Coleção de sinapses 1

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Esta semana a atriz Demi Moore ajudou um twitteiro a desistir do suicídio, mas o CQC não desistiu de desmascarar a corrupção existente na Educação Pública do interior de São Paulo. Quanto à corrupção na Igreja Católica, muitas crianças continuam sendo abusadas sexualmente e sacerdotes continuam impunes.

O que não continuou impune foi a Conjuntura de Poincaré, resolvida por um matemático russo que recusou o prêmio pelo feito. O que ainda não está resolvida é a existência de vida extraterrestre, que poderia haver em Titã, lua de Saturno. Quanto à vida na Terra, biólogos tentam conciliar o Evolucionismo com a visão cristã do mundo. E da vida de Leonard Nimoy, só sei que deveria ser longa e próspera…

Demi Moore evita suicídio de fã pela segunda vez – Jovem Nerd News

O Twitter e tantas outras ferramentas virtuais, redes sociais e afins, têm potencial para servir como meio de as pessoas encontrarem apoio para sua solidão e sofrimento. Não se pode negar que, com mais possibilidade de interação social, há mais chances de encontrar alguém disposto a dar consolo a quem precisa.

CQC – PROTESTE JÁ 22/03 – TV de Barueri – Sem censura (em 5 partes) – YouTube

Se o Jornalismo brasileiro ousasse mais, como o faz o pessoal do Custe o Que Custar – CQC, talvez a vergonha pública de dirigentes corruptos os obrigasse a cumprir com suas obrigações para com a população atendida por seus serviços, pelo que todos nós pagamos.

“X-Woman” Discovered -Shared Ancestry with Neanderthals and Modern Humans – The Daily Galaxy

Não seria de surpreender encontrar outras espécies do gênero Homo convivendo além do sapiens e do neanderthalensis, antes do primeiro ter subsistido ao outro. E também não seria surpresa encontrar muitos casos de híbridos entre as duas raças, pois são geneticamente compatíveis. É bem provável, aliás, que os humanos contemporâneos, que constituem uma só raça, seja resultado da mistura de mais de uma subespécie antiga.

Charge: A Igreja e a Padrefilia – Blog do Joaquim Monteiro

A Igreja e os que fazem parte de sua dirigência têm enorme poder acumulado e muitos recursos para não deixar que seus crimes abalem suas estruturas. A ICAR está aí firme e forte, depois dos horrores das Cruzadas e da Inquisição. Já passou da hora de mudanças radicais, de quebrar o tabu de se mexer com os representantes de Deus na Terra e puni-los como cidadãos com deveres iguais aos de qualquer outro. O problema é que cada país onde há padres pedófilos há uma legislação diferente, mas os Direitos Humanos Universais devem prevalecer para proteger as vítimas.

debaixo da torre eiffel – obvious

Eu me pergunto se monsieur Eiffel já tinha previsto o efeito de se olhar sua Torre de um ângulo não-convencional.

mac vs pc – obvious

Eu sinto essa diferença até entre meu notebook com Windows e meu iPod Touch. As coisas da Microsoft não são fluidas, parecem gambiarras muito bem disfarçadas. Os produtos da Apple, por outro lado, só surpreendem mesmo quando travam, o que, no caso do meu iPod, só aconteceu uma vez até hoje e nem houve prejuízo.

Russo resolve problema de matemática e ganha 1 milhão de dólares – Jovem Nerd News

O engraçado disso tudo é que há um episódio de Jornada nas Estrelas: a Nova Geração (cuja história se passa no século XXIV) em que o capitão Jean-Luc Picard está tentando resolver a tal Conjuntura de Poincaré, até então insolúvel. Felizmente, podemos tratar o universo de Star Trek como uma realidade alternativa à nossa e não uma previsão do que vai acontecer de fato. Afinal, na storyline da série, a Terra da década de 90 do século XX foi dominada por vários ditadores sobre-humanos nascidos da eugenia, como o famigerado Khan Noonien Singh.

