Solaris e as dimensões da vida

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Spoilers! Este texto contém relevações sobre uma obra de ficção. Se você ainda não a viu e não quer estragar a surpresa, pare agora a leitura.

O romanceSolaris, escrito em 1961 pelo escritor polonês Stanislaw Lem, extrapola a um nível incomum dentro da Ficção Científica o complicado tema do contato entre espécies alienígenas.

Solaris é um planeta que gira ao redor de duas estrelas (sistema binário) e se mantém numa órbita regular devido à misteriosa ação de um oceano que cobre a maior parte da superfície do astro. Sem essa ação, as forças físicas fariam com que a órbita não se mantivesse constante, e vários estudos levam pesquisadores e cientistas a considerar que o oceano é um organismo vivo.

O caso Solaris levou, desde a descoberta do planeta pelos humanos, à constituição de uma escola acadêmica cujos membros ficaram conhecidos como solaristas. Ao longo de décadas, muitos pesquisadores de diversas áreas se reuniram numa estação flutuante construída para esse fim, e uma extensa produção científica tentou “desvendar os mistérios” do oceano e, especialmente, encontrar um meio de se comunicar com ele.

A trama do livro tem início já na decadência dos estudos solaristas. A estação de Solaris, outrora fartamente povoada de ávidos pesquisadores, hoje só conta com três melancólicos cientistas (Gibarian, Snow e Sartorius) que aguardam a chegada do psicólogo Kris Kelvin. Este se depara com uma desolação, descobre que seu mestre Gibarian morreu recentemente e os sobreviventes estão atormentados. Após alguma sondagem, Kelvin começa a ser assombrado pela presença de um clone (aparentemente surgido do nada) de sua falecida esposa suicida.

Os outros habitantes da estação também são assombrados por fantasmas, recriações físicas do oceano, que de alguma forma sondou as mentes dos cientistas e “trouxe à vida” pessoas ligadas a eles por algum forte laço emocional. A história se desenvolve com as tentativas do grupo para destruir os “fantasmas” (possuidores de incomum invulnerabilidade), o dilema de Kelvin, que gostaria de manter viva sua “esposa” Rheya, tudo permeado pelas leituras que o psicólogo empreende dos livros disponíveis na estação, mostrando ao leitor uma recapitulação da história dos solaristas e suas teorias.

Essa recapitulação começa com as primeiras teorizações sobre a natureza do oceano de Solaris, mostrando uma luta constante dos cientistas para enquadrar a estranha forma de vida nos padrões conhecidos pela Ciência, a frustração desse empreendimento intelectual, as mortes decorrentes da investigação in loco do oceano e a decadência dos estudos solaristas, que passaram a ser simplesmente descritivos.

O que é um ser vivo?

Lem criou uma situação extrema que poderia, grosso modo, ser comparada à relação entre um elefante e um formigueiro. As formigas que caminham sobre o joelho dianteiro de um elefante talvez não percebam que estão em cima de um animal, e dificilmente o paquiderme perceberá tão pequenos insetos sobre sua grossa pele. A diferença nas dimensões e tamanho é um obstáculo, quase um entrave, para a comunicação entre humanos e o oceano planetário, para o qual aqueles são ínfimos, pouco mais que grãos de poeira trazidos pelos ventos cósmicos.

Ao mesmo tempo, há uma diferença descomunal de escala entre elefante/formigas e oceano/humanos. Essa discrepância é tamanha que a história dá a entender que o simples fato de o oceano sondar os pensamentos dos humanos (por meios totalmente inexplicados no livro e plenamente irrelevantes para os propósitos de Lem) o faz gerar certas ressonâncias que são praticamente idênticas às imagens nas mentes dos minúsculos (por que não dizer microscópicos, na visão do oceano) primatas que passeiam em sua superfície.

No período que Kelvin passa na estação de Solaris, ele lê vários livros, enciclopédias, manuscritos e panfletos, apresentando ao leitor o longo e complexo histórico dos estudos e pesquisas sobre o oceano. A trajetória científica dos solaristas é um dos elementos mais importantes do livro e apresenta toda a reflexão de Lem a respeito da problemática do contato entre seres alienígenas.

A princípio, os solaristas não cogitaram a possibilidade de o oceano ter vida. No mundo real, ao buscar sinais de vida extraterrestres, projetos como o SETI (Search for Extra-Terrestrial Inteligence – Busca por Inteligência Extraterrestre) deveria esperar situações inusitadas, como encontrar seres vivos que, para os padrões humanos ou terrestres, não são facilmente reconhecíveis como tais.

Esse é o tema do episódio O Demônio na Escuridão (The Devil in the Dark – série clássica de Star Trek, 1ª temporada, 25º episódio), em que os equipamentos da tripulação da Enterprise, que têm a capacidade de detectar sinais de vida, não conseguem perceber uma criatura suja estrutura molecular é baseada em silício e não em carbono.

Como se comunicar com um alienígena?

A situação extrema de incomunicabilidade pode nos fazer pensar na relação entre o ser humano e outros animais terrestres. Humanos conseguem “enganar” outros animais através de artimanhas dos sentidos, fazendo-os “acreditar” que estão diante de um membro de sua espécie (quando na verdade se trata de um boneco), levando-os à morte numa vela ou lâmpada (insetos “atraídos” à luz por um erro de percepção). O ser humano se aproveita de um conhecimento mais profundo sobre a realidade e do fato de os outros animais  terrestres não possuírem esse conhecimento para domesticá-los, promovendo erros de percepção e induzindo-os a certos comportamentos.

