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	<title>Comments on: Universidade sem universalismo</title>
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	<description>Antropologia, Ficção Científica, cultura e sociedade</description>
	<lastBuildDate>Fri, 18 May 2012 18:45:24 +0000</lastBuildDate>
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		<title>By: AmBAr Amarelo</title>
		<link>http://teianeuronial.com/universidade-sem-universalismo/comment-page-1/#comment-591</link>
		<dc:creator>AmBAr Amarelo</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 21:26:23 +0000</pubDate>
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		<description>Com certeza Thiago, linchar o cara n&#227;o seria o caminho nessa situa&#231;&#227;o. 
Por&#233;m ignora-lo e respeitar o seu &quot;direito&quot; de ser neo-nazista (mesmo n&#227;o praticante) &#233; um ato de irresponsabilidade (ao meu ver). 
 
Se ele se vestiu assim apenas para provocar (mesmo caso da Geisy) ele teria a resposta do que procurou, ao ser vaiado e perseguido nos corredores. Se ele se vestiu assim por ser um neo-nazista, ele tem que ser combatido, de forma inteligente claro. 
 
Se a massa (que nos garante certo grau de anonimato) nos permite ataca-lo (verbalmente), que seja usada. 
 
Se a massa n&#227;o se manisfesta, ent&#227;o de forma inteligente ele seja observado, informa&#231;&#245;es sejam trocadas entre grupos que lutam contra o nazismo. E, no momento certo, com um conjunto de provas suficientes, ele seja desmascarado e denunciado a pol&#237;cia federal. 
 
Um simpatizante desse tipo de grupo, que cultua e p&#245;e em pr&#225;tica o &#243;dio e a viol&#234;ncia, deve ser eliminado da sociedade. 
 
N&#227;o deve haver espa&#231;o para pessoas assim em nossa civiliza&#231;&#227;o. </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Com certeza Thiago, linchar o cara n&atilde;o seria o caminho nessa situa&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>Por&eacute;m ignora-lo e respeitar o seu &quot;direito&quot; de ser neo-nazista (mesmo n&atilde;o praticante) &eacute; um ato de irresponsabilidade (ao meu ver).</p>
<p>Se ele se vestiu assim apenas para provocar (mesmo caso da Geisy) ele teria a resposta do que procurou, ao ser vaiado e perseguido nos corredores. Se ele se vestiu assim por ser um neo-nazista, ele tem que ser combatido, de forma inteligente claro.</p>
<p>Se a massa (que nos garante certo grau de anonimato) nos permite ataca-lo (verbalmente), que seja usada.</p>
<p>Se a massa n&atilde;o se manisfesta, ent&atilde;o de forma inteligente ele seja observado, informa&ccedil;&otilde;es sejam trocadas entre grupos que lutam contra o nazismo. E, no momento certo, com um conjunto de provas suficientes, ele seja desmascarado e denunciado a pol&iacute;cia federal.</p>
<p>Um simpatizante desse tipo de grupo, que cultua e p&otilde;e em pr&aacute;tica o &oacute;dio e a viol&ecirc;ncia, deve ser eliminado da sociedade.</p>
<p>N&atilde;o deve haver espa&ccedil;o para pessoas assim em nossa civiliza&ccedil;&atilde;o. </p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Thiago Leite</title>
		<link>http://teianeuronial.com/universidade-sem-universalismo/comment-page-1/#comment-587</link>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 10:09:56 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;#comment-586&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;@AmBAr Amarelo&lt;/a&gt;,&lt;/b&gt; voc&#234; acrescentou mais um elemento interesante para entender o comportamento da multid&#227;o hist&#233;rica: eles talvez estivessem protestando contra a pr&#243;pria natureza animal deles, e encontraram em Geisy o bode expiat&#243;rio sobre o qual descer o a&#231;oite. 
 
Quanto &#224; hist&#243;ria fict&#237;cia de G&#233;rson: 
 
Primeiro, n&#227;o se sabe se ele &#233; neonazista. Na hist&#243;ria que inventei, ele simplesmente se veste de modo provocador, n&#227;o expressou verbalmente nem em a&#231;&#245;es ser neonazista. Os colegas &#233; que chegaram a essa conclus&#227;o, preconceituosamente, sem antes conversar com ele. 
 
Segundo, mesmo que ele j&#225; tivesse dito antes que era neonazista, na hist&#243;ria que contei ele n&#227;o havia infligido a liberdade de ningu&#233;m, n&#227;o havia xingado negros, n&#227;o havia desrespeitado homossexuais e nem havia ofendido judeus. Ele mantinha suas opini&#245;es para si e talvez para com seus amigos neonazistas. 
 
Terceiro, mesmo se ele tivesse se assumido neonazista, tivesse xingado negros, desrespeitado homossexuais e ofendido judeus, a pior forma de se reagir a isso seria atrav&#233;s de um linchamento. A lei deste pa&#237;s tem cl&#225;usulas que consideram a discrimina&#231;&#227;o como crime pass&#237;vel de puni&#231;&#227;o. 
 