Life on Saturn’s Titan: Could It be Methane Based? – The Daily Galaxy

A ficção científica já especulou muito sobre a possibilidade de vida em condições diferentes da Terra, tanto em termos de temperatura, pressão e clima quanto dos elementos presentes no planeta candidato a fazer brotar vida. Mas uma coisa que me deixa intrigado no caso de um satélite natural é que seu movimento de translação ao redor do planeta combinado com o de revolução ao redor do Sol produz uma órbita que talvez deixe as condições de luz e temperatura instáveis demais. No caso da Terra, temos um ciclo circadiano relativamente contante, que permite a existência de seres vivos que vivem um ritmo estável de atividade e repouso. Entretanto, condições diferentes destas poderiam produzir criaturas com ciclos bem excêntricos em relação aos nossos, porém possíveis.

If ET Calls, Who Speaks For Humanity? – The Daily Galaxy

Muito boa a ideia de mandarmos mensagens explícitas para o espaço ao invés de contar com a captação de transmissões aleatórias de rádio e TV. Evitaríamos, por exemplo, mal-entendidos como no filme Viagem ao Mundo dos Sonhos (Explorers, 1985), em que extraterrestres têm medo de vir à Terra, pois viram nos filmes que os forasteiros vindos do espaço sempre são recebidos com fogo. Porém, todo antropólogo sabe que se pode aprender muito mais de uma cultura observando as manifestações espontâneas dos nativos do que lhes pedindo para formular o que pensam da própria sociedade.

Official Adam Hughes Website

Gosto muito desse estilo de desenho. Lembra muito Quinton Hoover, que lembra Michael Kaluta (que influenciou esse último), que lembra Alphonse Mucha (que influenciou esse último). Não por acaso, Hughes tem influência do art nouveau.

ENTREVISTA: FRANCISCO AYALA Biólogo, premio Templeton: “Si el creacionismo fuera verdad, Dios sería un abortista” – El País

Por que as pessoas insistem tanto em louvar um cientista por “conseguir”, ou tentar “conseguir” conciliar Religião e Ciência? São duas coisas completamente separadas. Se um cientista tenta manter-se religioso, precisa abdicar de muitas das verdades proferidas pela religião, para não se contradizer. E fazendo isso acaba criando para si uma religião própria, diferente ou deturpada em relação àquela que costumava seguir. Ademais, é perfeitamente possível desenvolver um “sentido” para o mundo sem recorrer à religião. A própria Ciência, junto com a Filosofia, fazem isso sem precisar recorrer às tradições religiosas, que, via de regra, são rígidas demais em muitos pontos para se adaptar totalmente ao Zeitgeist contemporâneo.

Artistas juntam US$ 9,5 milhões para preservar símbolo de Hollywood – G1

Um letreiro não vale tanto assim. Todo esse dinheiro, conseguido tão facilmente, irá para os bolsos de pessoas que já têm dinheiro demais. Por que não aproveitar essa facilidade de angariar fundos para ajudar pessoas que realmente precisam? Está certo que “Hollywood” tem um valor histórico, mas a prefeitura de Los Angeles não poderia tombá-lo como patrimônio?

Leonard Nimoy, o eterno Spock, completa 79 anos. Veja curiosidades sobre o ator! – Portal Vírgula

Leonard Nimoy me surpreendeu quando descobri que foi ele quem dirigiu As Coisas Engraçadas do Amor (Funny About Love, 1990), um filme que não tem quase nada a ver com o imperturbável Sr. Spock. É um artista bem versátil, e a matéria me deu vontade de conhecer mais dos trabalhos dele fora da nave estelar Enterprise.

peugeot, mobilidade em estilo futurista – obvious

Estamos “chegando no futuro”! Muito legal ver esse veículo e imaginar que talvez daqui a algumas décadas teremos uma nova estética trafegando as ruas (e talvez os ares). Gadgets como Eva, do filme WALL-E, com um design cheio de curvas e abóbadas, nos remetem a uma vindoura era (realmente) espacial. Mas há ainda muitíssimo chão para pisar e nivelar antes que possamos nos dar ao luxo de usufruir de tecnologias limpas e eficientes. E há também muitas desigualdades a se equilibrar antes de concebermos uma sociedade cujos membros possam todos aproveitar os benefícios das tecnologias ecologicamente (e, espero, economicamente) corretas.