Assim, do mesmo modo que uma mariposa, “achando” que está seguindo os raios paralelos da luz da Lua, dá voltas ao redor de uma vela e acaba se queimando, o oceano de Solaris, ao sondar (conscientemente ou não) o comportamento e pensamentos dos humanos, produz formas e cores que os hipnotizam e os levam a ser engolidos pelo gigantesco mar.

Do mesmo modo que através do cheiro, da textura, da cor e de sons de um boneco se consegue fazer um animal agir como se estivesse diante de um indivíduo de sua espécie, Solaris (conscientemente ou não), ao “pensar” sobre as coisas que sonda nas mentes dos humanos, acaba fazendo brotar no ar cópias de pessoas conhecidas por aqueles homens. Estes, a princípio, ficam em dúvida sobre a natureza das pessoas que vêm assombrá-los, e só não são totalmente enganados porque estão preparados, pela experiência e pala formação científica,  para desconstruir a ideia de que uma pessoa tenha voltado à vida e tenha misteriosamente aparecido num planeta a anos-luz de distância da Terra.

Essa incomunicabilidade é ainda tão extrema ao ponto de se tornar imprevisível o comportamento do oceano, devido à impossibilidade de os humanos saberem as consequências de seus atos, não podendo prever como suas pesquisas afetam o gigantesco ser vivo, que às vezes parece amigável, outras vezes age hostilmente, e muitas vezes parece ignorá-los completamente.

Humanos, humanoides e animais estranhos

A “alienigenidade” é geralmente abordada nas histórias de Ficção Científica apenas no nível da exoticidade. Os ETs são “humanoides” (inspirados nos próprios humanos que os concebem) na maioria dos casos, às vezes indistinguíveis (como Kal-El/Clark Kent/Super-Homem e seus conterrâneos kryptonianos), mas geralmente com pequenas e sutis diferenças (variações de textura/cor da pele, nos pêlos – ausência ou abundância -, altura e/ou musculatura, protuberâncias em locais específicos do corpo, formas e cores dos olhos, presença ou ausência de nariz ou orelhas etc.), mas quase sempre apresentando cabeça, tronco e membros, em tudo imagem e semelhança daquilo que os humanos consideram mais fundamental na identificação de um “ser vivo” “inteligente”.

As histórias costumam ser alegorias da relação entre humanos de diferentes etnias/culturas (a maioria dos episódios de Jornada nas Estrelas), e em casos extremos entre humanos e animais irracionais (como na franquia Alien). Solaris vai muito além dessas perspectivas, trazendo para as especulações sobre vida extraterrestres problemas possíveis e verossímeis que poderemos enfrentar em contatos interplanetários.

Será que o oceano de Solaris é um ser vivo? Ele não existe como uma realidade “biológica” diferente de qualquer coisa que consideraríamos viva no planeta Terra? Existirá um limite para a investigação humana sobre a vida alienígena, tendo em vista desafios do tipo Solaris? Estaremos prontos para assumir o papel de cobaia investigada quando nos encontrarmos diante de uma espécie ou civilização muito mais complexa e avançada do que a nossa?

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Eram os Deuses Astronautas?

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Provavelmente não. Mas é fácil pensar que sim. O olhar contemporâneo antropocêntrico, eurocêntrico, enfim, etnocêntrico, interpreta as manifestações de outras culturas e épocas segundo seus próprios parâmetros e experiências. Por isso, quando Erich von Däniken pergunta “eram os deuses astronautas?”, é preciso abordar a questão de forma crítica e despojada das pré-noções de quem se atreve a investigar esse tema.

A primeira vez que me deparei com Eram os Deuses Astronautas? foi com uma velha edição de capa verde do meu pai, e este me causou a impressão de que era uma obra impressionante, que revelava uma realidade perturbadora sobre nossos passado e origem. Não cheguei a ler o livro na época. Mas há poucos anos adquiri uma edição nova e, mais interessado do que nunca sobre qualquer tema relacionado a extraterrestres, li o livro rapidamente, sem sentir o impacto que normalmente os leitores dizem sentir.

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Coleção de sinapses 13

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Esta semana, jogadores de video games descobriram que têm sonhos mais criativos do que os outros, vimos logomarcas muito criativas, enquanto Diderot fala da falta de criatividade dos usuários da internet. Os Thundercats disseram Hello! num crossover engraçadinho e alguns posters cinematográficos voltaram aos anos 60 num crossover temporal.

Uma artista usa a Ótica para recriar obras de arte e o Estatuto da Igualdade Racial foi recriado e aprovado. O Cinema e a Antropologia nunca mais foram os mesmos depois de Rouch e a Literatura nunca mais foi a mesma depois de Saramago. Vimos belas imagens do espaço, descobrimos que as noções de espaço e número surgem muito cedo na infância humana e o trauma de infância de Bruce Wayne dá ensejo a 2 fan films excelentes do Batman.

Video Gamers Can Control Dreams, Study Suggests – LiveScience

Pela minha própria experiência de “gamer”, sei que os jogos eletrônicos ajudam a melhorar o campo visual. Sempre joguei video game, desde os 8 ou 9 anos de idade, e, depois que tive sérias complicações na visão, passei a jogar certos jogos que exigiam mais atenção visual, o que me ajudou a enxergar melhor. Também noto que tenho muita facilidade de lidar com sonhos perturbadores e de perceber, durante o sono, que são sonhos.

