Rambo e Goku natalenses

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Do Museu de Tudo – Quanto maiores e mais caóticas as cidades, maiores são as possibilidades de inadequação, assim como são mais variados os subterfúgios para safar-se dessa onda massacrante de confusão cotidiana. Por isso, personagens como Goku e Rambo de Natal são, em certa altura, compreensíveis.

Se a um primeiro olhar mais precipitado as pessoas sentem a necessidade de tratar essas figuras que têm ganhado espaço nas ruas de Natal e nas redes sociais como loucos é porque, provavelmente, não convivem ou já se perderam em meio ao caos urbano. Ninguém veste roupa de super-herói e sai às ruas gratuitamente: esses rapazes fazem aquilo a que a cidade os obriga: surtar para não surtar. Não é à toa que os personagens escolhidos são heróis que marcaram gerações: não há ninguém vestido de Bento XVI ou de Neil Armstrong, porque a distância que a fantasia estabelece da realidade é peça fundamental para que a primeira adentre a segunda e provoque o efeito desejado.

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