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‘Raça-etnia e Identidade’

Babies – Resenha

Babies - Resenha
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21/05/2011
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Uma oportunidade para insights sobre igualdade e diferença



Babies (2010), filme dirigido por Thomas Balmès, é um documentário que testemunha, sem narração, o 1º ano de vida de quatro pequenos seres humanos, cada um de uma parte distinta da Terra. Ponijao é um menino namibiano, Mari é uma menina japonesa, Bayar é um menino mongólico e Hattie é uma menina norte-americana.

Acompanhamos diversos momentos da vida das pequenas crianças, desde o nascimento, passando pelas primeiras palavras até os primeiros passos. Os quatro bebês comovem o espectador, como é comum com adultos contemplando infantes dessa tamanho e idade. O cineasta escolhe momentos pitorescos e os encaixa com cenas que mostram especificidades culturais, de hábitos e costumes.

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Autor: Categories: Antropologia, Filmes, Resenhas

A evolução do homem branco

A evolução do homem branco
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17/04/2011
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Preconceitos e pré-noções nas representações da evolução humana



Desde que as teorias sobre a evolução biológica do Homo sapiens começaram a ser elaboradas, tornaram-se comuns os esquemas gráficos que representam os diversos estágios que vão desde os primatas que deram origem aos hominídeos modernos até o ser humano como o conhecemos nos dias de hoje.

A Ciência se guia pelo ideal da objetividade, embora reconheça que a limitação dos sentidos humanos tenha que ser relevada e implique sempre na aproximação da realidade e não em sua pura apreensão. Os valores e pré-noções culturais também marcam a forma como construímos o conhecimento científico e os esquemas evolutivos humanos são exemplos de como as representações do mundo restringem o alcance das representações científicas.

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Autor: Categories: Antropologia, Ensaios

Desumanização

Desumanização
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3/04/2011
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“Discriminação Contra Negros Está Ligada A Desumanização, Conclui Estudo”



De vez em quando surge uma notícia sobre jogadores de futebol negros que sofrem ofensas raciais mundo afora. Via de regra, essas ofensas comparam os jogadores com macacos, reproduzindo o velho preconceito de que certos grupos humanos são menos evoluídos do que outros, até mesmo menos humanos.

Um estudo feito em 2008 por pesquisadores de Psicologia da Universidade de Stanford mostrou que ainda é muito presente a associação que aproxima negros de macacos. De 2008 para cá, nada parece ter mudado. A seguir, reproduzo uma matéria do site ScienceDaily, traduzida do inglês, que descreve as condições em que foi feita essa pesquisa e seus resultados.

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Autor: Categories: Compartilhando

Estereótipos étnicos em Star Wars

Estereótipos étnicos em Star Wars
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2/01/2011
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ou Reflexos de preconceito numa galáxia distante



Há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante, teve lugar uma aventura espacial, épica e mítica. Essa aventura nos diverte, a nós humanos terráqueos, na Via Láctea dos dias de hoje. Não é à toa, pois a narrativa de Star Wars (Guerra nas Estrelas) tem vários personagens arquetípicos e é construída segundo a mesma fórmula das narrativas míticas antigas.

Porém, além de nos fisgar pela emoção de uma luta épica contra um império do mal, pela autodescoberta do protagonista e pelo conflito edipiano subjacente a tudo isso, Star Wars também apela para pré-noções, ou melhor, preconceitos, menos nobres, sub-reptícia e talvez não intencionalmente retratados em alguns dos personagens marcantes da saga.

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O que faz do nerd um nerd? – parte 2

O que faz do nerd um nerd? – parte 2
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29/12/2010
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ou O romantismo fantástico e os desafios mentais



Desde que a palavra nerd começou a nomear estudantes CDFs das escolas norte-americanas, muitas vezes fascinados por Ciências Exatas, o termo se estendeu para abranger pessoas que têm gostos exóticos ou se aprofundam de maneira exagerada em coisas fora do mainstream (o que às vezes é chamado de cult).

No entanto, certas mídias se tornaram corolários de uma certa identidade nerd que hoje assume o aspecto quase de uma tribo urbana. Quadrinhos, ficção científica, literatura fantástica, cinema de aventura, RPG, video games, Star Wars, Star Trek, O Senhor dos Anéis… A tendência de alguém que goste muito de uma dessas coisas é aumentar seu ciclo de amizades e ampliar seus gostos com base em algo comum a tudo isso. Mas o que há realmente em comum entre tudo isso? O que faz do nerd um nerd?