Golada de 50 logos inspiradores – Design on the Rocks

Misturar imagens, imagens com letras e letras com letras exige muita imaginação e criatividade. Eis um bom exercício de percepção e inventividade. Dá vontade de sair inventando logos…

Logos criativas e inspiradoras

Blog do Diderot – Blogs do Além

Li este “blog” quando estava me questionando sobre a dispersão causada pela enorme quantidade de informação encontrada na internet e como ela afeta a capacidade de criar novos conteúdos. Simplesmente o tempo disponível para escrever fica reduzidíssimo se nos deixarmos levar pelos infinitos hyperlinks. O efeito colateral que sinto é que, quando estou escrevendo um novo texto para a Teia, tenho a impressão de estar perdendo novas notícias que aparecem o tempo todo na internet…

Hello Thunderkitties – Flickr

Acho legal todo crossover bem feito. Aqui vemos como o estilo e a forma são essenciais para caracterizar certos personagens. O aspecto ferino e heroico dos Thundercats se perde quase totalmente nessas imagens, assim como a Hello Kitty! perderia sua fofura se fosse desenhada no estilo dos Gatos do Trovão.

Posters de filmes atuais ao estilo noir – Getro

Da mesma forma que os crossovers fazem perder certos aspectos de ambos os universos cruzados, colocar um filme contemporâneo num cartaz dos anos 60 mostra uma disparidade. A forma dos cartazes dos anos 60 já diziam muita coisa sobre a concepção de Cinema da época, assim como os dos anos 90-00 são uma forma de sentir antecipadamente seus filmes correspondentes.

Timothy Lin

When spools of thread become ART-masterpieces by Devorah Sperber – Yatzer

Vejam o vídeo no link e confiram o processo de criação das obras de Devorah Sperber. É um trabalho mental fenomenal, que mexe com as percepções, a Ótica a formação de imagens mentais. É extrapolar a experiência visual.

Devorah Sperber

Senadores aprovam Estatuto da Igualdade Racial, mas retiram cotas – Correio Braziliense

Esse Estatuto tem dado o que falar entre militantes dos movimentos sociais e acadêmicos das Ciências Humanas. Só o tempo dirá se as mudanças feitas na proposta inicial do senador Paulo Paim serão suficientes para não caracterizar o Brasil como uma nação racializada e para realmente servir na luta contra o racismo. Em breve, um post mais detalhado…

O legado realista de Jean Rouch – Tribuna do Norte

O olhar do cineasta pode revelar muito do seu etnocentrismo. Ao combinar o uso da câmera com um olhar antropológico, Rouch dá novas perspectivas não apenas aos aos seus colegas, mas também aos cientistas sociais.

NASA Astronauts on Extraterrestrial Life – The Daily Galaxy

Pena que não há mais informações a respeito. Mas que é intrigante, isso é…

Morre o escritor português José Saramago – O Globo

Saramago revolucionou a literatura da língua portuguesa não apenas com novas abordagens de conteúdo, temática e narrativas, mas também na forma, abolindo exclamações e interrogações, por exemplo, e estendendo os parágrafos por páginas e páginas… Só li dele O Evangelho Segundo Jesus Cristo e uns techos do último, Caim, e foi suficiente para sentir que ele fará falta. Vou tentar escrever algo sobre o escritor português nos próximos dias.

Image of the Day -The Mysterious Beauty of a Supernova Embryo – The Daily Galaxy

Image of the Day: Galaxy X – The Daily Galaxy

Image of the Day: A Brilliant Island Universe -How Many Twin Earths Exist Here? – The Daily galaxy

Image of the Day: Red Monster of the Milky Way – The Daily Galaxy

Como disse meu amigo Dyego, “imagens do espaço rule”!

NGC 4725

NGC 253

V385 Carinae

New Study Shows Human Infants Grasp Number, Space and Time Concepts – The Daily Galaxy

Novas descobertas sobre a cognição humana. Noções matemáticas de quantidade e espaço aparecem desde muito cedo no desenvolvimento humano. Somos mais espertos do que muitas vezes queremos admitir.

Veja agora fan film incrível de Batman! – Jovem Nerd News

Dois curtas muito bem feitos com o Homem-Morcego, feitos por um estúdio amador com qualidade nada amadora. Foram bem fiéis ao espírito dos quadrinhos, tanto na construção da trama (especialmente no segundo vídeo) quanto na exemplar caracterização dos personagens (com destaque para o Coringa).


CITY OF SCARS
Enviado por Batinthesun. – Temporadas completas e episódios inteiros online

Coleção de sinapses 12

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Estas semana revisitamos o tema das cotas raciais numa pesquisa controversa sobre seus danos, visitamos um berçário de estrelas numa viagem cósmica, fomos ao planeta Marte e ao satélite Titã procurar sinais de vida, encontramos vida em Mos Eisley num anúncio da Adidas e constatamos que tanta informação em tão pouco tempo dispersa alguns atributos cognitivos como a atenção.

