considera&ccedil;&atilde;o? </p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: AmBAr Amarelo</title>
		<link>http://teianeuronial.com/tabu/comment-page-1/#comment-491</link>
		<dc:creator>AmBAr Amarelo</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 14:21:24 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://teianeuronial.com/?p=1125#comment-491</guid>
		<description>Deus &#233; Amor. 
 
Pergunte aleatoriamente a uma pessoa na rua o que &#233; Deus, o que significa Jesus, Maria e etc... 
Resumidamente ir&#225; significar amor, altru&#237;smo, perd&#227;o, etc.. 
 
Para mim, se o conte&#250;do das cren&#231;as dessas pessoas se resume a isso, est&#225; &#243;timo :) 
 
E eu n&#227;o diria para uma pessoa dessas que n&#227;o acredito nesses preceitos (ou em seu Deus que indiretamente representa esses preceitos). 
 
Digo que acredito s&#243; para agrada-lo. 
 
Uma vez que um senhor de idade (aparentemente b&#234;bado) me abordou numa parada de &#244;nibus e perguntou qual era minha religi&#227;o. Eu rapidamente raciocinei que para acabar logo com o assunto e n&#227;o criar pol&#234;mica, seria melhor dizer que era crist&#227;o. O senhor ent&#227;o passou os 30 minutos em que esperei o &#244;nibus detonando a religi&#227;o crist&#227;. Fico imaginando o que aconteceria se eu tivesse dito que era Ateu ou Agn&#243;stico :) </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Deus &eacute; Amor.</p>
<p>Pergunte aleatoriamente a uma pessoa na rua o que &eacute; Deus, o que significa Jesus, Maria e etc&#8230;</p>
<p>Resumidamente ir&aacute; significar amor, altru&iacute;smo, perd&atilde;o, etc..</p>
<p>Para mim, se o conte&uacute;do das cren&ccedil;as dessas pessoas se resume a isso, est&aacute; &oacute;timo <img src='http://teianeuronial.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>E eu n&atilde;o diria para uma pessoa dessas que n&atilde;o acredito nesses preceitos (ou em seu Deus que indiretamente representa esses preceitos).</p>
<p>Digo que acredito s&oacute; para agrada-lo.</p>
<p>Uma vez que um senhor de idade (aparentemente b&ecirc;bado) me abordou numa parada de &ocirc;nibus e perguntou qual era minha religi&atilde;o. Eu rapidamente raciocinei que para acabar logo com o assunto e n&atilde;o criar pol&ecirc;mica, seria melhor dizer que era crist&atilde;o. O senhor ent&atilde;o passou os 30 minutos em que esperei o &ocirc;nibus detonando a religi&atilde;o crist&atilde;. Fico imaginando o que aconteceria se eu tivesse dito que era Ateu ou Agn&oacute;stico <img src='http://teianeuronial.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  </p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Thiago Leite</title>
		<link>http://teianeuronial.com/tabu/comment-page-1/#comment-489</link>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2009 12:48:13 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;#comment-482&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;@Samuel&lt;/a&gt;,&lt;/b&gt; n&#227;o s&#243; temos medo de assumir as diferen&#231;as (ou ao menos as diferen&#231;as consideradas como dentro do espectro do aceit&#225;vel), mas temos medo do que &#233; estranho, do que pode abalar a ordem confort&#225;vel das coisas. Aqueles que recriminam de modo fan&#225;tico as atitudes subversivas dos outros est&#225; reiterando a nega&#231;&#227;o das subvers&#245;es que existem dentro de si mesmo. 
 