Um neonazista, uma puta, um bandido etc. s&#227;o seres humanos antes de tudo, e qualquer linchamento &#233; desumano, por mais prejudicial que um indiv&#237;duo seja para o resto da humanidade. Podem-se encontrar formas civilizadas de restringir as a&#231;&#245;es negativas das pessoas. 
 
Talvez eu esteja sendo ut&#243;pico, mas se n&#227;o houver utopia, fica mais dif&#237;cil construir um mundo mais humano e universalista. </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><b><a href="#comment-586" rel="nofollow">@AmBAr Amarelo</a>,</b> voc&ecirc; acrescentou mais um elemento interesante para entender o comportamento da multid&atilde;o hist&eacute;rica: eles talvez estivessem protestando contra a pr&oacute;pria natureza animal deles, e encontraram em Geisy o bode expiat&oacute;rio sobre o qual descer o a&ccedil;oite.</p>
<p>Quanto &agrave; hist&oacute;ria fict&iacute;cia de G&eacute;rson:</p>
<p>Primeiro, n&atilde;o se sabe se ele &eacute; neonazista. Na hist&oacute;ria que inventei, ele simplesmente se veste de modo provocador, n&atilde;o expressou verbalmente nem em a&ccedil;&otilde;es ser neonazista. Os colegas &eacute; que chegaram a essa conclus&atilde;o, preconceituosamente, sem antes conversar com ele.</p>
<p>Segundo, mesmo que ele j&aacute; tivesse dito antes que era neonazista, na hist&oacute;ria que contei ele n&atilde;o havia infligido a liberdade de ningu&eacute;m, n&atilde;o havia xingado negros, n&atilde;o havia desrespeitado homossexuais e nem havia ofendido judeus. Ele mantinha suas opini&otilde;es para si e talvez para com seus amigos neonazistas.</p>
<p>Terceiro, mesmo se ele tivesse se assumido neonazista, tivesse xingado negros, desrespeitado homossexuais e ofendido judeus, a pior forma de se reagir a isso seria atrav&eacute;s de um linchamento. A lei deste pa&iacute;s tem cl&aacute;usulas que consideram a discrimina&ccedil;&atilde;o como crime pass&iacute;vel de puni&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>Um neonazista, uma puta, um bandido etc. s&atilde;o seres humanos antes de tudo, e qualquer linchamento &eacute; desumano, por mais prejudicial que um indiv&iacute;duo seja para o resto da humanidade. Podem-se encontrar formas civilizadas de restringir as a&ccedil;&otilde;es negativas das pessoas.</p>
<p>Talvez eu esteja sendo ut&oacute;pico, mas se n&atilde;o houver utopia, fica mais dif&iacute;cil construir um mundo mais humano e universalista. </p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: AmBAr Amarelo</title>
		<link>http://teianeuronial.com/universidade-sem-universalismo/comment-page-1/#comment-586</link>
		<dc:creator>AmBAr Amarelo</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 14:03:31 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://teianeuronial.com/?p=1159#comment-586</guid>
		<description>Geisy &#233; puta! 
 
Eu, um mero macaco, me incomodo com pessoas do tipo Geisy. Elas me tiram da condi&#231;&#227;o de macaco-evolu&#237;do e me lembram que sou prisioneiro dos desejos carnais! 
 
Por n&#227;o aceitar essa minha natureza, eu me enfure&#231;o, e grito com os demais. 
Sendo sincero, acho que se estivesse la teria participado da est&#233;ria coletiva! 
Eu N&#195;O ACHO CERTO isso, mas TEMO que se estivesse la teria feito a mesma coisa. 
 
Quanto ao neo-nazista, eu tamb&#233;m teria feito a mesma coisa mas ACHARIA CERTO! 
 
Gritar com Geisy &#233; ser macaco.  
Se sentir atra&#237;do por Geisy, mesmo fazendo for&#231;a para ignora-la, &#233; ser macaco. 
 
PS 1: N&#227;o quero ser macaco, quero evoluir. 
 
