Desacato aos detentores do poder

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foto11Desacato à autoridade é um conceito a ser revisto.

Infelizmente, o desacato à autoridade, na prática, se refere a uma ação contra o agente do poder (intermediário) e não contra o representante do poder (na outra ponta), que é o verdadeiro problema dos cidadãos. Dessa forma, enquanto os representantes lidam de forma relativamente pacífica com artigos ou charges que os criticam e ridicularizam, eles estão protegidos fisicamente pelos agentes do poder, autorizados a se utilizar legitimamente de violência e armas se forem agredidos com palavras feias e gestos obscenos.

É a mesma relação entre o empregado, o capataz e o patrão. O agente intermediário é uma figura ambígua. Ao mesmo tempo em que se encontra mais próximo do empregado, é cercado de uma aura de desconfiança, pois age de maneira dura, inspecionando e delatando, às vezes punindo. O patrão, a verdadeira figura dominante, não se envolve diretamente e, quando intercede como mediador, pode aparecer até como um pai condescendente, que quer o melhor para todos. É mais fácil odiar o chefe imediato do que o empregador, mesmo sendo este quem autoriza aquele a agir com violência.

Nosso direito de desacatar o representante do poder está garantido pela liberdade de expressão. Mas a mesma lei que nos autoriza a fazê-lo impede-nos de questionar a autoridade do agente do poder, que se constitui numa barreira de gás e plástico. O conflito mais acirrado se concentra no embate dos cidadãos com a muralha policial, e o efeito perverso disso é que tendemos a supervalorizar esse conflito e esquecer que o problema está nos representantes do poder e não em seus agentes.

Os cidadãos deveriam ter o direito de discordar de e manifestar sua indignação à autoridade que supostamente os serve, que está mais próxima deles. Os agentes deveriam ser intermediadores, levando o recado para seus patrões. Eles estão ali, protegidos com armaduras e escudos, para se proteger e não para proteger quem neles manda (nem para contra-atacar). No entanto, as manifestações de desacato a sua autoridade não são ofensas pessoais, como as atitudes vingativas que se veem por parte de alguns deles parece sugerir, mas são no fundo uma indignação contra quem os colocou ali.

O verdadeiro desacato é contra a autoridade do conjunto do povo. Pois, é bom lembrar, se este não é representante nem agente, é o detentor do poder.

Coleção de sinapses 6

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Essa semana não identificamos a raça de duas caveiras, mas identificamos a mesma imagem fotografada e desenhada ao mesmo tempo. Vimos que ao mesmo tempo também ocorre a censura e a revolta da liberdade de expressão. Uma música revoltosa e apocalíptica do Therion foi apreciada, bem como o Theremin e seu gracioso som, feérico como a música de Enya.

A Força de uma galáxia distante apareceu num lugar inesperado, e descobrimos marcas alienígenas em toalhas (Douglas Adams tem algo a ver com isso?), bem como relatos de extraterrestres no interior do Mato Grosso do Sul. E do interior do Rio Grande do Norte, um violeiro autodidata ancião demonstra habilidade no improviso em verso e violão, enquanto vemos um debate sobre educação em casa versus a educação formal na Escola.

Camiseta Igualdade – RedBug Camisetas

Apesar dos estudos do racismo científico afirmarem que é possível identificar a “raça” de uma pessoa pelas medidas do crânio, com a miscigenação generalizada na face da Terra não dá mais para dizer com tanta certeza se alguém é “negro” ou “branco” só pela caveira.  O sorriso esquelético  por trás de pele e músculo é o mesmo.

Hotlink – Nerdson não vai à Escola

Informações muito importantes sobre ética na internet, mais especificamente sobre os hotlinks, ou seja, o uso de material hospedado fora de seu próprio domínio. Essa foi uma das razões para eu ter escolhido uma hospedagem sem limites de armazenamento, para que eu não precisasse nunca “puxar” imagens de outros sites, clandestinamente, “comendo” a bandwidth alheia.

Arthur (Rick Wakeman) – YouTube

Os teclados de Rick Wakeman visitam Camelot nesse clássico dos anos 70. Conheci essa música há alguns anos através de um vinil do meu pai. Uma canção épica, de descoberta e nostalgia de um tempo de transição entre a antiguidade pagã e o cristianismo medieval. Emocionante.

Lápis vs câmera – Assuntos Criativos

Montagens criativas de Ben Heine, em que a realidade da fotografia se encontra com a surrealidade do desenho.

Tratado do Lobo da Estepe: Só para Loucos (Herman Hesse) – Rubedo

Um belo texto literário sobre autoconhcimento, sobre os antagonismos íntimos entre superego e id, entre razão e instinto, entre a ordem e o caos. Minha Inês tem esse livro me recomendou muito. Ainda não conheço quase nada de Herman Hesse, mas fiquei empolgado.