&#201; claro que, mesmo quando j&#225; superamos essa condi&#231;&#227;o resignada, tamb&#233;m h&#225; o medo de perder o debate. Ainda vivemos numa cultura que preza o individualismo e a honra pessoal, onde cada um (especialmente os homens) &#233; exortado a ser &#237;ntegro e defender o que pensa sem dar o bra&#231;o a torcer. 
&lt;blockquote&gt;leituras, pensamentos e discuss&#245;es solit&#225;rias, e conversas com pessoas com opini&#245;es comportamentos e conceitos diferentes tem me mostrado um mundo totalmente novo, o qual eu n&#227;o me permitia ver.&lt;/blockquote&gt; 
Pois &#233;, da&#237; a jornada n&#227;o p&#225;ra nunca. :) </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><b><a href="#comment-482" rel="nofollow">@Samuel</a>,</b> n&atilde;o s&oacute; temos medo de assumir as diferen&ccedil;as (ou ao menos as diferen&ccedil;as consideradas como dentro do espectro do aceit&aacute;vel), mas temos medo do que &eacute; estranho, do que pode abalar a ordem confort&aacute;vel das coisas. Aqueles que recriminam de modo fan&aacute;tico as atitudes subversivas dos outros est&aacute; reiterando a nega&ccedil;&atilde;o das subvers&otilde;es que existem dentro de si mesmo.</p>
<p>&Eacute; claro que, mesmo quando j&aacute; superamos essa condi&ccedil;&atilde;o resignada, tamb&eacute;m h&aacute; o medo de perder o debate. Ainda vivemos numa cultura que preza o individualismo e a honra pessoal, onde cada um (especialmente os homens) &eacute; exortado a ser &iacute;ntegro e defender o que pensa sem dar o bra&ccedil;o a torcer.</p>
<blockquote><p>leituras, pensamentos e discuss&otilde;es solit&aacute;rias, e conversas com pessoas com opini&otilde;es comportamentos e conceitos diferentes tem me mostrado um mundo totalmente novo, o qual eu n&atilde;o me permitia ver.</p></blockquote>
<p>Pois &eacute;, da&iacute; a jornada n&atilde;o p&aacute;ra nunca. <img src='http://teianeuronial.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  </p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Thiago Leite</title>
		<link>http://teianeuronial.com/tabu/comment-page-1/#comment-485</link>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 14:11:36 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://teianeuronial.com/?p=1125#comment-485</guid>
		<description>&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;#comment-481&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;@Fernando&lt;/a&gt;,&lt;/b&gt; a Sociologia e a Antropologia mostram que os universais humanos t&#234;m a ver com as especificidades materiais do &lt;i&gt;Homo sapiens.&lt;/i&gt; O estruturalismo do antrop&#243;logo Claude L&#233;vi-Strauss mostra isso. Recomendo, a prop&#243;sito, a leitura de &lt;i&gt;As Estruturas Antropol&#243;gicas do Imagin&#225;rio,&lt;/i&gt; de Gilbert Durand, uma leitura agrad&#225;vel e esclarecedora. 
 
Certamente as cren&#231;as de povos n&#227;o-humanos t&#234;m aspectos fundamentalmente diferentes das nossas. Mas mesmo assim deve haver algo em comum... 
 
Essa ideia de conceber um evento com repercuss&#245;es universais &#233; genial. E remonta a alguns epis&#243;dios da hist&#243;ria humana em que um povo ou grupo de povos se unificou e elegeu uma divindade comum para representar essa unifica&#231;&#227;o. Isso ocorreu entre os babil&#244;nicos, com a consagra&#231;&#227;o do deus Marduk, e, provavelmente, foi o que deu origem ao monote&#237;smo b&#237;blico (vide a ensaio &lt;i&gt;Mois&#233;s e o Monote&#237;smo,&lt;/i&gt; de Sigmund Freud, onde ele se revela um historiador em potencial). 
 
