My fair lady (1964) – Resenha

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Spoilers! Este texto contém relevações sobre uma obra de ficção. Se você ainda não a viu e não quer estragar a surpresa, pare agora a leitura.

My Fair Lady (1964), filme dirigido por George Cukor e estrelado por Audrey Hepburn e Rex Harrison, é uma história baseada na peça Pigmalião (Pygmalion), de George Bernard Shaw, publicada em 1912. Entre a peça e o filme de 1964, há um filme de 1938, que influenciou a obra de Cukor, e um musical, que a inspirou largamente, de modo que o filme de que aqui se trata tem vários trechos com músicas vindas do musical.

Henry Higgins é um estudioso da Fonética, capaz de identificar a origem de uma pesso através de sua fala, um homem preocupado com o bem falar da língua inglesa, crítico das formas consideradas por ele como degeneradas do inglês autêntico . Ele considera, por exemplo, que a pronúncia cockney da florista Eliza Dootlittle, característica da camada pobre da população de Londres, é uma afronta ao idioma de Shakespeare. Ele é desafiado a ensiná-la a falar como uma dama da nobreza e a se passar por uma duquesa num evento da alta sociedade.

Higgins comenta com seu colega Hugh Pickering que seria capaz de ensinar Eliza a falar e, portanto, se portar como uma dama da nobreza. Esse comentário ressoa na cabeça de Eliza, que sonha com uma vida de conforto bem diferente da pobreza em que vive. Se soubesse falar como uma dama, ela pensa, poderia ter sua própria floricultura.

Ela decide pagar a Higgins para receber aulas de boa pronúncia, e o professor, após recusar veementemente, é desafiado por Pickering a fazer Eliza se passar por uma duquesa numa recepção a uma rainha estrangeira. Mas ele não só se propõe a ensinar o “inglês bem falado”; para transformá-la numa dama, é preciso ensinar-lhe “boas maneiras”, dar-lhe vestidos “adequados” e fazê-la esquecer totalmente sua antiga forma de viver.

Grandes dificuldades se mostram a Higgins, primeiro ao obrigá-la a tomar um banho e se desfazer de sua roupas, tarefa designada às empregadas de Higgins. Depois, ao tentar ensiná-la a pronúncia culta de sua língua. Ele se esforça herculeamente, com a ajuda de complexos equipamentos, para fazer Eliza pronunciar a letra A (eɪ), que ela só consegue pronunciar aɪ. As dificuldades de Eliza, por outro lado, são tantas que ela nutre sentimentos de raiva, desprezo e ódio para com Higgins, especialmente diante da extrema arrogância do professor.

Depois de muito trabalho e fadiga, certa noite Higgins, por um breve momento, expressa palavras motivadoras e otimistas (bem diferentes de sua habitual arrogância, dispensada indiscriminadamente a todos ao seu redor), e Eliza consegue pronunciar, num “bom inglês”, as frases que antes seu sotaque cockney não permitia expressar “bem”:

The rain in Spain stays mainly in the plain.

In Hertford, Hereford and Hampshire, hurricanes hardly ever happen. [Eliza não conseguia pronunciar o som aspirado da letra H.]

A partir daí, desenvolve-se um sentimento de profundo afeto de Eliza por Higgins, e ela deixa de vê-lo como um inimigo. Ele decide testar seu progresso levando-a a um hipódromo, onde apenas frequentam pessoas da alta sociedade. Ela quase consegue convencer a todos que é uma dama, mas só até o momento em que solta um grito entusiasmado com a melhor pronúncia cockney herdada do meio onde cresceu.

Mas o treinamento continua até o teste final, uma recepção a uma família nobre estrangeira. Ela impressiona tanto a família real com seus modos e pronúncia, que a rainha manda Zoltan Karpathy, antigo aluno de Higgins, averiguar de onde Eliza realmente é. Karpathy diagnostica que a pronúncia de Eliza é tão perfeita que ela só pode ter sido ensinada, e portanto ela só pode pertencer à família real húngara.