PS 2:  N&#227;o gritar com o neo-nazista &#233; ser irrespons&#225;vel. </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Geisy &eacute; puta!</p>
<p>Eu, um mero macaco, me incomodo com pessoas do tipo Geisy. Elas me tiram da condi&ccedil;&atilde;o de macaco-evolu&iacute;do e me lembram que sou prisioneiro dos desejos carnais!</p>
<p>Por n&atilde;o aceitar essa minha natureza, eu me enfure&ccedil;o, e grito com os demais.</p>
<p>Sendo sincero, acho que se estivesse la teria participado da est&eacute;ria coletiva!</p>
<p>Eu N&Atilde;O ACHO CERTO isso, mas TEMO que se estivesse la teria feito a mesma coisa.</p>
<p>Quanto ao neo-nazista, eu tamb&eacute;m teria feito a mesma coisa mas ACHARIA CERTO!</p>
<p>Gritar com Geisy &eacute; ser macaco. </p>
<p>Se sentir atra&iacute;do por Geisy, mesmo fazendo for&ccedil;a para ignora-la, &eacute; ser macaco.</p>
<p>PS 1: N&atilde;o quero ser macaco, quero evoluir.</p>
<p>PS 2:  N&atilde;o gritar com o neo-nazista &eacute; ser irrespons&aacute;vel. </p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Thiago Leite</title>
		<link>http://teianeuronial.com/universidade-sem-universalismo/comment-page-1/#comment-534</link>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 13:13:36 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://teianeuronial.com/?p=1159#comment-534</guid>
		<description>Pois &#233;, &lt;b&gt;&lt;a href=&quot;#comment-533&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;@Fernando&lt;/a&gt;,&lt;/b&gt; s&#243; a ela. 
 
Quis me referir &#224; perman&#234;ncia numa institui&#231;&#227;o que agiu de forma preconceituosa, que perdeu prest&#237;gio no quesito &#233;tica. Eu n&#227;o ingressaria numa universidade dessas. 
 
Mas voc&#234; tem raz&#227;o. E &#233; preciso lembrar que Geisy &#233; pobre e provavelmente n&#227;o poder&#225; arcar com uma mudan&#231;a de universidade. a n&#227;o ser que alguma outra institui&#231;&#227;o acad&#234;mica se solidarize com ela. 
 
Sei l&#225;... </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pois &eacute;, <b><a href="#comment-533" rel="nofollow">@Fernando</a>,</b> s&oacute; a ela.</p>
<p>Quis me referir &agrave; perman&ecirc;ncia numa institui&ccedil;&atilde;o que agiu de forma preconceituosa, que perdeu prest&iacute;gio no quesito &eacute;tica. Eu n&atilde;o ingressaria numa universidade dessas.</p>
<p>Mas voc&ecirc; tem raz&atilde;o. E &eacute; preciso lembrar que Geisy &eacute; pobre e provavelmente n&atilde;o poder&aacute; arcar com uma mudan&ccedil;a de universidade. a n&atilde;o ser que alguma outra institui&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica se solidarize com ela.</p>
<p>Sei l&aacute;&#8230; </p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Fernando Aoki</title>
		<link>http://teianeuronial.com/universidade-sem-universalismo/comment-page-1/#comment-533</link>
		<dc:creator>Fernando Aoki</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 10:33:28 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://teianeuronial.com/?p=1159#comment-533</guid>
		<description>Ol&#225;, Thiago. S&#243; queria acrescentar que, sobre o &#250;ltimo coment&#225;rio, talvez a Geisy N&#195;O TENHA alternativa para completar o restante do semestre sem perd&#234;-lo, tenha mesmo que engolir o orgulho, retornar e permanecer l&#225; at&#233; completar o semestre. 
 
O que talvez devess&#234;mos esperar dela &#233; aproveitar esses cinco minutos de fama para tentar uma transfer&#234;ncia sem perda do semestre, ou engatilhar uma  nova faculdade assim que terminar o ano. &#201; o que esperar&#237;amos de qualquer pessoa ultrajada como ela foi e que tenha orgulho pr&#243;prio. 
 
Lembre-mo-nos: as pessoas cometem a&#231;&#245;es incoerentes muitas vezes por comodidade ou por h&#225;bito. Talvez permanecer l&#225;, no meio daquele bando de babu&#237;nos, possa at&#233; mesmo ser encarado como um tipo de desafio, um tipo de satisfa&#231;&#227;o pessoal na base do &quot;t&#225; vendo, seus retardados, voc&#234;s tentaram me tirar daqui mas daqui eu n&#227;o saio&quot;. 
 
Muita especula&#231;&#227;o, o futuro da mo&#231;a s&#243; a ela pertence! 
 