De pais, filhos e um mundo melhor

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Funny about loveAssisti um dia destes, com minha namorada Inês, ao filme As coisas engraçadas do amor (Funny about love), produzido em 1990 e dirigido por Leonard Nimoy. Protagonizado pelo escalafobético Gene Wilder (cuja incorporação de Willy Wonka, em A fantástica fábrica de chocolate, é um epifenômeno cinematográfico) e por Christine Lahti, é o que se pode enquadrar no estilo comédia romântica.

No entanto, muitas das coisas que se fazem hoje em dia sob o rótulo de comédia romântica são bobagens. Constroem seu humor sobre situações ridículas e de constrangimento, o que, na maioria dos casos, não considero humor. As coisas engraçadas do amor, no entanto, tem seu humor concentrado nos diálogos dos personagens, nas observações que estes fazem dos acontecimentos da trama. É uma comédia no sentido usado pelos gregos e romanos, ou seja, uma narrativa com final feliz, ou, como eu gosto de conceituar, uma história otimista.

Warning: Spoilers!

A história trata, no geral, do conflito entre executar um projeto de vida pessoal e criar um filho. Além disso, o casal protagonista passa boa parte do tempo tentando conceber uma criança, e com muita dificuldade acaba admitindo a possibilidade de se criar um filho adotado.

É muito forte o impulso de querer ter um filho gerado da própria

força fecundante
De [sua] brônzea trama neuronial

(Acho que foi da leitura de Augusto dos Anjos que veio o “neuronial” com “i” de minha Teia. Já a chamaram de “Teia Neuronal”, o que é mais comum, e até “Teia Neural” (!).)

Se as pessoas que querem ajudar uma consciência em estado físico pueril a se desenvolver se preocupassem mais com o bem-estar desse outro ser e com a possibilidade de dar ao mundo um cidadão melhor, pouco lhes importaria quem o pariu. A essa exigência pode subjazer egoísmo (pois muitas pessoa querem um filho que seja uma miniatura de si mesmas), espírito de clã (querem dar continuidade a uma linhagem) e até, em alguns casos, racismo (querem mais uma criança de “raça pura” no mundo).

Os egoístas se esquecem que aquela criança vai um dia ser um adulto, e provavelmente vai demandar para si sua própria identidade. Os que acreditam na linhagem perdem de vista a ancestralidade comum de todos os seres humanos. Os racistas, tristemente, ainda estão achando que alguns humanos são mais iguais do que outros, como os porcos que tomaram conta da fazenda em A Revolução dos Bichos, de George Orwell (cuja adaptação para o cinema é recomendada, embora o desfecho decepcione):

All animals are equal, but some animals are more equal than others.

Homo significa igual. Há muito tempo sabemos que não existe, atualmente, uma subespécie de Homo sapiens sapiens. As diferenças relevantes são individuais ou criadas social e culturalmente. E mesmo nas relações entre espécies distintas deve-se buscar aquilo que há em comum, para que possa haver convivência no universo. Afinal, a comunicação mais elementar exige um mínimo de alguma coisa comum. Nem que seja para que o outro entenda que o estou insultando.

Aprender e assumir uma atitude universalista é o mínimo que os adultos podem fazer por todas as crianças com quem entram em contato. Para muitas sociedades, há apenas um termo para designar os pais e parentes da mesma geração que estes, assim como um só termo para irmãos e primos. Se tomarmos para nós um pouquinho de responsabilidade perante qualquer criança, estas poderão, no mínimo, ter a mente suficientemente aberta para nunca deixar de aprender e evoluir.