100 posters sobre liberdade de expressão – Design on the Rocks

Desenhos criativos (alguns nem tanto) sobre o conflito entre liberdade de expressão e censura. Às vezes a repressão cria condições para o surgimento de obras muito criativas, que tematizam a própria censura, como é o caso de muitas das canções de Chico Buarque.
"Censura" e "Esta boca é minha"

To Mega Therion (Therion) – YouTube

Uma música apocalíptica, escatológica, que lembra um desmoronar espetacular do mundo pelas forças da natureza.

Theremin, A Música Etérea dos Deuses – Negative Zero

Randy George’s Theremin Music Channel – YouTube

Informações sobre esse intrigante instrumento musical inventado na Rússia, que faz o instrumentista parecer o maestro de uma orquestra invisível. Confiram também o segundo link, com vídeos de Randy George tocando o Theremin.

Porutogaro-gô: O desafio do idioma de Camões para velhinhos japoneses – CartaCapital

Uma crônica pitoresca sobre os encontros brasileiros entre o Português e o Nihon-go (ou o Porutogaru-go e o Japonês). Nessa história, a gente percebe que o que interessa não é dominar um idioma, mas aprender a se comunicar.

Tea House Moon (Enya) – YouTube

Singela e doce. Lembra gotas de mel caindo. Deveria se  chamar “Honey House Moon”.

“May the Force be with you” – Twitpic

É aí que averiguamos que Guerra nas Estrelas realmente se tornou parte do repertório cultural do Ocidente, quase uma mitologia marginal.

Conjunto Toalhas Crop Circles – Nerdstore

Um produto para nerds, entusiastas de Ufologia e malucos em geral. Fiquei com vontade de comprar, mas R$ 39,90 por 2 toalhas… Mas que é criativa e bonita, isso é. E me faz recordar de quando eu viajava pelo espaço visitando outros planetas…

The Heroes of Hesiod: A Monster Slayers Adventure – Dungeons & Dragons

Fiquei com vontade de traduzir esse livrinho para jogar com meu neto-enteado. Mas talvez seja só uma desculpa para eu voltar a jogar RPG…

O ET de Corguinho – Estadão

São muito intrigantes os relatos de pessoas semianalfabetas que se encaixam com dados ufológicos e com as teorias sobre a manifestação da consciência em outras dimensões, como a Conscienciologia, da qual sou estudioso. Talvez esses ETs não estejam fisicamente por aí, mas extrafisicamente, e seja através do parapsiquismo (percepção extrassensorial) dos personagens dessa história que eles são vistos.

Pais contratam ‘palhaço do mal’ para aterrorizar crianças por uma semana – G1 Planeta Bizarro

Minha ideia é levar um pouco de vida e gargalhada para as crianças. [Dominic Deville, “palhaço do mal”]

Só pode ser piada. Acho que tem criança que até pode gostar da brincadeira, mas depois que algumas delas desenvolverem coulrofobia eu quero ver se esse palhaço continua com esse estranho ofício.

Chico Mote Improvisando na Casa da Amizade – YouTube

Eis meu sogro, membro da Academia de Trovas do Rio Grande do Norte, improvisando em cima de motes sugeridos por José Lucas de Barros. E olhem que Chico Mota já está com 85 anos, não estava acompanhado (quando os violeiros estão em dupla, um pode pensar nos versos enquanto o outro toca) e já tinha bebido algumas. Eu não faria isso nem sóbrio e nem com um parceiro…

A propósito, abri um blog sobre Chico Mota (http://violadechicomota.blogspot.com/) para compilar informações sobre esse renomado violeiro, sobre quem não há quase nada na internet.

Napëpë – Yanomami Ask Their Blood Back – YouTube

Trechos de um filme sobre o conflito cultural entre a indústria farmacêutica e os Ianomâmis, que tiveram amostras de sangue coletadas há alguns anos e acreditam que uma pessoa falecida só pode descansar em paz se não houver mais nenhum pedaço de seu corpo vivo. Eles demandam a devolução das amostras.

Entrevista especial com Cleber Nunes – A educação em casa como um direito básico – O PEnsador Selvagem!

Entrevista especial com Rudá Ricci – O homeschooling é uma afronta ao projeto coletivo de sociedade – O Pensador Selvagem!

Um debate complicado. Se por um lado a escola traz muitos problemas de compatibilidade entre os valores dos pais e os da instituição de ensino, por outro lado a vida moderna dificulta muito a dedicação dos pais para assumir a formação de suas crianças. Acho que o ideal, na atual conjuntura, é procurar equilibrar as duas coisas. Os pais podem e devem participar do desenvolvimento cognitivo dos filhos, mas a maioria não tem tempo para fazer isso da forma mais adequada, e a escola poderia suprir essa necessidade. Porém, é sempre preciso conhecer bem onde você está colocando seu filho para ser educado.