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‘Raça-etnia e Identidade’

Avatar [Resenha - Parte 3]

Avatar [Resenha- parte 3]

ou Ficção mítica, fantasia científica e o romântico retorno à natureza



Avatar (2009) é um filme que, se dividiu muita gente na opinião quanto à trama e aos temas tratados na narrativa, encantou a maioria em seus aspectos estéticos. Toda a criação virtual deu um aspecto muito real ao mundo imaginário de Pandora, com fauna e flora críveis e um ecossistema simbiótico envolvente.

Na primeira parte desta resenha, fiz um resumo comentado do filme e discorri sobre os nomes usados na história. Na segunda parte, analisei algumas questões antropológicas. Nesta terceira e última parte, trato dos aspectos estéticos de Avatar, do mundo áudio-visual criado por Cameron, da ficção científica misturada com fantasia mítica (e um pouco mística) e de como tudo isso se relaciona com um dos temas mais contundentes do filme: Ecologia e meio ambiente.

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Avatar [Resenha - Parte 2]

Avatar [Resenha - parte 2]

ou Questões antropológicas em Alfa Centauro



O filme Avatar (2009), de James Cameron, apesar de sua trama simples e previsível, apresenta muitos temas relevantes para a humanidade do século XXI. Com uma montagem de cenas perfeita e imagens arrebatadoramente belas e envolventes, consegue sensibilizar para muitas questões pertinentes.

Na primeira parte desta resenha, fiz uma sinopse comentada e uma análise dos nomes de lugares e personagens da trama. Nesta segunda parte, discorrerei sobre temas antropológicos: observação participante, choque cultural, etnocentrismo, relativismo, imperialismo; e, imiscuídas nestes tópicos, questões filosóficas: ética e universalismo.

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Avatar [Resenha - Parte 1]

Avatar [Resenha - parte 1]

ou Um resumo comentado e uma terminologia simbólica



Avatar (2009), de James Cameron, era um filme cujos trailer e pré-resenhas me deixaram com um pouco de vontade de assistir. Não havia entendido bem a ideia, mas gostara do visual dos personagens alienígenas, esbeltos e azuis, e dos cenários selváticos da lua Pandora.

Mas foi depois de ver algumas pós-resenhas que realmente me motivei a ir ao cinema. Havia, segundo li, uma questão antropológica de grande interesse meu. Antevi uma semelhança com Dança com Lobos (1990), mas, tendo em mente que eu veria clichês e uma trama mais ou menos previsível, preparei-me para as novidades que o filme oferecesse. Ademais, histórias com alienígenas são uma preferência pessoal.

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Distrito 9 [Resenha]

ou Na pele do camarão



Imagine uma gigantesca nave espacial parada no ar sobre sua cidade. Nada sai lá de dentro durante algum tempo e não sabemos o que a nave trouxe. As Forças Armadas, após algum período de ansiedade geral, decide penetrar a nave e descobre uma população alienígena, com uma aparência mais ou menos de artrópodes bípedes, desnutrida e desamparada.

O que seria mais adequado fazermos com esses extraterrestres que pedem asilo na Terra? Onde devemos alocá-los? O que podemos lhes oferecer? O que eles podem nos dar em troca? Devemos integrá-los à nossa sociedade? Devemos tratá-los como humanos, como não-humanos com alma ou como animais sem alma (animais sem alma, agora eu me toco, é uma contradição; alma vem do latim: anima)?

Distrito 9

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Racismo no Rio Grande do Norte

ou Algumas situações reais de discriminação potiguar



Para visitantes de alguns outros lugares do Brasil, o Rio Grande do Norte parece um estado branco, caucasiano. A um colega de trabalho nascido na Bahia, Natal aparentou ter muito poucos negros. De fato, indivíduos de pele escura chamam atenção na região metropolitana, por serem raros. Luís da Câmara Cascudo, clássico historiador norte-rio-grandense, já afirmou em uma de suas obras que o Rio Grande do Norte se caracteriza por uma herança cultural lusitana, com quase nenhuma influência africana ou indígena.

Entretanto, uma incursão pela parte mais pobre da metrópole e pelo interior do estado revela uma discrepância com essa afirmação cascudiana. Na realidade, a negação racista de Cascudo se reflete numa situação de desprezo pela população cujo fenótipo é discriminado, menosprezado, vilipendiado e tem a existência obscurecida, como se fossem fantasmas estrangeiros indesejados que se tentam ignorar.