Abra&#231;o! </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ol&aacute;, Thiago. S&oacute; queria acrescentar que, sobre o &uacute;ltimo coment&aacute;rio, talvez a Geisy N&Atilde;O TENHA alternativa para completar o restante do semestre sem perd&ecirc;-lo, tenha mesmo que engolir o orgulho, retornar e permanecer l&aacute; at&eacute; completar o semestre.</p>
<p>O que talvez devess&ecirc;mos esperar dela &eacute; aproveitar esses cinco minutos de fama para tentar uma transfer&ecirc;ncia sem perda do semestre, ou engatilhar uma  nova faculdade assim que terminar o ano. &Eacute; o que esperar&iacute;amos de qualquer pessoa ultrajada como ela foi e que tenha orgulho pr&oacute;prio.</p>
<p>Lembre-mo-nos: as pessoas cometem a&ccedil;&otilde;es incoerentes muitas vezes por comodidade ou por h&aacute;bito. Talvez permanecer l&aacute;, no meio daquele bando de babu&iacute;nos, possa at&eacute; mesmo ser encarado como um tipo de desafio, um tipo de satisfa&ccedil;&atilde;o pessoal na base do &quot;t&aacute; vendo, seus retardados, voc&ecirc;s tentaram me tirar daqui mas daqui eu n&atilde;o saio&quot;.</p>
<p>Muita especula&ccedil;&atilde;o, o futuro da mo&ccedil;a s&oacute; a ela pertence!</p>
<p>Abra&ccedil;o! </p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Tweets that mention Teia Neuronial » Universidade sem universalismo -- Topsy.com</title>
		<link>http://teianeuronial.com/universidade-sem-universalismo/comment-page-1/#comment-525</link>
		<dc:creator>Tweets that mention Teia Neuronial » Universidade sem universalismo -- Topsy.com</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 16:39:44 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://teianeuronial.com/?p=1159#comment-525</guid>
		<description>[...] This post was mentioned on Twitter by Thiago Leite, Thiago Leite. Thiago Leite said: Universidade sem universalismo ou De como um grupo de humanos se torna um bando de chimpanzés: http://migre.me/b8ZL #Uniban #Geisy [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] This post was mentioned on Twitter by Thiago Leite, Thiago Leite. Thiago Leite said: Universidade sem universalismo ou De como um grupo de humanos se torna um bando de chimpanzés: <a href="http://migre.me/b8ZL" rel="nofollow">http://migre.me/b8ZL</a> #Uniban #Geisy [...]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Thiago Leite</title>
		<link>http://teianeuronial.com/universidade-sem-universalismo/comment-page-1/#comment-524</link>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 11:55:58 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://teianeuronial.com/?p=1159#comment-524</guid>
		<description>Ah, &lt;b&gt;&lt;a href=&quot;#comment-522&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;@Flavia&lt;/a&gt;,&lt;/b&gt; eu poderia ter me poupado de parte do meu coment&#225;rio anterior se soubesse que voc&#234; ia postar de novo... mas tudo se aproveita. 
&lt;blockquote&gt;Creio que estes fen&#244;menos s&#227;o compar&#225;veis pelo fato de que uma multid&#227;o identifica e se volta contra uma v&#237;tima numa a&#231;&#227;o conjunta que n&#227;o precisa ser combinada de antem&#227;o (um tipo assim de crime n&#227;o premeditado).&lt;/blockquote&gt; 
Concordo. H&#225; um tipo de mente coletiva que &#233; diferente das mentes individuais e funciona como um aliciamento invis&#237;vel do grupo. Se extrapolarmos a ideia Durkheimiana de que o social &#233; uma realidade diferente do individual, h&#225; boas chances de eu n&#227;o estar falando nenhuma besteira... a n&#227;o ser que muita gente comece a concordar... 
 
Gostei do neologismo &lt;em&gt;horigem&lt;/em&gt; (horizonte + origem). :D </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ah, <b><a href="#comment-522" rel="nofollow">@Flavia</a>,</b> eu poderia ter me poupado de parte do meu coment&aacute;rio anterior se soubesse que voc&ecirc; ia postar de novo&#8230; mas tudo se aproveita.</p>
<blockquote><p>Creio que estes fen&ocirc;menos s&atilde;o compar&aacute;veis pelo fato de que uma multid&atilde;o identifica e se volta contra uma v&iacute;tima numa a&ccedil;&atilde;o conjunta que n&atilde;o precisa ser combinada de antem&atilde;o (um tipo assim de crime n&atilde;o premeditado).</p></blockquote>
<p>Concordo. H&aacute; um tipo de mente coletiva que &eacute; diferente das mentes individuais e funciona como um aliciamento invis&iacute;vel do grupo. Se extrapolarmos a ideia Durkheimiana de que o social &eacute; uma realidade diferente do individual, h&aacute; boas chances de eu n&atilde;o estar falando nenhuma besteira&#8230; a n&atilde;o ser que muita gente comece a concordar&#8230;</p>
<p>Gostei do neologismo <em>horigem</em> (horizonte + origem). <img src='http://teianeuronial.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' />  </p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Thiago Leite</title>
		<link>http://teianeuronial.com/universidade-sem-universalismo/comment-page-1/#comment-523</link>
		<dc:creator>Thiago Leite</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 11:44:42 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://teianeuronial.com/?p=1159#comment-523</guid>
		<description>Pois &#233;, &lt;b&gt;&lt;a href=&quot;#comment-518&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;@Joey bem Temperado&lt;/a&gt;.&lt;/b&gt; &#201; por essas coisas que acho que, antes de se pensar nas controversas pol&#237;ticas de cotas (sejam por crit&#233;rios s&#243;cio-econ&#244;micos ou raciais), &#233; preciso repensar o vestibular. Este n&#227;o atesta a voca&#231;&#227;o acad&#234;mica de ningu&#233;m. 
 