Higgins e Pickering celebram a vitória do primeiro, tratando Eliza como mero objeto de um exerimento. Esta fica imensamente magoada e, após uma violenta discussão com o professor, que não entende o rompante de sua pupila, o deixa.

Higgins tenta trazê-la de volta e só então começa a perceber quão importante ela é para ele. Após alguns incidentes e discussões, envolvendo Pickering, a mãe de Higgins e Freddy (um rapaz apaixonado por Eliza), eles acabam juntos, num desfecho abrupto, desconcertante e pitoresco.

A transformação do habitus

O professor Higgins se dedica a um empreendimento que muitos consideram impossível: extirpar qualquer traço de origens humildes de uma jovem pobre e transformá-la numa dama.

De acordo com o conceito de habitus do sociólogo Pierre Bourdieu, todo o conjunto de manifestações de qualquer pessoa está profundamente condicionado e se revela em suas escolhas, nos seus gestos, na sua fala (sotaque, cadência rítmica, vocabulário). A tarefa de Higgins poderia ser descrita como a tentativa de imbuir Eliza de um novo habitus, o que, para a sociologia de Bourdieu, é quase impossível, mesmo que se dispusesse de alguns anos de reeducação.

No entanto, a primeira experiência em campo no hipódromo mostra quão artificial a moça soa ao conversar, pronunciando cada palavra como se fosse um robô e escolhendo tópicos totalmente inadequados para os interlocutores. Seu “verdadeiro eu” (seu mais profundo habitus) se revela num momento de excitação, em que ela não consegue manter a máscara.

Uma transformação do tipo almejado por Higgins e Eliza não pode ser realizada completamente. As maneiras de agir e falar podem ser representadas por alguém com boa habilidade para interpretar e imitar. Mas certas disposições e valores são muito mais difíceis de forjar. Eliza se manteve até o fim da história uma honrada moça da classe trabalhadora, sempre honesta quanto aos seus sentimentos e pensamentos. Os novos modos de se expressar com o corpo e a fala lhe servem não para uma nova vida na classe média, com os valores e expectativas específicos desta, mas para reforçar aquilo em que acredita e que foi aprendido na humilde pobreza.

Por outro lado, o fazer constrói o pensar, a vivência transforma o corpo e a mente. Eliza não poderá voltar mais a ser a florista pobre e inarticulada. E Higgins se depara com novos sentimentos, diferentes da frieza científica e dos valores de solteiro, livre de compromissos. Eliza era humana demais para ser tratada como um objeto sem alma, e ele não pôde evitar que a proximidade o encantasse e o fizesse se apaixonar.

O desejo de ascender de sua condição de empregada de uma floricultura pobre para a de dona de uma floricultura elegante se manteve até o fim. A vontade de Higgins de mantê-la sob seus cuidados não podia vencer a força de vontade e a autoestima que ele a ajudou a desenvolver, como a filha que o pai tem que deixar se emancipar quando se torna adulta.

Distinções linguísticas na língua inglesa

Um detalhe que chama atenção nesta obra, e que talvez nem tenha sido intencional, é que há uma distinção entre a forma como os pobres e os ricos cantam. As performances musicais dos personagens pobres é marcada por uma forte melodia e ritmo dançante, ao passo que as músicas cantadas por Higgins e Pickering estão mais para poemas recitados, como se houvesse uma diferença na forma como ambos os grupos encaram o mundo, um deles usando a música para se consolar e o outro como meio de demonstrar diletantismo.

Essa diferença leva a outro aspecto do conceito de habitus. Ele também é usado como mecanismo de distinção de grupos, como uma forma, por exemplo, de criar a ilusão de que as diferenças entre pessoas de classes distintas são naturais, intrasponíveis e que há uma hierarquia inevitável entre essas classes.