Encontramos criatividade numa mesa de colo para notebooks e em alguns logos que escondem símbolos de forma criativa. Carl Sagan nos mostra como descobrir ou estimar a quantidade de civilizações na galáxia e voltamos à questão racial com uma pergunta: a “raça” é incompatível com o individualismo? Se os golfinhos têm uma resposta, ainda nos é desconhecida…

Pesquisa mostra danos das cotas raciais – O Globo (via Ministério do Planejamento)

O fato de grande parte dos cotistas não alcançar a nota mínima para entrar na Universidade não é de surpreender. Grande parte dos não-cotistas também não alcança essa nota. Por isso outras coisas é que acho que há um problema na concepção da ideia de cotas raciais no Ensino Superior. Mas sobre isso me delongarei em outro post…

cartazes modernos com um toque retro – obvious

O estilo do ilustrador Tom Whalen é muito criativo, como se vê nos dois exemplos abaixo. Veja outros trabalhos dele no link, com cartazes recriados num estilo “retrô” que mistura influências dos quadrinhos e do cinema hollywoodiano.

Image of the Day: The Ghostly Beauty of a Dark Globule & Star Birth – The Daily Galaxy

Um berçário de estrelas, é o que diz a fonte. Será que dá para ver coisas assim numa viagem interplanetária, da maneira que os tripulantes da Enterprise veem?

Berço de estrelas

“ExoMars” -Europe’s Robotic 2018 Mission to Search for Life on Mars – The Daily Galaxy

New NASA Mars Discovery: Evidence of an Ancient Environment Favorable for Life – The Daily Galaxy

Is there Life on Saturn’s Moon,Titan? NASA Asks… – The Daily Galaxy

A busca por sinais de vida no Sistema Solar continua. Nada de homenzinhos verdes em Marte, é claro, mas se sabe agora que o planeta vermelho já teve um ambiente que parece ter sido favorável à vida. Já em Titã, um dos satélites de Saturno, a química flerta com a bioquímica e talvez encontremos uma forma de vida orgânica não-carbônica… ainda, ainda, ainda esperar para ver…

Vote na Teia Neuronial – Prêmio Top Blog

A Teia Neuronial está participando do Prêmio Top Blog na categoria Cultura. Se você gosta, curte, admira, acha legal e quer contribuir, vote na Teia pelo link acima ou por um dos dois links que estão na barra lateral do site. Obrigado e volte sempre.

adidas Originals – Star Wars™ Cantina 2010 – YouTube

Para quem se lembra bem da cena em Mos Eisley do primeiro filme de Guerra nas Estrelas, essa propaganda é muito bem-feita e criativa, com umas celebridades interagindo no mesmo ambiente filmado em 1977.

Excesso de informações provocado pelo avanço da tecnologia altera capacidade de concentração – O Globo

Se você está lendo isso e ao mesmo tempo está ouvindo um podcast, conversando com sua mãe no MSN, regando sua fazenda na Colheita Feliz, twittando sobre o gol da Coreia do Norte contra o Brasil e baixando filmes piratas no µTorrent… já notou alguma dificuldade de ler um livro durante alguns minutos? Eu já. E essa matéria me deixou preocupado…

P.S.: Minha mãe não usa MSN e não jogo Colheita Feliz. Vai, Coreia!

Mesa de colo – Pino

Uma invenção pertinente, baseada numa necessidade contemporânea. Só não vou usar isso para não destruir ainda mais minha coluna vertebral (quem é alto e tem a visão ruim sabe do que estou falando).

25 logos bem legais com símbolos escondidos – Design on the Rocks

A aplicação dos conceitos das artes plásticas na publicidade dão origem a belas obras de arte, como essas logomarcas que abusam das lacunas dos grafemas ocidentais, que os tornam parecidos com certas imagens ou que deixam espaços em branco que podem ser interpretados como símbolos. Um bom exercício de criatividade. Um dia eu ainda faço uma logo nesse estilo para a Teia Neuronial.

Will the Mysteries of the Universe Fuel a New Religion? A Galaxy Insight: Sagan, Hawking, Dawkins – The Daily Galaxy

Talvez venha a surgir alguma religião “baseada na Ciência”… Surpreende-me a afirmação de Dawkins de que ele é um “não-crente religioso”… Deste link eu destaco o vídeo abaixo, em que o astrônomo Carl Sagan demonstra a famigerada Equação de Drake, que calcula a quantidade provável de planetas com vida inteligente na galáxia.

‘Raça e Destino’ – O Globo

Um argumento lúcido sobre a questão identitária racial brasileira. A instauração de “raças” nos moldes que estão sendo pensados por uma parcela do Movimento Negro cria a ilusão de que há um conjunto de desejos, aspirações e potecialidades inerentes a cada uma das “raças” (“negros”, “brancos”…). Isso é um meio de minar a diversidade inerente a cada conjunto de pessoas arbitrariamente englobados numa “raça”. Se se quer mesmo ir adiante com as políticas voltadas a “raças”, é preciso ter muito cuidado com como se usa esse conceito.

Dolphin Speak -A Language of Infinite Complexity & Sophistication – The Daily Galaxy

Bem, como já disse em post anterior, fascinam-me muito os cetáceos, especialmente os golfinhos. Eles talvez saibam mais sobre a vida, o universo e tudo mais do que imaginamos. Espero que consigamos um dia nos comunicar com eles, seria um imenso aprendizado para nossa espécie.