&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;#comment-520&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;@Pescador&lt;/a&gt;,&lt;/b&gt; estou ciente dos riscos de se tomar um aforismo de forma apressada. A frase em quest&#227;o pode servir para v&#225;rios prop&#243;sitos, dependendo do que se toma por &quot;indiv&#237;duo&quot;, &quot;intelig&#234;ncia&quot;, &quot;multid&#227;o&quot; e &quot;burrice&quot;. 
 
Neste trecho do texto, eu deixei um pouco de lado, quase de prop&#243;sito, a atitude cr&#237;tica mais s&#233;ria e procurei ser mais metaf&#243;rico, mais meton&#237;mico. Usei a frase para me referir ao fato de que, em meio a uma multid&#227;o voltada para um objetivo, tendemos a perder, em nossas a&#231;&#245;es, a individualdade. Somos arrebatados pelo clima festivo de uma plateia, somos puxados pela corrente que, de fora, se comporta como um ser diferente da soma das a&#231;&#245;es dos indiv&#237;duos que a comp&#245;em. 
 
Meu enfoque estava mais na segunda parte da senten&#231;a: &quot;a multid&#227;o &#233; burra&quot;. Em grupos pequenos talvez isso n&#227;o se aplique, mas, numa massa como a que foi formada no linchamento a Geisy, h&#225; um comportamento coletivo que obscurece os comportamentos individuais. Toda a soma da riqueza mental existente nos indiv&#237;duos ali aglomerados &#233; reduzida a uma ideia, mesmo que em alguns casos seja uma ideia nobre, mas essa ideia est&#225; empobrecida. 
 
Baseio-me a&#237; na experi&#234;ncia pessoal, e n&#227;o quis me delongar na an&#225;lise da natureza ilus&#243;ria dessa realidade. Obrigado por fazer isso. :) 
 
Como voc&#234;, n&#227;o concordo que tudo isso seja natural. Mas compartilho dos ideais modernos que veem na liberdade individual um valor mais importante do que a pris&#227;o da massa (eu devia ter citado Nietzsche). E at&#233; considero que a proposta de Hobbes, de juntar os indiv&#237;duos sobre um poder soberano, &#233; uma forma de nivelar por baixo os indiv&#237;duos. 
 
Olhe, &lt;b&gt;&lt;a href=&quot;#comment-521&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;@Flavia&lt;/a&gt;,&lt;/b&gt; talvez os bonobos sejam d&#243;ceis (e ainda assim porque encontraram meios de socabilidade que arrefecem os impulsos destrutivos), mas os chimpanz&#233;s t&#234;m momentos de ferocidade impressionante. Mesmo nos casos que voc&#234; citou, continuam sendo animais irracionais que n&#227;o refletem sobre as a&#231;&#245;es que est&#227;o tomando, do mesmo modo que as multid&#245;es burras humanas. 
 
&lt;blockquote&gt;Mais parecia que a Geyse era o objeto de um prazer que s&#243; poderia se consumar em bando. Uma esp&#233;cie de presa cujo sabor s&#243; se revela se apreciado em horda.&lt;/blockquote&gt; 
 
A impress&#227;o foi essa. E seu coment&#225;rio me fez lembrar com muita nitiez do &lt;em&gt;mito da horda primitiva&lt;/em&gt; de Freud. Mas quem era o pai a ser morto? 
 
Acho que, primeiramente, n&#227;o foram os meninos e meninas que empreenderam a persegui&#231;&#227;o, mas um bando com elementos masculinos e femininos. 
 