Racismo no Rio Grande do Norte

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Babies

Babies

ou Uma oportunidade para insights sobre igualdade e diferença



Está previsto para estrear em 2010 o filme Babies (Bebês), um documentário dirigido por Thomas Balmes, não muito conhecido, mas suspeito que esteja prestes a dar uma (no mínimo pequena) guinada em sua carreira cinematográfica com esse que promete ser um belo filme e que já está fazendo algum sucesso na internet.

A premissa do filme é simples e muito interessante: acompanhar o desenvolvimento de quatro bebês recém-nascidos, desde o nascimento até o primeiro aniversário; cada criança nasce e vive num lugar diferente da Terra: Ponijao é de Opuwo, na Namíbia; Mari é de Tóquio, Japão; Bayar é de Bayanchandmani, Mongólia; e Hattie é de San Francisco, EUA.

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Obama cumprimenta Akihito

ou Por que um gesto pode significar tanta coisa?



Em visita ao Japão, parte de um conjunto de visitas a países asiáticos, o presidente norte-americano Barack Obama cumprimentou o imperador nipônico Akihito, com um aperto de mão e uma reverência bem à japonesa, ou seja, curvando-se diante do cumprimentado.

O que deveria ser uma simples formalidade diplomática, de respeito (antes um respeito à cultura do anfitrião do que um respeito à figura de autoridade do imperador) se tornou motivo de críticas conservadoras por parte de alguns norte-americanos. Segunda essas críticas, o presidente dos EUA não deveria se curvar diante do monarca do sol nascente.

Obama cumprimenta Akihito

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Autor: Categories: Atualidades

O Chinês Americano [Resenha]

ou O mundo fantástico do Oriente – parte 3



Há uma lenda chinesa que conta a história de Sun Wukong, o Rei Macaco. Nascido de uma pedra, ele empreende uma busca de autoaprimoramento, pela qual tenta se tornar cada vez mais poderoso e provar que pode se igualar aos deuses, mas acaba se obrigando a negar sua natureza, o que o leva à necessidade de uma busca espiritual.

Jin Wang é um menino de ascendência chinesa nascido nos EUA. Neste contexto, ele é estigmatizado e luta entre a necessidade de ser feliz e a urgência de se adaptar a um meio no qual ele é pária. O contrário acontece com Danny, que é americano e se vê às voltas do embaraço causado pela visita do primo chinês Chin-Kee. As três histórias estão mais interligadas entre si do que parece à primeira vista.

O Chinês Americano, o Rei Macaco e Gene Luen Yang

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Autor: Categories: Antropologia, HQs, Resenhas

Emo vs. “nordestino cabra macho”

ou A dificuldade de se lidar com preconceitos regionais e de gênero



No dia 21 de junho de 2009 e.c., Carlos Cardoso, conhecido blogueiro (ou bloguista, no vocabulário dele) brasileiro e usuário do Twitter com mais de 7.000 seguidores, comentou no próprio Twitter, enquanto assistia ao programa televisivo Pânico na TV, que noticiou o festival Mossoró Cidade Junina, que achava engraçado haver emos em Mossoró (uma das principais cidades potiguares).

Não vi o programa, mas imagino que o Pânico deva ter filmado algum emo no festival. Eu, usuário do Twitter com mais de 80 seguidores, não entendi bem a graça de haver emos em Mossoró. Imaginei, preconceituosamente, que Cardoso talvez pensasse que uma identidade urbana, adolescente e tribal comum às grandes cidades não deveria existir numa cidade “nordestina”.

Comentário de Cardoso sobre emos em Mossotó

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O mundo fantástico do Oriente – parte 2

ou Mostrando aos orientais quem eles são



No texto anterior, escrevi uma resenha sobre Orientalismo, livro de Edward W. Said. Havia tantas coisas para escrever que tive que cortar o texto em duas postagens. Pretendo aqui dar continuidade às considerações que iniciei anteriormente, dando mais ênfase a alguns exemplos que tenho observado e que se aplicam bem, na prática, ao que Said nos apresenta em teoria.

VImos anteriormente que o orientalismo é um corpus de saberes que criam no nosso imaginário uma entidade chamada “Oriente”, que generaliza características que acabamos atibuindo a uma variedade enorme de povos, culturas, religiões, modos de produção e meios e modos  de viver. Além disso, costumamos atribuir a esses povos o aspecto de serem atrasados em relação ao “Ocidente”, e acabamos justificando uma “necessidade” de este colonizar aquele.

Erva afrodisíaca

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