Contatos imediatos – parte 2

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Em Contatos imediatos – parte 1, comentei algumas observações de Stephen Hawking a respeito da probabilidade da existência de seres vivos extraterrestres e das possibilidades de sua natureza. É improvável que a Terra seja o único astro da galáxia a ter vida, e é possível que esta se manifeste de várias formas.

Dando continuidade aos meus comentários ensaísticos sobre as observações de Hawking (retiradas diretamente de um post do site The Daily Galaxy), faço mais algumas especulações sobre as probabilidades e possibilidades da vida extraterrestre, de esta vida vir a desenvolver inteligência e de esta inteligência assumir várias naturezas, reportando-me a referências da Ficção Científica e da Antropologia.

Hawking certa vez questionou:

What are the chances that we will encounter some alien form of life, as we explore the galaxy?

[…] there ought to be many other stars, whose planets have life on them. Some of these stellar systems could have formed 5 billion years before the Earth. So why is the galaxy not crawling with self-designing mechanical or biological life forms?

[Quais são as chances de nós encontrarmos alguma forma de vida alienígena quando estivermos explorando a galáxia?

[…] deve haver muitas outras estrelas cujos planetas tenham vida. Alguns desses sistemas estelares podem ter se formado 5 bilhões de anos antes da Terra. Então por que a galáxia não está infestada por formas de vida mecânicas ou biológicas autoprojetadas?]

Boa pergunta. Mas uma coisa que me vem à mente é o tamanho dos seres vivos da Terra, minúsculos em comparação com o tamanho dos astros. Já os astros são minúsculos em comparação com a quantidade de espaço vazio que existe na Via Láctea. Se houver um planeta habitado em cada constelação, destes apenas alguns teriam forma de vida inteligente, e destes apenas alguns teriam alcançado a Era Espacial, e destes só uns poucos conseguiriam viajar a uma velocidade com que valesse a pena explorar outras constelações.

Outra variável a ser considerada no “cálculo” acima é a sobrevivência dos extraterrestres antes de poderem fazer viagens interplanetárias. Se seres inteligentes chegarem a um ponto semelhante ao que chegamos na Terra, arriscando-se a exaurir os recursos naturais de seu planeta, eles podem vir a destruir seu mundo, e provavelmente não os encontraremos vivos.

Assim, a probabilidade de criaturas minúsculas vagando em tanto espaço vazio se encontrarem é também bem reduzida. E nós nem sabemos com certeza ainda se iremos um dia realmente viajar na velocidade da luz ou dobrando o espaço.

A pequenina nave espacial Discovery perdida na imensidão do espaço; análogo a um átomo, o Sistema Solar é, na maior parte, espaço vazio (a distância entre o Sol e os planetas está fora de escala - eles são bem mais espaçados -, mas os tamanhos estão)

A pequenina nave espacial Discovery perdida na imensidão do espaço; análogo a um átomo, o Sistema Solar é, na maior parte, espaço vazio (a distância entre o Sol e os planetas está fora de escala – eles são bem mais espaçados -, mas os tamanhos estão na escala correta)

Apenas com uma tecnologia capaz de detectar numa determinada seção tridimensional do espaço qualquer objeto do tamanho de um ônibus espacial ou maior poderia resolver esse problema (afinal, detectar com radar um jato no céu é uma coisa, mas detectar uma nave espacial no espaço sideral é bem diferente… ou não?). Como não sei se essa tecnologia existe, não sei se seria tão fácil assim ver uma nave se aproximando da Terra, se ela tiver o tamanho, por exemplo, da Discovery.

I discount suggestions that UFO’s contain beings from outer space. I think any visits by aliens, would be much more obvious, and probably also, much more unpleasant.

[Eu descarto as sugestões de que os ÓVNIs contenham seres do espaço sideral. Acho que quaisquer visitas de alienígenas seriam muito mais óbvias e, provavelmente, muito mais desagradáveis.]

Talvez sim, talvez não. Talvez nós precisássemos de muito tempo observando e avaliando um planeta habitado antes de aterrissar, se chegássemos a encontrar um. Há muitos possíveis riscos, como doenças desconhecidas que podem ser mortais (que foi a causa da ruína dos marcianos em A Guerra dos Mundos), plantas e/ou animais cujos corpos são venenosos para certos visitantes do espaço, ou até mesmo uma reação violenta e intolerante por parte dos nativos.

Dito isso, podemos imaginar que, se alguns dos ÓVNIs avistados da Terra são naves extraterrestres, seus tripulantes tomariam essas mesmas precauções antes de pousar na superfície terráquea. Isso sem considerar uma ou outra espécie com tendências mais arredias ou paranoicas. Isso tudo explicaria porque é tão difícil ver ETs na superfície terrestre.

Por outro lado, possíveis problemas técnicos por parte dos tripulantes extraterrestres já deveriam ter ocasionado alguma aparição mais evidente, no meio de uma cidade populosa, por exemplo. No entanto, essas aparições, se em alguns casos forem mesmo alienígenas do espaço, acontecem na zona rural ou em locais ermos, sem grande concentração populacional humana, e as testemunhas sempre são escassas.

Porém, quase todos os relatos impactantes conhecidos de pessoas que dizem que viram e/ou encontraram extraterrestres são envoltos em mistério e confusão, além de serem abafados pelas autoridades militares. O ET de Varginha foi visto por um militar, que deu um depoimento à mídia, mas pouco tempo depois desmentiu tudo o que disse à mesma mídia.