Sua &#250;ltima observa&#231;&#227;o &#233; bem pertinente. Da ordem sexual androc&#234;ntrica participam homens e mulheres, que perpetuam os valores da Guerra dos Sexos e os pap&#233;is dos dois (ou mais) lados desse conjunto de rela&#231;&#245;es de poder. As v&#237;timas s&#227;o todos, todos s&#227;o dominados pela cultura. </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pois &eacute;, <b><a href="#comment-518" rel="nofollow">@Joey bem Temperado</a>.</b> &Eacute; por essas coisas que acho que, antes de se pensar nas controversas pol&iacute;ticas de cotas (sejam por crit&eacute;rios s&oacute;cio-econ&ocirc;micos ou raciais), &eacute; preciso repensar o vestibular. Este n&atilde;o atesta a voca&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica de ningu&eacute;m.</p>
<p><b><a href="#comment-520" rel="nofollow">@Pescador</a>,</b> estou ciente dos riscos de se tomar um aforismo de forma apressada. A frase em quest&atilde;o pode servir para v&aacute;rios prop&oacute;sitos, dependendo do que se toma por &quot;indiv&iacute;duo&quot;, &quot;intelig&ecirc;ncia&quot;, &quot;multid&atilde;o&quot; e &quot;burrice&quot;.</p>
<p>Neste trecho do texto, eu deixei um pouco de lado, quase de prop&oacute;sito, a atitude cr&iacute;tica mais s&eacute;ria e procurei ser mais metaf&oacute;rico, mais meton&iacute;mico. Usei a frase para me referir ao fato de que, em meio a uma multid&atilde;o voltada para um objetivo, tendemos a perder, em nossas a&ccedil;&otilde;es, a individualdade. Somos arrebatados pelo clima festivo de uma plateia, somos puxados pela corrente que, de fora, se comporta como um ser diferente da soma das a&ccedil;&otilde;es dos indiv&iacute;duos que a comp&otilde;em.</p>
<p>Meu enfoque estava mais na segunda parte da senten&ccedil;a: &quot;a multid&atilde;o &eacute; burra&quot;. Em grupos pequenos talvez isso n&atilde;o se aplique, mas, numa massa como a que foi formada no linchamento a Geisy, h&aacute; um comportamento coletivo que obscurece os comportamentos individuais. Toda a soma da riqueza mental existente nos indiv&iacute;duos ali aglomerados &eacute; reduzida a uma ideia, mesmo que em alguns casos seja uma ideia nobre, mas essa ideia est&aacute; empobrecida.</p>
<p>Baseio-me a&iacute; na experi&ecirc;ncia pessoal, e n&atilde;o quis me delongar na an&aacute;lise da natureza ilus&oacute;ria dessa realidade. Obrigado por fazer isso. <img src='http://teianeuronial.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Como voc&ecirc;, n&atilde;o concordo que tudo isso seja natural. Mas compartilho dos ideais modernos que veem na liberdade individual um valor mais importante do que a pris&atilde;o da massa (eu devia ter citado Nietzsche). E at&eacute; considero que a proposta de Hobbes, de juntar os indiv&iacute;duos sobre um poder soberano, &eacute; uma forma de nivelar por baixo os indiv&iacute;duos.</p>
<p>Olhe, <b><a href="#comment-521" rel="nofollow">@Flavia</a>,</b> talvez os bonobos sejam d&oacute;ceis (e ainda assim porque encontraram meios de socabilidade que arrefecem os impulsos destrutivos), mas os chimpanz&eacute;s t&ecirc;m momentos de ferocidade impressionante. Mesmo nos casos que voc&ecirc; citou, continuam sendo animais irracionais que n&atilde;o refletem sobre as a&ccedil;&otilde;es que est&atilde;o tomando, do mesmo modo que as multid&otilde;es burras humanas.</p>
<blockquote><p>Mais parecia que a Geyse era o objeto de um prazer que s&oacute; poderia se consumar em bando. Uma esp&eacute;cie de presa cujo sabor s&oacute; se revela se apreciado em horda.</p></blockquote>
<p>A impress&atilde;o foi essa. E seu coment&aacute;rio me fez lembrar com muita nitiez do <em>mito da horda primitiva</em> de Freud. Mas quem era o pai a ser morto?</p>
<p>Acho que, primeiramente, n&atilde;o foram os meninos e meninas que empreenderam a persegui&ccedil;&atilde;o, mas um bando com elementos masculinos e femininos.</p>
<p>Sua &uacute;ltima observa&ccedil;&atilde;o &eacute; bem pertinente. Da ordem sexual androc&ecirc;ntrica participam homens e mulheres, que perpetuam os valores da Guerra dos Sexos e os pap&eacute;is dos dois (ou mais) lados desse conjunto de rela&ccedil;&otilde;es de poder. As v&iacute;timas s&atilde;o todos, todos s&atilde;o dominados pela cultura. </p>
]]></content:encoded>
	</item>
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		<title>By: Flavia</title>
		<link>http://teianeuronial.com/universidade-sem-universalismo/comment-page-1/#comment-522</link>
		<dc:creator>Flavia</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 11:39:21 +0000</pubDate>
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		<description>&lt;a href=&quot;#comment-520&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;@Pescador&lt;/a&gt;  
Oi, Pescador, concordo em parte. Acho que certas coisas s&#227;o usadas s&#243; como ret&#243;rica. Isso n&#227;o &#233; ruim, &#233; s&#243; um desabafo, e todos precisamos desabafar. Proceder de forma anal&#237;tica mataria o desabafo. Um desabafo &#233; um insulto. Imagina que se em vez de eu dizer pra algu&#233;m: &quot;voc&#234; &#233; um filho da puta&quot; eu come&#231;e a dizer algo do tipo &quot;a tua gera&#231;&#227;o parental me parece que tem algo que &#233; discut&#237;vel moralmente, apesar de que &#233; tamb&#233;m discut&#237;vel se o fato de que a tua gera&#231;&#227;o parental tenha algo de discut&#237;vel moralmente tenha algum m&#233;rito no caso de eu achar que voc&#234; tem algo de discut&#237;vel moralmente, pois n&#227;o &#233; fato que a constitui&#231;&#227;o moral e uma pessoa seja passada na sua reprodu&#231;&#227;o juntamente com caracter&#237;sticas f&#237;sicas. No entanto, o caso n&#227;o est&#225; decidido, pois pode-se pensar que defeitos morais sejam repassados pela educa&#231;&#227;o. No entanto, como o pr&#243;prio conceito de imoral tem camadas e camadas de constru&#231;&#227;o simb&#243;lica...&quot; e por ai vai... 
 