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Autor: Categories: Antropologia, Ensaios

O que faz do nerd um nerd? – parte 1

O que faz do nerd um nerd? - parte 1
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3/12/2010
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ou Um ensaio antropológico e uma emergência “étnica”



Quando criança, eu me destacava intelectualmente na escola. Meus familiares, desde muito cedo, me incentivaram a ler, dando-me livros de literatura infantil. Na adolescência, desenvolveram-se o gosto pela leitura e pela escrita. Comecei a me interessar por cinema e literatura de terror, Poe, Lovecraft… Elegi o heavy metal e derivados, estilos pouco apreciados pela maioria das pessoas com que convivo, como trilha sonora do meu quarto.

A convivência com certas amizades manteve acesa a lembrança e o gosto por desenhos animados e seriados de super-heróis japoneses. Comecei a jogar RPG com um pessoal, chegando a esboçar a criação de vários sistemas e cenários. Conheci Tolkien e Marion Zimmer Bradley, além de alguns quadrinhos. Certo dia, com o dinheiro de uma bolsa de estudos da Universidade, comprei em VHS a trilogia original de Guerra nas Estrelas. Até então, eu nem sabia bem o que era um “nerd”.

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Autor: Categories: Antropologia, Ensaios

O preço do direito

O preço do direito
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9/07/2010
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ou A Justiça é uma deusa que exige sacrifícios?



Desde que o Estado brasileiro aboliu o sistema econômico escravista com a Lei Áurea (uma lei de 2 artigos simplórios), a distribuição da propriedade da terra tem mantido um padrão: grandes e ricas propriedades concentradas em poucas mãos e uma grande massa de gente com pouca ou nenhuma terra, para morar nem de onde tirar sobrevivência.

A Reforma Agrária promovida pelo Estado foi um projeto que trouxe certa esperança de reverter esse quadro desumano. Parece muito justo repassar grandes montantes de terras ociosas para as enxadas de quem vive ruralmente e quer trabalhar e sobreviver. Mas há casos em que as populações despossuídas foram também desapossadas, perderam suas terras para quem pôde pagar pela lei, pois os direitos muitas vezes não são distribuídos de graça.

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Autor: Categories: Crônicas, Ensaios

Cotas raciais – parte 3

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29/04/2010
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ou Se as e raças existissem, deveriam ser abolidas



A raça é uma construção social. A maioria dos cientistas sociais e biólogos vão concordar com essa afirmação. Isso não quer dizer que ela não tenha efeitos nocivos sobre nós. A ideia de que existem raças baseia a discriminação racial. Mas, justamente por isso. a ideia de que uma “raça” possui aspectos intrínsecos que a diferenciam das outras deveria ser desconstruída. No entanto, há muito mais coisas a ser consideradas na discussão sobre cotas raciais…

Nesta terceira parte da Série Cotas Raciais, dou continuidade à análise dos comentários que foram deixados na primeira parte. Retomo aqui um comentário de Eduardo Prado, autor do blog Conversa de Bar, e um de AmBar Amarelo. O tema vai se complexificando ainda mais e, pessoalmente, vou ficando com grandes dúvidas sobre o posicionamento anticotas que eu costumava defender…

Operários, de Tarsila do Amaral

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Cotas raciais – parte 2

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31/03/2010
1 comentário

ou Mestiçagem, mistura de assuntos e relação entre temas



No primeiro artigo sobre as cotas raciais, apontei questionamentos sobre a guerra discursiva entre os pró-cotas e os anticotas, tendo como mote o pronunciamento do senador Demóstenes Torres no Supremo Tribunal Federal. Antecipei que na segunda parte eu escreveria sobre minhas razões para ser um anticotas e sobre os problemas relacionados ao vestibular e à Universidade.

Porém, os comentários à primeira parte foram muito extensos e decidi que não valeria a pena respondê-los diretamente na seção específica. Ao invés disso, achei que os comentários mereciam ser respondidos como continuações ao primeiro texto, prolongando-me aos poucos nas respostas e fazendo surgir mais questionamentos, tecendo uma teia neuronial extensa sobre o tema.

Operários, de Tarsila do Amaral

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Cotas raciais – parte 1

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17/03/2010
17 comentários

ou Crônicas de uma guerra discursiva



O Brasil está num impasse. A depender do resultado de discussões e votos nas instâncias governamentais brasileiras, poderemos ter mudanças radicais na forma como encaramos nossa identidade nacional, étnica, racial e cultural. Isso por que estamos às voltas de uma difícil polêmica sobre a proposta de se implementar as cotas raciais nas universidades do Brasil.

A recente audiência no Supremo Tribunal Federal trouxe à baila um discurso controverso, proferido pelo senador Demóstenes Torres, em que defende as cotas sociais (voltadas aos pobres de qualquer identidade racial) temporárias e em que fez duas afirmações armadas de dinamite: que a escravidão foi corresponsabilidade dos africanos; e que as relações sexuais entre senhores brancos e escravas pretas foi mais consensual do que se pensa. A dinamite explodiu em todos os lados…

Trecho do quadro Operários, de Tarsila do Amaral

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