Uma outra possibilidade para a dificuldade da obviedade de um encontro com uma espécie extraterrestre é ela ser composta de matéria num estado sutil ou em outra dimensão, ou ainda serem muito pequenos. Pode ser até que nem consideremos os alienígenas como seres vivos, e os confundamos com robôs (como no filme O Milagre Veio do Espaço) ou até com naves espaciais (como no primeiro episódio de Jornada nas Estrelas: A Nova Geração).

 

O Milagre veio do Espaço

No filme O Milagre veio do Espaço, humanos conhecem uma forma de vida não-orgânica, que mais nos parecem robôs

What is the explanation of why we have not been visited? One possibility is that the argument, about the appearance of life on Earth, is wrong. Maybe the probability of life spontaneously appearing is so low, that Earth is the only planet in the galaxy, or in the observable universe, in which it happened. Another possibility is that there was a reasonable probability of forming self reproducing systems, like cells, but that most of these forms of life did not evolve intelligence.

[Qual é a explicação para nós não termos sido visitados? Uma possibilidade é que o argumento sobre a aparição da vida na Terra está errado. Talvez a probabilidade de a vida aparecer espontaneamente seja tão baixa que a Terra é o único planeta na galáxia, ou no Universo visível, no qual isso aconteceu. Outra possibilidade é que houve uma razoável probabilidade de se formarem sistemas autorreprodutivos, como células, mas que a maioria dessas formas de vida não desenvolveu inteligência.]

Essa é uma possibilidade que temos que considerar. Porém, em termos puramente físicos, astronômicos e bioquímicos, alguns cientistas, como Carl Sagan, concordam que é improvável, pelas dimensões do Universo, que não exista vida fora da Terra. Mas que essa vida tenha evoluído para um estágio de inteligência como a conhecemos na Terra, ou até superior a ela, é uma outra possibilidade.

It took a very long time, two and a half billion years, to go from single cells to multi-cell beings, which are a necessary precursor to intelligence. This is a good fraction of the total time available, before the Sun blows up. So it would be consistent with the hypothesis, that the probability for life to develop intelligence, is low. In this case, we might expect to find many other life forms in the galaxy, but we are unlikely to find intelligent life.

[Levou muito tempo, dois e meio bilhões de anos, para células simples evoluírem para seres pluricelulares, que é um precursor necessário para a inteligência. Esta é uma boa fração do tempo total disponível antes que o Sol exploda. Então isso seria consistente com a hipótese de que a probabilidade da vida desenvolver inteligência é baixa. Neste caso, deveríamos esperar encontrar muitas outras formas de vida na galáxia, mas é improvável que encontremos vida inteligente.]

Nós temos um conceito de vida muito restrito aos parâmetros terráqueos, àquilo que conhecemos na superfície do terceiro planeta do Sistema Solar. E temos padrões mais restritos ainda para o que concebemos como vida inteligente.

A vida celular foi o que vingou na Terra, e talvez não houvesse muitas outras possibilidades neste ambiente. Mas o vírus é uma forma de vida não-celular, que talvez tivesse mais possibilidades de diferenciação num planeta diferente, e talvez até viesse a evoluir e alcançar o status de vida inteligente em outras paragens do Cosmos.

A vida pluricelular também deve ter sido o mais adequado para as condições deste planeta. Mas  não seria possível que, em determinadas condições, uma espécie unicelular evoluísse de modo a crescer mais e mais, se diferenciando cada vez mais em suas organelas e assumindo uma forma macroscópica com um sistema interno próprio ao desenvolvimento da inteligência? O sistema neurológico é a única estrutura que a natureza poderia ter encontrado para desenvolver cérebros?

Toda essa especulação vai no sentido de vislumbrar uma forma de vida com inteligência da maneira como entendemos esta. Por mais que façamos abstrações, a cognição humana pode ser apenas uma de inúmeras possibilidades.

A organização do pensamento humano tem uma especificidade que advém da peculiaridade da experiência do Homo sapiens. Grande parte da forma como o ser humano representa o mundo, o compreende e o interpreta é resultado de um modo peculiar de percebê-lo e de interagir com ele. É o que mostra Gilbert Durand no livro As Estruturas Antropológicas do Imaginário: aprender a se erguer e caminhar nos faz valorizar e desvalorizar de uma certa forma as noções de cima e baixo, de subida e descida; o impulso e o ato de comer e a sexualidade nos fazem entender de uma certa maneira nossa animalidade e os conceitos de dentro e fora. A especificidade dos sentidos humanos também influenciam essas valorizações, de modo que, por exemplo, a luz se torna um conceito/imagem extremamente importante nas metáforas sobre o conhecimento do mundo, já que a visão é um dos, se não o mais, sentidos mais importantes do Homo sapiens.

Uma espécie sem visão, que pautasse a maior parte de suas percepções do mundo na audição, por exemplo, da forma como um morcego “enxerga” (e da forma como o super-herói Demolidor (Daredevil), da Marvel, “vê”, usando uma audição aguçadíssima), poderia construir o entendimento (interessantemente, o verbo entender é cognato do francês entendre, que significa “ouvir”) do mundo com base em metáforas que incluem a ideia de voz, de música, de melodia, e poderia, ao invés de textos para serem lidos, gravarem seus conhecimentos em meios auditivos. Como deve ser a cognição de um rapaz cego que se localiza no espaço através de ecolocalização, se a compararmos com o pensar de uma uma pessoa vidente?