&#224;s vezes agente precisa chamar algu&#233;m de FDP, e isso n&#227;o &#233; levado a s&#233;rio, assim como chamar a multid&#227;o de burra.  
 
Mas entendo que a discuss&#227;o seja pertinente pra voc&#234;. E concordo, al&#233;m disso, que a discuss&#227;o &#233; pertinente (&#233; pertinente para mim tamb&#233;m): multid&#227;o &#233; diferente de indiv&#237;duo, ou h&#225; algo do indiv&#237;duo na multid&#227;o e h&#225; algo da multid&#227;o no indiv&#237;duo? Acho que dificilmente a discuss&#227;o se resolver&#225; no abstrato, assim, se bem que precisamos de exemplos que possam ser generalizados. &#201; preciso - acho - que comparar isso com outros fen&#244;menos similares. Por exemplo, h&#225; poucos dias, uma estudante foi estuprada numa escola. Outro fato que eu acho compar&#225;vel: outro dia mesmo, vi na BBC um v&#237;deo de uma aldeia na &#205;ndia onde as pessoas estavam linchando mulheres identificadas como bruchas. Aqui perto de n&#243;s, e especificamente em comunidades universit&#225;rias, temos os trotes violentos e a tal da festa na veterin&#225;ria-usp em que todos se voltaram contra um casaql de garotos que se beijou. Creio que estes fen&#244;menos s&#227;o compar&#225;veis pelo fato de que uma multid&#227;o identifica e se volta contra uma v&#237;tima numa a&#231;&#227;o conjunta que n&#227;o precisa ser combinada de antem&#227;o (um tipo assim de crime n&#227;o premeditado). Creio que comparar o que esses eventos tem de similar e o que eles t&#234;m de diferente nos leva mais longe que uma discuss&#227;o abstrata da natureza humana. Cada vez mais me conven&#231;o que querer chegar &#224; natureza humana &#233; como querer chegar ao horizonte. Que ele existe, existe, mas n&#227;o se trata de um lugar, mas do limite do que podemos enxergar, dada a conforma&#231;&#227;o do corpo celeste que habitamos. Assim tamb&#233;m a conforma&#231;&#227;o da nossa linguagem acaba impondo os limites dessa discuss&#227;o, pois ela pr&#243;pria est&#225; tamb&#233;m na horigem desses conceitos. </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p><a href="#comment-520" rel="nofollow">@Pescador</a> </p>
<p>Oi, Pescador, concordo em parte. Acho que certas coisas s&atilde;o usadas s&oacute; como ret&oacute;rica. Isso n&atilde;o &eacute; ruim, &eacute; s&oacute; um desabafo, e todos precisamos desabafar. Proceder de forma anal&iacute;tica mataria o desabafo. Um desabafo &eacute; um insulto. Imagina que se em vez de eu dizer pra algu&eacute;m: &quot;voc&ecirc; &eacute; um filho da puta&quot; eu come&ccedil;e a dizer algo do tipo &quot;a tua gera&ccedil;&atilde;o parental me parece que tem algo que &eacute; discut&iacute;vel moralmente, apesar de que &eacute; tamb&eacute;m discut&iacute;vel se o fato de que a tua gera&ccedil;&atilde;o parental tenha algo de discut&iacute;vel moralmente tenha algum m&eacute;rito no caso de eu achar que voc&ecirc; tem algo de discut&iacute;vel moralmente, pois n&atilde;o &eacute; fato que a constitui&ccedil;&atilde;o moral e uma pessoa seja passada na sua reprodu&ccedil;&atilde;o juntamente com caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas. No entanto, o caso n&atilde;o est&aacute; decidido, pois pode-se pensar que defeitos morais sejam repassados pela educa&ccedil;&atilde;o. No entanto, como o pr&oacute;prio conceito de imoral tem camadas e camadas de constru&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica&#8230;&quot; e por ai vai&#8230;</p>
<p>&agrave;s vezes agente precisa chamar algu&eacute;m de FDP, e isso n&atilde;o &eacute; levado a s&eacute;rio, assim como chamar a multid&atilde;o de burra. </p>
<p>Mas entendo que a discuss&atilde;o seja pertinente pra voc&ecirc;. E concordo, al&eacute;m disso, que a discuss&atilde;o &eacute; pertinente (&eacute; pertinente para mim tamb&eacute;m): multid&atilde;o &eacute; diferente de indiv&iacute;duo, ou h&aacute; algo do indiv&iacute;duo na multid&atilde;o e h&aacute; algo da multid&atilde;o no indiv&iacute;duo? Acho que dificilmente a discuss&atilde;o se resolver&aacute; no abstrato, assim, se bem que precisamos de exemplos que possam ser generalizados. &Eacute; preciso &#8211; acho &#8211; que comparar isso com outros fen&ocirc;menos similares. Por exemplo, h&aacute; poucos dias, uma estudante foi estuprada numa escola. Outro fato que eu acho compar&aacute;vel: outro dia mesmo, vi na BBC um v&iacute;deo de uma aldeia na &Iacute;ndia onde as pessoas estavam linchando mulheres identificadas como bruchas. Aqui perto de n&oacute;s, e especificamente em comunidades universit&aacute;rias, temos os trotes violentos e a tal da festa na veterin&aacute;ria-usp em que todos se voltaram contra um casaql de garotos que se beijou. Creio que estes fen&ocirc;menos s&atilde;o compar&aacute;veis pelo fato de que uma multid&atilde;o identifica e se volta contra uma v&iacute;tima numa a&ccedil;&atilde;o conjunta que n&atilde;o precisa ser combinada de antem&atilde;o (um tipo assim de crime n&atilde;o premeditado). Creio que comparar o que esses eventos tem de similar e o que eles t&ecirc;m de diferente nos leva mais longe que uma discuss&atilde;o abstrata da natureza humana. Cada vez mais me conven&ccedil;o que querer chegar &agrave; natureza humana &eacute; como querer chegar ao horizonte. Que ele existe, existe, mas n&atilde;o se trata de um lugar, mas do limite do que podemos enxergar, dada a conforma&ccedil;&atilde;o do corpo celeste que habitamos. Assim tamb&eacute;m a conforma&ccedil;&atilde;o da nossa linguagem acaba impondo os limites dessa discuss&atilde;o, pois ela pr&oacute;pria est&aacute; tamb&eacute;m na horigem desses conceitos. </p>
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		<title>By: Flavia</title>
		<link>http://teianeuronial.com/universidade-sem-universalismo/comment-page-1/#comment-521</link>
		<dc:creator>Flavia</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 11:10:04 +0000</pubDate>
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		<description>Oi, Thiago, 
 