A língua é um meio de marcar essa distinção, e no inglês existe uma hierarquia que coloca uma certa variação do idioma no topo, como sendo o padrão a partir do qual todas as outras são derivadas. A “pronúncia reconhecida” (received pronounciation) também é chamada de inglês da rainha, inglês de Oxford ou inglês da BBC. É preciso entender esse aspecto da sociedade britânica para compreender porque Eliza Doolittle acredita que sua ascensão social depende da adequação de seu falar ao inglês padrão.

Mel Gibson como Hamlet

Mel Gibson como Hamlet

É muito comum que os atores não-ingleses que participam de produções cinematográficas baseadas em obras shakespearianas ou em cenários de fantasia medieval sejam forçados a falar no inglês padrão. É claro que, pelo princípio da verossimilhança, numa história encenada na Inglaterra se espera que os personagens falem inglês britânico. Mas isso se impõe até mesmo nos casos em que as falas dos personagens, todas em inglês, representam como que traduções. É o caso de Hamlet, de Shakespeare, história passada na Dinamarca, onde não se falava inglês. Ao invés de simplesmente deixar os atores falarem como falam, pois estão apenas, teoricamente, “traduzindo” do dinamarquês, todos são obrigados a falar um inglês padrão impecável, como se vê num making of de Hamlet, dirigido por Milos Forman, em que Mel Gibson pena para não deixar escapar seu sotaque de origem. É o caso também de O Senhor dos Anéis, adaptado nos cinemas por Peter Jackson. No cenário da história nenhum personagem fala inglês, mas sim idiomas “antigos” que não existem mais, como o westron e o élfico, o que também caracterizaria as falas do livro e do filme como “traduções”. Mas os atores norte-americanos que interpretaram Frodo, Aragorn e Arwen, por exemplo, tiveram que colocar para fora um inglês britânico que em alguns momentos soa falso.

No entanto, o topo da hierarquia se confunde com o modelo, ou seja, ele é tido como um sotaque “neutro”, “não-regional”. Cria-se a ilusão de que os falantes do padrão estão falando um inglês sem ligação regional, e os diferentes sotaques das diversas regiões abrangidas pelo idioma em questão são tidas como regionalizadas e pouco recomendadas em comunicações públicas, como por exemplo na mídia.

Na verdade, o inglês padrão é apenas uma variação do idioma, localizado mais ou menos no sul da Grã-Bretanha, nos arredores de Londres. Um curso histórico diferentes poderia ter estabelecido o dialeto escocês como o padrão das Ilhas, se eles tivessem conquistado os ingleses.

A história dos outros idiomas europeus (e provavelmente de qualquer região do mundo) é semelhante. As variações do latim, imposto pelo Império Romano, eram inúmeras, e a consolidação das nações como as conhecemos hoje se acompanhou do reconhecimento de uma língua oficial para cada uma delas, que era sempre aquele falado na sede de cada reino.

No português essa distinção também acontece. A variação reconhecida como padrão no Brasil, por exemplo, se localiza geograficamente na Região Sudeste do país, especialmente São Paulo (atual centro econômico do Brasil), mas abrangendo também o sotaque carioca (tendo em vista o Rio de Janeiro ter sido, durante algum tempo, a sede do Império Português). É comum os potiguares acharem mais normal o sotaque dos jornalistas sudestinos, que apresentam os jornais televisivos “nacionais”, do que o de seus conterrâneos que apresentam os jornais “regionais”.

Esse privilégio da variação padrão, embora se costume alegar que não há privilégio, se revela no ensino do idioma. Os dicionários ingleses, por exemplo, passam por cima de todas as formas possíveis de se pronunciar a língua britânica, apresentando somente a fonética padrão. Assim também os dicionários brasileiros da língua portuguesa. Algumas gramáticas brasileiras chegam ao ponto de sugerir uma pronúncia correta de certas palavras (na de Evanildo Bechara, por exemplo, recomenda-se que a palavra “coelho” seja falada “qüelho”, ignorando as regiões que pronunciam o “co”, e que o L mudo seja levemente pronunciado, o que vai de encontro à maior parte do Brasil, que o transformou em U).

