Mitose Neural 9 – O Labirinto do Fauno

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Sejam bem-vindos a mais um episódio do podcast Mitose Neural! Neste episódio 9 do podcast da Teia Neuronial, conversamos sobre um clássico filme contemporâneo, O Labirinto do Fauno (El Laberinto del Fauno), de Guillermo del Toro, contextualizando o momento histórico da fábula, buscando analogias internas da dupla narrativa, explorando símbolos e mitos e fazendo referências a outras obras com temas semelhantes.

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O Labirinto do Fauno

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11 comentários sobre “Mitose Neural 9 – O Labirinto do Fauno

  1. Tiago de Lima Castro

    Estou escutando o episódio e as interpretações estão muito boas.

    Acho que essa é a obra prima de Del Toro. A quantidade de símbolos e possibilidades reflexivas é incrível.

    Gosto de pensar que os dois planos da realidade e fantasia, que geram essa interessantíssima ambiguidade, talvez seja uma comparação do bem e do mal em ambos. No final, o Capitão Vidal é mais assustador, a mim, que a própria criatura que alimenta-se do sangue dos inocentes.

    Fiz uma interpretação diferente aqui: http://tianix.wordpress.com/2013/01/11/o-labirint

    Tudo de bom a todos!

    • Obrigado pelo comentário.

      Realmente, diz-se no filme o reino subterrâneo não tem "mentira nem dor", enquanto o mundo dos humanos é repleto de mazelas. Isso não implica que na realidade dos mortais não haja pessoas boas, como é o caso de Ofelia, Mercedes e Ferreiro.

      Valeu!

      • Tiago de Lima Castro

        É verdade, tem esses personagens que mostram a bondade no nosso mundo.

        Achei bem legal o comentário do tempo, dele controlar o tempo…

        Se pensarmos que o Vidal representa o homem de progresso, moderno e fascista, faz todo o sentido esse busca por controle do tempo linear e matemático. Já na face de fantasia, o tempo não parece ser completamente linear, parece se comprimir e distender; afinal, algumas criaturas parecem ser imortais, ou parecem ter um tempo próprio.

        Numa comparação, a ditadura espanhol, como todo totalitarismo, impõe um tempo único a todos os espanhóis. já no outro Reino, o tempo é experienciado de maneira particular, se pensarmos que Ofélia fugiu a tanto tempo…

        Não seria a nossa grande fantasia poder ter o seu próprio tempo, experienciá-lo de maneira única e particular?

        Tudo de bom e vou acompanhar mais o trabalho de vocês!

  2. Michellini Santana

    Olá! Gostei muito do desenvolvimento do programa. Vou ter q assistir novamente o filme pq não havia observado algumas questões levantadas aqui. A contextualização histórica tb foibmuito boa. Parabéns. Será q vcs podem colicar 100 anis de solidão e as Brumas de Avalon na lista de vcs ??

  3. Mr. T

    Vou comentar sempre pra poder ficar famoso nas internêta. o/
    Tem tb aquela história do Umberto Eco, A Obra Aberta, q defende que podemos, mesmo, falar o que quisermos da obra, assim que ela é finalizada. =)

    Curiosas as idéias da referência do número 3 e do esquerdo x direito.
    Sim, vou correr para ver o filme novamente. Tb só o vi quando estreou.
    genki-dama pra vc's
    O
    o/

  4. Giancarlo Gurgel

    A Fantasia de Ofélia se prova Real, quando para fugir do quarto ela atravessa uma porta feita com o giz mágico. Estou adorando o trabalho, continuem nos inspirando!

      • Thiago veja essa última cena, antes de Ofélia fugir com o Bebê, ela é trancada em seu quarto, pelo lado de fora, a possibilidade de ela escapar é nula, sendo que no corredor á guardas, então o que ela faz, usa o giz que utilizou para ir ao salão do Homem-pálido, mais uma vez, mas agora para fugir do quarto, perceba o close da câmera na porta feita com giz, quando vão procurar Ofélia novamente e ela não está no quarto.

        Isso conclui minha teoria de que o giz na verdade abre portas, e ela usou uma dessas portas mágicas para fugir. Então a fantasia que ela via era Real ou Não.

  5. Fiz um paralelo entre o Labirinto do Fauno e a alegoria da caverna de Platão. O que nunca fez sentido para min, é, porque o reino de Ofélia era um reino subterrâneo. cheguei a uma interpretação.

    1º A alegoria da caverna

    Imaginemos todos os muros bem altos separando o mundo externo e uma caverna. Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz exterior. No interior da caverna permanecem seres humanos, que nasceram e cresceram ali. Ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder mover-se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira.1 Pelas paredes da caverna também ecoam os sons que vêm de fora, de modo que os prisioneiros, associando-os, com certa razão, às sombras, pensam ser eles as falas das mesmas. Desse modo, os prisioneiros julgam que essas sombras sejam a realidade.

    Assim como Ofélia, a princesa que fugiu, que sai do mundo subterrâneo, um dos prisioneiros consegue se libertar e, aos poucos, vá se movendo e avance na direção do muro e o escale, enfrentando com dificuldade os obstáculos que encontre e saia da caverna, descobrindo não apenas que as sombras eram feitas por homens como eles, e mais além todo o mundo e a natureza.

    O mundo Fora da Caverna representa o Mundo real, A caverna/mundo subterrâneo representa a fantasia.

    O paralelo reverso, A realidade de Ofélia é tão triste, horrenda e cruel, que a sua única opção é se voltar para a suas Fantasias (Caverna/ Mundo subterrâneo).

    Espero não ter viajado muito.

    Sucesso ao Mitose!!!

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