Realmente, a multid&#227;o &#233; est&#250;pida. Mas n&#227;o h&#225; compara&#231;&#227;o com os chimpanz&#233;s que s&#227;o t&#227;o d&#243;ceis... Vou defender os chimpanz&#233;s: h&#225; sim disputa entre grupos por territ&#243;rio, e entre machos e f&#234;meas, mas nestes casos, em geral, a a&#231;&#227;o &#233; feita para fazer com que o outro desista de um objeto disputado. Qual seria o objeto de disputa no confronto Geyse X estupradores? Mais parecia que a Geyse era o objeto de um prazer que s&#243; poderia se consumar em bando. Uma esp&#233;cie de presa cujo sabor s&#243; se revela se apreciado em horda. Note-se que n&#227;o foram s&#243; os meninos que a perseguiram: foram os meninos e meninas. E mais: creio que as imagens podem levar a uma ilus&#227;o sobre o papel dos meninos. Eles aparecem &#224; porta e subindo as janelas, mas precisamos notar que as meninas fizeram o papel fundamental de apontar a v&#237;tima e estimular que os meninos cumprissem o seu &quot;papel de machinhos&quot;. Se voc&#234; tem um c&#227;o adestrado na coleira - um pit bull - e aponta a v&#237;tima e solta a coleira, o culpado do que se segue &#233; somente o c&#227;o? </description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Oi, Thiago,</p>
<p>Realmente, a multid&atilde;o &eacute; est&uacute;pida. Mas n&atilde;o h&aacute; compara&ccedil;&atilde;o com os chimpanz&eacute;s que s&atilde;o t&atilde;o d&oacute;ceis&#8230; Vou defender os chimpanz&eacute;s: h&aacute; sim disputa entre grupos por territ&oacute;rio, e entre machos e f&ecirc;meas, mas nestes casos, em geral, a a&ccedil;&atilde;o &eacute; feita para fazer com que o outro desista de um objeto disputado. Qual seria o objeto de disputa no confronto Geyse X estupradores? Mais parecia que a Geyse era o objeto de um prazer que s&oacute; poderia se consumar em bando. Uma esp&eacute;cie de presa cujo sabor s&oacute; se revela se apreciado em horda. Note-se que n&atilde;o foram s&oacute; os meninos que a perseguiram: foram os meninos e meninas. E mais: creio que as imagens podem levar a uma ilus&atilde;o sobre o papel dos meninos. Eles aparecem &agrave; porta e subindo as janelas, mas precisamos notar que as meninas fizeram o papel fundamental de apontar a v&iacute;tima e estimular que os meninos cumprissem o seu &quot;papel de machinhos&quot;. Se voc&ecirc; tem um c&atilde;o adestrado na coleira &#8211; um pit bull &#8211; e aponta a v&iacute;tima e solta a coleira, o culpado do que se segue &eacute; somente o c&atilde;o? </p>
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