O exemplo, entre os que conheço, que para mim é o mais gritante, é o ensino do espanhol na América Latina. É notável que a maioria (se não todos) dos países da América do Sul que falam espanhol tenham transformado a pronúncia do C e do Z castelhano (som do TH inglês) em S, mas eles aprendem em suas gramáticas que o som do C e do Z são diferentes do S, embora na prática não haja diferença alguma (exceto na Espanha).

Pigmalião

Capa da edição de 1913 da peça Pigmalião, de George Bernard Shaw

Capa da edição de 1913 da peça Pigmalião, de George Bernard Shaw

My Fair Lady é baseado na peça Pigmalião, de George Bernard Shaw. Infelizmente, (ainda) não tive o prazer de ler essa obra, mas os resumos que se podem encontrar na internet mostram que a história é basicamente a mesma na peça e no filme. A fidelidade pode-se explicar em parte pelo fato de Shaw ter participado da produção da versão cinematográfica de 1938 (também chamada My Fair Lady), e de esta ter influenciado a versão de 1964.

Pigmalião é um personagem da mitologia grega, um escultor que criava obras perfeitas e que se apaixonou por uma de suas estátuas, que representava uma mulher. Ele pediu a Afrodite que desse vida à escultura, e esta se tornou uma mulher de verdade, que foi chamada Galateia.

Henry Higgins é uma referência a Pigmalião, pois ele pretende transformar a “matéria bruta” que é Eliza numa dama, ou numa “mulher de verdade”, e assim consegue (uma curiosidade é que o nome de Eliza Doolittle foi inspirado na versão de Goethe para a história de Pigmalião e Galateia, em que esta se chama Elise).

A lenda de Pigmalião pode ter surgido a partir de algum escultor que realmente existiu. É comum que certas obras, de tão bem feitas, sejam consideradas quase vivas. Um exemplo interessante é a história segundo a qual Michelangelo, ao terminar a escultura de Moisés, ficou tão admirado com a perfeição de sua obra que exclamou “Parla!” (“Fale!”), como se só faltasse a voz para considerar a estátua uma criatura viva.

Certa vez conheci um artista, Pedro, pescador da praia de Sibaúma (Tibau do Sul/RN), que demonstrou a mesma autoadmiração estupefata. Ele cria réplicas em madeira perfeitas de animais da fauna potiguar, como caranguejos, siris, tatus e pebas (eu vi pessoalmente um dos caranguejos, muito impressionante). Falando de seu trabalho, ele alega que seu talento é um dom de Deus e usou a palavra “impressionante” para descrever seu próprio trabalho, como se este fugisse de seu próprio mérito e se criasse por si mesmo, assim como Galateia e Eliza, e seria interessante que em determinado momento de My Fair Lady Higgins mirasse Eliza, com um semblante e maneiras tão diferentes daquelas da florista pobre, e exclamasse, apropriadamente: “Speak!”.

Pigmalião, de Boris Valejo

Pigmalião, de Boris Vallejo

Referências

Mais sequelas e consequências

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Meu último texto não esgotou o tema do Acordo Ortográfico. O quiproquó, por exemplo, será sentido no ensino fundamental, especialmente na alfabetização, onde as crianças e, em alguns casos, adultos não saberão mais quando uma nova palavra aprendida na leitura tem o u pronunciado ou não, o que nós sabíamos perfeitamente com a regra do trema.

Aí subjaz outro problema. É que o aprendizado, digamos, natural do idioma começa pela escuta/fala e depois, no caso das sociedades que têm esccrita, a leitura/escrita. A pronúncia das palavras é (ou deveria ser) aprendida primeiro e então conheceríamos a convenção gráfica que representa aquele vocábulo. Se já ouvimos que linguiça tem o u pronunciado e banguela não tem, não teremos grandes problemas ao ver pela primeira vez as duas palavras escritas, e entenderemos que, em alguns casos, qugu são dígrafos e em outros não.