Essas especula&#231;&#245;es s&#227;o um meio interessante de desenvolver a mente cient&#237;fica e d&#227;o muito pano para manga na cria&#231;&#227;o de narrativas e universos ficcionais. Mas tamb&#233;m &#233; interessante a experimenta&#231;&#227;o de t&#233;cnicas para expandir a manifesta&#231;&#227;o consciencial e averiguar at&#233; onde tudo isso faz sentido e/ou se aplica na pr&#225;tica.... </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><b><a href="#comment-481" rel="nofollow">@Fernando</a>,</b> a Sociologia e a Antropologia mostram que os universais humanos t&ecirc;m a ver com as especificidades materiais do <i>Homo sapiens.</i> O estruturalismo do antrop&oacute;logo Claude L&eacute;vi-Strauss mostra isso. Recomendo, a prop&oacute;sito, a leitura de <i>As Estruturas Antropol&oacute;gicas do Imagin&aacute;rio,</i> de Gilbert Durand, uma leitura agrad&aacute;vel e esclarecedora.</p>
<p>Certamente as cren&ccedil;as de povos n&atilde;o-humanos t&ecirc;m aspectos fundamentalmente diferentes das nossas. Mas mesmo assim deve haver algo em comum&#8230;</p>
<p>Essa ideia de conceber um evento com repercuss&otilde;es universais &eacute; genial. E remonta a alguns epis&oacute;dios da hist&oacute;ria humana em que um povo ou grupo de povos se unificou e elegeu uma divindade comum para representar essa unifica&ccedil;&atilde;o. Isso ocorreu entre os babil&ocirc;nicos, com a consagra&ccedil;&atilde;o do deus Marduk, e, provavelmente, foi o que deu origem ao monote&iacute;smo b&iacute;blico (vide a ensaio <i>Mois&eacute;s e o Monote&iacute;smo,</i> de Sigmund Freud, onde ele se revela um historiador em potencial).</p>
<p>Essas especula&ccedil;&otilde;es s&atilde;o um meio interessante de desenvolver a mente cient&iacute;fica e d&atilde;o muito pano para manga na cria&ccedil;&atilde;o de narrativas e universos ficcionais. Mas tamb&eacute;m &eacute; interessante a experimenta&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas para expandir a manifesta&ccedil;&atilde;o consciencial e averiguar at&eacute; onde tudo isso faz sentido e/ou se aplica na pr&aacute;tica&#8230;. </p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Thiago Leite</title>
		<link>http://teianeuronial.com/tabu/comment-page-1/#comment-483</link>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 09:50:43 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://teianeuronial.com/?p=1125#comment-483</guid>
		<description>Ol&#225;, &lt;b&gt;&lt;a href=&quot;#comment-480&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;@Fernando&lt;/a&gt;.&lt;/b&gt; 
 
O soci&#243;logo &#201;mile Durkheim escreveu, em &lt;i&gt;As Formas Elementares da Vida Religiosa,&lt;/i&gt; que as religi&#245;es t&#234;m exatamente esse papel que voc&#234; citou: dar coes&#227;o aos grupos humanos, um sentimento de pertencimento. Por&#233;m, isso n&#227;o depende exatamente da cren&#231;a numa divindade (monote&#237;smo) ou em v&#225;rias (polite&#237;smo). H&#225; religi&#245;es ate&#237;stas, como &#233; o caso de algumas correntes do Budismo. O que, segundo Durkheim, as religi&#245;es t&#234;m em comum &#233; a no&#231;&#227;o do dualismo &lt;i&gt;sagrado/profano.&lt;/i&gt; 
 
Quando a cren&#231;a na divindade est&#225; presente, temos o que voc&#234; disse. Os deuses s&#227;o representa&#231;&#245;es de figuras de autoridade, como o pai e a m&#227;e, o rei, o chefe de Estado, a celebridade do mundo do entretenimento... 
 
