Palavras incestuosas

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Inês me contou que, quando fez o curso Teoria e Prática da Autopesquisa, uma professora pareceu constrangida ao abordar o tema sexo na frente do filho, que também era aluno no curso. A voz da professora, segundo a narradora da história, quase não saiu, e ela se apressou a pular para o próximo tópico. É tão forte o tabu do sexo nas relações familiares, em muito especial na relação entre pais/mães e filhas/filhos, que provoca situações de enorme constrangimento não só para os protagonistas de um determinado incidente, mas para quem o presencia.

Minha monografia de graduação, por exemplo, que defendi em 2004, disserta sobre a derivação psíquica comum de dois tipos de desejos que em nossa cultura são antagônicos: o desejo sexual de um homem por uma mulher e o amor do filho pela mãe. Minha mãe assistiu à minha defesa, e da minha parte não houve qualquer constrangimento para tratar desse assunto na frente dela, que se sentou na primeira fileira de carteiras da sala, bem diante de mim, que fiquei em pé ao apresentar meu trabalho.

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Objeto Neuronial 002

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Resolvemos experimentar uma periodicidade semanal para as tirinhas Objeto Neuronial, colocando-as no ar aos domingos (certo, certo, estou publicando na segunda-feira, mas vou tentar ser mais pontual).

Apresentamos a personagem Leda, nome que significa alegre e tem o mesmo radical de ledice, derivado do latim Laetitia, que em português se lê Letícia e era o nome de uma deusa romana que personificava a alegria. A história é baseada em fatos reais e você pode vê-la também no blog Objeto Obscuro.

Leda