Mas a dinâmica não é bem essa. Em nossa sociedade e em muitas outras, a leitura/escrita é uma parte importante do aprendizado do vocabulário de um idioma. Dessa forma, uma regra de pronúncia como a do trema serviria de guia para que soubéssemos como proferir corretamente uma palavra, ao menos em sua forma culta. Por isso a escrita se adapta à evolução da língua falada, e a grafia serve como um guia importantíssimo para estrangeiros que estão aprendendo um novo idioma.

Quem estudou línguas como o italiano sabe que no idioma de Dante há pouquíssimas variações fonéticas, e com um manual escrito se pode aprender a pronunciar qualquer palavra italiana apenas sabendo como é escrita. Mas quem se aventurou a desvendar os mistérios da língua de Shakespeare tem que aturar o fato de que os ingleses têm um idioma escrito que não obedece a nenhuma regra fonética, e cada palavra tem que ter sua pronúncia e escrita aprendidas separadamente.

O português é relativamente fácil neste aspecto, mas tem algumas variações que são uma dificuldade para os estrangeiros. A nova reforma ortográfica bem que poderia servir para facilitar ainda mais o aprendizado da língua de Camões. Mas, infelizmente, parece que só vai beneficiar dois tipos de pessoas: diplomatas, que só precisarão redigir uma versão de cada documento oficial; e linguistas e gramáticos, que serão chamados a programas de televisão para comentar sobre o assunto.

Porém, se pensarmos bem, perceberemos que há um problema relativo às palavras que mantiveram grafia dupla, uma portuguesa e uma brasileira. O que se vai fazer quando um documento contiver a palavra cômico/cómico? Será privilegiado o brasileiro circunflexo ou o português agudo?

Mas, a propósito, ainda há outro aspecto não muito explorado nas discussões sobre essa reforma. A unificação almejada, que supostamente facilitaria a comunicação entre os países lusófonos, não vai resolver as dicotomias celular/telemóvel, arquivo/ficheiro, fila/bicha, camisinha/durex et coetera et al.

Hoje de manhã escutei na rua uma mulher falando ao telemóvel: “Você vai pu restaurante?” Se ela escrevesse a frase de maneira gramaticalmente correta, seria: “Você vai para o restaurante?” Mas poucos se apercebem que somos um país, no mínimo, bilíngue. Escrevemos “Estou comendo o lanche” mas falamos “Tô cumeno lanche”. Se observarmos bem com nossos ouvidos atentos, percebermos como muitas pessoas articulam formas diferentes de pronunciar o idioma, segundo a situação em que se encontram, se na casa de um amigo conversando sobre um filme de ficção científica do qual gostou muito, ou numa sala de aula da universidade falando sobre o mesmo filme em seus aspectos semióticos, imagéticos e antropológicos (esta segunda é mais parecida com a forma escrita da língua).

Fechem os olhos e imaginem as duas cenas (ou cenas que evoquem a mesma ideia de disparidade linguística) com bastantes detalhes. Não é pitoresco?

Bem, um amigo meu me disse hoje que só vai adotar a nova ortografia quando for fazer algum concurso público. Muita gente não está gostando da reforma, e parece que muitos portugueses se negam a adotá-la. Eis o advento de uma nação trilíngue. Temos agora uma língua falada rica em movimento, uma língua falada/escrita mais formal e uma só escrita, que serve para os documentos sagrados da burocracia. Se antes já tínhamos uma norma de difícil acesso, cujos segredos esotéricos só os mais bem-preparados poderiam desvendar, agora temos um idioma místico e hermético apenas para iniciados.

Nota pós-texto

Texto publicado originalmente em 20 de janeiro de 2010 e.c.