Sobre as rea&#231;&#245;es extremadas, elas ocorrem sempre que h&#225; fundamentalismo, seja na religi&#227;o ou em qualquer outra cren&#231;a n&#227;o religiosa (como na Pol&#237;tica, por exemplo). Os ateus que &quot;sentem nojo&quot; das manifesta&#231;&#245;es religiosas est&#227;o na mesma que os crist&#227;os que fazem o sinal da cruz quando veem o capeta. Uma das coisas, ali&#225;s, que acho inapropriadas &#233; um tipo de piada ate&#237;sta que zomba da intelig&#234;ncia dos crentes, como aquela da cruz que emperra o funcionamento do c&#233;rebro. </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ol&aacute;, <b><a href="#comment-480" rel="nofollow">@Fernando</a>.</b></p>
<p>O soci&oacute;logo &Eacute;mile Durkheim escreveu, em <i>As Formas Elementares da Vida Religiosa,</i> que as religi&otilde;es t&ecirc;m exatamente esse papel que voc&ecirc; citou: dar coes&atilde;o aos grupos humanos, um sentimento de pertencimento. Por&eacute;m, isso n&atilde;o depende exatamente da cren&ccedil;a numa divindade (monote&iacute;smo) ou em v&aacute;rias (polite&iacute;smo). H&aacute; religi&otilde;es ate&iacute;stas, como &eacute; o caso de algumas correntes do Budismo. O que, segundo Durkheim, as religi&otilde;es t&ecirc;m em comum &eacute; a no&ccedil;&atilde;o do dualismo <i>sagrado/profano.</i></p>
<p>Quando a cren&ccedil;a na divindade est&aacute; presente, temos o que voc&ecirc; disse. Os deuses s&atilde;o representa&ccedil;&otilde;es de figuras de autoridade, como o pai e a m&atilde;e, o rei, o chefe de Estado, a celebridade do mundo do entretenimento&#8230;</p>
<p>Sobre as rea&ccedil;&otilde;es extremadas, elas ocorrem sempre que h&aacute; fundamentalismo, seja na religi&atilde;o ou em qualquer outra cren&ccedil;a n&atilde;o religiosa (como na Pol&iacute;tica, por exemplo). Os ateus que &quot;sentem nojo&quot; das manifesta&ccedil;&otilde;es religiosas est&atilde;o na mesma que os crist&atilde;os que fazem o sinal da cruz quando veem o capeta. Uma das coisas, ali&aacute;s, que acho inapropriadas &eacute; um tipo de piada ate&iacute;sta que zomba da intelig&ecirc;ncia dos crentes, como aquela da cruz que emperra o funcionamento do c&eacute;rebro. </p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Samuel</title>
		<link>http://teianeuronial.com/tabu/comment-page-1/#comment-482</link>
		<dc:creator>Samuel</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 01:12:22 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://teianeuronial.com/?p=1125#comment-482</guid>
		<description>Acho que algumas vezes temos medo de parecer diferentes, outras vezes temos medo de n&#227;o ter argumentos fortes o suficiente que &#039;garantam&#039; a nossa opini&#227;o(mesmo que tenhamos uma certeza inconciente, e talvez cega), sobre algum tema, no fim das contas... existe, pelo menos em mim, muitas vezes um certo medo de n&#227;o estar certo... o que no fim das contas &#233; uma coisa que n&#227;o deveria acontecer, mas acontece e est&#225; ligado ao meu jeito de ser. 
Eu tenho confrontado uma s&#233;rie de convic&#231;&#245;es, comportamentos, e pr&#233; conceitos, que por muito tempo eu conservei sem a menor preocupa&#231;&#227;o. O fato &#233; que leituras, pensamentos e discuss&#245;es solit&#225;rias, e conversas com pessoas com opini&#245;es comportamentos e conceitos diferentes tem me mostrado um mundo totalmente novo, o qual eu n&#227;o me permitia ver. 
Pra mim... o amadurecimento vem em grande parte da&#237;, do confrontamento de id&#233;ias, de ver que o mundo n&#227;o &#233; s&#243; seu e sim uma colcha de retalhos composto por milh&#245;es de cabe&#231;as diferentes.  
O importante pra mim nessa colcha toda &#233; respeitar a opini&#227;o do outro, e isso pra mim &#233; exatamente o que vc disse aqui: 
&quot;... e discutir abertamente seus pontos de vista, flexibilizando-se a novas experi&#234;ncias e novas perspectivas, sem as no&#231;&#245;es preconcebidas de que &#8220;&#233; preciso mostrar ao outro que eu estou certo&quot; 
 