Além disso, se buscarmos as variações da própria espécie humana, veremos como às vezes é difícil traduzir os modos de pensar de povos com cultura diferente da nossa. Essa tentativa de compreender a linguagem, o pensamento, a cosmologia e a cultura do outro é o principal esforço das obras etnográficas de autores como Bronislaw Malinowski, Ruth Benedict, Claude Lévi-Strauss e todos os antropólogos que viveram entre alienígenas e escreveram sobre suas experiências.

Se muitas vezes é preciso ficar imerso na cultura do outro humano por um bom período até se entender seu modo de viver e pensar, imaginemos como seria hercúleo o esforço para compreender a cultura de uma espécie nascida num planeta diferente, com composição química diferente, aparência diferente, modos de se comunicar diferentes.

Ora, demoramos tanto tempo para descobrir uma fração da inteligência dos golfinhos, uma das espécies mais inteligentes no planeta Terra. Douglas Adams, em O Guia do Mochileiro das Galáxias, mostra de forma bem-humorada como é difícil uma espécie chegar a compreender a inteligência de outra. Na história, os golfinhos, a segunda espécie mais inteligente da Terra (antes dos humanos,a terceira, e depois dos ratos), sabiam que a Terra estava prestes a ser destruída, mas não conseguiram avisar os humanos, que interpretaram sua mensagem como piruetas divertidas. Vejam o trecho inicial do filme inspirado no livro:

Podemos então vislumbrar espécies extraterrestres tão díspares daquilo que consideramos vida inteligente que teríamos dificuldade até de reconhecer que são inteligentes, como a criatura de silício encontrada por Kirk e Spock, descrita na primeira parte deste texto. Assim, qualquer primeiro contato entre duas espécies inteligentes está sujeita a muitos mal-entendidos.

Esse foi o tema de um episódio da série televisiva Babylon 5, em que a origem da guerra entre humanos e minbari é explicada: em seu primeiro contato, uma nave humana encontrou uma nave minbari, cujos tripulantes ativaram as armas da nave, que para eles é um sinal de respeito (algo como tirar a espada da bainha e pô-la no chão, significando a intenção de não entrar em conflito). Os humanos interpretaram o gesto como uma ofensiva, e teve início um longo conflito.

Há assim muitos motivos para ter cautela nos contatos com extraterrestres, e sobre isso me delongarei na próxima parte de Contatos Imediatos.

Continua...

Continua…

Coleção de sinapses 1

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Esta semana a atriz Demi Moore ajudou um twitteiro a desistir do suicídio, mas o CQC não desistiu de desmascarar a corrupção existente na Educação Pública do interior de São Paulo. Quanto à corrupção na Igreja Católica, muitas crianças continuam sendo abusadas sexualmente e sacerdotes continuam impunes.

O que não continuou impune foi a Conjuntura de Poincaré, resolvida por um matemático russo que recusou o prêmio pelo feito. O que ainda não está resolvida é a existência de vida extraterrestre, que poderia haver em Titã, lua de Saturno. Quanto à vida na Terra, biólogos tentam conciliar o Evolucionismo com a visão cristã do mundo. E da vida de Leonard Nimoy, só sei que deveria ser longa e próspera…

Demi Moore evita suicídio de fã pela segunda vez – Jovem Nerd News

O Twitter e tantas outras ferramentas virtuais, redes sociais e afins, têm potencial para servir como meio de as pessoas encontrarem apoio para sua solidão e sofrimento. Não se pode negar que, com mais possibilidade de interação social, há mais chances de encontrar alguém disposto a dar consolo a quem precisa.

CQC – PROTESTE JÁ 22/03 – TV de Barueri – Sem censura (em 5 partes) – YouTube

Se o Jornalismo brasileiro ousasse mais, como o faz o pessoal do Custe o Que Custar – CQC, talvez a vergonha pública de dirigentes corruptos os obrigasse a cumprir com suas obrigações para com a população atendida por seus serviços, pelo que todos nós pagamos.

“X-Woman” Discovered -Shared Ancestry with Neanderthals and Modern Humans – The Daily Galaxy

Não seria de surpreender encontrar outras espécies do gênero Homo convivendo além do sapiens e do neanderthalensis, antes do primeiro ter subsistido ao outro. E também não seria surpresa encontrar muitos casos de híbridos entre as duas raças, pois são geneticamente compatíveis. É bem provável, aliás, que os humanos contemporâneos, que constituem uma só raça, seja resultado da mistura de mais de uma subespécie antiga.

Charge: A Igreja e a Padrefilia – Blog do Joaquim Monteiro

A Igreja e os que fazem parte de sua dirigência têm enorme poder acumulado e muitos recursos para não deixar que seus crimes abalem suas estruturas. A ICAR está aí firme e forte, depois dos horrores das Cruzadas e da Inquisição. Já passou da hora de mudanças radicais, de quebrar o tabu de se mexer com os representantes de Deus na Terra e puni-los como cidadãos com deveres iguais aos de qualquer outro. O problema é que cada país onde há padres pedófilos há uma legislação diferente, mas os Direitos Humanos Universais devem prevalecer para proteger as vítimas.

debaixo da torre eiffel – obvious

Eu me pergunto se monsieur Eiffel já tinha previsto o efeito de se olhar sua Torre de um ângulo não-convencional.

mac vs pc – obvious

Eu sinto essa diferença até entre meu notebook com Windows e meu iPod Touch. As coisas da Microsoft não são fluidas, parecem gambiarras muito bem disfarçadas. Os produtos da Apple, por outro lado, só surpreendem mesmo quando travam, o que, no caso do meu iPod, só aconteceu uma vez até hoje e nem houve prejuízo.

