Melancolia

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Do Museu de Tudo – Não hesito em dizer que o dinamarquês Lars Von Trier é um dos melhores e mais interessantes diretores de cinema dos últimos anos. Mesmo tendo a fama de diretor cruel e detestado por seus atores, tendo feito e dito coisas – muitas vezes – deploráveis, cinematograficamente Von Trier é dos mais criativos e interessantes diretores e roteiristas de hoje. Em Melancolia, ele reafirma suas qualidades e se resigna do quase intragável O Anticristo, marca negativa em sua carreira – ainda que o filme tenha aspectos cinematográficos e semióticos muito bem construídos.

Melancolia é um filme sobre o fim do mundo, um filme-catástrofe, no entanto não se trata de “mais um” filme sobre o fim dos tempos. Diferentemente de coisas como O Dia Depois de Amanhã ou o remake de Guerra dos Mundos, o cinema-catástrofe de Von Trier é profundo e foge do lugar comum.

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Coleção de sinapses 2

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Esta semana, um ladrão gentil mostrou que o crime não necessariamente embrutece as pessoas. O que embrutece mesmo são os cabos do computador pessoal, todos emaranhados, mas aprendemos uma forma criativa de organizá-los. Criativa também é a natureza, que encontrou na homossexualidade uma forma de preservar as espécies animais.

Conhecemos uma bugiganga tecnológica que permite controlar video games com a mente, e conhecemos um conceito sociológico que nos permite ver como certas noções de boa vida controlam nossas escolhas. Escolhemos não levar muito a sério o 1º de abril, quando fomos informados que um buraco negro destruiria a Terra em breve, mas vimos que a Terra continua respirando, embora precise de nossa ajuda para viver.

Ladrão pede desculpas durante roubo – Portal Vírgula

Tenho a impressão de que há uma crença geral de que os criminosos tendem a ser pessoas frias, brutas, insensíveis. É preciso lembrar que se tratam de seres humanos que, em situações de estresse, sentem tanto medo quanto suas vítimas, a não ser quando já têm uma tendência individual à frieza. Também podemos considerar que muitos dos ladrões estão preocupados em levar algo para sua família comer. E, se alguém decide se enveredar por esse difícil e trágico caminho, ele ou ela não vai necessariamente perder a consideração pelos outros, nem mesmo por quem se prejudique com suas ações.

como organizar os cabos na sua secretária – obvious

Eis o uso criativo de um objeto que tem um uso muito específico. Nessa solução para o emaranhado de cabos, fica parecendo que os clipes destinados a blocos de papel foram feitos para segurar cabos.

The Most Ironic Signs Of All Time (PHOTOS) – The Huffington Post

Essas placas são muito conhecidas na internet brasileira, e muitos tupiniquins consideram que é uma peculiaridade do Brasil, visto pelos nativos como um país de analfabetismo e ignorância. Mas as placas mostradas neste link mostram que pessoas “distraídas” existem também nos EUA e, provavelmente, em qualquer lugar do mundo.

Por que existem homossexuais? – Super

Essa matéria é interessante até o ponto em que explica uma função biológica de um comportamento animal. Mas é muito complicado sugerir que os seres humanos seguem necessariamente essa regra. Primeiro, porque a Biologia sozinha não explica o intrincado comportamento humano. Segundo, porque a bissexualidade queda inexplicada. Mas a matéria é interessante.

MindSet, controle seus jogos com a mente! – Central dos Bits

Cada vez mais a tecnologia se torna mais orgânica e, consequentemente, os humanos se tornam mais ciborgues. Podemos antever um uso mais útil pare essa tecnologia, como cirurgias delicadas, mineração… imaginemos um minirrobô com câmera  que entra nos meandros minúsculos de um equipamento. O controle pela mente seria muito mais preciso do que por um controle manual. O problema é que é necessária uma pessoa com altíssima concentração.

Infográfico sobre o mundo dos robôs – Comunicadores Micro

Achei interessante o trecho que mostra um robô de uma fábrica que “matou” um homem. Isso remete a todas as histórias em que máquinas e/ou robôs se revoltam contra seus criadores. É interessante comparar esse “histórico” real com o desenvolvimento dos robôs na ficção científica.

A violência simbólica nos nossos ideais modernos de bem viver – Tesoura Social

Esse artigo me reportou à questão das cotas raciais nas universidades. Consideramos, em nossa sociedade, que a formação universitária é imprescindível para autorrealização individual, e esquecemos que há outras formas de se vocacionar, inclusive as escolas técnicas, sem falar no autodidatismo. Se houvesse um programa educacional completo do governo brasileiro, que preparasse os cidadãos desde crianças e fosse além da visão de que a Universidadae é o ápice da formação, não seriam necessários tantos debates infrutíferos sobre ações afirmativas…

Cientistas não conseguem reverter buraco negro e temem o pior – Portal Vírgula

Isso aí me assustou, embora eu seja otimista demais para acreditar que tudo não daria certo. Mas assim que me toquei que era 1º de abril…

Action Figure do Monólito de 2001, uma Odisséia no Espaço – Blog de Brinquedo

O conceito de action figure denota uma miniatura com pontos de articulação que permitem simular movimentos. Portanto, uma “action figure” com zero pontos de articulação só pode ser piada. Mas uma miniatura desse monolito seria um enfeite interessante para a sala de estar.

Breathing Earth

Um simulador que mostra a Terra “respirando” – e com dificuldades. Temos aí uma excelente visão da frequência de nascimentos e mortes humanas e da emissão de poluentes na atmosfera. Não tem uma utilidade prática imediata, mas ajuda a nos vermos dentro das vicissitudes da vida deste planetinha…

Pope Sees Easter as Time of Pardon and Truth – The New York Times

Bento XVI (ou Papa Ratzinger, como preferem alguns jornalistas que insistem em relembrar a infância hitlerista do Sumo Pontífice) continua com a missão de manter o status quo da Igreja Católica. Se está afirmando, em pleno escândalo de pedofilia clerical, que devemos “perdoar”, só pode estar sugerindo que esqueçamos os crimes da Igreja contra crianças. O pior é afirmar, paradoxalmente, que agora é tempo de “verdade”. Mas bem que Bento pode parafrasear Pôncio Pilatos, duplamente aliás: “eu lavo minhas mãos” e, se alguém quiser saber a verdade dos fatos, “o que é a verdade?”