Valeu por oferecer a todos mais um momento de reflex&#227;o por aqui. 
Agrade&#231;o a Deus, aos Deuses, Deusas, e seres em estados avan&#231;ados de compreens&#227;o e sabedoria =D </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que algumas vezes temos medo de parecer diferentes, outras vezes temos medo de n&atilde;o ter argumentos fortes o suficiente que &#039;garantam&#039; a nossa opini&atilde;o(mesmo que tenhamos uma certeza inconciente, e talvez cega), sobre algum tema, no fim das contas&#8230; existe, pelo menos em mim, muitas vezes um certo medo de n&atilde;o estar certo&#8230; o que no fim das contas &eacute; uma coisa que n&atilde;o deveria acontecer, mas acontece e est&aacute; ligado ao meu jeito de ser.</p>
<p>Eu tenho confrontado uma s&eacute;rie de convic&ccedil;&otilde;es, comportamentos, e pr&eacute; conceitos, que por muito tempo eu conservei sem a menor preocupa&ccedil;&atilde;o. O fato &eacute; que leituras, pensamentos e discuss&otilde;es solit&aacute;rias, e conversas com pessoas com opini&otilde;es comportamentos e conceitos diferentes tem me mostrado um mundo totalmente novo, o qual eu n&atilde;o me permitia ver.</p>
<p>Pra mim&#8230; o amadurecimento vem em grande parte da&iacute;, do confrontamento de id&eacute;ias, de ver que o mundo n&atilde;o &eacute; s&oacute; seu e sim uma colcha de retalhos composto por milh&otilde;es de cabe&ccedil;as diferentes. </p>
<p>O importante pra mim nessa colcha toda &eacute; respeitar a opini&atilde;o do outro, e isso pra mim &eacute; exatamente o que vc disse aqui:</p>
<p>&quot;&#8230; e discutir abertamente seus pontos de vista, flexibilizando-se a novas experi&ecirc;ncias e novas perspectivas, sem as no&ccedil;&otilde;es preconcebidas de que &ldquo;&eacute; preciso mostrar ao outro que eu estou certo&quot;</p>
<p>Valeu por oferecer a todos mais um momento de reflex&atilde;o por aqui.</p>
<p>Agrade&ccedil;o a Deus, aos Deuses, Deusas, e seres em estados avan&ccedil;ados de compreens&atilde;o e sabedoria =D </p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Fernando Aoki, o sla</title>
		<link>http://teianeuronial.com/tabu/comment-page-1/#comment-481</link>
		<dc:creator>Fernando Aoki, o sla</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 23:55:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://teianeuronial.com/?p=1125#comment-481</guid>
		<description>...Como voc&#234; p&#244;de acompanhar no di&#225;rio do meu antigo personagem, o Alma de A&#231;o, eu elaborei uma esp&#233;cie de rascunho de cosmogonia muito parecido com um samba do crioulo doido: afinal de contas, meu viajante espacial vai encontrar ra&#231;as alien&#237;genas, e n&#227;o &#233; nada razo&#225;vel culturas diferentes florescendo em mundos diferentes terem cren&#231;as convergentes numa divindade comum... 
 
&#201;, n&#227;o deveria, exceto se voc&#234; cria um evento megaloman&#237;aco que deu fim a uma guerra entre civiliza&#231;&#245;es planet&#225;rias, capitaneado por um tipo de entidade com aqueles famosos superpoderes de gibi de super-her&#243;i, cujo sacrif&#237;cio final n&#227;o apenas acaba com o grande antagonista como tamb&#233;m inicia uma lenda milenar sobre uma divindade guerreira que desce ao conv&#237;vio dos homens para salv&#225;-los do grande MAL que amea&#231;ava acabar com toda a vida civilizada. Obviamente nem todo mundo caiu nessa conversa, mas considerando que o fim daquela guerra deu in&#237;cio a uma grande coliga&#231;&#227;o de civiliza&#231;&#245;es chamada Uni&#227;o Planet&#225;ria, e que os quatro mundos mais presentes aos eventos tornaram-se os grandes mandat&#225;rios dessa coliga&#231;&#227;o, espalhando principalmente sua ideologia e suas cren&#231;as, a influ&#234;ncia dessa lenda &#233; enorme. 
 