Russo resolve problema de matemática e ganha 1 milhão de dólares – Jovem Nerd News

O engraçado disso tudo é que há um episódio de Jornada nas Estrelas: a Nova Geração (cuja história se passa no século XXIV) em que o capitão Jean-Luc Picard está tentando resolver a tal Conjuntura de Poincaré, até então insolúvel. Felizmente, podemos tratar o universo de Star Trek como uma realidade alternativa à nossa e não uma previsão do que vai acontecer de fato. Afinal, na storyline da série, a Terra da década de 90 do século XX foi dominada por vários ditadores sobre-humanos nascidos da eugenia, como o famigerado Khan Noonien Singh.

Life on Saturn’s Titan: Could It be Methane Based? – The Daily Galaxy

A ficção científica já especulou muito sobre a possibilidade de vida em condições diferentes da Terra, tanto em termos de temperatura, pressão e clima quanto dos elementos presentes no planeta candidato a fazer brotar vida. Mas uma coisa que me deixa intrigado no caso de um satélite natural é que seu movimento de translação ao redor do planeta combinado com o de revolução ao redor do Sol produz uma órbita que talvez deixe as condições de luz e temperatura instáveis demais. No caso da Terra, temos um ciclo circadiano relativamente contante, que permite a existência de seres vivos que vivem um ritmo estável de atividade e repouso. Entretanto, condições diferentes destas poderiam produzir criaturas com ciclos bem excêntricos em relação aos nossos, porém possíveis.

If ET Calls, Who Speaks For Humanity? – The Daily Galaxy

Muito boa a ideia de mandarmos mensagens explícitas para o espaço ao invés de contar com a captação de transmissões aleatórias de rádio e TV. Evitaríamos, por exemplo, mal-entendidos como no filme Viagem ao Mundo dos Sonhos (Explorers, 1985), em que extraterrestres têm medo de vir à Terra, pois viram nos filmes que os forasteiros vindos do espaço sempre são recebidos com fogo. Porém, todo antropólogo sabe que se pode aprender muito mais de uma cultura observando as manifestações espontâneas dos nativos do que lhes pedindo para formular o que pensam da própria sociedade.

Official Adam Hughes Website

Gosto muito desse estilo de desenho. Lembra muito Quinton Hoover, que lembra Michael Kaluta (que influenciou esse último), que lembra Alphonse Mucha (que influenciou esse último). Não por acaso, Hughes tem influência do art nouveau.

ENTREVISTA: FRANCISCO AYALA Biólogo, premio Templeton: “Si el creacionismo fuera verdad, Dios sería un abortista” – El País

Por que as pessoas insistem tanto em louvar um cientista por “conseguir”, ou tentar “conseguir” conciliar Religião e Ciência? São duas coisas completamente separadas. Se um cientista tenta manter-se religioso, precisa abdicar de muitas das verdades proferidas pela religião, para não se contradizer. E fazendo isso acaba criando para si uma religião própria, diferente ou deturpada em relação àquela que costumava seguir. Ademais, é perfeitamente possível desenvolver um “sentido” para o mundo sem recorrer à religião. A própria Ciência, junto com a Filosofia, fazem isso sem precisar recorrer às tradições religiosas, que, via de regra, são rígidas demais em muitos pontos para se adaptar totalmente ao Zeitgeist contemporâneo.

Artistas juntam US$ 9,5 milhões para preservar símbolo de Hollywood – G1

Um letreiro não vale tanto assim. Todo esse dinheiro, conseguido tão facilmente, irá para os bolsos de pessoas que já têm dinheiro demais. Por que não aproveitar essa facilidade de angariar fundos para ajudar pessoas que realmente precisam? Está certo que “Hollywood” tem um valor histórico, mas a prefeitura de Los Angeles não poderia tombá-lo como patrimônio?

Leonard Nimoy, o eterno Spock, completa 79 anos. Veja curiosidades sobre o ator! – Portal Vírgula

Leonard Nimoy me surpreendeu quando descobri que foi ele quem dirigiu As Coisas Engraçadas do Amor (Funny About Love, 1990), um filme que não tem quase nada a ver com o imperturbável Sr. Spock. É um artista bem versátil, e a matéria me deu vontade de conhecer mais dos trabalhos dele fora da nave estelar Enterprise.

peugeot, mobilidade em estilo futurista – obvious

Estamos “chegando no futuro”! Muito legal ver esse veículo e imaginar que talvez daqui a algumas décadas teremos uma nova estética trafegando as ruas (e talvez os ares). Gadgets como Eva, do filme WALL-E, com um design cheio de curvas e abóbadas, nos remetem a uma vindoura era (realmente) espacial. Mas há ainda muitíssimo chão para pisar e nivelar antes que possamos nos dar ao luxo de usufruir de tecnologias limpas e eficientes. E há também muitas desigualdades a se equilibrar antes de concebermos uma sociedade cujos membros possam todos aproveitar os benefícios das tecnologias ecologicamente (e, espero, economicamente) corretas.