Acrescente-se ao caldo uma vis&#227;o termodin&#226;mica de universo e energias espirituais (a quantidade de energia no Universo &#233; tremenda e incalcul&#225;vel, mas &#233; FIXA. Da&#237;, se voc&#234; tem energia em a&#231;&#227;o - vida - e energia potencial - morte. A soma das quantidades tem que ser CONSTANTE. Se tem muita gente viva no universo, a quantidade de mortos esperando sua vez de voltarem como seres vivos &#233; pequena. Se a quantidade de pessoas vivas &#233; menor do que as pessoas mortas, ent&#227;o tem uma quantidade de energia vital esperando para renascer novamente.) 
 
O problema do conceito de energias recicl&#225;veis girando na roda da vida e da morte &#233; que, ao contr&#225;rio do hindu&#237;smo e do Budismo e das seitas que pregam o ciclo de reencarna&#231;&#245;es, a alma, a identidade do indiv&#237;duo, e principalmente seu karma de a&#231;&#245;es boas e m&#225;s, s&#227;o, nesta MINHA concep&#231;&#227;o FICCIONAL uma esp&#233;cie de atributo da coletividade, ou seja, os egos s&#227;o meio que desfeitos na morte numa grande sopa de energia, e os elementos recombinados aleatoriamente formando novos egos, o que invalidaria todo o sentido da vida, do p&#243;s-vida com puni&#231;&#227;o aos &#237;mpios e recompensa aos justos, a quest&#227;o da mem&#243;ria das pessoas que existiram uma vez perdurarem na lembran&#231;a dos vivos, especialmente das celebridades que alcan&#231;am o status de figuras hist&#243;rias. 
 
Confesso que esta hip&#243;tese, embora pare&#231;a coerente do ponto de vista de trocas energ&#233;ticas, &#233; bastante desesperan&#231;osa, embora participar do karma coletivo da humanidade (ou no caso, das v&#225;rias e distintas &quot;humanidades&quot;, senci&#234;ncias alien&#237;genas diversas) seja visto por muitas religi&#245;es como uma d&#225;diva e um presente &#224; divindade criadora.  
 
Sei que &#233; um exerc&#237;cio interessante de especula&#231;&#227;o ficcional, e meu temor &#233; come&#231;ar a acreditar nessa hip&#243;tese &quot;libert&#225;ria por W.O.&quot;, ou seja, destro&#231;ando o ego da pessoa depois de morta, o indiv&#237;duo n&#227;o mais existe como ente &#250;nico, e n&#227;o pode ser objeto de castigos como exige a moral crist&#227; pela paga aos pecados cometidos. Belo jeito de me livrar desse peso, espero que quando estiver prestes a morrer eu tenha a hombridade de n&#227;o mudar de id&#233;ia e querer me arrepender dos pecados de &#250;ltima hora! </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230;Como voc&ecirc; p&ocirc;de acompanhar no di&aacute;rio do meu antigo personagem, o Alma de A&ccedil;o, eu elaborei uma esp&eacute;cie de rascunho de cosmogonia muito parecido com um samba do crioulo doido: afinal de contas, meu viajante espacial vai encontrar ra&ccedil;as alien&iacute;genas, e n&atilde;o &eacute; nada razo&aacute;vel culturas diferentes florescendo em mundos diferentes terem cren&ccedil;as convergentes numa divindade comum&#8230;</p>
<p>&Eacute;, n&atilde;o deveria, exceto se voc&ecirc; cria um evento megaloman&iacute;aco que deu fim a uma guerra entre civiliza&ccedil;&otilde;es planet&aacute;rias, capitaneado por um tipo de entidade com aqueles famosos superpoderes de gibi de super-her&oacute;i, cujo sacrif&iacute;cio final n&atilde;o apenas acaba com o grande antagonista como tamb&eacute;m inicia uma lenda milenar sobre uma divindade guerreira que desce ao conv&iacute;vio dos homens para salv&aacute;-los do grande MAL que amea&ccedil;ava acabar com toda a vida civilizada. Obviamente nem todo mundo caiu nessa conversa, mas considerando que o fim daquela guerra deu in&iacute;cio a uma grande coliga&ccedil;&atilde;o de civiliza&ccedil;&otilde;es chamada Uni&atilde;o Planet&aacute;ria, e que os quatro mundos mais presentes aos eventos tornaram-se os grandes mandat&aacute;rios dessa coliga&ccedil;&atilde;o, espalhando principalmente sua ideologia e suas cren&ccedil;as, a influ&ecirc;ncia dessa lenda &eacute; enorme.</p>
<p>Acrescente-se ao caldo uma vis&atilde;o termodin&acirc;mica de universo e energias espirituais (a quantidade de energia no Universo &eacute; tremenda e incalcul&aacute;vel, mas &eacute; FIXA. Da&iacute;, se voc&ecirc; tem energia em a&ccedil;&atilde;o &#8211; vida &#8211; e energia potencial &#8211; morte. A soma das quantidades tem que ser CONSTANTE. Se tem muita gente viva no universo, a quantidade de mortos esperando sua vez de voltarem como seres vivos &eacute; pequena. Se a quantidade de pessoas vivas &eacute; menor do que as pessoas mortas, ent&atilde;o tem uma quantidade de energia vital esperando para renascer novamente.)</p>
<p>O problema do conceito de energias recicl&aacute;veis girando na roda da vida e da morte &eacute; que, ao contr&aacute;rio do hindu&iacute;smo e do Budismo e das seitas que pregam o ciclo de reencarna&ccedil;&otilde;es, a alma, a identidade do indiv&iacute;duo, e principalmente seu karma de a&ccedil;&otilde;es boas e m&aacute;s, s&atilde;o, nesta MINHA concep&ccedil;&atilde;o FICCIONAL uma esp&eacute;cie de atributo da coletividade, ou seja, os egos s&atilde;o meio que desfeitos na morte numa grande sopa de energia, e os elementos recombinados aleatoriamente formando novos egos, o que invalidaria todo o sentido da vida, do p&oacute;s-vida com puni&ccedil;&atilde;o aos &iacute;mpios e recompensa aos justos, a quest&atilde;o da mem&oacute;ria das pessoas que existiram uma vez perdurarem na lembran&ccedil;a dos vivos, especialmente das celebridades que alcan&ccedil;am o status de figuras hist&oacute;rias.</p>
<p>Confesso que esta hip&oacute;tese, embora pare&ccedil;a coerente do ponto de vista de trocas energ&eacute;ticas, &eacute; bastante desesperan&ccedil;osa, embora participar do karma coletivo da humanidade (ou no caso, das v&aacute;rias e distintas &quot;humanidades&quot;, senci&ecirc;ncias alien&iacute;genas diversas) seja visto por muitas religi&otilde;es como uma d&aacute;diva e um presente &agrave; divindade criadora. </p>
<p>Sei que &eacute; um exerc&iacute;cio interessante de especula&ccedil;&atilde;o ficcional, e meu temor &eacute; come&ccedil;ar a acreditar nessa hip&oacute;tese &quot;libert&aacute;ria por W.O.&quot;, ou seja, destro&ccedil;ando o ego da pessoa depois de morta, o indiv&iacute;duo n&atilde;o mais existe como ente &uacute;nico, e n&atilde;o pode ser objeto de castigos como exige a moral crist&atilde; pela paga aos pecados cometidos. Belo jeito de me livrar desse peso, espero que quando estiver prestes a morrer eu tenha a hombridade de n&atilde;o mudar de id&eacute;ia e querer me arrepender dos pecados de &uacute;ltima hora! </p>
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